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domingo, 7 de setembro de 2014

Dilma enfrenta o império da Globo e sabe agora é preciso muito mais do que controle remoto nas mãos.



Espero que ao final desta vitória difícil, Dilma possa fazer uma grande reflexão de que é preciso tirar a Ley dos Médios das mãos que governaram o pais com o controle remoto.


do Muda Mais
Formado por diversas rádios, TVs, jornais e revistas Brasil afora (somente na TV, a Globo possui 122 emissoras sendo 117 destas afililadas (link is external)), o Sistema Globo de Comunicação parece não aceitar muito bem recusas sobre a participação de candidatos em sua bancada.
Foi o que aconteceu nesta terça-feira (02/09) no Jornal da Globo, jornalístico da madrugada, quando a presidenta e candidata a reeleição Dilma Rousseff não aceitou participar da série de entrevistas com candidatos à Presidência da República.
Inconformados (entendemos, todos querem a Dilma) os apresentadores William Waack e Cristiane Pelajo exibiram ao público as perguntas que fariam à presidenta de maneira um tanto desafiadora, como se tivessem sido ultrajados.
Faz parte de uma democracia aceitar ou negar conceder entrevistas.
O Sistema Globo de Comunicação – repetimos, formado por diversas rádios, TVs, jornais e revistas pelo Brasil – coloca todo o seu aparato de veículos para demandar pedidos de entrevistas, o que é legítimo. O entendimento do comitê da candidata é o de que é preciso equilibrar os atendimentos para poder contemplar todos os grupos de comunicação e tipos de mídia. Afinal, não está nas mãos de um único grupo levar o debate político ao público.
Vamos analisar.
O Comitê de Campanha da candidata Dilma Rousseff atende a uma média mensal de 75 demandas do Sistema Globo de Comunicação, o que equivale a um total de 25% de todas as demandas.
Foram 226 demandas da Globo, das 908 atendidas, advindas de veículos nacionais entre junho e agosto.
Foram feitos, pelo Sistema Globo, 14 pedidos de entrevista com a candidata entre junho e agosto. Entre os veículos demandantes estavam O Globo, CBN, Extra, Revista Época, Marie Claire, Revista Quem. O mês de julho concentrou o maior número de solicitações: foram nove. Em junho foram registrados dois pedidos e em agosto três.
É importante dizer que a candidata já concedeu entrevista exclusiva à Globonews (11 de julho) e ao Jornal Nacional (principal programa jornalístico do principal veículo do grupo) e participará do debate produzido pela TV Globo. Aliás, a candidata já participou dos debates da Band e do SBT e irá ainda ao debate promovido pela TV Record.
Dilma Rousseff, além de candidata, é a atual presidenta do Brasil, o que obviamente a faz trabalhar muito. É preciso governar, tomar decisões, resolver problemas da máquina pública e ao mesmo tempo ser candidata. Se Dilma fosse atender todos os pedidos da Globo, ela teria que dedicar um dia por semana para a empresa.
Além do mais, é preciso elencar prioridades. Dilma esteve, como já dissemos aqui, na bancada do maior jornal da emissora, o Jornal Nacional, no dia 18 de agosto. Ajudou, inclusive, a aumentar a audiência do JN: foram 28 pontos no Ibope neste dia.
A verdade é que Dilma tem concedido entrevistas como nenhum candidato à reeleição deu antes. E tem feito isso atendendo a todos as redes e sem privilegiar grupos específicos. É de se estranhar que um grupo de comunicação demonstre irritação por não ver todas as suas inúmeras demandas atendidas.
O Muda Mais tem memória e deixa uma perguntinha no ar: por que a Globo – que agora fica tão chateada com a não participação de uma das candidatas em um dos seus inúmeros programas – não promoveu debates presidenciais em 1998, ano da reeleição de FHC? Por que será?

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