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quinta-feira, 3 de julho de 2025

🌍 O Brasil entre a ousadia e o retrocesso: Mercosul, BRICS e a luta pelo futuro

Em discurso recente, o presidente Lula declarou que o Mercosul deve se voltar para a Ásia, chamada por ele de "centro dinâmico da economia global". A fala não é trivial: representa um redirecionamento estratégico que rompe com a dependência histórica do Brasil aos mercados tradicionais do Norte Global.

Lula nomeou os países com os quais pretende estreitar laços e destacou a importância do programa Rotas da Integração Sul-Americana, fundamental para articular o Mercosul com os BRICS e os países asiáticos. Mas enquanto o Planalto sinaliza avanço geopolítico, o país sofre um brutal retrocesso econômico e social interno.

Voltamos a ser uma economia colonial agora vendendo boi em pé!. Enquanto exportamos commodities, importamos desigualdade.

Um sistema tributário que castiga os pobres


Não há como falar de soberania sem tocar na injustiça tributária. Um trabalhador que ganha R$ 5 mil por mês paga 27,5% de imposto de renda. Já um milionário que fatura mais de R$ 2 milhões por mês paga apenas 1,74%. Isso é indecente. É a manutenção da mamata dos bilionários e da lógica extrativista  que drena riquezas do povo e favorece os mesmos de sempre.

A tentativa de derrubar a ousadia

O Congresso Nacional, pressionado por elites conservadoras, derrubou os decretos de Lula que ajustavam a tabela do IR para torná-la menos injusta. É parte de um movimento coordenado para inviabilizar qualquer tentativa de transformação estrutural no Brasil.

A disputa real, como disse alguém com lucidez, não está nos gabinetes: está no povo. A elite teme essa disputa e tenta, por todos os meios, impor o programa que foi derrotado nas urnas.

O Brasil como potência? Dugin responde

No painel da Sputnik Brasil sobre os BRICS, o filósofo russo Alexandr Dugin afirmou:

“O Brasil é o país latino-americano mais próximo do status de grande potência. Ele está na origem da multipolaridade e do BRICS.”

Essa afirmação não deve ser lida como elogio simbólico. É um chamado à responsabilidade histórica: ou o Brasil assume seu papel de líder na construção de uma ordem multipolar soberana e justa  ou continuará a ser uma colônia de exportação de carne viva, minério bruto e mão de obra precarizada.

Chegou a hora de trocar os limites por OUSADIA

Não se combate um sistema injusto com moderação. O momento exige:

·        Reforma tributária progressiva, que taxe os super-ricos e alivie os trabalhadores;

·        Investimento em reindustrialização verde e soberana, financiada por bancos como o NDB dos BRICS;

·        Ampliação da cooperação Sul-Sul, integrando o Brasil às cadeias produtivas da Ásia, África e América do Sul;

·        Coragem política para romper com as amarras do rentismo, do agronegócio predatório e da mídia submissa ao capital financeiro.

O tempo é agora. O futuro não virá por decreto — mas pela ousadia coletiva de um povo que já entendeu que a disputa é no campo popular.

 

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