Compartilho entrevista com o coronel aposentado Douglas Macgregor, concedida ao professor Glenn Diesen, em que ele tece duras críticas à política externa dos EUA, à atuação de Israel no Oriente Médio e à influência de lobbies bilionários, em especial, o lobby sionista em Washington. A entrevista, publicada no YouTube, oferece um olhar realista e muitas vezes cético sobre os rumos da geopolítica mundial, especialmente em relação ao conflito entre Israel e seus vizinhos e à política externa de Donald Trump.
🔥 Resumo das ideias
centrais da entrevista
1. Trump e a guerra “que não acaba”
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Macgregor afirma que Trump, ao apoiar
incondicionalmente Israel, acabou alimentando um conflito que
não terá fim tão cedo.
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Ele sustenta que o cessar-fogo atual é
ilusório, pois as condições estruturais do conflito
não foram resolvidas — há apenas uma pausa tática.
2. Israel como agente provocador
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Segundo Macgregor, Israel fomentou o conflito como parte de um projeto
geopolítico maior: assegurar a hegemonia no Oriente
Médio, neutralizando o poder do Irã, do Hezbollah e dos
palestinos.
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Essa estratégia é, segundo ele, financiada e sustentada por bilionários de Washington,
com forte presença no lobby sionista
que influencia decisivamente a política dos EUA.
3. O papel do lobby bilionário sionista
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Macgregor denuncia que Trump jamais teria chegado ao poder sem o apoio desse lobby
bilionário pró-Israel.
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Isso comprometeu a sua capacidade de manter uma política externa independente, especialmente no Oriente
Médio.
4. Críticas ao sistema político dos EUA
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Ele descreve a política externa americana como refém de interesses privados e de grupos de poder que colocam Israel acima dos próprios
interesses nacionais dos EUA.
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Há também críticas à indústria de armamentos, que lucra com guerras
prolongadas e instabilidade crônica.
5. “Essa guerra está só começando”
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Macgregor insiste que o conflito que estamos
vendo hoje não é episódico, mas estrutural.
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Acreditar que um cessar-fogo encerra o ciclo de
violência é um erro. Novas fases do conflito estão por
vir, possivelmente envolvendo atores regionais e globais.
Reflexões
adicionais
Essa entrevista tem
grande repercussão não só pela clareza das acusações, mas também por vir de
alguém que fez parte do alto escalão militar dos EUA. Macgregor já foi cotado
para altos cargos no governo Trump, mas frequentemente ficou à margem por suas opiniões independentes e críticas à guerra permanente.
A denúncia de que o
sistema político americano está capturado por lobbies bilionários com
interesses em guerras prolongadas não é nova, mas
Macgregor reforça esse ponto com autoridade e vivência prática.
Douglas Macgregor nos lembra que a guerra no
Oriente Médio não é um erro, mas um projeto. Um projeto financiado, sustentado
e silenciado por lobbies que transformaram a paz em um negócio inviável.”
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