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quarta-feira, 2 de julho de 2025

🚀 Avibras e Soberania Nacional

A joia estratégica do Brasil e o risco de perdermos nossa autonomia bélica

A Avibras Aeroespacial, fundada em 1961 por engenheiros do ITA de São José dos Campos, é a maior indústria de defesa do país. Desde seus primeiros foguetes de sondagem até o renomado sistema de mísseis ASTROS II, ela representa não apenas tecnologia de ponta, mas a capacidade do Brasil de defender seus interesses com autonomia

Símbolo de inovação e independência

Desde os anos 1960, integrou o Programa Espacial Brasileiro, produzindo foguetes para pesquisas meteorológicas - https://www.opiniaosocialista.com.br/ .

Na década de 1980, consolidou-se globalmente com o ASTROS II, exportado com sucesso para vários países — o que fez do Brasil, nas palavras da época, um dos maiores exportadores mundiais de armas  https://www.opiniaosocialista.com.br/

Nos anos 2000, avançou ainda mais com mísseis táticos, drones (VANTs) e veículos blindados — todos com tecnologia nacional  - https://www.opiniaosocialista.com.br/

Esses marcos são a prova de que não fomos subordinados à tecnologia de defesa estrangeira éramos competentes e autoconfiantes.

A crise e a ameaça externalizante

Em 2022, a Avibras entrou em recuperação judicial, com dívidas estimadas em R$ 570 milhões, demitindo centenas de trabalhadores e atrasando salários

Com a crise, grupos estrangeiros começaram a disputar seu controle — de australianos da DefendTex, chineses da Norinco, até sauditas e investidores do Oriente Médio

Entregar a Avibras a capital estrangeiro não seria apenas um negócio — seria perder controle sobre tecnologias críticas: mísseis, foguetes, VANTs, blindados e reatores espaciais. 

O risco: soberania blefada

Especialistas denunciam:

“Caso a transação se consuma, o conhecimento sensível será transferido.”
“Pode haver redução da produção nacional para dar lugar a projetos estrangeiros.”
https://velhogeneral.com.br/

E não é só tecnologia: são mais de 800 empregos altamente qualificados, estrutura de P&D, cooperação com o DCTA e o ITA — tudo isso seria afetado. 

O que está em jogo

Autonomia militar: o Brasil pode perder a capacidade de produzir seu próprio equipamento de defesa.

 P&D nacional: projetos espaciais, militares e civis dependem do know-how da Avibras.

 Empregos estratégicos: mão de obra especializada, farta em tecnologia de ponta.

Geopolítica de respeito: um país sem sua indústria de defesa se torna vulnerável — e obrigado a obedecer.

Enquanto potências nucleares investem, nossos vizinhos se armam, e correntes globais se armam, o Brasil não pode abrir mão do pouco que tem.

E a solução?

Organizações como sindicatos e movimentos de soberania defendem a estatização da Avibras, sem indenização — sob controle público ou dos trabalhadores — a exemplo de outras experiências estratégicas  https://velhogeneral.com.br/

Para proteger nossa soberania, precisamos:

1.     Recuperar a autonomia sobre tecnologias sensíveis.

2.     Garantir proteção legal e política a empresas de defesa.

3.     Fortalecer P&D com recursos públicos.

4.     Envolver sociedade, governo e parcerias estratégicas.

Avibras é soberania em fábrica

Essa empresa é um pilar da nossa capacidade de autodefesa, tecnologia e integração ao futuro. Não podemos permitir que o que aqui foi construído com talento brasileiro se dissipe nas mãos de investidores estrangeiros sem compromisso com o país.

Quer um card para mobilizar apoio?

Eu posso criar um arte visual com a frase:

“Defender a Avibras é defender a soberania do Brasil.”
Também posso montar um infográfico ou carrossel mostrando a linha do tempo da empresa e seus riscos atuais. Qual você prefere?

O que propõe Boulos

Em 18 de julho de 2024, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL‑SP) apresentou o Projeto de Lei nº 2957/2024, que propõe a desapropriação por utilidade pública da Avibras .

O PL declara Avibras como empresa estratégica de defesa, cujos bens, maquinários, tecnologia e acervo intelectual devem ser passados ao controle público (https://noticiabrasil.net.br/organization_infodefensa/)

Principais objetivos do projeto:

1.     Assegurar soberania tecnológica e segurança nacional, evitando venda a grupos estrangeiros noticiabrasil.

2.     Garantir investimentos nos projetos em andamento (como mísseis, foguetes, subs e VANTs)

3.     Proteger empregos altamente qualificados e o acúmulo de know-how no setor de defesa ( noticiabrasil.net.br)

4.     Garantir abastecimento perene de equipamentos e insumos estratégicos às Forças Armadas band.uol.com.br

Como o PL está caminhando

O PL já foi protocolado e aguarda despacho na Mesa da Câmara .

Em enquete da Câmara, ficou entre os 2 projetos mais votados, com mais de 2 mil apoios na primeira semana 

O que falta para avançar?

Apesar do impacto simbólico do anúncio, Boulos ainda não apresentou forte mobilização pública (como visitas à fábrica, campanhas, audiências) 

O governo central (incluindo vice, ministério da Defesa e BNDES) se posicionou contrariamente à estatização defesanet.com.br.

Deputados da esquerda defendem a ideia, mas muitos aguardam agendas e pressão social para empurrar o PL adiante .

O custo estimado

A proposta estima o custo da desapropriação em cerca de R$ 2 bilhões, valor equivalente aos ativos e à dívida com a União

A justificativa legal se baseia na Lei Complementar nº 97/1999, que permite nacionalização de ativos estratégicos 

Reações e contexto

Sindicatos — como o dos metalúrgicos de São José dos Campos — apoiam a proposta e pressionam por mobilização conjunta 

Especialistas alertam sobre os riscos de transferir tecnologia sensível a capital estrangeiro e citam casos como a Mectron (vendida à israelense Elbit)

A Avibras está em recuperação judicial desde 2022, com dívidas que variam entre R$ 570 milhões e R$ 700 milhões 

Tem ativos estimados em R$ 3 bilhões (2021) .

Por que isso importa?

A Avibras é chave para a independência tecnológica e militar do Brasil, responsável por mísseis, foguetes, blindados e VANTs 

Se privatizada, pode perder autonomia, e parte da tecnologia pode sumir em mãos estrangeiras .

A estatização garantiria:

o   Autonomia das Forças Armadas;

o   Retorno de investimentos públicos em P&D e emprego;

o   Controle soberano sobre tecnologias sensíveis.

Resumo da situação atual

Aspecto

Status

PL 2957/2024

Apresentado e aguardando andamento

Apoio popular

Alto em enquetes, mas sem mobilização efetiva

Governo federal

Contrário à estatização

Sindicatos e oposição

Apoiando campanha trabalhista e social

Riscos à soberania

Altos, se houver privatização

Próximos passos

Mobilização: pressão social, visitas à fábrica e ato com trabalhadores.

Tramitação: acelerar análise e votações em comissões e plenário.

Alianças: unificar partidos progressistas, sindicatos, pesquisadores e sociedade civil.

Conclusão:
O projeto de Boulos é robusto, necessário e estratégico, mas precisa sair da gaveta. Se for desenvolvido com mobilização e alianças, pode resguardar a soberania industrial e científica do Brasil.

 

 


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