Hoje percebo que aquela escola estava muito à frente do seu tempo. Durante todo o ano letivo, vivíamos intensamente atividades esportivas e culturais. Havia competições nas mais diversas modalidades coletivas e individuais, torneios de xadrez, apresentações artísticas, recitais, momentos culturais e incentivo permanente à leitura. A escola despertava talentos e criava vínculos entre os estudantes e a comunidade.
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quarta-feira, 24 de junho de 2026
Escolas Olímpicas Culturais: Uma Proposta para Transformar a Juventude Brasileira
Fernando Haddad e o futuro de São Paulo: trabalho, competência e desenvolvimento para o povo paulista
O povo paulista, especialmente o povo do interior, sempre valorizou o trabalho, a honestidade, a capacidade de realizar e o compromisso com os resultados. Nas cidades que movem a agricultura, a indústria, o comércio e os serviços, o que importa não são os discursos vazios, mas a capacidade de enfrentar desafios, gerar oportunidades e melhorar a vida das pessoas.
É por isso que Fernando Haddad precisa ser conhecido para além dos rótulos políticos e das disputas ideológicas que frequentemente dominam o debate público. Sua trajetória revela um homem preparado, professor universitário, gestor experiente, com sólida formação acadêmica e uma vida dedicada ao serviço público e à construção de políticas voltadas para o desenvolvimento do Brasil.
domingo, 21 de junho de 2026
Copa de 1970, ditadura e Infância: memórias de um Brasil entre o Rádio, a rua, livros e o futebol
A Copa do Mundo de 1970, no México, foi um momento marcante não apenas no futebol, mas também no contexto histórico do Brasil, que vivia sob a ditadura militar. Hoje, consigo compreender que aquele período carregava tensões políticas profundas, e que a seleção brasileira acabou sendo, em certa medida, utilizada como símbolo de união nacional e também como distração do povo.
Mas, sendo criança, não havia em mim qualquer consciência desse cenário. Nossa vida era feita de escola, rua, bola e livros. O mundo se resumia ao que estava ao alcance dos olhos e do coração.
Naquela época, a Seleção Brasileira parecia estar acima de qualquer ideologia ou disputa política. Não se falava disso. O que existia era a admiração pura, quase mágica. Pelé estava em todos os lugares: nas ruas, nas escolas, nas conversas, nas figurinhas dos álbuns. Também Tostão, Rivelino, Gerson, Jairzinho — nomes que faziam parte do imaginário coletivo de uma infância inteira.
Do Sertão à Cidade: memórias de 1970, sonhos e a Bodega do Seu Luís e Dona Teresinha
Era 1970. Ano de Copa do Mundo no México, de sonhos ainda sem nome, e de uma vida simples que marcaria para sempre a minha história.
Minha família era numerosa: nove pessoas ao todo — pai, mãe e filhos — vivendo na comunidade de Pitombeira, na Ilha do Poró. Ali, a vida era sustentada pela agricultura e pela criação de animais: galinhas, porcos, gado, capotes, perus, cabras e ovelhas. Era um cotidiano de trabalho duro, mas também de muita convivência com a natureza e com os ciclos da terra.
Meu pai mantinha também uma pequena bodega. Pequena no tamanho, mas enorme na sua importância. Ela nos acompanhou por toda a vida e, mais tarde, se tornaria conhecida como a “bodega do Seu Luís e Dona Teresinha”, um lugar que atravessou gerações, alimentou famílias e ajudou a sustentar nossos estudos e nossa caminhada.
sexta-feira, 19 de junho de 2026
É para isso que servem os amigos: memórias, música e tempo
É para isso que servem os amigos: memórias, música e tempo
Há memórias que não pertencem apenas ao passado porque elas continuam respirando dentro de nós. Quando escuto ou recordo a canção “That’s What Friends Are For”, não ouço apenas uma música lançada em 1985. Eu ouço a minha própria história atravessando o tempo.
Em 1985, eu tinha vinte anos. Um jovem universitário, estudante de pedagogia e de música, tentando decifrar o mundo através de uma linguagem que já me parecia universal. A música não era apenas entretenimento, era descoberta, era abrigo, era horizonte.
Vim de um tempo em que o rádio de pilha era companheiro constante. Muitas vezes, à luz de uma lamparina, o mundo chegava até mim pelas ondas do rádio e pelas páginas dos livros. E, naquele cenário simples, nasciam sonhos grandes. Sonhos que não cabiam nas limitações materiais, mas encontravam espaço na imaginação, na amizade e no desejo de aprender.
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Bolsa Família: dignidade, justiça social e oportunidade para o povo brasileiro
O Bolsa Família é muito mais que um programa de transferência de renda. É uma política pública de combate à fome, à desigualdade e à exclusão social de um povo que historicamente foi marginalizado no Brasil. Foram mais de trezentos anos de escravidão, séculos de exploração e uma realidade em que milhões de brasileiros sobreviveram trabalhando apenas por um prato de comida, sem direitos, sem oportunidades e sem dignidade.
Por isso, quando alguém afirma que o Bolsa Família “torna o povo preguiçoso”, ignora completamente a história social do país e despreza a realidade de quem sempre lutou para sobreviver. A pobreza no Brasil nunca foi fruto da preguiça do povo. Foi consequência da concentração de renda, da desigualdade histórica e da ausência de oportunidades.
domingo, 17 de maio de 2026
Ciro Gomes: o homem que nunca coube em um partido, mas hoje se contenta em ser o "galinheiro" do bolsonarismo.
Quem conhece a trajetória política de Ciro Gomes e acompanha a política cearense há décadas sabe que sua recente aliança com setores da direita e da extrema-direita no Ceará não chega a ser exatamente uma surpresa.
Em 2021, escrevi no blog Olhos do Sertão sobre essa característica de Ciro de alternar ataques duros e gestos de aproximação política conforme as conveniências do momento. O episódio mais simbólico talvez tenha sido relatado pelo próprio Antônio Carlos Magalhães, o ACM, ao recordar que, depois de ser duramente criticado por Ciro, recebeu dele um gesto público de afago durante uma visita à Bahia, quando Ciro beijou sua mão para agradar os baianos.
O caso foi amplamente repercutido pela imprensa e ilustra um comportamento político marcado por alianças fluidas, rupturas frequentes e mudanças constantes de posicionamento. Reportagens publicadas pelo UOL Notícias e pelo Estadão resgataram episódios dessa relação ambígua entre ataques públicos e reaproximações políticas promovidas por Ciro ao longo da carreira.
"ACM é sujo como pau de galinheiro", afirma Ciro MÔNICA BERGAMO da Reportagem Local - Folha de São Paulo - Junho de 1999.
Resposta do ACM: “Ciro Gomes é o próprio galinheiro”
Ao longo da vida pública, Ciro transitou por diversos partidos e campos ideológicos. Nos anos 1990, quando estava no PSDB, adotava um discurso liberal alinhado ao receituário neoliberal predominante na época. Defendia privatizações, criticava bancos públicos, atacava movimentos grevistas e chegou a chamar Leonel Brizola de “suprassumo do atraso”. Mais tarde, aproximou-se do campo trabalhista e passou a construir uma imagem de nacional-desenvolvimentista. Essa capacidade de mudar de discurso conforme o contexto faz com que muitos enxerguem em Ciro uma figura politicamente moldável, capaz de se adaptar ao ambiente político que lhe seja mais conveniente.
Em 2010 fez o seguinte comentário sobreo Aécio, o político que um dia ameaçou matar o primo para evitar deleção.
Na avaliação de muitos observadores da política brasileira, Ciro desperdiçou oportunidades importantes de chegar à Presidência da República. A primeira ocorreu durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Como ministro da Integração Nacional, Ciro desempenhava um papel relevante e tinha prestígio dentro do governo. Porém, em 2006, decidiu deixar o ministério para disputar mandato de deputado federal pelo Ceará. Segundo relatos políticos conhecidos da época, Lula teria sugerido que ele permanecesse no governo e escolhesse outro espaço na Esplanada, demonstrando apreço pessoal e político por ele. Ciro, entretanto, apostou em outro caminho político. Nos anos seguintes, enquanto Dilma Rousseff se consolidava como sucessora de Lula, Ciro acabou sem protagonismo nacional, passando pela Câmara Federal sem grande destaque legislativo.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Objetivo dos EUA: hegemonia no Hemisfério Ocidental.
1. Tese central do vídeo
Ben Norton sustenta que a
política dos EUA contra a Venezuela não
depende do presidente ou do partido no poder,
mas expressa uma estratégia
estrutural e de longo prazo
de manutenção da hegemonia dos EUA no Hemisfério
Ocidental.
Segundo ele, as justificativas mudam (democracia,
segurança nacional, drogas, direitos humanos), mas o
objetivo permanece o mesmo: contenção, controle ou mudança de
regime.
2. Continuidade histórica da política externa dos EUA
Um ponto forte da análise é mostrar que:
Obama classificou a Venezuela como “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional”.
Trump intensificou sanções, tentou isolamento diplomático e adotou a narrativa do narcotráfico.
Biden manteve sanções estruturais, mesmo ajustando o discurso.
Para Norton, isso evidencia
continuidade
estratégica, não
ruptura.
A Venezuela se encaixa no padrão histórico de
intervenções dos EUA na América Latina (Chile, Nicarágua, Cuba,
Guatemala, Honduras).
3. O papel do petróleo venezuelano
O vídeo enfatiza que a Venezuela:
Possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo
Nacionalizou recursos estratégicos
Rompeu com o modelo de submissão às grandes petrolíferas internacionais
Segundo Norton:
O problema não é a escassez de petróleo, mas quem controla esse petróleo.
A soberania sobre recursos naturais entra em choque direto com interesses corporativos e geopolíticos dos EUA.
Ponto-chave: Países que controlam seus recursos e não se alinham automaticamente a Washington tendem a sofrer pressão, sanções ou isolamento.
4. A influência da política interna dos EUA (Miami/Flórida)
Um dos argumentos mais relevantes do vídeo é o peso da política doméstica:
Grupos antichavistas, anticubanos e antissandinistas sediados em Miami
Forte influência eleitoral no estado da Flórida
Ligação direta com:
Lobby do petróleo
Think tanks
Setores do Partido Republicano e Democrata
A política externa vira instrumento de disputa eleitoral interna, não de segurança internacional real.
5. A retórica das “drogas” como nova justificativa
Ben Norton argumenta que:
A acusação de “narco-Estado” contra a Venezuela carece de base empírica sólida
Países aliados dos EUA, com histórico comprovado de narcotráfico, não recebem o mesmo tratamento
Isso revela um padrão:
Quando a justificativa anterior perde força, cria-se outra narrativa moral ou criminal para sustentar a mesma política.
6. A China como fator decisivo
O vídeo destaca que a presença crescente da China na América Latina é hoje um fator central de preocupação para Washington:
Investimentos em infraestrutura
Acordos energéticos
Parcerias financeiras sem condicionalidades políticas
Para os EUA:
Isso ameaça sua posição histórica de dominância regional
A Venezuela se torna símbolo de um mundo multipolar em ascensão
Assim, a pressão sobre Caracas também é uma mensagem indireta a outros países latino-americanos.
7. Crítica implícita à “ordem internacional baseada em regras”
Embora não seja o foco explícito, o vídeo sugere que:
As “regras” são aplicadas seletivamente
Sanções econômicas funcionam como armas políticas
O direito internacional é frequentemente subordinado aos interesses das grandes potências
8. Pontos fortes da análise de Ben Norton
✔ Contextualização histórica
sólida
✔ Articulação entre política externa e interesses
econômicos
✔ Exposição do papel da política doméstica dos
EUA
✔ Leitura clara da disputa EUA × China na América Latina
Conclusão
O vídeo defende que a Venezuela é alvo não por ser uma ameaça real, mas por representar:
Um projeto de soberania energética
Um desafio simbólico à hegemonia dos EUA
Um ponto de articulação com potências emergentes como a China
Em síntese, Ben Norton mostra que:
O problema da Venezuela não é o que ela faz, mas o que ela representa.
Guerra cibernética que neutralizou o sistema de defesa venezuelano?
O verdadeiro plano para a Venezuela está à vista de todos
A chamada “Ordem Internacional Baseada em Regras” funciona, na prática, como uma máscara diplomática para a pirataria moderna. Sob esse discurso moralizante, o capitalismo ocidental demonstra repetidamente sua incapacidade de negociar com nações soberanas sem tentar subordiná-las, capturá-las ou possuí-las.
Quando um país se recusa a entregar seus recursos estratégicos, o destino costuma ser previsível: sanções, sabotagem, desestabilização e punição prolongada. O Haiti é o exemplo histórico mais brutal — um país condenado por séculos por ousar romper com a ordem colonial. A Venezuela segue a mesma lógica.
Essas realidades desconfortáveis são exploradas na entrevista com o professor Michael Rossi, cientista político da Universidade Rutgers, que desmonta a narrativa dominante ao conectar o DNA histórico das intervenções dos Estados Unidos com os movimentos agressivos que presenciamos hoje na América Latina e no mundo.
O que está em jogo hoje na Venezuela
Hoje, 05 de janeiro, seguimos com poucas respostas e muitas perguntas. Circulam narrativas diversas, mas o que aconteceu o foi o sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, além da morte de oitentas pessoas em operações ainda mal esclarecidas. Independentemente das versões divulgadas, um fato permanece evidente:
Os Estados Unidos desejam a decapitação completa do governo bolivariano.
O objetivo é claro: impor um governo fantoche, politicamente obediente, capaz de abrir caminho para o controle da maior reserva de petróleo do mundo, localizada em território venezuelano.
Plano A e Plano B: a lógica imperial
Como já mencionado em post anterior, um ex-analista da CIA foi direto ao ponto ao afirmar que Washington trabalha com dois cenários:
Plano A: instalar um governo submisso que aceite todas as exigências dos EUA, promovendo uma chamada “transição suave”;
Plano B: recorrer ao método clássico já utilizado diversas vezes na América do Sul — golpe militar, assassinatos seletivos e repressão aberta.
Ambos têm o mesmo objetivo: um governo leal aos interesses estratégicos dos Estados Unidos.
A guerra psicológica e a desmoralização do chavismo
É fundamental destacar a análise de Breno Altman (@brealt):
“O governo venezuelano está investigando infiltrações e traições individuais, movidas por suborno. Essa hipótese é totalmente diferente das especulações sobre acordos liderados por Delcy Rodríguez ou pelo próprio Maduro, difundidas pelos Estados Unidos para desmoralizar o chavismo.”
Essa distinção é crucial. Não há, até o momento, qualquer mudança de governo na Venezuela. O que existe é uma intensa guerra informacional, voltada a produzir desmoralização interna, confusão e ruptura de lealdades — estratégia clássica de desestabilização.
O desejo dos EUA é evitar o custo político e internacional de um golpe militar explícito, apostando numa transição “negociada” sob coerção, sanções e infiltrações.
Golpes, assassinatos e a Doutrina Monroe
Outro
ponto não pode ser ignorado:
Os
Estados Unidos são historicamente competentes em golpes de Estado e
assassinatos políticos
quando lidam com governos que não se alinham aos seus interesses.
A Doutrina Monroe jamais foi abandonada. Ela continua presente, silenciosa ou explícita, nas mesas dos presidentes norte-americanos, independentemente do partido no poder.
A mensagem segue a mesma há mais de um século:
Quem não se ajoelhar aos interesses dos EUA será punido.
Venezuela hoje, América Latina amanhã
Se a Venezuela cair, o recado será direto para toda a região. E candidatos a governos fantoches não faltam na América Latina.
No Brasil, inclusive, setores da direita fazem fila para se oferecer ao trumpismo, prontos para sacrificar soberania, recursos estratégicos e políticas sociais em troca de bênçãos externas.
Conclusão
O caso venezuelano não é sobre democracia, direitos humanos ou regras internacionais. É sobre poder, recursos naturais e submissão geopolítica.
A história mostra que, quando um país ousa dizer “não”, ele passa a ser tratado como inimigo. A Venezuela apenas ocupa hoje o lugar que outros já ocuparam ontem — e que outros poderão ocupar amanhã.
Ignorar isso é aceitar a narrativa. Enxergar é o primeiro passo para resistir.
domingo, 4 de janeiro de 2026
Quem é o plano A e plano B dos EUA na Venezuela? Será que o povo revolucionário da Venezuela vai concordar com estes planos?
Vivemos tempos de guerras híbridas e disputas geopolíticas permanentes. E, como sempre acontece nesses contextos, a maior vítima é a verdade. Por isso, tudo o que se ouve neste vídeo, principalmente sobre as declarações e afirmações atribuídas a um ex-analista ligado à CIA deve ser recebido com espírito crítico e saudável desconfiança.
O grande desafio é unir os fios dessa trama complexa, que envolve o sequestro de um presidente e de sua esposa, sob a justificativa oficial de combate ao narcotráfico, mas que pode esconder um objetivo muito mais profundo: o controle e a pilhagem das riquezas de um país estratégico.
Ainda assim, é possível concordar com um ponto central: parte significativa do entorno de Nicolás Maduro pode hoje integrar, direta ou indiretamente, a folha de pagamento dos Estados Unidos, por meio de operações da CIA. Trata-se de um investimento milionário na compra de lealdades de altos funcionários do governo venezuelano, o que pode incluir generais e até membros da guarda responsável pela segurança presidencial.
Vale lembrar que Donald Trump declarou publicamente a presença da CIA na Venezuela e elevou a recompensa por informações que levassem à captura de Maduro para 50 milhões de dólares. Diante disso, é difícil acreditar que o sequestro do presidente tenha sido fruto do acaso ou de uma simples oportunidade. Tudo indica uma operação cuidadosamente planejada, irrigada por dólares e sustentada pela cooptação de setores do alto escalão militar.
Nesse sentido, não estamos vendo império que detonou todo o direito internacional que luta ferozmente para manter o dólar como instrumento de dominação no mundo nas relações internacionais.
Pascal Lottaz faz excelentes perguntas e tece excelentes comentários e Ron Aledo, oficial aposentado dos EUA faz suas narrativas que devem ser refletidas. No entanto, ele expõe as vísceras na atuação da CIA, inteligência, etc., com bases, segundo ele, em fontes abertas.
Ele diz claramente que até vice-presidente da Venezuela pode estar na folha de pagamento da folha da CIA, muitos militares venezuelanos.
Ou seja, segundo ele a mensagem dos EUA: trabalhe conosco, você será bem remunerado. E a colaboração de parte de funcionários do governo dos EUA facilitou a operação, ou seja, nenhum helicóptero foi abatido.
Portanto, mais do que aceitar narrativas prontas, seja a versão oficial, seja a de ex-agentes de inteligência, é fundamental questionar: a chamada “apreensão de drogas” não seria apenas uma cortina de fumaça? Estaríamos diante de uma tentativa desesperada de preservar interesses econômicos globais, como o petrodólar, a qualquer custo?
Em tempos como estes, desconfiar não é paranoia: é método.
Síntese das falas da entrevista (ex-analista ligado à CIA)
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O entrevistado afirma que mudanças abruptas de regime não acontecem por acaso, mas resultam de operações longamente planejadas pelos serviços de inteligência, especialmente quando envolvem países estratégicos.
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Segundo ele, a CIA trabalha prioritariamente na compra de lealdades, e não em confrontos diretos. O método central seria cooptar altos oficiais militares e políticos, garantindo que, no momento decisivo, o regime simplesmente “desmorone por dentro”.
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No caso da Venezuela, sustenta que parte significativa do alto comando militar já estaria comprometida financeiramente com os EUA, incluindo generais e setores responsáveis pela segurança presidencial.
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A narrativa oficial de combate ao narcotráfico é apresentada como instrumento jurídico e midiático, usado para legitimar ações internacionais que, na prática, teriam objetivos geopolíticos e econômicos mais amplos.
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O entrevistado afirma que o aumento da recompensa por Nicolás Maduro não é simbólico, mas um sinal direto de que negociações e traições internas já estavam em curso.
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Defende que a captura ou neutralização de lideranças políticas só ocorre quando as forças encarregadas de protegê-las deixam de agir, o que indicaria acordos prévios e pagamentos substanciais.
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Por fim, sustenta que a operação não visa apenas a Venezuela, mas está inserida em uma disputa maior relacionada a energia, controle regional e preservação da ordem financeira internacional, com destaque para o papel do petróleo.


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