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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Trump, BRICS e Soberania: quem comemora o ataque ao Brasil?

 Trump, BRICS e Soberania: quem comemora o ataque ao Brasil?

A recente decisão de Donald Trump de anunciar a taxação de 50% sobre produtos brasileiros não é apenas uma medida protecionista. É um ataque geopolítico direto à soberania do Brasil e ao protagonismo do país no cenário internacional. Mais grave ainda é ver setores da extrema-direita brasileira (bolsonarismo) comemorando o que, na prática, é uma agressão contra seu próprio povo.

Um ataque com múltiplos alvos

A taxação anunciada por Trump visa três alvos simultaneamente:

Ganhar votos nos Estados Unidos, ao se vender como defensor dos trabalhadores americanos contra a concorrência externa;

Sabotar o governo Lula, provocando impactos negativos na economia brasileira que possam enfraquecer sua base de apoio até 2026;

Golpear o BRASIL como elo vital dos BRICS, no esforço de desestabilizar o bloco que desafia a hegemonia dos EUA no cenário global.

Essa medida não é apenas comercial. Trata-se de uma ação típica da guerra híbrida, que combina estratégias econômicas, diplomáticas e simbólicas para desestabilizar governos soberanos e enfraquecer alianças globais alternativas ao dólar e à hegemonia norte-americana.

A extrema-direita e o "patriotismo" de ocasião

Enquanto empresários brasileiros e setores exportadores demonstram preocupação, parte da extrema-direita nas redes sociais comemora entusiasticamente a taxação de Trump, acreditando que isso pode prejudicar Lula e favorecer suas chances eleitorais em 2026.

Mas aqui se revela o verdadeiro rosto dessa extrema-direita:

Não são patriotas, como dizem ser. Quem aplaude o ataque estrangeiro contra sua pátria não defende o Brasil, mas defende interesses externos.

O projeto que representam não é soberano, nem nacionalista. É o projeto de um Brasil ajoelhado, vassalo dos Estados Unidos, fora dos BRICS, submisso aos ditames do capital internacional.

Ao comemorar o ataque, colaboram com o esvaziamento da política externa brasileira, que tem buscado reposicionar o país como ator central na construção de uma nova ordem mundial multipolar, ao lado de China, Rússia, África do Sul, Índia e outros países do Sul Global.

🌍 Lula, os BRICS e o projeto de soberania

Desde seu retorno à presidência, Lula tem apostado em um Brasil altivo, com voz própria, integrado ao Sul Global, comprometido com a paz, a cooperação e o desenvolvimento sustentável. Sua liderança nos BRICS é vista como ameaça por setores conservadores da geopolítica internacional.

É por isso que Trump ataca. E é por isso que o Brasil precisa resistir.

Enfraquecer o "B" dos BRICS é desestabilizar o bloco inteiro. É conter o avanço da desdolarização, das novas rotas comerciais, da diplomacia multilateral que emerge da Ásia, da África e da América Latina.

Trump sabe disso. A extrema-direita brasileira também. O ataque é estratégico, e o apoio da oposição interna mostra o grau de dependência e submissão das elites colonizadas.

O que está em jogo em 2026?

A disputa que se desenha nas eleições de 2026 não será apenas sobre partidos ou programas. Será sobre o destino do Brasil como nação soberana.

Queremos um Brasil que defenda sua indústria, seus trabalhadores, seus recursos e sua voz no mundo?

Ou aceitaremos um Brasil tutelado por interesses estrangeiros, subordinado a Washington, excluído das grandes decisões globais?

Comemorar uma sanção estrangeira contra o Brasil é uma traição aos interesses nacionais. Defender Lula, neste contexto, é defender o Brasil soberano, inserido em alianças estratégicas que garantam desenvolvimento, justiça social e paz no mundo.

Por um Brasil forte, soberano e altivo

A resposta não pode ser apenas técnica, nem protocolar. Precisa ser política, pedagógica e mobilizadora. É hora de dizer em alto e bom som:

Não aceitaremos que interesses estrangeiros ditem o rumo do nosso país. Não aceitaremos que vassalos comemorem a miséria alheia em nome de seus projetos de poder. Não aceitaremos que o Brasil seja punido por querer ser protagonista.

Este é o momento de unirmos vozes, movimentos sociais, sindicatos, intelectuais, partidos progressistas e setores democráticos para defender o Brasil contra a guerra híbrida travada em nome do lucro e da dominação.

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