Entre a Caatinga e o Planalto, a esperança brotou nos sertões nordestinos.
Antes de 2003, o Nordeste era o quintal esquecido da pátria.
Aqui no meu sertão, o povo vivia sobre toda espécie de escassez: escassez de água, de comida, de justiça, de
futuro.
A seca era mais do que climática: era uma seca de políticas, de oportunidades,
de presença do Estado.
Mas um dia, o retirante virou presidente.
E a estrada que levava milhões rumo ao sul em paus de arara se inverteu: o Brasil passou a olhar para o Norte, para o
Sertão, para o Nordeste profundo.