Vivemos tempos perigosos, talvez os mais perigosos desde a Segunda Guerra Mundial. A diferença é que agora, os bandidos que governam o mundo não escondem mais seus crimes, eles os anunciam em palanques, os exibem nas redes sociais, e os justificam com cinismo diante das câmeras.
Donald Trump, o mesmo que riu da ciência e debochou da pandemia, agora se orgulha de ter bombardeado usinas nucleares no Irã. Uma afirmação que, por si só, seria motivo de alerta máximo para qualquer nação. Mas o que se vê é silêncio, cumplicidade ou indiferença. A normalização da loucura. A institucionalização do delírio bélico.
Benjamin Netanyahu, o “Bibi”, comanda Israel com mão de ferro e desprezo absoluto pelas vidas palestinas. Usa o terror como política de Estado. Alinha-se com grupos extremistas, alimenta o ódio religioso, e tenta silenciar qualquer voz que ouse defender a paz, a coexistência ou os direitos humanos. Tudo sob o manto de uma falsa legitimidade ocidental.
Na Europa, seus próxis, lideranças frágeis, alinhadas aos interesses do capital bélico e da OTAN, seguem apoiando guerras por procuração, acobertando massacres e fechando os olhos para o racismo, o neocolonialismo e o apartheid do século XXI.
Estamos sob o comando de homens que brincam com o apocalipse. Que desafiam abertamente a diplomacia, o direito internacional e o bom senso. Que tratam a guerra como um espetáculo de mídia e a morte como um dano colateral aceitável.
O Ocidente, outrora referência de progresso e civilidade (ainda que às custas do sangue alheio), escolheu a barbárie como caminho de sobrevivência. Já perdeu a guerra dos sentidos, das narrativas e da vergonha. O império sangra, e, em seu desespero, tenta arrastar o mundo com ele para o abismo.
É hora de resistir com consciência. De expor o absurdo. De romper com o silêncio. De dizer: não em nosso nome.

Nenhum comentário:
Postar um comentário