Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
Martinez disse que veio ao Brasil por várias razões, entre elas, a
oportunidade de trabalhar para o povo brasileiro. Sobre a polêmica em
torno do pagamento dos salários, que serão feitos por meio do governo
cubano e não diretamente aos profissionais, Gonzales disse que isso é o
que menos importa, pois tem o emprego garantido em seu país e parte dos
recursos irá para ajudar o seu povo.
“O mais importante é colaborar com os médicos brasileiros e ajudar
na qualidade de vida do povo daqui. Também é importante a irmandade
entre o povo cubano e o povo brasileiro que existe há muito tempo”,
disse.
Um grupo de 25 simpatizantes do socialismo e de Cuba esteve no
Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek
com cartazes. Durante a longa espera, que durou mais de duas horas, os
manifestantes gritavam palavras de ordem como “Cubano amigo, Brasil está
contigo” e “Brasil, Cuba, América Central, a luta socialista é
internacional”.
Em meio às manifestações de apoio, Ana Célia Bonfim, que se
identificou como médica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal
chegou a gritar entre os manifestantes que tudo não passava de uma
“palhaçada”. “Profissional troca alguma coisa por bolsa. Isso não é
coisa de profissional. Pelas condições que tem o médico cubano, claro
que eles vão trocar isso pelas condições brasileiras. Mas isso é
exploração de mão de obra”, disse.
Os profissionais cubanos fazem parte do acordo entre o ministério
com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para trazer, até o final
do ano, 4 mil médicos cubanos. Eles vão atuar nas cidades que não
atraírem profissionais inscritos individualmente no Programa Mais
Médicos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu as críticas das entidades médicas que questionam a formação médica dos profissionais cubanos.
Na segunda-feira (26), tantos os médicos inscritos individualmente
(brasileiros e estrangeiros), quanto os 400 cubanos contratados via
acordo, começam a participar do curso de preparação com aulas sobre
saúde pública brasileira e língua portuguesa. Após a aprovação nesta
etapa, eles irão para os municípios. Os médicos formados no país iniciam
o atendimento à população no dia 2 de setembro. Já os com diploma
estrangeiro começam a trabalhar no dia 16 de setembro.
O curso vai ter carga de 120 horas com aulas expositivas, oficinas,
simulações de consultas e de casos complexos. Também serão feitas
visitas técnicas aos serviços de saúde com o objetivo de aproximar o
médico do ambiente de trabalho.
* Colaborou Ana Cristina Campos
Edição: Fábio Massalli
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