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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Resposta russa às ameaças nucleares ocidentais: uma escalada calculada, mas perigosa


Nos últimos meses, a Rússia deu sinais claros de que não pretende mais permanecer com restrições autoimpostas em seu arsenal nuclear. A justificativa oficial é a crescente ameaça percebida vinda da modernização e proximidade do poder militar dos Estados Unidos, além da hesitação europeia em conter essa escalada.

Em agosto de 2025, o fim da moratória sobre mísseis de curto e médio alcance marcou a retomada de uma postura mais agressiva: Moscou agora se reserva o direito de responder militarmente caso considere necessário.

O objetivo explícito é sinalizar que desafios estratégicos não passarão sem resposta — ainda que, por ora, a retórica oficial continue apelando à responsabilidade, lembrando que em uma guerra nuclear, “não pode haver vencedores”

Essa nova postura não surgiu do vácuo. Estudos como os do RUSI apontam que a Rússia sente-se acuada por duas tendências: o aumento da capacidade dos EUA de realizar ataques cirúrgicos combinados (convencionais + nucleares) e a eficácia crescente dos sistemas defensivos europeus, que minam a capacidade de resposta russa.

É nesse contexto que se configura o que o RUSSIA  chama de “inflexão estratégica”: a combinação dessas ameaças pode empurrar a Rússia a usar seu arsenal nuclear de maneira mais ampla e rápida do que pretendia anteriormente.

Destaques em um Relance

Tema

Resumo

Fim da moratória (2025)

Rússia retira restrições sobre mísseis de curto/médio alcance em resposta às ameaças ocidentais

Comunicação diplomática

Kremlin alerta para os perigos da retórica nuclear, enfatizando que guerra nuclear não terá vencedores

Análise estratégica (RUSI)

O RUSI identifica dois vetores de pressão sobre Moscou: capacidade de contraforça dos EUA e defesa europeia aprimorada

 


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