Entre soberania e vassalagem: o futuro que se desenha já foi vivido
Sabemos que a parte mais frágil dos BRICS ainda é o "B", o Brasil. Apesar do seu imenso potencial e das riquezas naturais, humanas e culturais que possui, ainda nos mantemos sob a sombra da Doutrina Monroe, tratados como quintal dos EUA.
Trump, Bolsonaro e o cerco à soberania brasileira
Ontem, dia 07 de julho de 2025, e ao longo destes dias aconteceram vários sinais. Donald Trump, já em seu novo mandato, interferiu diretamente em assuntos internos do Brasil, defendendo o ex-presidente Bolsonaro, responsável por crimes contra a saúde pública, a democracia e a soberania nacional.
Mais grave ainda, a Justiça da Flórida, em uma ação de grupos ligados à mídia e ao lobby sionista, citou o nome do ministro Alexandre de Moraes. A mensagem é clara: o Brasil precisa ser punido por ousar liderar os BRICS e por tentar desdolarizar parte de sua economia.
Tudo isso é uma ofensiva geopolítica para enfraquecer o papel do Brasil como liderança global alternativa e manter o Brasil com o quintal dos EUA; que este se afaste dos BRICS, como a Argentina sob a liderança da extrema direita, por lá.
O que Lula precisa lembrar
Fica a pergunta: Lula aprendeu com o golpe contra Dilma?
Não podemos esquecer que foi o governo dos Democratas, sob Obama, que espionou o Brasil, invadiu comunicações sigilosas, grampeou autoridades e entregou tudo à CIA e corporações dos EUA. O golpe de 2016 começou em 2013, com os chamados movimentos coloridos, articulados por think tanks internacionais e alimentados por mídia corporativa.
Nesse processo, o Brasil perdeu:
A liderança energética do pré-sal;
O controle da Petrobras, inclusive da sua distribuidora;
A sua autonomia diplomática, construída com esforço desde 2003.
O resultado: o maior retrocesso civilizatório desde a ditadura, com o país entregue ao rentismo, à miséria programada e ao autoritarismo miliciano, estando o povo a procurar ossos em montanhas de ossadas de frigoríficos.
O crime da soberania
Lula entregou o país à presidenta Dilma, em 2011, com:
O 6º maior PIB do planeta (US$ 3,5 trilhões);
100 milhões de brasileiros na nova classe média (classe C);
Pleno emprego e consumo interno aquecido;
Prestígio internacional e liderança nos BRICS;
O Brasil como 3º maior credor dos EUA e dívida com o FMI paga
Tudo ia bem... até que o Brasil ficou "grande demais" para o quintal.
Com o fim da guerra no Iraque e no Afeganistão em andamento, os EUA voltaram os olhos para a América Latina, e o Brasil virou alvo.
A antessala do golpe se repete em 2025
O que vemos hoje?
Mídia empresarial sabotando os avanços econômicos (queda da inflação, geração de empregos, aumento da renda);
Congresso Nacional atuando como quinta-coluna da Casa Branca, impedindo qualquer reforma que afete os interesses da elite;
Ministros apagados, sem coragem política, deixando Lula sozinho com 80 anos para enfrentar uma máquina de guerra ideológica e midiática;
A elite nacional agindo contra o país, como sempre fez.
Os generais e suas casernas se contorcendo para manter os seus privilégios, em detrimento da soberania brasileira. A farsa de que a alta cúpula não conspirou contra as instituições não se mantém entre fatos e dados que vão emergindo.
A história parece repetir-se com um roteiro já conhecido, rumo à antessala do golpe de 2026. Como dizia Cazuza: “Eu vejo o futuro repetir o passado, um museu de grandes novidades.”
Acorda, governo!
O governo Lula precisa abandonar a falsa neutralidade.
A guerra já começou: é comunicacional, judicial, institucional e diplomática.
Ou o governo governa com o andar de baixo, com o povo consciente e mobilizado, ou será derrotado pela elite do andar de cima, a mesma de sempre, aliada ao capital estrangeiro.
Que Lula não seja um novo Getúlio.
Mas se tiver de cair, que caia atirando contra os inimigos do Brasil, e não contra o próprio peito.
Soberania se defende com coragem, consciência e povo na rua
O que está em jogo é muito mais que um mandato.
É o direito de existir como nação livre, altiva e soberana.
É isso que os EUA não suportam.
É isso que a elite nacional não admite.
É isso que o povo brasileiro deve defender — com palavras, com consciência, com ação política.
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