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domingo, 22 de maio de 2016

Conheça os campos de concentração que as elites paulistas e cearenses criaram no Ceará durante as secas.

Sabemos que as secas no Ceará e no resto do Nordeste sempre foram mais uma questão social, política e econômica do que climática. 

O Ceará tipifica o Nordeste com as suas características e necessidades, por exemplo, de armazenamento de água durante o período chuvoso, mas que nunca foi preocupante das elites paulistas e nordestinas. 

Sempre se soube que, devido às implicações geo-econômicas de escassez, que estamos sujeitos, precisamos, nós aqui do Ceará, estratégias econômicas de utilização, por exemplo, de cisternas de placas e outras tecnologias sociais para convivência com a seca. 

E por isso, somente de cisternas foram  gastos mais de 442 milhões para garantir captação e armazenamento de água. 

Como disse tão bem Fernando Brito: a novidade no Nordeste não é a seca, mas a água. 

cistena
Em julho de 2011, o Governo Federal lançou o programa Água para Todos, que previa, até este ano (2014), a instalação de 750 mil cisternas para o abastecimento de água na região do semi-árido.

Ou seja, foram gastos mais de R$ 442 milhões em  cisternas para garantir captação e armazenamento de água. 

E o fato é que nordestino, particularmente o cearense, não padece da falta de água como antigamente. E nem a fome assola as famílias como a história das secas e da eliminação do povo cearense pela fome e doenças. 

Mas olha aqui como a fome matava centena de milhares de pessoas no Brasil. 

 


 Vamos lembrar o período seco entre os anos de 1979 e 1980 eu a pequena mercearia do meu pai quase foi saqueada pelos flagelados da seca.
Uma reportagem do repórter Francisco José no ano de 1980  mostrou pessoas que caçavam camaleão para comer


Vivemos uma das piores secas dos últimos 100 anos. O que separa 1915 de 2015?

Aonde estão os flagelados da seca? As crianças morrendo de fome? O que o governo do PSDB-FHC fez para erradicar a fome no Brasil

SECA DE 1877-79

 
Em 1915 o governo resolveu criar currais humanos, ou campos da fome, vigiados 24h por dia por soldados, para evitar que legiões de flagelados invadissem Fortaleza. 
Alguns sobreviventes desses campos comeram carne humana em decomposição (afirmam alguns historiadores). 
Algumas famílias enterravam os seus entes queridos escondidos no mato para evitar que outras tirassem os seus fígados para comê-los.

Vejam a imagem abaixo. 
Não, não são imagens de campos de concentração nazistas, mas do campo da fome de Senador Pompeu, que estão disponíveis no museudeimagens

Uma criança magra pela fome que fora causa pela grande seca.
Foto de uma das vítimas da Grande Seca, Ceará, 1878. Foto de Joaquim Antônio Correia, “Vítimas da Grande Seca”, Albúmen, Carte de Visite, 9 X 5,6 cm, Ceará, CA. 1878. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional – Brasil.

Vítimas das secas de 1877/1878, no Ceará - Brasil. Foto: autor desconhecido, Biblioteca Nacional.
Vítimas das secas de 1877/1878, no Ceará – Brasil. Foto: autor desconhecido, Biblioteca Nacional.

Das grandes secas que assolaram o Brasil, uma das mais graves e lembradas foi aquela que compreendeu os anos de 1877 à 1879, ficando conhecida como a grande seca do Nordeste. 


Foram quase três anos seguidos sem chuvas, com perda de plantações, mortes de rebanhos e miséria extrema. A situação foi tão desesperadora, que famílias inteiras se viram obrigadas a migrar para outros estados, promovendo uma onda de imigrações.
Sobre os campos de concentração da seca de 1915 a 1932.

Os campos da fome eram regiões cercadas por arames farpados e vigiadas diariamente por soldados para confinar os nordestinos afetados pela seca. Corpos magros, de cabeças raspadas e numeradas se apinhavam aos montes dentro dos cercados de Senador Pompeu, Ipu, Quixeramobim, Cariús, Crato (ou Buriti, por onde passaram mais de 65 mil pessoas) e o já conhecido Otávio Bonfim, os maiores currais humanos instalados no Brasil para conter a massa castigada pela seca dos anos de 1915 e 1932.

Sobre a seca entre os anos de 1877 a 1879. (
Hoje se calcula que morreram cerca de quinhentas mil pessoas em consequência da seca de 1877).

Das grandes secas que assolaram o Brasil, uma das mais graves e lembradas foi aquela que compreendeu os anos de 1877 à 1879, ficando conhecida como a grande seca do Nordeste. 
Foram quase três anos seguidos sem chuvas, com perda de plantações, mortes de rebanhos e miséria extrema. A situação foi tão desesperadora, que famílias inteiras se viram obrigadas a migrar para outros estados, promovendo uma onda de imigrações, conhecida como a diáspora nordestina.

Calcula-se que 500 mil pessoas morreram por causa da seca, em que o Estado mais atingido foi Ceará. O imperador dom Pedro II foi ao Nordeste e prometeu vender “até a última joia da Coroa” para amenizar o sofrimento dos súditos da região. 
Não vendeu, porém enviou engenheiros para a construção de poços.

Sobre os campos de concentração da seca de 1915 a 1932.

Notícia sobre o Campo de Concentração dos Flagelados, publicada no Jornal O POVO, em 16/04/1932
Notícia sobre o Campo de Concentração dos Flagelados, publicada no Jornal O POVO, em 16/04/1932.
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A oeste da cidade de Fortaleza foi erguido, então, na região alagadiça da atual Otávio Bonfim, o primeiro campo de concentração brasileiro. Ali ficaram confinadas cerca de 8 mil pessoas com alimentação e água controladas e vigiada
Vítimas da seca. Crianças e adultos jazem ao lado da linha férrea que levava para o Campo de concentração de Senador Pompeu. De forma assustadoramente parecida, as cenas brasileiras dos currais humanos lembravam bastante os campos de concentração nazistas.
novamente desumana, passou a ser a criação e ampliação dos campos de concentração nordestinos.
Vítimas da seca. Crianças e adultos jazem ao lado da linha férrea que levava para o Campo de concentração de Senador Pompeu. De forma assustadoramente parecida, as cenas brasileiras dos currais humanos lembravam bastante os campos de concentração nazistas.
Vítimas da seca. Crianças e adultos jazem ao lado da linha férrea que levava para o Campo de concentração de Senador Pompeu. De forma assustadoramente parecida, as cenas brasileiras dos currais humanos lembravam bastante os campos de concentração nazistas. 
museudeimagens

Bem, a taça que o Brasil ganhou e não foi comemorada pela mídia e quase ninguém teve conhecimento que foi o Brasil ter saído do quadro da fome no ano de 2014, segundo a ONU. Somente 72 países no mundo não fazem parte do quadro da fome e o Brasil, depois de 513 deixou esse triste legado das elites paulistas e nordestinas. 

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