É para isso que servem os amigos: memórias, música e tempo
Há memórias que não pertencem apenas ao passado porque elas continuam respirando dentro de nós. Quando escuto ou recordo a canção “That’s What Friends Are For”, não ouço apenas uma música lançada em 1985. Eu ouço a minha própria história atravessando o tempo.
Em 1985, eu tinha vinte anos. Um jovem universitário, estudante de pedagogia e de música, tentando decifrar o mundo através de uma linguagem que já me parecia universal. A música não era apenas entretenimento, era descoberta, era abrigo, era horizonte.
Vim de um tempo em que o rádio de pilha era companheiro constante. Muitas vezes, à luz de uma lamparina, o mundo chegava até mim pelas ondas do rádio e pelas páginas dos livros. E, naquele cenário simples, nasciam sonhos grandes. Sonhos que não cabiam nas limitações materiais, mas encontravam espaço na imaginação, na amizade e no desejo de aprender.