Fatos novos, novas idéias, por Francisco Bandeira,
Não há mais dúvida de que a Direita e sua mídia apátrida e golpista estão sofrendo uma derrota histórica. E considero um equívoco supor que a vitória consagradora de Dilma Rousseff deve-se apenas à fantástica popularidade de Lula e a um bom esquema de marquetagem que garantiu a transferência de luz do presidente para a candidata.
Esta fragorosa derrota da Direita é antes de tudo, uma derrota dela mesma, de seu discurso pífio e de sua cegueira diante de uma nova realidade mundial que se abriu a partir da Grande Grise Norte-Americana que representou a falência do estado neoliberal e a percepção de que não faz sentido que a Humanidade seja governada pelo Mercado, um monstrengo.
É claro que cada eleitor, individualmente, não faz este tipo de raciocínio com tintura sociológica e acadêmica, mas existem sentimentos abrangentes que se impõem de forma sutil porém efetiva. Só os cientistas políticos com muita sensibilidade e o líderes de grande tino, percebem isso, sobretudo quando o fenômeno ainda é embrionário ou está em desenvolvimento.
Há momentos na história dos países em que se estabelece um tipo de corrente ascendente que, invisível embora, produz efeitos concretos. E o Brasil vive um desses momentos que é de afirmação nacional e de orgulho genuíno em relação às realizações do Estado. No passado a criação da Petrobras e a construção de Brasília foram marcos de momentos semelhantes. Hoje, estes marcos são os que assinalam o crescente prestígio internacional do País e, internamente, a inclusão social.
Os números da nova pesquisa
Quanto aos números da ultima pesquisa, eles confirmam o que dissemos na semana passada. Apesar de perder alguns pontos na classe média (renda superior a 10 salários), Dilma Rousseff continua crescendo no cômputo geral. Passou de 50% para 51%. Isto é sinal de que ela ainda tem terreno para crescer nos setores mais populares.
O mais importante, porém, é que tonou-se mais visível a transferência de votos, da classe média que estão baldeando de Serra para Marina. Ambos permaneceram estáveis em relação à pesquisa anterior. Mas, na margem de erro Marina á poderá estar com 14%. Outra curiosidade: quando maior a renda, maior a transfusão do tucano para a verde.
E se nos concentramos na Região Sudeste que reúne os três estados mais populosos e mais importantes, veremos que aqui Marina foi a única que cresceu, passando de 13% para 14%. Dilma estabilizou nos 46% e Serra no 29%. Finalmente, se consideramos que a candidata do PV já ultrapassou Serra no Rio e está empatada em Brasília, duas cidades que antecipam uma tendência nacional, poderíamos afirmar que até às eleições, a diferença entre os dois deverá cair para menos de 10 pontos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário