Diante das provocações de Donald Trump, que acusou as instituições brasileiras de perseguirem o ex-presidente negacionista e golpista Jair Bolsonaro, Lula não hesitou. Respondeu de forma digna, altiva e soberana, com as palavras que sintetizam o espírito de um país que não aceita mais ajoelhar-se diante de ninguém:
"Este país tem lei, este país tem regra, e este país tem
um dono chamado povo brasileiro. A gente não quer mais um mundo tutelado. A
gente não quer mais desrespeito à soberania. A defesa da democracia no Brasil é
um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos
interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e
independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade
e o Estado de Direito. Este tem país tem dono, que é o povo brasileiro”.
Essa declaração é mais do que uma resposta a Trump. Ela é uma
convocação ao povo brasileiro: ou defendemos nossa soberania política,
econômica, ambiental e democrática, ou voltaremos a ser colônia, agora digital,
militar e financeira.
2026: soberania ou
submissão
A fala de Lula não é apenas institucional, ela antecipa o cenário das eleições de 2026.
Está cada vez mais claro que o próximo pleito colocará dois projetos de país em
disputa:
O Brasil soberano que investe em ciência, educação, saúde,
integração regional, infraestrutura, agroecologia, tecnologia nacional, BRICS e
industrialização com justiça social;
O Brasil vassalo que se ajoelha aos EUA, à OTAN, ao dólar, à
privatização desenfreada, à reprimarização da economia e à dependência eterna
como exportador de minérios, grãos e mão de obra barata.
Essa escolha não é abstrata. Ela está nas urnas, nas redes sociais, nas ruas, nas escolas, nas igrejas e nas roças. O Brasil precisa decidir se será protagonista ou periferia, dono de si ou capacho, nação soberana ou província exportadora de commodities para alimentar o centro do mundo.
O desafio é pedagógico:
fazer o povo entender
Por isso, o desafio que temos não é apenas político, é
pedagógico. Precisamos explicar ao povo que não é exagero falar em soberania. É
soberania quando o Brasil:
controla seus bancos públicos e suas estatais;
investe em universidades e ciência;
recupera suas refinarias e indústria nacional;
protege seus biomas da especulação internacional;
fala de igual para igual nos fóruns globais.
E é submissão quando um ex-presidente golpista, com apoio
estrangeiro, tenta destruir as instituições democráticas e ainda se faz de
vítima internacional, como Bolsonaro
tenta fazer agora, com a ajuda de Trump e da extrema direita global.
Um sertão soberano, um
Brasil soberano
Aqui do sertão nordestino, sabemos o que é viver o desprezo,
o abandono e a exploração. Por isso, mais do que ninguém, o povo do semiárido
sabe reconhecer quando um governo investe com dignidade ou quando apenas
explora nossos recursos.
A soberania começa aqui: com cisterna, escola pública,
universidade no interior, UPA na periferia, Bolsa Família, apoio à agricultura
familiar e respeito às nossas vozes.
Em 2026, o povo decidirá nas urnas:
Se quer um país com voz própria no mundo, ou uma marionete do
império.
Se quer ser nação com justiça social, ou colônia de luxo a serviço do capital
internacional.
Blog Olhos do Sertão
Por um Brasil que se levanta com o povo e para o povo.
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