Em discurso recente, o presidente Lula declarou que o Mercosul deve se voltar para a Ásia, chamada por ele de "centro dinâmico da economia global". A fala não é trivial: representa um redirecionamento estratégico que rompe com a dependência histórica do Brasil aos mercados tradicionais do Norte Global.
Lula nomeou os
países com os quais pretende estreitar laços e destacou a importância do
programa Rotas da Integração Sul-Americana,
fundamental para articular o Mercosul com os BRICS e os países asiáticos. Mas
enquanto o Planalto sinaliza avanço geopolítico, o país sofre um brutal retrocesso econômico e social interno.
Voltamos a ser uma
economia colonial agora vendendo boi em pé!. Enquanto exportamos commodities,
importamos desigualdade.
Um
sistema tributário que castiga os pobres
Não há como falar
de soberania sem tocar na injustiça tributária.
Um trabalhador que ganha R$ 5 mil por mês paga 27,5%
de imposto de renda. Já um milionário que fatura mais de R$ 2
milhões por mês paga apenas 1,74%.
Isso é indecente. É a manutenção da mamata dos bilionários
e da lógica extrativista que drena riquezas do povo e favorece os
mesmos de sempre.
A
tentativa de derrubar a ousadia
O Congresso
Nacional, pressionado por elites conservadoras, derrubou
os decretos de Lula que ajustavam a tabela do IR para torná-la
menos injusta. É parte de um movimento coordenado para inviabilizar qualquer
tentativa de transformação estrutural no Brasil.
A disputa real,
como disse alguém com lucidez, não está nos gabinetes:
está no povo. A elite teme essa disputa e tenta, por todos os
meios, impor o programa que foi derrotado nas urnas.
O Brasil
como potência? Dugin responde
No painel da Sputnik Brasil sobre os BRICS, o filósofo
russo Alexandr Dugin afirmou:
“O Brasil é o país latino-americano mais próximo
do status de grande potência. Ele está na origem da multipolaridade e do
BRICS.”
Essa afirmação não
deve ser lida como elogio simbólico. É um chamado
à responsabilidade histórica: ou o Brasil assume seu papel de
líder na construção de uma ordem multipolar soberana e justa ou continuará a ser uma colônia de exportação de carne viva, minério bruto e mão de obra
precarizada.
Chegou a
hora de trocar os limites por OUSADIA
Não se combate um
sistema injusto com moderação. O momento exige:
·
Reforma tributária
progressiva, que taxe os super-ricos e alivie os trabalhadores;
·
Investimento em
reindustrialização verde e soberana, financiada por bancos como
o NDB dos BRICS;
·
Ampliação da cooperação
Sul-Sul, integrando o Brasil às cadeias produtivas da Ásia,
África e América do Sul;
·
Coragem política para
romper com as amarras do rentismo, do agronegócio predatório e da mídia
submissa ao capital financeiro.
O tempo é agora. O
futuro não virá por decreto — mas pela ousadia coletiva
de um povo que já entendeu que a disputa é no campo popular.
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