A joia estratégica do Brasil e o risco de perdermos nossa autonomia bélica
A Avibras Aeroespacial, fundada em 1961 por engenheiros do ITA de São José dos Campos, é a maior indústria de defesa do país. Desde seus primeiros foguetes de sondagem até o renomado sistema de mísseis ASTROS II, ela representa não apenas tecnologia de ponta, mas a capacidade do Brasil de defender seus interesses com autonomia
Símbolo de inovação e independência
Desde os anos 1960, integrou o Programa Espacial Brasileiro, produzindo foguetes para pesquisas meteorológicas - https://www.opiniaosocialista.com.br/ .
Na década de 1980, consolidou-se globalmente com o ASTROS II, exportado com sucesso para vários países — o que fez do Brasil, nas palavras da época, um dos maiores exportadores mundiais de armas https://www.opiniaosocialista.com.br/
Nos anos 2000, avançou ainda mais com mísseis táticos, drones (VANTs) e veículos blindados — todos com tecnologia nacional - https://www.opiniaosocialista.com.br/
Esses marcos são a prova de que não fomos subordinados à tecnologia de defesa estrangeira éramos competentes e autoconfiantes.
A crise e a ameaça externalizante
Em 2022, a Avibras entrou em recuperação judicial, com dívidas estimadas em R$ 570 milhões, demitindo centenas de trabalhadores e atrasando salários
Com a crise, grupos estrangeiros começaram a disputar seu controle — de australianos da DefendTex, chineses da Norinco, até sauditas e investidores do Oriente Médio
Entregar a Avibras a capital estrangeiro não seria apenas um negócio — seria perder controle sobre tecnologias críticas: mísseis, foguetes, VANTs, blindados e reatores espaciais.
O risco: soberania blefada
Especialistas denunciam:
“Caso a transação se consuma, o conhecimento sensível será transferido.”
“Pode haver redução da produção nacional para dar lugar a projetos
estrangeiros.”
https://velhogeneral.com.br/
E não é só tecnologia: são mais de 800 empregos altamente qualificados, estrutura de P&D, cooperação com o DCTA e o ITA — tudo isso seria afetado.
O que está em jogo
Autonomia militar: o Brasil pode perder a capacidade de produzir seu próprio equipamento de defesa.
P&D nacional: projetos espaciais, militares e civis dependem do know-how da Avibras.
Empregos estratégicos: mão de obra especializada, farta em tecnologia de ponta.
Geopolítica de respeito: um país sem sua indústria de defesa se torna vulnerável — e obrigado a obedecer.
Enquanto potências nucleares investem, nossos vizinhos se armam, e correntes globais se armam, o Brasil não pode abrir mão do pouco que tem.
E a solução?
Organizações como sindicatos e movimentos de soberania defendem a estatização da Avibras, sem indenização — sob controle público ou dos trabalhadores — a exemplo de outras experiências estratégicas https://velhogeneral.com.br/
Para proteger nossa soberania, precisamos:
1. Recuperar a autonomia sobre tecnologias sensíveis.
2. Garantir proteção legal e política a empresas de defesa.
3. Fortalecer P&D com recursos públicos.
4. Envolver sociedade, governo e parcerias estratégicas.
Avibras é soberania em fábrica
Essa empresa é um pilar da nossa capacidade de autodefesa, tecnologia e integração ao futuro. Não podemos permitir que o que aqui foi construído com talento brasileiro se dissipe nas mãos de investidores estrangeiros sem compromisso com o país.
Quer um card para mobilizar apoio?
Eu posso criar um arte visual com a frase:
“Defender a Avibras é defender a soberania do Brasil.”
Também posso montar um infográfico ou carrossel mostrando a linha do tempo da
empresa e seus riscos atuais. Qual você prefere?
O que propõe Boulos
Em 18 de julho de 2024, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL‑SP) apresentou o Projeto de Lei nº 2957/2024, que propõe a desapropriação por utilidade pública da Avibras .
O PL declara Avibras como empresa estratégica de defesa, cujos bens, maquinários, tecnologia e acervo intelectual devem ser passados ao controle público (https://noticiabrasil.net.br/organization_infodefensa/)
Principais objetivos do projeto:
1. Assegurar soberania tecnológica e segurança nacional, evitando venda a grupos estrangeiros noticiabrasil.
2. Garantir investimentos nos projetos em andamento (como mísseis, foguetes, subs e VANTs)
3. Proteger empregos altamente qualificados e o acúmulo de know-how no setor de defesa ( noticiabrasil.net.br)
4. Garantir abastecimento perene de equipamentos e insumos estratégicos às Forças Armadas band.uol.com.br
Como o PL está caminhando
O PL já foi protocolado e aguarda despacho na Mesa da Câmara .
Em enquete da Câmara, ficou entre os 2 projetos mais votados, com mais de 2 mil apoios na primeira semana
O que falta para avançar?
Apesar do impacto simbólico do anúncio, Boulos ainda não apresentou forte mobilização pública (como visitas à fábrica, campanhas, audiências)
O governo central (incluindo vice, ministério da Defesa e BNDES) se posicionou contrariamente à estatização defesanet.com.br.
Deputados da esquerda defendem a ideia, mas muitos aguardam agendas e pressão social para empurrar o PL adiante .
O custo estimado
A proposta estima o custo da desapropriação em cerca de R$ 2 bilhões, valor equivalente aos ativos e à dívida com a União
A justificativa legal se baseia na Lei Complementar nº 97/1999, que permite nacionalização de ativos estratégicos
Reações e contexto
Sindicatos — como o dos metalúrgicos de São José dos Campos — apoiam a proposta e pressionam por mobilização conjunta
Especialistas alertam sobre os riscos de transferir tecnologia sensível a capital estrangeiro e citam casos como a Mectron (vendida à israelense Elbit)
A Avibras está em recuperação judicial desde 2022, com dívidas que variam entre R$ 570 milhões e R$ 700 milhões
Tem ativos estimados em R$ 3 bilhões (2021) .
Por que isso importa?
A Avibras é chave para a independência tecnológica e militar do Brasil, responsável por mísseis, foguetes, blindados e VANTs
Se privatizada, pode perder autonomia, e parte da tecnologia pode sumir em mãos estrangeiras .
A estatização garantiria:
o Autonomia das Forças Armadas;
o Retorno de investimentos públicos em P&D e emprego;
o Controle soberano sobre tecnologias sensíveis.
✅ Resumo da situação atual
|
Aspecto |
Status |
|
PL 2957/2024 |
Apresentado e aguardando andamento |
|
Apoio popular |
Alto em enquetes, mas sem mobilização efetiva |
|
Governo federal |
Contrário à estatização |
|
Sindicatos e oposição |
Apoiando campanha trabalhista e social |
|
Riscos à soberania |
Altos, se houver privatização |
Próximos passos
Mobilização: pressão social, visitas à fábrica e ato com trabalhadores.
Tramitação: acelerar análise e votações em comissões e plenário.
Alianças: unificar partidos progressistas, sindicatos, pesquisadores e sociedade civil.
Conclusão:
O projeto de Boulos é robusto, necessário e estratégico, mas precisa sair da
gaveta. Se for desenvolvido com mobilização e alianças, pode resguardar a
soberania industrial e científica do Brasil.
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