Entre a Caatinga e o Planalto, a esperança brotou nos sertões nordestinos.
Antes de 2003, o Nordeste era o quintal esquecido da pátria.
Aqui no meu sertão, o povo vivia sobre toda espécie de escassez: escassez de água, de comida, de justiça, de
futuro.
A seca era mais do que climática: era uma seca de políticas, de oportunidades,
de presença do Estado.
Mas um dia, o retirante virou presidente.
E a estrada que levava milhões rumo ao sul em paus de arara se inverteu: o Brasil passou a olhar para o Norte, para o
Sertão, para o Nordeste profundo.
Lula, como as árvores da Caatinga
Assim como o umbuzeiro, o juazeiro
e a aroeira, Lula resistiu.
Resistiu à fome, à sede, ao preconceito, ao ferro da elite que nunca admitiu um
operário, um nordestino, um filho da seca no comando do país.
Mas ele brotou.
Brota, como a caatinga que se cobre de
verde com os primeiros pingos da chuva.
Brota em política, em dignidade, em
redistribuição.
O retirante que trouxe água
Não foi só água encanada, foi água política, água de cidadania, água de
vida.
- O Programa Cisternas levou captação de água da chuva para
milhares de famílias.
- A Transposição do Rio São Francisco, sonhada desde o Império,
começou a se tornar realidade.
- O Luz para Todos iluminou os sertões apagados por séculos.
- O PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (alimentação escolar)
fizeram o agricultor familiar deixar de ser invisível.
- O PRONAF, o Bolsa
Família, o Minha Casa Minha
Vida, o Mais Médicos,
o FIES, o Prouni e os IFs (Institutos Federais)
chegaram como rios que dividem a
terra, mas multiplicam vida.
O Brasil que cresceu distribuindo
Lula fez o Brasil subir para a sexta economia do planeta, crescendo com distribuição, não com
concentração.
A elite bufava.
Mas o povo comia, bebia, estudava, produzia e sonhava.
Nunca fomos tão vistos.
Nunca nos sentimos tão parte da nação.
Oásis nos sertões nordestinos
O sertão virou palco de cultura, de saber, de orgulho.
Deu voz ao Patativa do Assaré, que rimava a dor com esperança.
Deu palco ao Belchior, que
cantava o homem do século XX com alma nordestina.
Deu chão a Gilberto Freyre, que
pensou a mestiçagem como força, não fraqueza.
E deu voto.
Voto de gratidão, mas também de consciência.
Porque o povo não esquece quem molhou a
terra seca da injustiça com as águas da dignidade.
🌱 Lula é como a
Caatinga
Pode queimar, pode judiar, pode
cortar.
Mas volta a brotar.
Porque o
povo que vem do chão não se dobra, floresce.
E o sertão, que antes era fim de mundo, virou
o começo de uma outra história.
História de resistência.
História de esperança.
História que ainda há de ser escrita por nós com os pés na terra e os olhos no horizonte.
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