Taxa de desemprego: 6,2%
- Menor
nível para o trimestre encerrado em maio desde o início da série
histórica (2012).
- Em 2022, era 9,8%. Em dois anos, a redução
foi significativa.
- Emprego
com carteira assinada (CLT): 39,8 milhões
- Recorde
histórico — mais trabalhadores
com direitos garantidos por lei (férias, FGTS, INSS etc).
- População
ocupada: 104 milhões de pessoas
- Um aumento de 2,5% em
relação ao trimestre anterior.
- Queda
na informalidade:
- De 38,1% para 37,8% — a menor desde 2016.
- Representa mais
estabilidade e segurança no mercado de trabalho.
Por que isso é relevante?
Esse conjunto de indicadores aponta para uma situação de quase pleno emprego no
país. Há crescimento real, geração de empregos formais e melhora nas condições
de trabalho.
E isso, sim, tem o chamado
"efeito Lula", pois:
- Houve valorização do salário mínimo real.
- Políticas públicas de
estímulo à indústria, agricultura familiar e investimentos em
infraestrutura foram retomadas.
- Programas sociais
garantem mínimo de dignidade
e segurança para que as pessoas escolham empregos melhores e
não qualquer subemprego.
- Reindustrialização
leve e retomada da economia interna
fortalecem o consumo e o mercado interno.
💰 Mas o Banco Central aumentou os juros?
Sim. E aqui entra uma contradição
política-econômica importante:
- O Banco Central "independente",
sob comando de Roberto Campos
Neto (indicado por Bolsonaro), aumentou ou manteve os juros altos com a justificativa
de que a economia está "aquecida demais".
- Juros altos tendem a frear o crescimento e
dificultar ainda mais a vida de quem precisa de crédito.
- Isso cria um conflito com as políticas de geração de
emprego e crescimento econômico do governo federal.
🗣️ A retórica da
direita e da grande mídia:
Mesmo diante desses resultados concretos:
- A extrema-direita
continua apostando na narrativa
do “desastre iminente”: inflação, fuga de empresas,
“argentinização”...
- A mídia econômica
tradicional (como Globo, CNN, Valor, Infomoney) relativiza as conquistas, sempre
colocando um “mas”:
- "Desemprego cai, mas a produtividade
preocupa..."
- "Emprego cresce, mas a inflação de alimentos
pode subir..."
- "Crescimento, mas o mercado está receoso
com Pochmann no IBGE..."
⚠️ E o mito da
"preguiça por causa do Bolsa Família"?
Esse é um argumento falso, preconceituoso e economicamente burro:
- Os dados mostram aumento da ocupação e da formalização,
mesmo com o Bolsa Família em vigência.
- Bolsa Família é transferência de renda mínima,
não salário ou aposentadoria.
- Estudos já provaram que o
programa não desestimula o
trabalho — ao contrário, ajuda famílias a buscarem emprego com mais segurança.
🧠 Reflexão final
O Brasil cresce com
distribuição de renda, gera
empregos com direitos, e ainda sofre resistência de setores que perderam
poder com a derrota do projeto neoliberal.
Sim, é um efeito Lula,
mas também é efeito de uma sociedade
que não aguentava mais a precarização, a fome e a destruição de políticas
públicas. E os números mostram que o caminho atual está, pelo menos por
enquanto, dando certo.
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