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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Um texto para análises dos erros petistas e construção de 2017 e 2018.



Amigos(as) vamos fazer grupos de estudos sobre política e geopolítica em 2017. 
 
Cada post será momento de reflexão, construção e reconstrução. Começo por esse post aqui da mídia Ninja em que destaco essa parte do longo e excelente texto do Pastor Ariovaldo. (veja abaixo). 
 
E veja que na entrevista de Haddad, ele não tem a coragem ou o discernimento de reconhecer que faltou mídia em seu bom governo. Como pode a periferia paulista abandonar o PT depois de tantos anos?

‘Não basta distribuir renda’, diz Haddad sobre projeto do PT e da esquerda para o país

- Entenda que o Haddad  faz esse questionamento e não consegue encontrar resposta que o Pastor Ariovaldo dá abaixo em seu texto. 
 
Veja o que diz Haddad em três pontos que destaco:
1. Então não se podia mexer em nada. A faixa de ônibus era criticada, ciclovia era criticada, redução de velocidade era criticada, enfim. Vivemos aqui um momento de muita dificuldade de comunicação porque havia por parte dos meios de comunicação uma espécie de ordem unida contra qualquer iniciativa modernizadora.
Ou seja, Haddad reconhece a força da velha mídia, mas pouco faz para fazer a contra-argumentação ou criar canais de comunicação diretos com a periferia. E a periferia fala que Haddad era um prefeito das elites. A periferia não se achava em Haddad, por quê?

Por então, perdeu na periferia? Haddad não tem consciência do erro nessa sua fala aqui:

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Governo golpista PSDB-PMDB nega o direito de posse às terras indígenas.


O Regime de Temer nega o direito de posse à terras no Brasil. Dinâmica Global
 
Contrariando recentes recomendações das Nações Unidas (ONU), o governo federal prepara mudanças radicais no procedimento de demarcação de terras indígenas. Uma minuta de decreto está sobre a mesa do ministro da Justiça Alexandre Moraes e teve o conteúdo divulgado pela imprensa nacional nesta segunda-feira, 12.

No documento é possível verificar que as alterações atendem duas das principais pautas da bancada defensora de latifundiários do Congresso Nacional. “Não vamos aceitar. Queremos o respeito à Constituição, ao nosso direito. Governo declarou guerra contra os povos indígenas e vamos reagir”, declara Tupã Guarani Mbya da Comissão Guarani Yvyrupa.

No último mês, a Articulação Nacional dos Povos Indígenas (Apib) havia antecipado, com acentuada temeridade, o desejo do governo Temer em atender os aliados ruralistas. Com uma ocupação no Palácio do Planalto, a Articulação dos Povos e Comunidades Tradicionais ressaltou que não aceitaria qualquer mudança no procedimento. Ao contrário, exigiu que o governo federal retomasse as demarcações e fortalecesse a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Nenhum órgão governamental, até o momento, procurou as organizações indígenas para tratar de tal minuta. A bancada indígena do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) chegou a se posicionar contra o possível decreto e exigiu que o governo não descumpra a Convenção 169 da Organização Nacional do Trabalho (OIT), que confere aos povos indígenas o direito à consulta prévia, livre e informada em caso de intervenções estatais que afetem seus territórios e suas vidas.

A minuta do decreto tem como título ‘Proposta de Regulamentação da Demarcação das Terras Indígenas’. Conforme estimativas do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o decreto, caso seja baixado pelo presidente Michel Temer do jeito em que se encontra, afetará diretamente 600 terras indígenas. O dado é baseado nas inúmeras restrições da minuta às demarcações em curso, impactando até mesmo terras já homologadas, além das demandas demarcatórias sem nenhum procedimento iniciado pela Funai.

Lançando uma pá de cal sobre os artigos 231 e 232 da Constituição Federal, o governo não altera o que neles está disposto, mas os atrofia e inviabiliza. A minuta do decreto deixa evidente que o governo brasileiro pretende criar empecilhos variados à ocupação e posse dos territórios pelos povos. Por exemplo, se hoje um fazendeiro é indenizado por estar sobre uma terra indígena, a minuta propõe o contrário: o indígena será indenizado para não ocupar o que é seu por direito e jamais voltar a fazê-lo.

O governo trabalha, acompanhando passo a passo o raciocínio apresentado pelos ruralistas nos últimos anos, a falsa ideia de atualização do Decreto 1775, baixado durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, em 1996, para atender o direito de “trabalhadores rurais da pequena e da média propriedade, que nela morem e cultivem a terra; os trabalhadores das partes ocupadas e produtivas de assentamentos de reforma agrária; habitantes de assentamentos humanos ocupados por população de baixa renda em áreas urbanas consolidadas (Código Florestal)”, conforme a minuta.

Um outro ponto do possível decreto é que ele limitará ainda mais as demarcações: o marco temporal. A interpretação, baseada em uma condicionante à homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, e definida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como não vinculante às demais terras indígenas, defende que apenas os povos indígenas que disputavam ou ocupavam terras reivindicadas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, têm o direito a elas. Os demais, não.

“A gente foi expulso das nossas terras, por isso muitas comunidades não estavam sobre elas em 88. Governo sabe disso, então eles querem usar massacre que sofremos como arma contra a gente. Chamo isso de um novo massacre, tão ruim quanto os primeiros. Governo não atira na gente com arma, não mata com arma: atira e mata com esse decreto”, afirma Eliseu Guarani e Kaiowá, integrante da bancada indígena do CNPI e da Aty Guasu – Grande Assembleia Guarani e Kaiowá.

Medidas mais radicais, caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, aquela que transfere do Poder Executivo para o Poder Legislativo a demarcação de terras indígenas, tornam-se desnecessárias de seguirem adiante nas tramitações legislativas. O decreto abarca todo o conteúdo defendido pelos parlamentares ruralistas em quase 100 propostas de emendas, projetos de lei e medidas envolvendo o desejo do agronegócio, mineradoras e grandes empreendimentos em terras indígenas.


Por Renato Santana, da Assessoria de Comunicação (Cimi)

Fonte: Pravda.ru

"O fim da aposentadoria", a cartilha explica que a regra para se aposentar passa a ser a mesma para homens e mulheres, do campo ou da cidade

Cartilha explica a Reforma da Previdência e mostra como ficará a aposentadoria no Brasil
 
Foto: Divulgação

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou uma cartilha explicativa sobre a Reforma da Previdência e as novas regras para se aposentar no Brasil, caso a medida seja aprovada no Congresso Nacional.

Com o título "O fim da aposentadoria", a cartilha explica que a regra para se aposentar passa a ser a mesma para homens e mulheres, do campo ou da cidade. A idade mínima para se aposentar passa a ser de 65 anos e o tempo de contribuição será de 25 anos (era de 15 anos). No entanto, para receber a aposentadoria integral, será necessário trabalhar 49 anos.

A pensão por morte também passará por mudanças, que passa a ser de 50% da aposentadoria do falecido, mais 10% por dependente. O documento mostra ainda que os militares ficaram de fora da Reforma, "apesar de serem responsáveis por metade do chamado rombo da Previdência".

Sobre a aposentadoria rural, a cartilha explica que, hoje, a maioria dos rurais só se aposenta por idade (homens, aos 60 anos e, mulheres, aos 55 anos). "Com a reforma, os rurais só poderão se aposentar aos 65 anos, depois de contribuir 25 anos, mesmo que não tenham produtos para vender. E, ao invés de uma contribuição por família, terão de contribuir individualmente. Como não terão dinheiro, jamais se aposentarão", diz o documento.



A cartilha lembra também que a Reforma irá tirar benefícios de idosos e de pessoas com deficiência, com o fim do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é pago para idosos e pessoas com deficiência de famílias pobres. "A idade mínima para receber o benefício vai aumentar de 65 anos para 70 anos. E Temer quer desvincular o BPC do salário mínimo. Ou seja, o valor vai minguar até não dar para comprar nem um cacho de banana, pois não terá reajuste".

As mulheres serão ainda mais prejudicadas com a Reforma Previdenciária, pois terão de contribuir dez anos a mais e esperar até os 65 anos de idade, como os homens, se quiserem se aposentar. "Temer ignorou a Constituição. Se ele desse bola para leis, veria que lá está escrito que as mulheres têm direito a um tratamento diferente porque são elas que cuidam dos filhos, da casa; têm tripla jornada, ganham menos e sofrem discriminação no mercado de trabalho".

Você pode fazer o download da cartilha abaixo:

AnexoTamanho
reforma_da_previdencia_cut_.pdf

A estratégia do golpe dentro do golpe, mas não será FHC porque lhe falta "cunhões" para administrar um país em pé de guerra.

Espero que o Brasileiro e Brasileira não sejam trouxas novamente. A estratégia da Globo e das forças do mercado e do exterior é eleger alguém de confiança para tocar a PEC 55, o desmantelamento da previdência, do SUS e da Rede Federal de Ensino Superior.
"A delação direta da Odebrecht contra Michel Temer acelera de forma dramática o debate sobre sua substituição, caminho para o qual existem duas alternativas possíveis. A eleição direta, em respeito à soberania popular definida pela Constituição, ou o golpe dentro do golpe", escreve Paulo Moreira Leite. Para ele, "os grandes fatos da conjuntura devem ser lidos a partir desta situação. Enquanto a maioria da população procura entender as migalhas de informação que a mídia grande deixa escapar, os donos do poder e do dinheiro escolhem um novo presidente a portas fechadas, para ter certeza de que um possível sucessor de Temer não irá colocar em risco o projeto de devolver o Brasil ao circuito da globalização acelerada, sem nenhum risco de de resistência, real ou mesmo simbólica"

Quem elegeu o pior Congresso em 60 anos? Sim, você. Você é o culpado.


Sim, você é o culpado por todas as mazelas desse país. Mete a mão no peito e diga: eu sou culpado. Não precisa fazer o suicídio, apenas reconheça a sua culpa. Esse Congresso que está aí é o resultado do seu voto inconsequente, estéril e infértil. 
 

O Estado brasileiro parece desintegrar-se: Moniz Bandeira


O Estado brasileiro parece desintegrar-se: Moniz Bandeira - Leonardo Boff
“A Desordem Mundial é baseada em formidável documentação, pesquisas de arquivos, trabalho de formiga de um autêntico cientista social”.  
“A Desordem Mundial é baseada em formidável documentação, pesquisas de arquivos, trabalho de formiga de um autêntico cientista social”. 
Estamos cansados das interpretações dos acólitos do sistema imperante que não se renovam e repetem sempre a mesma versão dos acontecimentos nacionais. 
Ouçamos uma voz das mais autorizadas, do historiador e cientista político baiano Luiz Alberto Moniz Bandeira que nos mostra outro tipo de leitura da política brasileira e de seu entroncamento com a política mundial, especialmente, com a norte-americana. Faz denúncias graves que merecem ser ouvidas. Neste meu blog publiquei uma apresentação de seu mais recente livro: A desordem mundial (Ed. Civilização Brasileira 2016), um amplo estudo do caótico cenário internacional. Aos 80 anos, ele também tem sido homenageado pela sua vasta obra e história de vida de intelectual engajado. Em junho, foi homenageado pela União Brasileira de Escritores. No dia 4, a homenagem é na USP. Da Alemanha, onde vive, ele concedeu esta entrevista a Chico Castro Jr para o jornal A Tarde da Bahia no dia 29/10/2016. Vamos aqui reproduzi-la pois trará interpretações novas e instigantes que seguramente enriquecerão a quem nos segue. Lboff

Moniz Bandeira: a ascensão do Temer é fruto fruto de uma "mexida no xadrez internacional" pelo governo de Barack Obama.


Moniz Bandeira: ascensão de Temer é fruto de mexida dos EUA -e essa afirmação é de quem tem muito conhecimento e segurança para fazer tal afirmação. Vamos ouvi-lo e entender o que está acontecendo com o nosso país. 

Moniz Bandeira: ascensão de Temer é fruto de mexida dos EUA - Brasil247

Politólogo brasileiro radicado na Alemanha Moniz Bandeira, que está lançando o livro A Desordem Mundial, afirma que a derrubada da residente Dila Rousseff e a ascensão de Michel Temer ao poder é fruto de uma "mexida no xadrez internacional" pelo governo de Barack Obama; "Estados Unidos já perderam a guerra na Síria e na Ucrânia. Por isso, se metem agora a derrubar os governos progressistas do Brasil, Argentina e Venezuela", diz Bandeira; segundo ele, "o golpe começou com as manifestações de 2013, promovidas pelas ONGs financiadas pelas Fundações George Soros, NED, USAID"; confira entrevista de Moniz Bandeira ao jornalista FC Leite Filho

Moniz Bandeira: "vínculos notórios" de Moro e Janot explicam a situação atual das empresas brasileiras.


Amigos(as) vale conferir na íntegra a entrevista do grande pensador e brasileiro Moniz Bandeira. 
 
Moniz Bandeira: "Moro e Janot atuam com os Estados Unidos contra o Brasil"
Cientista político é conhecido por dissecar poderio norte-americano na desestabilização de países
Jornal do Brasil Eduardo Miranda


Respeitado pela vasta obra em que disseca o poderio dos Estados Unidos a partir do financiamento de guerras e da desestabilização de países, o cientista político brasileiro Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira afirma, em entrevista ao Jornal do Brasil, que representantes da Lava Jato, como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz de primeira instância Sérgio Moro, avançam nos prejuízos provocados ao país e à economia nacional. Segundo o professor, os "vínculos notórios" de Moro e Janot com instituições norte-americanas explicam a situação atual das empresas brasileiras.

"Os prejuízos que causaram e estão a causar à economia brasileira, paralisando a Petrobras, as empresas construtoras nacionais e toda a cadeia produtiva, ultrapassam, em uma escala imensurável, todos os prejuízos da corrupção que eles alegam combater. O que estão a fazer é desestruturar, paralisar e descapitalizar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África", argumenta Moniz Bandeira, que está lançando o livro A Desordem Mundial: O Espectro da Total Dominação.
 
"A delação premiada é similar a um método fascista. Isso faz lembrar a Gestapo ou os processos de Moscou, ao tempo de Stálin, com acusações fabricadas pela GPU (serviço secreto)", critica professor

Na entrevista a seguir, o cientista político, que é autor de mais de 20 obras sobre temas como geopolítica internacional, Estados Unidos, Brasil e América Latina, faz críticas severas ao presidente Michel Temer, que, segundo ele, "não governa", mas segue apenas as coordenadas do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, "representante do sistema financeiro internacional".

"Seu propósito é jogar o peso da crise sobre os assalariados, para atender à soi-disant, 'confiança do mercado', isto é, favorecer os rendimentos do capital financeiro, especulativo, investido no Brasil, e de uma ínfima camada da população - cerca de 46 bilionários e 10.300 multimilionários", critica Moniz Bandeira.

Confira a entrevista com o cientista político:

Jornal do Brasil - Um livro como Quem pagou a conta?, da historiadora britânica Frances Stonor Saunders, aponta a cultura como estratégia de dominação e força dos Estados Unidos em relação aos seus artistas e intelectuais e em relação a outros países durante a Guerra Fria. Essa dominação ainda se dá da mesma forma? Ela passou por novas configurações?

Moniz Bandeira - Sim, o inglês é a língua franca e os Estados Unidos ainda possuem o maior soft power. É através do controle dos meios de comunicação, das artes e da cultura que influenciam e dominam, virtualmente, quase todos os povos, sobretudo no Ocidente. E os recursos financeiros correm por diversas fontes.

Jornal do Brasil - Como o senhor vê o modo como os EUA elegem seu presidente da República? É um método seguro? A Rússia chegou a anunciar que enviaria fiscais para acompanhar o processo de votação até a apuração do resultado.

Moniz Bandeira - Os grandes bancos e corporações, concentradas em Wall Street, são, geralmente, os grandes eleitores nos Estados. George W. Bush não foi de fato eleito, mas instalado no governo por um golpe do poder judiciário. Agora, porém, a tentativa de colocar na presidência dos Estados Unidos a candidata de Wall Street e do complexo industrial-militar, a democrata Hillary Clinton, falhou. Elegeu-se Donald Trump, um bilionário outsider, como franco repúdio ao establishment político, à continuidade da política de guerra, de agressão. Trump recebeu o apoio dos trabalhadores brancos, empobrecidos pela globalização, dos desempregados e outros segmentos da população descontentes com o status quo. E o fato foi que mais de 70 milhões de cidadãos americanos (59 milhões em favor de Trump e 13 milhões em favor Bernie Sanders, no Partido Democrata) votaram contra o establishment, contra uma elite política corrupta, e demandaram mudança.

Jornal do Brasil - De que modo os EUA participaram da destituição da presidente Dilma Rousseff? Essas intervenções se dão em que nível, quando comparadas às do período da ditadura militar no Brasil?

Moniz Bandeira - Conforme o historiador John Coatsworth contabilizou, entre 1898 e 1994, os Estados Unidos patrocinaram, na América Latina, 41 casos de “successful” de golpes de Estado para mudança de regime, o que equivale à derrubada de um governo a cada 28 meses, em um século. Após a Revolução Cubana, os Estados Unidos, em apenas uma década, a partir de 1960, ajudaram a derrubar nove governos, cerca de um a cada três meses, mediante golpes militares, como no Brasil. Depois de 1994, outros métodos, que não militares, foram usados para destituir os governos de Honduras (2009) e Paraguai (2012). No Brasil, o impeachment da presidente Dilma Rousseff constituiu, obviamente, um golpe de Estado. Houve interesses estrangeiros, elite financeira internacional, aliados a setores do empresariado, com o objetivo de regime change (mudança de regime), através da mídia corporativa, com o apoio de vastas camadas das classes médias, abaladas com as denúncias de corrupção.

Jornal do Brasil - E qual teria sido o papel norte-americano na destituição?

Moniz Bandeira - Há evidências, diretas e indiretas, de que os Estados Unidos influíram e encorajaram a lawfare, a guerra jurídica para promover a mudança do regime no Brasil. O juiz de primeira instância Sérgio Moro, condutor do processo contra a Petrobras e contra as grandes construtoras nacionais, preparou-se, em 2007, em cursos promovidos pelo Departamento de Estado. Em 2008, ele participou de um programa especial de treinamento na Escola de Direito de Harvard, em conjunto com sua colega Gisele Lemke. E, em outubro de 2009, participou da conferência regional sobre “Illicit Financial Crimes”, promovida no Rio de Janeiro pela Embaixada dos Estados Unidos. A Agência Nacional de Segurança (NSA), que monitorou as comunicações da Petrobras, descobriu a ocorrência de irregularidades e corrupção de alguns militantes do PT e, possivelmente, forneceu os dados sobre o doleiro Alberto Yousseff ao juiz Sérgio Moro, já treinado em ação multi-jurisdicional e práticas de investigação, inclusive com demonstrações reais (como preparar testemunhas para delatar terceiros).

Jornal do Brasil - O sr, cita também o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no desmantelamento de empresas brasileiras...

Moniz Bandeira - Rodrigo Janot foi a Washington, em fevereiro de 2015, apanhar informações contra a Petrobras, acompanhado por investigadores da força-tarefa responsável pela Operação Lava Jato, e lá se reuniu com o Departamento de Justiça, o diretor-geral do FBI, James Comey, e funcionários da Securities and Exchange Commission (SEC). A quem serve o juiz Sérgio Moro, eleito pela revista Time um dos dez homens mais influentes do mundo? A que interesses servem com a Operação Lava-Jato? A quem serve o procurador-geral da República, Rodrigo Janot? Ambos atuaram e atuam com órgãos dos Estados Unidos, abertamente, contra as empresas brasileiras, atacando a indústria bélica nacional, inclusive a Eletronuclear, levando à prisão seu presidente, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. Os prejuízos que causaram e estão a causar à economia brasileira, paralisando a Petrobras, as empresas construtoras nacionais e toda a cadeia produtiva, ultrapassam, em uma escala imensurável, todos os prejuízos da corrupção que eles alegam combater. O que estão a fazer é desestruturar, paralisar e descapitalizar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África.

Jornal do Brasil - Levando-se em consideração a destruição de empresas de infraestrutura no país, projetos para acabar com a exclusividade da Petrobras na exploração da commodity, o senhor acredita na tese de que o cérebro da Lava Jato está fora do país? Se sim, como se daria isso?

Moniz Bandeira - Não há cérebro. Há interesses estrangeiros e nacionais que convergem. Como apontei, os vínculos do juiz Sérgio Moro e do procurador-geral Rodrigo Janot com os Estados Unidos são notórios. E, desde 2002, existe um acordo informal de cooperação entre procuradores e polícias federais não só do Brasil, mas também de outros países, com o FBI, para investigar o crime organizado. E daí que, provavelmente, a informação através da espionagem eletrônica do NSA, sobre a corrupção por grupos organizados dentro da Petrobras, favorecendo políticos, chegou à Polícia Federal e ao juiz Sérgio Moro. A delação premiada é similar a um método fascista. Isso faz lembrar a Gestapo ou os processos de Moscou, ao tempo de Stálin, com acusações fabricadas pela GPU (serviço secreto). E é incrível que, no Brasil, um juiz determine, a polícia faça prisões arbitrárias, ilegais, sem que os indivíduos tenham culpa judicialmente comprovada, um procurador ameace processá-los se não delatarem supostos crimes de outrem, e assim, impondo o terror e medo, obtêm uma delação em troca de uma possível penalidade menor ou outro prêmio. Não entendo como se permitiu e se permite que a Polícia Federal, que reconhecidamente recebe recursos da CIA e da DEA, atue de tal maneira, ao arbítrio de um juiz de 1ª Instância ou de um procurador, que nenhuma autoridade pode ter fora de sua jurisdição, conluiados com a mídia corporativa, em busca de escândalos para atender aos seus interesses comerciais. A quem servem? Combater a corrupção é certo, mas o que estão a fazer é destruir a economia e a imagem do Brasil no exterior. E em meio à desestruturação da Petrobras, das empresas de construção e a cadeia produtiva de equipamentos, com o da “lawfare”, da guerra jurídica, com a cumplicidade da mídia e de um Congresso quase todo corrompido. O bando do PMDB-PSDB apossou-se do governo, com o programa previamente preparado para atender aos interesses do sistema financeiro, corporações internacionais e outros políticos estrangeiros.

Jornal do Brasil - O economista Bresser-Pereira, ex-ministro de FHC, afirma, na apresentação de A Desordem Mundial, que os EUA, segundo a tese do senhor, passaram por um processo de democracia para a oligarquia. Que paralelo se pode fazer com o Brasil nesse sentido, tomando como base as últimas três décadas? O sr. acredita que passamos brevemente por um momento de democracia e agora voltamos à ditadura do capital financeiro/oligarquia? 
Em livro, professor disseca poder dos EUA na "exportação" de democracias para o mundo

Moniz Bandeira - Michel Temer, que se assenhoreou da presidência da república, não governa. É um boneco de engonço. Quem dita o que ele deve fazer é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como representante do sistema financeiro internacional. E seu propósito é jogar o peso da crise sobre os assalariados, para atender à soi-disant, “confiança do mercado”, isto é, favorecer os rendimentos do capital financeiro, especulativo, investido no Brasil, e de uma ínfima camada da população - cerca de 46 bilionários e 10.300 multimilionários.

Jornal do Brasil - O senhor afirma que onde quer que os EUA entrem com o objetivo de estabelecer a democracia, eles entram na verdade por interesses políticos e econômicos. É esse o caso da aproximação dos norte-americanos com Cuba? Fidel Castro é um dos que compartilhavam dessa visão de interesse.

Moniz Bandeira - Sim, havia forte pressão de empresários americanos para o restabelecimento de relações com Cuba, por causa de seus interesses comerciais. Estavam a perder grandes oportunidades de negócios e investimentos devido ao embargo econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba desde fins de 1960, portanto mais de 50 anos, sem produzir a queda do regime instituído pela revolução comandada por Fidel Castro. Era um embargo de certa forma inócuo, uma vez que outros países, como o Brasil, estavam a investir e fazer negócios com Cuba. A construção do complexo-industrial de Mariel, pela Odebrecht, com equipamento produzidos pela indústria brasileira e o apoio do governo do presidente Lula, contribuíram, possivelmente, para a decisão do presidente Barack Obama de normalizar as relações Cuba. Essa Zona Especial de Desarrollo de Mariel (ZEDM), 45 quilômetros a oeste de Havana, tende a atrair investimentos estrangeiros, com fins de exportação, bem como opção para o transbordo de contêineres, a partir da ampliação do Canal do Panamá, ao permitir a atracagem dos grandes e modernos navios de transporte interoceânicos. Tenho um livro sobre as relações dos Estados Unidos com Cuba (De Martí a Fidel – A Revolução Cubana e a América Latina).

Jornal do Brasil - O processo de apoio financeiro de instituições políticas às religiões cristãs de direita, tal como o senhor descreve ao tratar do governo Bush, se assemelha de alguma forma ao contexto do Brasil, levando-se em conta o crescimento da bancada evangélica no Congresso Nacional e a conquista de cargos do Poder Executivo por representantes da Igreja?

Moniz Bandeira - Sim, o processo é secreto. Ocorre através de ONGs, muitas das quais são financiadas pela USAID, National Endowment for Democracy, conforme demonstro em A Segunda Guerra Fria e A desordem mundial, bem como através de outras agências semi-oficiais e privadas. Essas igrejas também coletam muito dinheiro dos crentes, acumulam fortunas. E as bancadas de deputados recebem dinheiro de empresas não nacionais, mas de grandes empresas estrangeiras, muitas das quais apresentam no Brasil balanços com prejuízos, conquanto realizem seus lucros nas Bahamas e em outros paraísos fiscais. Tais empresas multinacionais não foram investigadas pelo juiz Sérgio Moro, o procurador-geral Rodrigo Janot e a força-tarefa da Operação Lava-Jato et caterva. A quem eles servem? Racine, o dramaturgo francês, escreveu que “não há segredo que o tempo não revele”. Não sabemos exatamente agora, porém podemos imaginar.

Eric Draitser:EUA estão por trás da crise no Brasil

EUA estiveram por trás de todos os golpes e eleições de serviçais no Brasil. E isso não foi diferente em 2016 quando os EUA ficaram no silêncio cúmplice.


EUA estão por trás da crise no Brasil, acredita analista


Jornal GGN – Em artigo na Telesur, o analista de geopolítica Eric Draitser diz que está claro para todo mundo o golpe em curso no Brasil, mas que ninguém analisou ainda o contexto mundial em que a crise brasileira se insere. Para ele, os Estados Unidos travam uma guerra neoliberal contra a América Latina, capitaneada pela presidenciável democrata Hillary Clinton.

As ruas estão caladas quando até as pedras falam: Fora Globo, Fora Temer, Fora PSDB, Fora FHC.


Bem, é a história estúpido que teima em se repetir. Sabe quem era o candidato que estava na frente das pesquisas eleitorais em 1965? 
 
Não? Era Juscelino Kubitschek que estava na frente em todos os cenários. 
 
E o Ibope escondeu em 1964 que João Goulart era bem avaliado pelo povo com seu projeto de reforma do Estado brasileiro e a criação do 13º salário, principalmente com o seu projeto de alfabetização liderado por Paulo Freire até o golpe de 1964. 

Moro, Globo e PSDB tem objetivos:triturar Lula até o dia das eleições e eleger um dos seus serviçais

 

Na mesma semana em os institutos de pesquisa colocaram Lula como o grande vencedor das eleições de 2018, o ex-presidente petista vira réu pela quinta vez. 

E agora não é apenas um triplex. Triplex que também Juscelino Kubitschek foi acusado de possuir. 

Assim como Lula em 2018, Juscelino Kubitschek era o grande favorito de 1965. E acabou sendo exilado e depois assassinado. Será esse o fim de Lula? 

Quais os principais instrumentos do Golpe de 2016?

 
 No momento temos dificuldade para fazer o povo entender os objetivos principais do golpe e quais as grandes questões que estão em jogo: a inviabilização do Brasil como Nação Soberana e seu desenvolvimento tecnológico e nuclear é um dos objetivos. Leia a análise

13 de Dezembro: Dia da Vergonha das Elites - O Empastelador

15/12/2016, Samuel Pinheiro Guimarães, JornalGGN

Muitos anos depois, o povo brasileiro (as elites já conheciam) ficou sabendo, através de documentos do governo norte americano, da ativa participação dos Estados Unidos no golpe de 1964, e sua sequência, o AI-5, instrumento importante de poder ditatorial para garantir a implementação de uma política econômica neoliberal.

Os EUA articulam a Guerra Civil no Brasil para desmanchar o Estado brasileiro?


 Algumas questões importantes: interessava aos EUA uma nova nova potência em seu "quintal"? Interessava aos EUA um país ameaçando os seus interesses na relação SUL-SUL Global? Interessava aos EUA? Interessava aos EUA o desenvolvimento nuclear brasileiro? São tantas perguntas, mas o que temos são apenas respostas. E o golpe parlamentar-midiático e jurídico é uma das respostas. Era preciso abater o voo do Brasil a qualquer preço. E nesse sentido, é preciso esmagar o projeto de Brasil-Nação e o caminho aponta uma guerra civil de tamanho incalculável. 

O Império articula a guerra civil brasileira? A história acelera seus passos mas quem dá a direção?- Dinâmica Global

Os objetivos dos EUA e dos seus serviçais (Globo, PSDB, PMDB): enviabilizar o Brasil e destruir o seu sonho de soberania, indepenência e cidadania.


 
 É muito fácil manipular um povo que não desenvolve o mínimo de inteligência para questionar os projetos que estão em disputa e as grandes questões emergentes de nosso tempo. 
É preciso entender os objetivos dos golpistas lesa-pátria: inviabilizar o Brasil pelos próximos 20 anos. Questões estratégias como: o desenvolvimento tecnológico, conteúdo nacional, desenvolvimento da energia nuclear, a produção de fertilizantes, a importância do Pré-Sal para o desenvolvimento nacional e tantas outras questões.  

Farsas e Golpes: O verdadeiro inimigo do Brasil ainda é desconhecido da população - Dinâmica Global

Que os Estados Unidos da América (EUA) tenham interesse e atuem para impedir que o Brasil seja uma potência, um país rico e soberano, embora seja amoral e perverso, é compreensível. Afinal, um Império nunca quer ter opositor, nem mesmo aliado, de igual força. Creio ter sido Henry Kissinger quem afirmou não poder aceitar que houvesse um Japão no hemisfério sul. Quando o Japão era a segunda potência econômica do mundo.

Cai o rei de Espadas
Cai o rei de Ouros
Cai o rei de Paus
Cai, não fica nada
(Ivan Lins, Cartomante)