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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Multidisciplinaridade, interdisciplianridade e transdisciplinaridade, a discussão é velha, mas os caminhos ainda são novos.

 

A discussão sobre Multidisciplinaridade, interdisciplianridade e transdisciplinaridade, parece velha, mas a grande verdade é que ainda estamos presos ao paradigma da "disciplinaridade". Avançamos pouco para chegar a um pensamento interdisciplinar.  E quais as diferenças entre estas visões de mundo na educação? 


A diferença é que na interdisciplinaridade, busca-se a interação e a cooperação entre disciplinas. Nessa linha de pensamento, “interdisciplinar” está no sujeito que percebe uma realidade construída pelas disciplinas no processo de formação e unicidade do conhecimento pelos pesquisadores. 

Busca-se dessa forma, através da visão desse paradigma, a superação da fragmentação do saber sobre a realidade a ser pesquisada. Na visão interdisciplinar ocorre interações entre as disciplinas e os envolvidos nos processos educativos, com troca de dados, informações, métodos para a produção de um conhecimento integrado sobre determinado problema. 

O objetivo deste modelo é superar a fragmentação do conhecimento, de onde se buscar a formação do sujeito interdisciplinar, capaz de pesquisar a multicausalidade de um problema. Concordando com o autor em referência, o  resultado final de um trabalho interdisciplinar é a formação interdisciplinar do sujeito, a partir de trocas intersubjetivas, ou seja, a relação entre o pesquisador e o objeto de estudo.
 
 
Já na visão multidisciplinar, o objeto de estudo pode ser estudado por disciplinas diferentes ao mesmo tempo, que que ocorra uma interação, trocas ou sobreposição dos seus saberes do problema proposto, o que se reverbera para o pensamento do autor do texto em análise que o mesmo afirma que multidisciplinaridade é um sistema de um só nível e de objetivos múltiplos, sem nenhuma cooperação. 

Para Almeida Filho, 1997 citado por Fernando Cardona em “Transdisciplinaridade, Interdisciplinaridade e Multidisciplinaridade,” a ideia mais correta para a visão de multidisciplinaridade é a visão de justaposição (uma disciplina está ao lado da outra, mas fronteiras determinadas e sem cooperação ou interação), onde cada contribui dentro do seu saber para o estudo do problema proposto. Ainda, segundo o autor, cada professor cooperará com a pesquisa sobre o objeto de estudo e na sua visão; uma pesquisa sobre diversas perspectivas e ângulos, mas sem existir um rompimento entre as fronteiras das disciplinas. 
 
Quanto à visão de transdisciplinaridade, a visão mais próxima para se perceber a multicausalidade dos problemas ambientais, sociais, econômicos, políticos que é a visão globalizante dos fenômenos estudados e de onde não se percebe fronteiras entre os saberes das disciplinas. Por exemplo, a questão da seca no seminário brasileiro é mais do que uma questão natural, do clima ou da geografia, é uma questão social, política e econômica. A seca, por exemplo, é uma criação natural, o semiárido à uma questão natural, mas a climatologia mais a meteorologia apenas apontam maiores possibilidade de chuvas irregulares em um espaço concentrado de tempo, mas a pobreza, a miséria são criações humanas dentro de espaços territoriais estigmatizados pelo paradigma do abandono e da eliminação, revelando-se as contradições humanas em uma terra que promete e dá “lei e mel”, apesar desse paradigma do abandono e da miséria. 

E o que seria a transdisciplinaridade na visão dos autores em referências? Para Daniel Silva, a transdisciplinaridade aponta o pensamento reducionista do problema estudado de um lado, de outro aponta possibilidades para que homens e mulheres possam compreender o mundo para melhorá-lo, sendo a prórpria transdisciplinaridade um instrumento de religação das pessoas entre si, com outras e com a natureza por todas elas e que busca a finalidade comum aos sistemas a partir de objetivos múltiplos. 

Para Cardona (2010) a transdisciplinaridade foi proposta por Piaget em 1970 é uma visão que aponta que as fronteiras entre as disciplinas são inexistentes, ou seja, nessa visão é impossível apontar onde começa e termina uma disciplina. 

A título de conclusão das reflexões sobre as visões aqui desenvolvidas, percebe-se que ainda estamos presos a um olhar reducionista dos problemas do nosso tempo. E com a incapacidade de desenvolver o pensamento complexo de Edgar Morrin, é que ficou tão fácil manipular pessoas com informações descontextualizadas. Por fim, o referido faz uma interessante citação em (Theofilo, 2000) quando o mesmo afirma de forma muita clara sobre transdisciplinaridade: "a transdisciplinaridade como uma forma de ser, saber e abordar, atravessando as fronteiras epistemológicas de cada ciência, praticando o diálogo dos saberes sem perder de vista a diversidade e a preservação da vida no planeta, construindo um texto contextualizado e personalizado de leitura de fenômenos".

Os problemas de nosso tempo têm várias causas (multicausalidade) e para tentar entendê-lo é preciso desenvolver o pensamento complexo. Segundo Cardona (2010), o indivíduo do terceiro milênio está exposto a problemas cada vez mais complexos que estão interligados da sociedade humana. 

CARDONA, Fernando. Transdisciplinaridade, Interdisciplinaridade e Multidisciplinaridade. Disponível em http://pessoal.utfpr.edu.br/sant/arquivos/Transdisciplinaridade.pdf. 2010. Acessado em 17.10.2012, às 23horas. 

SILVA, Daniel José. O paradigma transdisciplinar: uma perspectiva metodológica para a pesquisa ambiental. Disponível em < font color="#33339b">http://solarpresencial.virtual.ufc.br/arquivos/curso/1131/o_paradigma_transdisciplinar.pdf

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