Nos últimos meses, a Rússia deu sinais claros de que
não pretende mais permanecer com restrições autoimpostas em seu arsenal
nuclear. A justificativa oficial é a crescente ameaça percebida vinda da
modernização e proximidade do poder militar dos Estados Unidos, além da
hesitação europeia em conter essa escalada.
Em agosto de 2025, o fim da moratória sobre mísseis de curto e médio alcance marcou a retomada de uma postura mais agressiva: Moscou agora se reserva o direito de responder militarmente caso considere necessário.
O objetivo explícito é sinalizar que desafios estratégicos
não passarão sem resposta — ainda que, por ora, a retórica oficial continue
apelando à responsabilidade, lembrando que em uma guerra nuclear, “não pode
haver vencedores”
Essa nova postura não surgiu do vácuo. Estudos como
os do RUSI apontam que a Rússia sente-se acuada por duas tendências: o aumento
da capacidade dos EUA de realizar ataques cirúrgicos combinados (convencionais
+ nucleares) e a eficácia crescente dos sistemas defensivos europeus, que minam
a capacidade de resposta russa.
É nesse contexto que se configura o que o RUSSIA chama de “inflexão estratégica”: a combinação
dessas ameaças pode empurrar a Rússia a usar seu arsenal nuclear de maneira
mais ampla e rápida do que pretendia anteriormente.
Destaques em um Relance
|
Tema |
Resumo |
|
Fim da moratória (2025) |
Rússia retira restrições sobre mísseis de
curto/médio alcance em resposta às ameaças ocidentais |
|
Comunicação diplomática |
Kremlin alerta para os perigos da retórica
nuclear, enfatizando que guerra nuclear não terá vencedores |
|
Análise estratégica (RUSI) |
O RUSI identifica dois vetores de pressão sobre
Moscou: capacidade de contraforça dos EUA e defesa europeia aprimorada |
Nenhum comentário:
Postar um comentário