Quando fui estudante, nas décadas de 1970 e 1980, não me recordo de ter faltado um único dia de aula. Não era porque a escola me obrigava a estar presente. Era porque a escola fazia sentido para nós. Ela era muito mais do que um local de ensino. Era um espaço de convivência, de sonhos, de descobertas, de cultura e de esporte.
Aprendemos ciências, artes, esportes, xadrez e música porque a escola também nos dava todas estas oportundidades. Isso é tão evidente em em 1980 comprei a coleçaõ completa de Jorge Amado com o meu primeiro salário, tendo o livro Capitães da Areia.
Hoje percebo que aquela escola estava muito à frente do seu tempo. Durante todo o ano letivo, vivíamos intensamente atividades esportivas e culturais. Havia competições nas mais diversas modalidades coletivas e individuais, torneios de xadrez, apresentações artísticas, recitais, momentos culturais e incentivo permanente à leitura. A escola despertava talentos e criava vínculos entre os estudantes e a comunidade.
