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terça-feira, 1 de julho de 2025

🌵Lula, o retirante da esperança

Entre a Caatinga e o Planalto, a esperança brotou nos sertões nordestinos.

Antes de 2003, o Nordeste era o quintal esquecido da pátria.
Aqui no meu sertão, o povo vivia sobre toda espécie de escassez: escassez de água, de comida, de justiça, de futuro.
A seca era mais do que climática: era uma seca de políticas, de oportunidades, de presença do Estado.

Mas um dia, o retirante virou presidente.
E a estrada que levava milhões rumo ao sul em paus de arara se inverteu: o Brasil passou a olhar para o Norte, para o Sertão, para o Nordeste profundo.

Lula, como as árvores da Caatinga

Assim como o umbuzeiro, o juazeiro e a aroeira, Lula resistiu.
Resistiu à fome, à sede, ao preconceito, ao ferro da elite que nunca admitiu um operário, um nordestino, um filho da seca no comando do país.

Mas ele brotou.
Brota, como a caatinga que se cobre de verde com os primeiros pingos da chuva.
Brota em política, em dignidade, em redistribuição.

O retirante que trouxe água

Não foi só água encanada, foi água política, água de cidadania, água de vida.

  • O Programa Cisternas levou captação de água da chuva para milhares de famílias.
  • A Transposição do Rio São Francisco, sonhada desde o Império, começou a se tornar realidade.
  • O Luz para Todos iluminou os sertões apagados por séculos.
  • O PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e o PNAE (alimentação escolar) fizeram o agricultor familiar deixar de ser invisível.
  • O PRONAF, o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos, o FIES, o Prouni e os IFs (Institutos Federais) chegaram como rios que dividem a terra, mas multiplicam vida.

O Brasil que cresceu distribuindo

Lula fez o Brasil subir para a sexta economia do planeta, crescendo com distribuição, não com concentração.

A elite bufava.
Mas o povo comia, bebia, estudava, produzia e sonhava.
Nunca fomos tão vistos.
Nunca nos sentimos tão parte da nação.

Oásis nos sertões nordestinos

O sertão virou palco de cultura, de saber, de orgulho.

Deu voz ao Patativa do Assaré, que rimava a dor com esperança.
Deu palco ao Belchior, que cantava o homem do século XX com alma nordestina.
Deu chão a Gilberto Freyre, que pensou a mestiçagem como força, não fraqueza.

E deu voto.
Voto de gratidão, mas também de consciência.
Porque o povo não esquece quem molhou a terra seca da injustiça com as águas da dignidade.

🌱 Lula é como a Caatinga

Pode queimar, pode judiar, pode cortar.
Mas volta a brotar.

Porque o povo que vem do chão não se dobra, floresce.
E o sertão, que antes era fim de mundo, virou o começo de uma outra história.

História de resistência.
História de esperança.
História que ainda há de ser escrita por nós com os pés na terra e os olhos no horizonte.

 

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