Olhos do Sertão é poesia.
É geopolítica feita com chão, suor e sensibilidade.
É também reconhecimento dos grandes
talentos que a grande mídia ainda não vê, porque seus algoritmos não
conhecem a alma do vento.
Na voz de Paula Magh, o cover de Wuthering Heights ecoa como um grito
antigo —
Entre Kate Bush e André Matos, entre o gótico e o lírico, entre o inglês das
brumas e o português das carnaubeiras, há uma ponte invisível onde a arte verdadeira atravessa.
🕯 É como se as
vozes do sertão e do mundo se encontrassem numa noite assombrada,
daquelas em que o vento açoita as folhas da carnaubeira majestosa,
e uiva histórias que o tempo não apaga.
🌾 Essas noites me lembram da minha
infância —
do medo, do mistério, do silêncio
pesado cortado por galhos batendo na janela,
da vela tremulando na escuridão como um pequeno farol em alto sertão.
Ali, eu entendi que existem ventos que não pedem licença para
entrar.
Vêm da Europa, da História, da Arte, mas também das nossas terras, das nossas lembranças, do som que só quem viveu sabe
ouvir.
🎙O Brasil tem talentos escondidos, vozes potentes,
artistas como Paula Magh,
que reinterpretam o mundo com
intensidade e harmonia,
com o mesmo respeito com que se pisa o barro do terreiro ou o palco do teatro.
💨 E o Olhos do Sertão está
aqui para isso:
Para deixar o vento entrar.
Para ouvir o que ele diz.
Para contar o que a mídia ignora.
Para mostrar que a arte também nasce entre mandacarus, livros e guitarras.
/Que esse post chegue como um
sussurro no ouvido de quem ainda escuta.
E que os ventos uivantes, do sertão ou dos montes ingleses, continuem nos
lembrando que
há mais beleza no mundo do que o
algoritmo permite ver.
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