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domingo, 6 de julho de 2025

⚠ Emendas como arma: o plano da extrema-direita para controlar o Congresso e destruir o Estado Social em 2026

As eleições de 2026 não serão apenas uma disputa presidencial. Serão, sobretudo, uma batalha pelo controle do Congresso Nacional. A extrema-direita brasileira sabe disso. Mais do que tentar derrotar Lula ou qualquer candidato progressista nas urnas, o objetivo real é dominar o Senado e a Câmara dos Deputados para, a partir daí, fatiar o Estado brasileiro, destruir políticas sociais e ameaçar as instituições democráticas, como o STF.

O uso político das emendas parlamentares é o instrumento central dessa estratégia. Segundo reportagem do O Estado CE, a cúpula do Congresso, liderada por Hugo Motta (Republicanos/PB), articula uma mudança no calendário da execução orçamentária para obrigar o governo Lula a liberar bilhões em emendas antes do período eleitoral de 2026. Isso permitiria que deputados e senadores usassem o dinheiro público para se reelegerem ou apoiar aliados — inclusive candidatos da extrema-direita.

O plano: usar dinheiro público para eleger o Congresso da destruição

O movimento é claro:

Aprovar uma LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que antecipe o pagamento das emendas parlamentares para o primeiro semestre de 2026, antes do início das vedações eleitorais.

Neutralizar o poder do Executivo sobre o Orçamento, engessando a capacidade do governo de reagir a frustrações de receita.

Transformar as emendas em moeda eleitoral, irrigando campanhas com obras e verbas, sobretudo nas cidades do interior — base eleitoral da extrema-direita.

Em resumo: usar o dinheiro do povo para consolidar o poder do centrão e da ultradireita, eleger um Congresso hostil e avançar contra o STF, os programas sociais e a própria democracia.


O que está em jogo: guilhotinar o STF e desmontar o Estado social

A meta da extrema-direita não é só vencer a eleição presidencial. É formar uma maioria qualificada no Congresso (3/5 dos votos) para:

Caçar ministros do STF (em especial os que combatem o golpismo e a corrupção);

Aprovar uma “contrarreforma constitucional” que extinga o SUS, o FUNDEB, os direitos trabalhistas e previdenciários;

Transformar as emendas em orçamento paralelo permanente, institucionalizando o “orçamento secreto” sob outro nome: “emendas Pix”;

Estabelecer uma república corporativa, clientelista, patrimonialista, baseada no domínio absoluto do Legislativo e na submissão do Executivo e do Judiciário.

O uso das emendas: dados reveladores

R$ 53 bilhões foram liberados em emendas em 2023, segundo o Tesouro Nacional.

Só as “emendas Pix” (transferências diretas para prefeituras, sem fiscalização prévia) atingiram R$ 11 bilhões.

Estima-se que até 2026, mais de R$ 150 bilhões possam ser movimentados como moeda eleitoral, se o novo calendário for aprovado.

Essas verbas, quando liberadas no primeiro semestre do ano eleitoral, viram palanque, asfalto, máquina e voto. É o uso do orçamento como trampolim eleitoral — e chantagem institucional.

O golpe que começou em 2015, renasceu em 2022-2023 e pode ser consolidado  em 2026

O que está em curso é a continuidade do golpe de 2016, agora sob uma nova roupagem: legalizada, disfarçada de norma orçamentária, mas com o mesmo objetivo: destruir o Estado social brasileiro.

Lembremos:

O orçamento impositivo foi imposto com o apoio de Eduardo Cunha, Bolsonaro e a ala golpista do Congresso.

As emendas secretas foram o método de compra de apoio para o governo Bolsonaro.

Agora, a tentativa é fazer do Congresso o centro do poder real, capaz de submeter o Executivo e anular o STF.

Conclusão: ou enfrentamos agora, ou perderemos tudo depois

O povo brasileiro precisa compreender que a eleição de 2026 não é só sobre Lula, Bolsonaro ou qualquer presidenciável. É sobre quem vai controlar o Orçamento da União, quem terá poder para aprovar leis, cassar ministros, manter ou destruir o SUS, o Bolsa Família, o salário mínimo, a educação pública, a soberania nacional.

Se a extrema-direita dominar o Congresso com base no poder das emendas:

A democracia estará em risco.

O Estado social será destruído.

O Brasil se tornará uma “República das Verbas”, vendida a quem pagar mais.

A luta de 2026 começa agora: nas ruas, nas redes, nas comunidades, nas escolas, nas igrejas e nas universidades.

 

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