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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Objetivo dos EUA: hegemonia no Hemisfério Ocidental.


1. Tese central do vídeo

Ben Norton sustenta que a política dos EUA contra a Venezuela não depende do presidente ou do partido no poder, mas expressa uma estratégia estrutural e de longo prazo de manutenção da hegemonia dos EUA no Hemisfério Ocidental.
Segundo ele, as justificativas mudam (democracia, segurança nacional, drogas, direitos humanos), mas
o objetivo permanece o mesmo: contenção, controle ou mudança de regime.

2. Continuidade histórica da política externa dos EUA

Um ponto forte da análise é mostrar que:

  • Obama classificou a Venezuela como “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional”.

  • Trump intensificou sanções, tentou isolamento diplomático e adotou a narrativa do narcotráfico.

  • Biden manteve sanções estruturais, mesmo ajustando o discurso.

Para Norton, isso evidencia continuidade estratégica, não ruptura.
A Venezuela se encaixa no padrão histórico de intervenções dos EUA na América Latina (Chile, Nicarágua, Cuba, Guatemala, Honduras).

3. O papel do petróleo venezuelano

O vídeo enfatiza que a Venezuela:

  • Possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo

  • Nacionalizou recursos estratégicos

  • Rompeu com o modelo de submissão às grandes petrolíferas internacionais

Segundo Norton:

  • O problema não é a escassez de petróleo, mas quem controla esse petróleo.

  • A soberania sobre recursos naturais entra em choque direto com interesses corporativos e geopolíticos dos EUA.

Ponto-chave: Países que controlam seus recursos e não se alinham automaticamente a Washington tendem a sofrer pressão, sanções ou isolamento.

4. A influência da política interna dos EUA (Miami/Flórida)

Um dos argumentos mais relevantes do vídeo é o peso da política doméstica:

  • Grupos antichavistas, anticubanos e antissandinistas sediados em Miami

  • Forte influência eleitoral no estado da Flórida

  • Ligação direta com:

    • Lobby do petróleo

    • Think tanks

    • Setores do Partido Republicano e Democrata

A política externa vira instrumento de disputa eleitoral interna, não de segurança internacional real.

5. A retórica das “drogas” como nova justificativa

Ben Norton argumenta que:

  • A acusação de “narco-Estado” contra a Venezuela carece de base empírica sólida

  • Países aliados dos EUA, com histórico comprovado de narcotráfico, não recebem o mesmo tratamento

Isso revela um padrão:

Quando a justificativa anterior perde força, cria-se outra narrativa moral ou criminal para sustentar a mesma política.

6. A China como fator decisivo

O vídeo destaca que a presença crescente da China na América Latina é hoje um fator central de preocupação para Washington:

  • Investimentos em infraestrutura

  • Acordos energéticos

  • Parcerias financeiras sem condicionalidades políticas

Para os EUA:

  • Isso ameaça sua posição histórica de dominância regional

  • A Venezuela se torna símbolo de um mundo multipolar em ascensão

Assim, a pressão sobre Caracas também é uma mensagem indireta a outros países latino-americanos.

7. Crítica implícita à “ordem internacional baseada em regras”

Embora não seja o foco explícito, o vídeo sugere que:

  • As “regras” são aplicadas seletivamente

  • Sanções econômicas funcionam como armas políticas

  • O direito internacional é frequentemente subordinado aos interesses das grandes potências

8. Pontos fortes da análise de Ben Norton

✔ Contextualização histórica sólida
✔ Articulação entre política externa e interesses econômicos
✔ Exposição do papel da política doméstica dos EUA
✔ Leitura clara da disputa EUA × China na América Latina

Conclusão

O vídeo defende que a Venezuela é alvo não por ser uma ameaça real, mas por representar:

  • Um projeto de soberania energética

  • Um desafio simbólico à hegemonia dos EUA

  • Um ponto de articulação com potências emergentes como a China

Em síntese, Ben Norton mostra que:

O problema da Venezuela não é o que ela faz, mas o que ela representa.



Guerra cibernética que neutralizou o sistema de defesa venezuelano?

 

Os EUA utilizaram arma eletromagnética (guerra cibernética)  para neutralizar as comunicações e sistema de defesa russo chinês em solo venezuelana e em seguida mandaram uma frota de helicópteros. Esta afirmação de Breno Altman é possível? Vamos analisar mais a frente. No momento, tudo é possível. 

Breno Altman: o plano dos EUA neste momento é minar a liderança da presidente interina da Venezuela.

 

O verdadeiro plano para a Venezuela está à vista de todos

    

O verdadeiro plano para a Venezuela está à vista de todos

A chamada “Ordem Internacional Baseada em Regras” funciona, na prática, como uma máscara diplomática para a pirataria moderna. Sob esse discurso moralizante, o capitalismo ocidental demonstra repetidamente sua incapacidade de negociar com nações soberanas sem tentar subordiná-las, capturá-las ou possuí-las.

Quando um país se recusa a entregar seus recursos estratégicos, o destino costuma ser previsível: sanções, sabotagem, desestabilização e punição prolongada. O Haiti é o exemplo histórico mais brutal — um país condenado por séculos por ousar romper com a ordem colonial. A Venezuela segue a mesma lógica.

Essas realidades desconfortáveis são exploradas na entrevista com o professor Michael Rossi, cientista político da Universidade Rutgers, que desmonta a narrativa dominante ao conectar o DNA histórico das intervenções dos Estados Unidos com os movimentos agressivos que presenciamos hoje na América Latina e no mundo.

O que está em jogo hoje na Venezuela

Hoje, 05 de janeiro, seguimos com poucas respostas e muitas perguntas. Circulam narrativas diversas, mas o que aconteceu o foi o  sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, além da morte de oitentas pessoas em operações ainda mal esclarecidas. Independentemente das versões divulgadas, um fato permanece evidente:

Os Estados Unidos desejam a decapitação completa do governo bolivariano.

O objetivo é claro: impor um governo fantoche, politicamente obediente, capaz de abrir caminho para o controle da maior reserva de petróleo do mundo, localizada em território venezuelano.

Plano A e Plano B: a lógica imperial

Como já mencionado em post anterior, um ex-analista da CIA foi direto ao ponto ao afirmar que Washington trabalha com dois cenários:

  • Plano A: instalar um governo submisso que aceite todas as exigências dos EUA, promovendo uma chamada “transição suave”;

  • Plano B: recorrer ao método clássico já utilizado diversas vezes na América do Sul — golpe militar, assassinatos seletivos e repressão aberta.

Ambos têm o mesmo objetivo: um governo leal aos interesses estratégicos dos Estados Unidos.

A guerra psicológica e a desmoralização do chavismo

É fundamental destacar a análise de Breno Altman (@brealt):

O governo venezuelano está investigando infiltrações e traições individuais, movidas por suborno. Essa hipótese é totalmente diferente das especulações sobre acordos liderados por Delcy Rodríguez ou pelo próprio Maduro, difundidas pelos Estados Unidos para desmoralizar o chavismo.”

Essa distinção é crucial. Não há, até o momento, qualquer mudança de governo na Venezuela. O que existe é uma intensa guerra informacional, voltada a produzir desmoralização interna, confusão e ruptura de lealdades — estratégia clássica de desestabilização.

O desejo dos EUA é evitar o custo político e internacional de um golpe militar explícito, apostando numa transição “negociada” sob coerção, sanções e infiltrações.

Golpes, assassinatos e a Doutrina Monroe

Outro ponto não pode ser ignorado:
Os Estados Unidos são historicamente competentes em golpes de Estado e assassinatos políticos quando lidam com governos que não se alinham aos seus interesses.

A Doutrina Monroe jamais foi abandonada. Ela continua presente, silenciosa ou explícita, nas mesas dos presidentes norte-americanos, independentemente do partido no poder.

A mensagem segue a mesma há mais de um século:

Quem não se ajoelhar aos interesses dos EUA será punido.

Venezuela hoje, América Latina amanhã

Se a Venezuela cair, o recado será direto para toda a região. E candidatos a governos fantoches não faltam na América Latina.

No Brasil, inclusive, setores da direita fazem fila para se oferecer ao trumpismo, prontos para sacrificar soberania, recursos estratégicos e políticas sociais em troca de bênçãos externas.

Conclusão

O caso venezuelano não é sobre democracia, direitos humanos ou regras internacionais. É sobre poder, recursos naturais e submissão geopolítica.

A história mostra que, quando um país ousa dizer “não”, ele passa a ser tratado como inimigo. A Venezuela apenas ocupa hoje o lugar que outros já ocuparam ontem — e que outros poderão ocupar amanhã.

Ignorar isso é aceitar a narrativa. Enxergar é o primeiro passo para resistir.



domingo, 4 de janeiro de 2026

Quem é o plano A e plano B dos EUA na Venezuela? Será que o povo revolucionário da Venezuela vai concordar com estes planos?

Olá, vale conferir abaixo o vídeo - analista da CIA revela planos A E B para a Venezuela.  Muita atenção no comportamento e nas falas da Vice-presidente. Nesse momento, ninguém sabe quem são os generais traidores e os generais leais ao governo Maduro. Segundo a fala do ex-analista da CIA, o objetivo é manter a vice-presidente no comando da Venezuela, desde que ela faça exatamente os desejos dos EUA, ou seja, a entrega do petróleo. 

Então, segundo o plano dos EUA é manter a vice-presidente como governo fantoche e aos poucos expurgar os generais leais e em seguida colocar uma pessoa de confiança do império. 

 

Vivemos tempos de guerras híbridas e disputas geopolíticas permanentes. E, como sempre acontece nesses contextos, a maior vítima é a verdade. Por isso, tudo o que se ouve neste vídeo, principalmente sobre as declarações e afirmações atribuídas a um ex-analista ligado à CIA deve ser recebido com espírito crítico e saudável desconfiança.

O grande desafio é unir os fios dessa trama complexa, que envolve o sequestro de um presidente e de sua esposa, sob a justificativa oficial de combate ao narcotráfico, mas que pode esconder um objetivo muito mais profundo: o controle e a pilhagem das riquezas de um país estratégico.

Ainda assim, é possível concordar com um ponto central: parte significativa do entorno de Nicolás Maduro pode hoje integrar, direta ou indiretamente, a folha de pagamento dos Estados Unidos, por meio de operações da CIA. Trata-se de um investimento milionário na compra de lealdades de altos funcionários do governo venezuelano, o que pode incluir generais e até membros da guarda responsável pela segurança presidencial.

Vale lembrar que Donald Trump declarou publicamente a presença da CIA na Venezuela e elevou a recompensa por informações que levassem à captura de Maduro para 50 milhões de dólares. Diante disso, é difícil acreditar que o sequestro do presidente tenha sido fruto do acaso ou de uma simples oportunidade. Tudo indica uma operação cuidadosamente planejada, irrigada por dólares e sustentada pela cooptação de setores do alto escalão militar.

Nesse sentido, não estamos vendo império que detonou todo o direito internacional que luta ferozmente para manter o dólar como instrumento de dominação no mundo nas relações internacionais. 

Pascal Lottaz faz excelentes perguntas e tece excelentes comentários e Ron Aledo, oficial aposentado dos EUA faz suas narrativas que devem ser refletidas. No entanto, ele expõe as vísceras na atuação da CIA, inteligência, etc., com bases, segundo ele, em fontes abertas. 

Ele diz claramente que até vice-presidente da Venezuela pode estar na folha de pagamento da folha da CIA, muitos militares venezuelanos. 

Ou seja, segundo ele a mensagem dos EUA: trabalhe conosco, você será bem remunerado. E a colaboração de parte de funcionários do governo dos EUA facilitou a operação, ou seja, nenhum helicóptero foi abatido. 

Portanto, mais do que aceitar narrativas prontas, seja a versão oficial, seja a de ex-agentes de inteligência, é fundamental questionar: a chamada “apreensão de drogas” não seria apenas uma cortina de fumaça? Estaríamos diante de uma tentativa desesperada de preservar interesses econômicos globais, como o petrodólar, a qualquer custo?

Em tempos como estes, desconfiar não é paranoia: é método.

Síntese das falas da entrevista (ex-analista ligado à CIA)

  • O entrevistado afirma que mudanças abruptas de regime não acontecem por acaso, mas resultam de operações longamente planejadas pelos serviços de inteligência, especialmente quando envolvem países estratégicos.

  • Segundo ele, a CIA trabalha prioritariamente na compra de lealdades, e não em confrontos diretos. O método central seria cooptar altos oficiais militares e políticos, garantindo que, no momento decisivo, o regime simplesmente “desmorone por dentro”.

  • No caso da Venezuela, sustenta que parte significativa do alto comando militar já estaria comprometida financeiramente com os EUA, incluindo generais e setores responsáveis pela segurança presidencial.

  • A narrativa oficial de combate ao narcotráfico é apresentada como instrumento jurídico e midiático, usado para legitimar ações internacionais que, na prática, teriam objetivos geopolíticos e econômicos mais amplos.

  • O entrevistado afirma que o aumento da recompensa por Nicolás Maduro não é simbólico, mas um sinal direto de que negociações e traições internas já estavam em curso.

  • Defende que a captura ou neutralização de lideranças políticas só ocorre quando as forças encarregadas de protegê-las deixam de agir, o que indicaria acordos prévios e pagamentos substanciais.

  • Por fim, sustenta que a operação não visa apenas a Venezuela, mas está inserida em uma disputa maior relacionada a energia, controle regional e preservação da ordem financeira internacional, com destaque para o papel do petróleo.