1. Envolvimento militar na tentativa de golpe entre 2022 e 2023
Há diversas
evidências e investigações em curso que apontam o envolvimento direto de militares
da ativa e da reserva, de altas e baixas patentes, na tentativa de golpe de
Estado que buscava impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da
Silva após as eleições de 2022.
A Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro identificaram:
ü Oficiais generais (como o
ex-comandante do Exército Júlio César Arruda e o ex-ministro da Defesa Paulo
Sérgio Nogueira) envolvidos na tentativa de manter Jair Bolsonaro no poder.
ü Grupos de militares articulando
estratégias como decretos golpistas, uso das Forças Armadas para intervir nas
eleições ou anular o pleito.
ü Um ambiente permissivo dentro de
quartéis, onde se toleraram ou até incentivaram manifestações antidemocráticas.
DNA golpista? Um histórico de
intervenções
A
afirmação de que as Forças Armadas têm um “DNA golpista” não é um exagero
retórico: ela se sustenta na repetição histórica de intervenções militares no
poder civil ao longo da história republicana:
1889:
Golpe militar que derrubou a monarquia e instaurou a República.
1930:
Apoio decisivo ao golpe de Getúlio Vargas.
1937:
Golpe do Estado Novo, com suporte de setores militares.
1945:
Intervenção militar que depôs Vargas.
1954/55:
Conspirações e crises militares no suicídio de Vargas e na posse de Juscelino.
1961:
Resistência militar à posse de João Goulart (solucionada com o
parlamentarismo).
1964:
Golpe militar instaurando uma ditadura que durou 21 anos.
2016:
Interferência crescente na política e nos discursos públicos após o impeachment
de Dilma Rousseff, com militares assumindo posições de poder no governo
Bolsonaro.
Crise internacional: oportunidade
para novos arroubos autoritários?
A instabilidade
internacional, como possíveis conflitos comerciais entre Brasil e EUA, crises
tarifárias, desinformação nas redes sociais e polarização ideológica, pode sim
criar um terreno fértil para setores autoritários dentro das Forças Armadas
tentarem retornar ao protagonismo político.
Historicamente,
crises externas e internas foram frequentemente utilizadas como justificativas
para "salvacionismos militares". O discurso do "inimigo
interno" e da "ameaça estrangeira" sempre funcionou como
combustível para justificar intervenções autoritárias. No caso atual:
A
retórica do “comunismo” ou “globalismo” é usada por militares e setores da
extrema direita para demonizar adversários políticos e questionar instituições
democráticas.
Eventuais
atritos com potências estrangeiras, como os EUA poderiam ser manipulados para
criar um “clima de guerra” e gerar tensões nacionalistas que beneficiam a
militarização da política.
Diferenças atuais em relação ao
passado
Contudo,
o Brasil de hoje não é o mesmo de 1964:
ü A sociedade civil está mais
articulada e vigilante.
ü O sistema jurídico, apesar das
tensões, tem reagido com mais força contra aventuras golpistas.
ü As Forças Armadas saíram desgastadas
do governo Bolsonaro, com perda de reputação.
ü O cenário internacional não apoia
rupturas institucionais — pelo contrário, pressiona por estabilidade
democrática.
Histórico e evidência recente de envolvimento de militares em tentativas de golpe, e a história brasileira mostra um padrão de intervenções das Forças Armadas em momentos de crise. Embora existam riscos de setores golpistas tentarem se aproveitar de instabilidades, como conflitos comerciais com os EUA, a conjuntura atual oferece mais resistências institucionais e sociais a um novo golpe.
Mas a
vigilância continua sendo necessária. Como disse Ulisses Guimarães:
"Traidor
da Constituição é traidor da pátria."
E
como nos lembra a história brasileira: a democracia não se defende sozinha.
O governo Bolsonaro
O
governo Bolsonaro (2019–2022) ficou conhecido como um governo militarizado, com
presença recorde de generais no primeiro escalão, especialmente nos ministérios
e cargos estratégicos. Muitos analistas o descrevem como um “governo de
generais chefiado por um capitão”, ou até como um "governo tutelado"
por setores das Forças Armadas.
Bolsonaro: capitão comandando
generais ou comandado por eles?
Jair
Bolsonaro foi capitão reformado do Exército, afastado compulsoriamente por
indisciplina e planos golpistas nos anos 1980 (caso do artigo “Bomba no
quartel”). Em seu governo:
Bolsonaro
era o rosto e o discurso político, com forte apelo à base da extrema direita e
do bolsonarismo civil.
Os
generais, principalmente da reserva ocuparam posições-chave no Estado e muitas
vezes agiram como “tutores”, tentando moderar ou conduzir o presidente nos
bastidores (nem sempre com sucesso).
Isso
gerou um conflito interno entre militares ideológicos (linha dura) e militares
técnicos ou institucionalistas.
Relação dos GENERAIS no primeiro
escalão do governo Bolsonaro (2019–2022)
A
seguir, uma lista dos principais generais (do Exército) que ocuparam cargos
ministeriais ou estratégicos no núcleo duro do governo:
🟫 GENERAL DA RESERVA AUGUSTO
HELENO
Cargo:
Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
Perfil:
Um dos mais próximos de Bolsonaro, linha dura, influente no início do governo.
🟫 GENERAL DA RESERVA EDUARDO
RAMOS
Cargos:
Ministro
da Secretaria de Governo (articulação política)
Chefe
da Casa Civil (breve período)
Perfil:
Interlocutor com Congresso, tentou moderar crises.
🟫 GENERAL DA RESERVA HAMILTON
MOURÃO
Cargo:
Vice-presidente da República
Perfil:
Tentou manter imagem mais institucional, mas oscilou entre lealdade e críticas
veladas ao presidente.
🟫 GENERAL DA RESERVA BRAGA
NETTO
Cargos:
Ministro
da Casa Civil
Ministro
da Defesa
Coordenador
do Comitê de Crise da COVID-19
Candidato
a vice-presidente na chapa de reeleição de Bolsonaro
Perfil:
Tornou-se o general mais alinhado ao bolsonarismo. Investigado por tentativa de
golpe.
🟫 GENERAL DA RESERVA FERNANDO
AZEVEDO E SILVA
Cargo:
Ministro da Defesa (até março de 2021)
Perfil:
Tido como institucionalista, pediu demissão alegando não compactuar com
politização das Forças Armadas.
🟫 GENERAL DA RESERVA CARLOS
ALBERTO DOS SANTOS CRUZ
Cargo:
Ministro da Secretaria de Governo (até junho de 2019)
Perfil:
Crítico do extremismo ideológico. Foi demitido após atritos com o chamado
“gabinete do ódio”.
🟫 GENERAL DA RESERVA LUÍS
EDUARDO RAMOS BAPTISTA PEREIRA
Cargos:
Ministro
da Casa Civil
Ministro
da Secretaria-Geral da Presidência
Perfil:
Leal ao presidente, mas envolvido em disputas internas.
🟫 GENERAL WALTER BRAGA NETTO
(mencionado acima)
Nota
adicional: Considerado um dos principais nomes por trás da tentativa de golpe
de 2022.
🟫 OUTROS MILITARES NO GOVERNO
(fora do primeiro escalão mas com peso político):
General
Ridauto Fernandes – envolvido em discussões sobre a pandemia.
General
Maynard Marques de Santa Rosa – foi secretário de Assuntos Estratégicos,
demitido por conflito com Olavo de Carvalho.
General
Pazuello – nomeado Ministro da Saúde (não era do primeiro escalão inicialmente,
mas se tornou figura central na pandemia).
General
Júlio César Arruda – comandante do Exército nos últimos dias de Bolsonaro,
envolvido nos desdobramentos do 8 de janeiro.
General
Paulo Sérgio Nogueira – último ministro da Defesa de Bolsonaro, também
investigado por tentativa de golpe.
📊 Resumo da militarização:
|
Indicador |
Números |
|
Generais
em ministérios |
Pelo
menos 9 |
|
Militares
no governo federal (ativos e reservas, cargos comissionados) |
Mais de 6.000
(em 2020) |
|
Posição
ideológica dominante |
Anticomunismo,
nacionalismo conservador, antipetismo |
O
governo Bolsonaro foi um experimento híbrido entre populismo autoritário e
tutela militar. O “capitão” estava no comando formal, mas foi fortemente
assessorado, tutelado e, em momentos, confrontado por generais, muitos dos
quais se deixaram envolver por ideologias extremistas e aventuras
antidemocráticas. Isso deixou manchas profundas na imagem institucional das
Forças Armadas, com repercussões ainda presentes na política brasileira.
Abaixo
está o quadro completo com os principais generais do Exército que ocuparam cargos
estratégicos no primeiro escalão ou funções de grande influência no governo
Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Organizei por nome, patente, cargo, período e
observações relevantes:
🪖
QUADRO: GENERAIS NO GOVERNO BOLSONARO (2019–2022)
|
Nome |
Patente |
Cargo |
Período
no cargo |
Observações |
|
Augusto Heleno |
General da reserva |
Ministro-chefe do
GSI |
Jan 2019 – Dez
2022 |
Um dos mais
próximos de Bolsonaro; linha dura; articulador do discurso anticomunista. |
|
Eduardo Ramos |
General da reserva |
Secretaria de
Governo / Casa Civil / Secretaria-Geral |
Jan 2019 – Dez
2022 |
Encarregado da
articulação política; tentou equilibrar crises institucionais. |
|
Hamilton Mourão |
General da reserva |
Vice-presidente da
República |
Jan 2019 – Dez
2022 |
Tentou se
apresentar como moderado; por vezes divergiu de Bolsonaro. |
|
Braga Netto |
General da reserva |
Interventor RJ /
Casa Civil / Defesa / Coordenador da COVID / Vice na reeleição |
Fev 2020 – Dez
2022 |
Figura central do
bolsonarismo militar; envolvido na tentativa de golpe de 2022. |
|
Fernando Azevedo e
Silva |
General da reserva |
Ministro da Defesa |
Jan 2019 – Mar
2021 |
Saiu após resistir
à politização das Forças Armadas. |
|
Carlos Alberto dos
Santos Cruz |
General da reserva |
Ministro da
Secretaria de Governo |
Jan – Jun 2019 |
Teve atrito com
Olavo de Carvalho e foi exonerado. Defensor da institucionalidade. |
|
Luís Eduardo Ramos |
General da reserva |
Casa Civil /
Secretaria-Geral da Presidência |
Mai 2020 – Mar
2022 |
Braço direito de
Bolsonaro; depois se distanciou. |
|
Walter Braga Netto |
General da reserva |
Ministro da Defesa
/ Casa Civil / Coord. da Pandemia |
2020 – 2022 |
Alinhado com o
projeto golpista; ex-chefe da intervenção no RJ. |
|
Paulo Sérgio
Nogueira |
General da ativa |
Ministro da Defesa |
Mar – Dez 2022 |
Comandante do
Exército; apoiou discurso golpista no fim do mandato. |
|
Júlio César Arruda |
General da ativa |
Comandante do
Exército |
Dez 2022 – Jan
2023 |
Tentou impedir
prisão de golpistas em 8 de janeiro; exonerado por Lula. |
|
Maynard Marques de
Santa Rosa |
General da reserva |
Secretário de
Assuntos Estratégicos |
Jan – Mai 2019 |
Demitido após
embate com ideólogos do “gabinete do ódio”. |
|
Ridauto Fernandes |
General da reserva |
Assessor do
Ministério da Saúde (Pandemia) |
2020 |
Influente nas
decisões logísticas; baixo perfil. |
|
Eduardo Pazuello |
General da ativa |
Ministro da Saúde |
Mai 2020 – Mar
2021 |
Militar sem
experiência em saúde; geriu pandemia de forma caótica. |
|
Elcio Franco |
Coronel (quase
general) |
Secretário-executivo
do Ministério da Saúde |
2020 |
Braço direito de
Pazuello; envolvido em contratos da vacina Covaxin. |
🧮 Balanço e Significado
Mais
de 6.000 militares (ativos e da reserva) ocupavam cargos civis no governo
federal durante o governo Bolsonaro, número inédito desde a ditadura militar.
A
presença sistemática de generais em cargos civis marcou a militarização da
política e do Estado brasileiro, especialmente nas áreas da saúde, defesa,
inteligência e articulação institucional.
Alguns
desses generais estão sendo investigados atualmente por envolvimento direto ou
omissão diante dos atos golpistas de 2022–2023.
🛢️ Quem foi Joaquim Silva e Luna?
|
Dado |
Informação |
|
Nome completo |
Joaquim Silva e
Luna |
|
Patente |
General de
Exército da reserva |
|
Cargo no governo
Bolsonaro |
Presidente da
Petrobras |
|
Período no cargo |
Abril de 2021 –
Março de 2022 |
|
Indicação |
Foi indicado por
Jair Bolsonaro para substituir Roberto Castello Branco, após críticas aos
preços dos combustíveis. |
|
Trajetória
anterior |
Foi Ministro da
Defesa no governo Michel Temer e diretor-geral de Itaipu Binacional
(2019–2021). |
💬 Por que ele ficou marcado?
Silva
e Luna assumiu a presidência da Petrobras com o discurso de "preços de
mercado", mantendo a política de Preço de Paridade de Importação (PPI),
que atrela o valor dos combustíveis no Brasil ao dólar e ao preço internacional
do petróleo.
Em
entrevistas e falas públicas, chegou a defender os reajustes, afirmando que a
Petrobras não podia fazer política de subsídio e que sua missão era dar retorno
aos acionistas.
Bolsonaro,
inicialmente, dizia que ele "colocaria a Petrobras nos trilhos", mas
depois o criticou por não conter os preços dos combustíveis, especialmente o
diesel e a gasolina.
🧨 Queda e crise política
Foi demitido
por Bolsonaro em março de 2022, após sucessivos aumentos nos combustíveis —
sobretudo diante da pressão eleitoral e do impacto inflacionário.
Sua
saída expôs o conflito entre o governo Bolsonaro e a própria política da
Petrobras, que ele mesmo ajudou a preservar.
🎯 Curiosidade e contradição
Silva
e Luna, um general indicado justamente por ser considerado
"disciplinado" e "alinhado", acabou repetindo a política
que Bolsonaro dizia combater, e por isso caiu em desgraça com os setores mais
populistas do bolsonarismo.
Mesmo
assim, durante sua gestão, a empresa teve lucros recordes e distribuiu bilhões
em dividendos — o que foi motivo de orgulho entre militares ligados ao mercado
financeiro, mas alvo de crítica entre caminhoneiros e trabalhadores.
Abaixo
segue a linha do tempo dos presidentes da Petrobras no governo Bolsonaro, com
destaque para o papel dos militares, os aumentos dos combustíveis e as tensões
políticas. Após isso, apresento o texto formatado para publicação no blog
"Olhos do Sertão", com título, subtítulo, e estilo reflexivo-crítico
como você costuma usar.
🕰️ Linha do Tempo – Presidentes da
Petrobras no Governo Bolsonaro (2019–2022)
|
Presidente |
Período |
Perfil |
Motivo
da saída |
Destaques |
|
Roberto Castello
Branco |
Jan 2019 – Fev
2021 |
Economista
liberal, ligado a Paulo Guedes |
Pressão de
Bolsonaro por causa do aumento dos combustíveis |
Defendia o Preço
de Paridade de Importação (PPI); demitido após críticas públicas de Bolsonaro |
|
Joaquim Silva e
Luna |
Abr 2021 – Mar
2022 |
General da
reserva; ex-Ministro da Defesa |
Manteve política
de preços, não agradou a Bolsonaro |
Foi defendido por
militares e elogiado pelo mercado; lucros e dividendos recordes |
|
José Mauro Coelho |
Abr 2022 – Jun
2022 |
Técnico da área
energética |
Demitido após novo
aumento do diesel |
Ficou menos de 3
meses; sofreu forte pressão popular e política |
|
Caio Paes de
Andrade |
Jun 2022 – Dez
2022 |
Administrador,
homem de confiança de Paulo Guedes |
Saiu com o fim do
governo Bolsonaro |
Teve perfil mais
político, mas sem grande impacto no preço |
O
general que comandou a Petrobras: combustível caro, lucros altos e a farsa do
populismo
Menos
de um ano após substituir o economista Castello Branco na presidência da
Petrobras, o general da reserva Joaquim Silva e Luna deixou a estatal do mesmo
jeito que entrou: sem jamais contrariar os interesses do mercado financeiro,
orgulhoso dos lucros bilionários da empresa, e com os combustíveis nas alturas.
No
sertão, quando o preço do botijão explode, a conta não fecha no fogão. E o
diesel caro afeta da roça ao caminhão. Mas no Planalto Central, o discurso era
outro: “Não podemos fazer política de preços”. Essa frase não veio de um
executivo neoliberal da Shell ou da Chevron, mas de um general brasileiro, que
honrava a bandeira da paridade internacional e o dólar como totem da economia.
Joaquim
Silva e Luna, ex-Ministro da Defesa de Michel Temer e presidente da Itaipu
Binacional, foi alçado ao comando da Petrobras por Jair Bolsonaro em 2021, num
gesto que visava “dar rumo” à política de combustíveis e agradar à base
caminhoneira. Mas o tiro saiu pela culatra: o general manteve a mesma política
de preços de seu antecessor, o tão criticado Castello Branco.
O
Preço de Paridade de Importação (PPI), que atrela o valor da gasolina, diesel e
gás de cozinha ao dólar e ao barril internacional de petróleo, continuou fazendo
sangrar o bolso do povo. O lucro da Petrobras cresceu, os dividendos
explodiram, mas o Brasil ardeu nas bombas de gasolina.
O
paradoxo foi escancarado: um governo com discurso "patriótico"
entregava os combustíveis ao mercado externo, enquanto militares em cargos
civis celebravam gráficos de rentabilidade enquanto as panelas esvaziavam. O
capitão-presidente havia colocado um general no comando da Petrobras, mas não
para cuidar do povo – e sim para cuidar dos acionistas.
Na
dança das cadeiras da presidência da Petrobras, quatro nomes passaram pelo
cargo entre 2019 e 2022: Castello Branco, Silva e Luna, José Mauro Coelho e
Caio Paes de Andrade. Todos defenderam o mesmo modelo, todos caíram pela mesma
razão: os preços aumentaram, e a pressão política não foi suficiente para mudar
o rumo da estatal.
A
lição é dura: militares fardados ou engravatados, quando aderem ao projeto de
poder e lucro, não necessariamente representam soberania, muito menos
compromisso com o povo. E a Petrobras, gigante do povo brasileiro,
transformou-se temporariamente numa máquina de dividendos que não respeitava a
mesa do trabalhador.
Talvez
por isso, no sertão, se diga com desconfiança: "quando a farda sobe no
preço e desce na bomba, o povo é quem paga o recuo da pátria."
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