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terça-feira, 17 de junho de 2025

🌵 Olhos do Sertão: a 3ª Guerra Mundial Já começou?

 

🌵 Olhos do Sertão – A Guerra que Já Começou?

Por Luís Moreira de Oliveira Filho

Do sertão nordestino ao coração dos conflitos globais, há uma pergunta ecoando entre os silêncios da mídia e os gritos das sirenes de guerra:


A Terceira Guerra Mundial já começou?

 Guerras declaradas, guerras silenciadas

Do bombardeio israelense a Teerã à retaliação iraniana, passando pela guerra na Ucrânia que foi iniciada em 2014, e pelas tensões crescentes no Mar do Sul da China, o que vemos é um tabuleiro de conflitos interligados, assimétricos e altamente armados.

Nos bastidores: EUA, China, Rússia, Israel, Irã, Europa, Índia...
Na linha de frente: mísseis, drones, sanções, sabotagens, algoritmos, desinformação.

Talvez não tenhamos ainda as trincheiras de Verdun, mas temos redes digitais como campo de batalha, satélites como sentinelas e inteligência artificial como comandante.
Vivemos uma guerra de novo tipo: silenciosa, difusa, global.


Crise de Civilização: entre o colapso e o renascimento

Este não é apenas um tempo de guerra. É uma encruzilhada civilizacional.

·        A natureza foi reduzida a recurso explorável.

·        A tecnologia virou instrumento de vigilância e controle.

·        A política tornou-se espetáculo e arma.

·        O humano se esvaziou em algoritmos de consumo.

Estamos diante de uma crise existencial da humanidade, como afirmam pensadores como Edgar Morin e Boaventura de Sousa Santos.
Não sabemos mais para onde ir, porque esquecemos quem somos.

Novos Colonialismos: Guerra por Terras, Corpos e Dados

Se antes o colonialismo europeu saqueava terras e escravizava povos, hoje ele volta em outras formas:

·        Neocolonialismo tecnológico: países do Sul Global tornam-se laboratórios de controle digital.

·        Colonialismo climático: as nações que menos poluíram são as que mais sofrem.

·        Colonialismo extrativista: guerras são travadas por lítio, petróleo, terras raras, água.

O caso da África, da América Latina, da Palestina ou do Congo revelam como a “paz” global é sustentada por um apartheid de direitos, de soberanias e de recursos.

 Disputa por Recursos: Lítio, Água, Terras Raras

Não se faz guerra apenas por territórios.
Faz-se guerra por energia, por vida, por futuro.

·        O lítio da Bolívia e do Afeganistão é ouro branco da era digital.

·        As terras raras da China são vitais para armamentos e chips.

·        O gás do Oriente Médio, o petróleo do Irã, a água do Nilo são mais valiosos que qualquer moeda.

Esses recursos, cada vez mais escassos, estão no centro de alianças, sabotagens, intervenções e ocupações.
Quem controla os recursos, controla o futuro.

Risco Real: de guerras locais à Conflagração Global

EUA pedem a evacuação de Teerã. China exige saída imediata de seus cidadãos de Israel.
A aviação civil está sendo bloqueada.
As redes estão congestionadas por medo, desinformação e desespero.
Soa familiar? A Segunda Guerra também começou assim: por pedaços do mundo, por alianças malfeitas, por silêncios cúmplices.

Hoje, com armas nucleares, drones autônomos e inteligência artificial, qualquer erro pode ser o último.

Sertão, olho do mundo

Do sertão, observamos.

Vemos que essa guerra não é apenas entre nações, mas entre dois projetos de humanidade:

·        Um que insiste em extrair, excluir, colonizar, lucrar.

·        Outro que tenta resistir, regenerar, lembrar, reconstruir.

O Sertão, com sua sabedoria da escassez, sua solidariedade ancestral, sua força resiliente, é também farol.
Como o mandacaru que floresce no mais duro verão, a esperança pode ainda romper o solo da guerra com a flor da justiça.

Conclusão: a guerra já começou?

Sim, em muitos aspectos, já estamos dentro dela.
Mas ainda não é tarde para escolher outro caminho.

Precisamos de imaginação política, como dizia Edward Said.
De ecologia dos saberes, como sugere Boaventura.
E de coragem coletiva, como ecoa nos olhos atentos do sertão.

📌 “Olhos do Sertão” é mais que um blog. É uma trincheira de pensamento, uma janela para o mundo, uma flor de mandacaru em tempos de colapso.

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