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sábado, 18 de setembro de 2010

Datafolha confirma: Não haverá segundo turno. E Marina encosta em José Serra

Fatos novos, novas idéias, por Francisco Bandeira,
Não há mais dúvida de que  a Direita e sua  mídia apátrida e golpista estão sofrendo uma derrota  histórica. E considero um equívoco supor que  a  vitória consagradora de Dilma  Rousseff deve-se apenas à fantástica  popularidade de Lula  e a um  bom esquema de marquetagem que garantiu a transferência de luz do presidente para a  candidata.
Esta fragorosa derrota da Direita é antes de  tudo, uma derrota dela mesma,  de seu discurso pífio e de sua cegueira diante de uma  nova realidade mundial que se abriu a partir da Grande Grise  Norte-Americana que representou a falência  do estado neoliberal e a percepção de que  não  faz sentido que a  Humanidade seja governada pelo Mercado, um monstrengo.
É claro que cada eleitor, individualmente,  não faz  este tipo de raciocínio com tintura  sociológica e acadêmica, mas  existem sentimentos abrangentes  que se  impõem de forma sutil porém efetiva. Só os cientistas políticos com  muita sensibilidade e o líderes de grande tino, percebem isso, sobretudo quando o fenômeno ainda é  embrionário  ou está em desenvolvimento.
Há momentos na  história dos  países em que se estabelece um tipo de corrente ascendente que, invisível embora, produz efeitos concretos. E o Brasil vive  um desses momentos que é de afirmação nacional e de orgulho genuíno  em relação às realizações do Estado. No passado a criação da Petrobras e a  construção de Brasília foram  marcos de  momentos semelhantes. Hoje, estes marcos  são os que assinalam o crescente prestígio internacional do País e,  internamente, a inclusão social.
Os números da nova pesquisa
Quanto aos números da ultima pesquisa, eles  confirmam o que dissemos na semana passada. Apesar de perder alguns pontos  na classe média (renda superior  a 10 salários), Dilma Rousseff continua  crescendo no cômputo geral. Passou de 50% para 51%. Isto é sinal  de que ela ainda tem  terreno para crescer nos setores mais populares.
O mais importante, porém,  é que  tonou-se mais visível a transferência de votos,  da classe média que estão baldeando de Serra para Marina. Ambos permaneceram estáveis em relação à pesquisa anterior. Mas, na margem de erro  Marina á poderá estar com 14%. Outra curiosidade: quando maior a renda, maior a transfusão do tucano para a verde.
E se  nos concentramos na  Região Sudeste que  reúne os três estados mais populosos e mais importantes, veremos que aqui  Marina foi  a única que cresceu, passando de 13%  para 14%.  Dilma estabilizou nos 46%  e  Serra no 29%. Finalmente, se  consideramos que  a candidata do PV  já ultrapassou Serra  no Rio  e está empatada em Brasília, duas  cidades que  antecipam  uma tendência nacional, poderíamos afirmar que  até  às eleições, a diferença entre os dois  deverá  cair para menos de 10 pontos.

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