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quarta-feira, 2 de julho de 2025

⚛️ Othon, Urânio e Soberania: o Brasil desarma-se enquanto o mundo se arma

Quando o país pune seus cientistas e renuncia à sua autonomia estratégica

O Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva não era apenas um militar. Era o mais importante cientista nuclear brasileiro. Um homem que, com sua equipe, inseriu o Brasil no seleto grupo de nações que dominam o ciclo completo de enriquecimento de urânio — algo que apenas potências como EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Índia conseguem fazer.

Esse feito nos deu a capacidade de produzir energia nuclear com autonomia, de desenvolver submarinos nucleares, e de, se necessário, ter conhecimento técnico suficiente para fabricar uma arma nuclear.

Em vez de honrado, Othon foi punido.

Em vez de celebrado, foi algemado.

A Lava Jato o condenou a 43 anos de prisão.

A renúncia histórica à bomba atômica

Em 1998, o Brasil assinou o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), abrindo mão formalmente de qualquer possibilidade de desenvolver uma bomba atômica. Foi chamado de ato de "paz". Mas hoje, à luz da geopolítica, parece mais com um ato de ingenuidade ou submissão estratégica.

Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte jamais assinaram o TNP e têm armamento nuclear.

A Ucrânia abriu mão de seu arsenal atômico nos anos 90 e hoje está em guerra, invadida e destruída.

Enquanto isso, o Brasil, de dimensões continentais e riquezas imensas, é um país nuclearmente desarmado e geopoliticamente vulnerável.

O físico cearense que criou a tecnologia da bomba

Poucos sabem, mas um físico cearense, Mário Schenberg, já nos anos 1940 e 50, discutia e dominava os princípios físicos que mais tarde viriam a ser aplicados na tecnologia atômica.

O Brasil sempre teve cérebros brilhantes mas frequentemente puniu seus gênios e obedeceu potências externas.

Um país sabotado por dentro

A prisão do Almirante Othon simboliza algo maior do que um julgamento individual:

Simboliza o projeto de sabotagem da engenharia nacional, do desenvolvimento soberano, da capacidade de dizer "não" às potências.

A Lava Jato foi, em muitos aspectos, um instrumento de lawfare e submissão geopolítica.

Destruiu a Petrobras, desmontou a Odebrecht, perseguiu líderes do PAC e paralisou projetos estratégicos, do pré-sal ao programa nuclear.

Um país desarmado em um mundo em guerra

Hoje, o planeta vive um tempo de ameaças:

Guerras territoriais;

Disputas comerciais entre China e EUA;

Expansão de blocos armados como a OTAN;

Crises climáticas que colocam populações em risco.

E o Brasil?

Sem armamento nuclear, sem indústria bélica robusta, sem soberania tecnológica plena.

Dependente. Frágil. Neocolonial.

Por um sertão soberano e um Brasil altivo

Do sertão nordestino saíram cientistas, físicos, engenheiros e pensadores que podem (e devem) compor o projeto de uma nação forte.

Mas, para isso, é preciso romper com a lógica de subserviência.

Resgatar a história do programa nuclear brasileiro é também resgatar o direito de sonhar com um Brasil que se respeita e se protege.

📢 Leia mais sobre o caso no especial da @operamundi:

🔗 Prisao do Almirante Othon – Lava Jato e o ataque à soberania nuclear brasileira

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