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sexta-feira, 11 de julho de 2025

Alta Traição à Pátria: o Bolsonarismo e a entrega do Brasil ao imperialismo de Trump

Abaixo apresento um novo texto político-analítico, de fôlego interpretativo e caráter denunciatório, ancorado na fala do empresário Pih como dispositivo central para evidenciar a alta traição do bolsonarismo à pátria brasileira, com referências ao pensamento soberanista de Moniz Bandeira, Samuel Pinheiro Guimarães, Darcy Ribeiro e ao poder simbólico de Pierre Bourdieu, que ajuda a interpretar o sequestro ideológico da bandeira, do hino e dos símbolos nacionais pela extrema-direita.

Alta Traição à Pátria: o Bolsonarismo e a entrega do Brasil ao imperialismo de Trump

“Decisão do presidente Trump foi estimulada e arquitetada por Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro que, dessa forma, praticam alta traição à pátria.”   Pih, um dos empresários mais respeitados do Brasil

No centro da nova ofensiva de Donald Trump contra o Brasil, por meio do chamado tarifaço que atinge diretamente nossa indústria e nossa agricultura — não está apenas uma disputa comercial. Há uma trama geopolítica de submissão, articulada dentro do próprio território brasileiro, com ajuda interna e deliberada de Jair Bolsonaro e seu clã político, conforme denuncia o empresário e industrial Pih. Trata-se de um caso exemplar de traição nacional, arquitetada por aqueles que, ironicamente, empunham a bandeira e gritam “pátria” em nome do entreguismo.

Esse tipo de comportamento, que Moniz Bandeira classificaria como “aliança subordinada ao império”, revela o verdadeiro conteúdo do falso nacionalismo bolsonarista: servilismo ao capital estrangeiro, destruição da capacidade nacional de planejamento, entrega dos recursos estratégicos e corrosão dos símbolos pátrios.

O poder simbólico do falso patriotismo

Como já denunciava Pierre Bourdieu, o poder simbólico é a capacidade de impor uma visão legítima do mundo. O bolsonarismo, ao empunhar a bandeira verde-amarela, vestiu-se de patriotismo para, ao mesmo tempo, vender o país em fatias: o pré-sal, os bancos públicos, a Petrobras, a Embraer, a Base de Alcântara, os Correios, os direitos trabalhistas e o sistema previdenciário. Tudo entregue sob o discurso vazio de “Deus, pátria e família”, que serviu para mascarar interesses privados, obscuros e antinacionais.

Esse uso fraudulento da simbologia nacional é o que Bourdieu chamaria de violência simbólica consentida: o povo é levado a acreditar que está defendendo o Brasil, quando na verdade está aplaudindo sua própria desintegração como nação.

A traição em três atos

1. Submissão geopolítica ativa:

A articulação do bolsonarismo com Trump, inclusive a cena patética do boné MAGA (“Make America Great Again”) usado por Tarcísio de Freitas, mostra que o objetivo sempre foi alinhar o Brasil aos interesses da extrema-direita norte-americana, ainda que isso significasse romper com os BRICS, enfraquecer a soberania nacional e bloquear acordos comerciais alternativos.

2. Ataque à indústria nacional:

A taxação norte-americana afeta diretamente setores estratégicos da economia brasileira, como o aço, o alumínio, a agricultura e até a tecnologia militar. Essa sabotagem externa só foi possível porque contou com cumplicidade interna, em especial dos filhos de Bolsonaro e de figuras ligadas ao mercado financeiro global.

3. Desmonte simbólico da Nação:

Ao transformar a bandeira do Brasil em uniforme de ataque às instituições democráticas, o bolsonarismo retirou da esquerda, dos movimentos sociais e do povo comum o direito de representar a pátria. Tentou sequestrar os símbolos nacionais para convertê-los em signos de ódio, intolerância e submissão.

Um novo patriotismo precisa nascer

Diante desse cenário, o Brasil precisa recuperar o sentido histórico, progressista e emancipador de patriotismo. Como ensinava Darcy Ribeiro, a pátria é o povo, não os donos do capital. E como advertia Samuel Pinheiro Guimarães, só há soberania quando há capacidade de decisão interna sobre os nossos recursos, tecnologias, territórios e destinos.

O que o bolsonarismo cometeu,  com sua aproximação ativa ao trumpismo e sua sabotagem dos interesses nacionais, não é apenas um erro político. É uma traição histórica, moral e estratégica. É alta traição à pátria.

Conclusão: pátria não é boné, é projeto de Nação

Não podemos aceitar que os mesmos que venderam o Brasil como balcão de negócios, agora se apresentem como patriotas. O verdadeiro patriotismo não veste uniforme de campanha fascista, não destrói a floresta amazônica, não submete a diplomacia nacional a outra nação. A verdadeira lealdade à pátria é lealdade ao povo brasileiro, aos seus direitos, às suas riquezas, à sua soberania, à sua história.

É hora de um novo pacto patriótico. Um patriotismo plural, social, popular, soberano. Um projeto de nação que liberte o Brasil das amarras coloniais,  internas e externas  e o coloque no lugar que lhe pertence: o de protagonista altivo e solidário de um mundo multipolar e democrático.

Referências

BANDEIRA, Luiz Alberto Moniz. Formação do Império Americano. Civilização Brasileira, 2005.

BANDEIRA, Luiz Alberto Moniz. A Segunda Guerra Fria. Civilização Brasileira, 2013.

BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Bertrand Brasil, 1989.

DARCY RIBEIRO. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. Companhia das Letras, 1995.

GUIMARÃES, Samuel Pinheiro. Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes. Contraponto, 2006.

SANTOS, Boaventura de Sousa. A Gramática do Tempo. Cortez, 2006

 

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