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terça-feira, 8 de julho de 2025

🗳 Brasil Soberano: a resposta de um povo que não aceita tutela

Diante das provocações de Donald Trump, que acusou as instituições brasileiras de perseguirem o ex-presidente negacionista e golpista Jair Bolsonaro, Lula não hesitou. Respondeu de forma digna, altiva e soberana, com as palavras que sintetizam o espírito de um país que não aceita mais ajoelhar-se diante de ninguém:

"Este país tem lei, este país tem regra, e este país tem um dono chamado povo brasileiro. A gente não quer mais um mundo tutelado. A gente não quer mais desrespeito à soberania. A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o Estado de Direito. Este tem país tem dono, que é o povo brasileiro”.

Essa declaração é mais do que uma resposta a Trump. Ela é uma convocação ao povo brasileiro: ou defendemos nossa soberania política, econômica, ambiental e democrática, ou voltaremos a ser colônia, agora digital, militar e financeira.

2026: soberania ou submissão

A fala de Lula não é apenas institucional,  ela antecipa o cenário das eleições de 2026. Está cada vez mais claro que o próximo pleito colocará dois projetos de país em disputa:

O Brasil soberano que investe em ciência, educação, saúde, integração regional, infraestrutura, agroecologia, tecnologia nacional, BRICS e industrialização com justiça social;

O Brasil vassalo que se ajoelha aos EUA, à OTAN, ao dólar, à privatização desenfreada, à reprimarização da economia e à dependência eterna como exportador de minérios, grãos e mão de obra barata.

Essa escolha não é abstrata. Ela está nas urnas, nas redes sociais, nas ruas, nas escolas, nas igrejas e nas roças. O Brasil precisa decidir se será protagonista ou periferia, dono de si ou capacho, nação soberana ou província exportadora de commodities para alimentar o centro do mundo.

O desafio é pedagógico: fazer o povo entender

Por isso, o desafio que temos não é apenas político, é pedagógico. Precisamos explicar ao povo que não é exagero falar em soberania. É soberania quando o Brasil:

controla seus bancos públicos e suas estatais;

investe em universidades e ciência;

recupera suas refinarias e indústria nacional;

protege seus biomas da especulação internacional;

fala de igual para igual nos fóruns globais.

E é submissão quando um ex-presidente golpista, com apoio estrangeiro, tenta destruir as instituições democráticas e ainda se faz de vítima internacional,  como Bolsonaro tenta fazer agora, com a ajuda de Trump e da extrema direita global.

Um sertão soberano, um Brasil soberano

Aqui do sertão nordestino, sabemos o que é viver o desprezo, o abandono e a exploração. Por isso, mais do que ninguém, o povo do semiárido sabe reconhecer quando um governo investe com dignidade ou quando apenas explora nossos recursos.

A soberania começa aqui: com cisterna, escola pública, universidade no interior, UPA na periferia, Bolsa Família, apoio à agricultura familiar e respeito às nossas vozes.

Em 2026, o povo decidirá nas urnas:

Se quer um país com voz própria no mundo, ou uma marionete do império.
Se quer ser nação com justiça social, ou colônia de luxo a serviço do capital internacional.

Blog Olhos do Sertão

Por um Brasil que se levanta com o povo e para o povo.

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