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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

À beira do colapso: o mundo no fio da navalha



O planeta vive um tempo de instabilidade permanente. O chamado Relógio do Juízo Final, criado pelo Bulletin of the Atomic Scientists, avança impiedoso: 90 segundos para a meia-noite, a menor distância da história até o “fim simbólico” da civilização. As ameaças são múltiplas e interligadas — uma verdadeira policrise.

De um lado, a geopolítica incandescente. Conflitos abertos, como a guerra Rússia–Ucrânia, o Oriente Médio em chamas e a crescente tensão entre Estados Unidos e China, alimentam o espectro de um Armagedom nuclear. Ao mesmo tempo, sanções econômicas, disputas por tecnologia e a fragmentação das cadeias de suprimentos redesenham silenciosamente o mapa do poder mundial.

Do outro lado, a crise ambiental não dá trégua. Mudanças climáticas aceleram secas, tempestades, incêndios e inundações. Tsunamis e terremotos, fenômenos geológicos que sempre existiram, agora encontram populações mais vulneráveis e cidades construídas em áreas de risco. Florestas queimam, espécies desaparecem e ecossistemas inteiros entram em colapso.

A guerra econômica, a destruição ambiental e a instabilidade política formam um circuito fechado. Catástrofes naturais geram fome e migração em massa, alimentando conflitos e extremismos. Conflitos, por sua vez, destroem cooperação internacional e bloqueiam acordos climáticos, empurrando o planeta ainda mais para o abismo.

Vivemos em um mundo onde as crises não são mais eventos isolados, mas peças de um dominó global. Um mundo onde a linha entre o presente instável e o futuro irreversível se torna cada vez mais tênue. A pergunta que se impõe não é mais se conseguiremos evitar o pior, mas quando decidiremos agir como se o pior ainda pudesse ser evitado.

 


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