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quinta-feira, 3 de julho de 2025

🌍BRICS sob Ataque: a nova guerra é geoeconômica

Ataques ao Irã, BRICS e a tentativa de conter a multipolaridade

Os recentes ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã não foram apenas uma demonstração de força militar. Para o economista e professor Elias Jabbour, trata-se de algo muito mais profundo: uma tentativa deliberada de desestabilizar o BRICS e conter o avanço da ordem multipolar liderada por países do Sul Global.

“O alvo real não era o Irã era o BRICS”, afirmou Jabbour em entrevista à Sputnik Brasil.

Brasil entre a soberania e a submissão

Em meio a esse cenário, o ex-vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Paulo Nogueira Batista Jr., fez um alerta contundente:

"O Brasil tem vários laços com o Ocidente, mas ele só será parte do Ocidente político se nós aceitarmos servir à mesa  e não participar do jantar."

Essa metáfora revela o dilema central da política externa brasileira: ser protagonista em um mundo multipolar ou aceitar um lugar subalterno no projeto geopolítico do Atlântico Norte.

Lula: Mercosul como escudo

O presidente Lula reforçou essa visão ao rebater críticas do argentino Javier Milei e reafirmar o papel do Mercosul como escudo regional contra guerras comerciais, instabilidade global e imposições externas.

“O Mercosul é mais do que um acordo econômico. É proteção estratégica.”

O mito do "livre mercado"

Outro ponto destacado pelos analistas do painel foi a crítica ao conceito de “livre mercado global”. Economistas entrevistados pela Sputnik foram unânimes:

“O livre mercado sempre foi um mito. Os mecanismos ditos liberais serviram, historicamente, para manter a predominância dos EUA e seus aliados, marginalizando os países do Sul.”

Essa falsa promessa de liberdade econômica tem sido, na prática, um sistema de controle e subordinação geopolítica disfarçado de neutralidade econômica.

O que está em jogo

Não estamos falando apenas de alianças internacionais ou acordos comerciais. O que está em jogo é o modelo de desenvolvimento do Brasil, sua autonomia tecnológica, sua capacidade de decidir os próprios rumos.

É por isso que enfraquecer o BRICS interessa tanto às potências hegemônicas. Um BRICS forte significa:

·        Menos dependência do dólar e de instituições como FMI e Banco Mundial;

·        Cooperação Sul-Sul real, com transferência de tecnologia e infraestrutura;

·        Financiamento de reindustrialização verde, soberana e digital;

·        Poder de barganha geopolítica em um mundo em reconfiguração.

O Brasil precisa escolher seu lugar no mundo

Diante disso, a pergunta é inevitável:
Vamos continuar servindo à mesa, enquanto os outros jantam?

Ou vamos ousar sentar como iguais, ao lado de China, Rússia, Índia, Irã, África do Sul e tantos outros países que não aceitam mais serem periféricos?

O tempo de ilusões liberais acabou. A disputa agora é econômica, política, tecnológica e civilizacional.

E como disse Lula em alto e bom som:

“Só seremos parte do Ocidente político se aceitarmos ser servos. E nós não aceitamos.”

 

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