Em até dois anos dever ser finalizado um estudo que vai mapear 90% do solo do Ceará. A análise vai subsidiar um novo planejamento agrícola que pode ser eficaz às ações de combate à desertificação no Estado, já que o problema é gerado principalmente pelas atividades humanas que degradam o solo, como explica a matéria da Tribuna Band News FM.
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domingo, 16 de abril de 2017
Rio Doce, águas subterrâneas da bacia estão contaminadas e criminosos continuam soltos.
Além do Rio Doce, águas subterrâneas da bacia também estão contaminadas
Racismo Ambiental
Por Camila Boehm, repórter da Agência Brasil
Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Greenpeace, revelou que, além do Rio Doce, as águas subterrâneas da região estão contaminadas com altos níveis de metais pesados. A água dos poços artesianos locais apresentaram níveis desses metais acima do permitido pelo governo brasileiro. Os pequenos agricultores são os mais prejudicados, já que não têm outra fonte de água para a produção e para beber.
Racismo Ambiental
Por Camila Boehm, repórter da Agência Brasil
Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com o Greenpeace, revelou que, além do Rio Doce, as águas subterrâneas da região estão contaminadas com altos níveis de metais pesados. A água dos poços artesianos locais apresentaram níveis desses metais acima do permitido pelo governo brasileiro. Os pequenos agricultores são os mais prejudicados, já que não têm outra fonte de água para a produção e para beber.
sábado, 9 de agosto de 2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
Para entender o significado de desenvolvimento.
Olá amigos(as)
Um excelente texto para entender o que é o desenvolvimento, entendendo o seu significado não como "mais", mas como "menos". E se podemos entender o significado de desenvolvimento podemos entender também como mais educação, mais saúde, mais saneamento ambiental, mais cultura. E se entendemos desenvolvimento como "menos", podemos pensar menos produção de lixo, menos degradação ambiental, menos injustiça social, menos descarte de plásticos, etc. O fato é que só existe um tipo de desenvolvimento, o desenvolvimento humano em toda a sua plenitude. O fato é que este tipo de crescimento (como o PIB, por exemplo), não reflete as reais necessidades humanas e essência humana de ser melhor. O fato é que o crescimento da economia é para uma pequena burguesia e não para todos. Como diz um empresário: os seus produtos compra quem pode. Por fim, enquanto estivermos consumindo o tipo de música (vou fazer com você o que o papai fez com a mamãe) entendo q
Um excelente texto para entender o que é o desenvolvimento, entendendo o seu significado não como "mais", mas como "menos". E se podemos entender o significado de desenvolvimento podemos entender também como mais educação, mais saúde, mais saneamento ambiental, mais cultura. E se entendemos desenvolvimento como "menos", podemos pensar menos produção de lixo, menos degradação ambiental, menos injustiça social, menos descarte de plásticos, etc. O fato é que só existe um tipo de desenvolvimento, o desenvolvimento humano em toda a sua plenitude. O fato é que este tipo de crescimento (como o PIB, por exemplo), não reflete as reais necessidades humanas e essência humana de ser melhor. O fato é que o crescimento da economia é para uma pequena burguesia e não para todos. Como diz um empresário: os seus produtos compra quem pode. Por fim, enquanto estivermos consumindo o tipo de música (vou fazer com você o que o papai fez com a mamãe) entendo q
Parar de crescer
Desenvolvimento não deveria significar “mais pessoas comprando carros”, mas “menos necessidade de usar carros”. Não “mais pessoas trabalhando”, mas “menos necessidade de trabalhar”. Ou seja, “parar de crescer” significa descobrir que o verdadeiro desenvolvimento não é algo que você descreve usando uma palavra como “mais”, mas sim, em larga medida, “menos”. Por Vladimir Safatle | http://bit.ly/1e6Ohr2ue estaremos ainda distante desse desenvolvimento.
Desenvolvimento não deveria significar “mais pessoas comprando carros”, mas “menos necessidade de usar carros”. Não “mais pessoas trabalhando”, mas “menos necessidade de trabalhar”. Ou seja, “parar de crescer” significa descobrir que o verdadeiro desenvolvimento não é algo que você descreve usando uma palavra como “mais”, mas sim, em larga medida, “menos”. Por Vladimir Safatle | http://bit.ly/1e6Ohr2ue estaremos ainda distante desse desenvolvimento.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Educardo Galeano e as mentiras sobre a crise ambiental.
Um excelente texto de Eduardo Galeano para desmistificar algumas questões sobre a crise ambiental. É fato que o discurso ambientalista do desenvolvimento sustentável foi capturado por uma elite que já espalha os seus produtos "enverdizados" como rede de sustentabilidade, etc. O fato é que não podemos aceitar o discurso ambientalista-verdista das ONGs multinacionais. O fato é que devemos e podemos desenvolver os nossos olhares sobre as questões sociais e ambientais, sem precisar das lentes destas ONGs, que escondem os reais interesses, que não são os interesses do povo brasileiro. Vejamos.
Do MST
Eduardo Galeano aponta quatro mentiras sobre a crise ambiental
O escritor uruguaio Eduardo Galeano desnuda quatro frases que são comumente utilizadas pelas forças dominantes para mascarar as reais causas da crise ambiental que vivemos.
1 – Somos todos culpados pela ruína do planeta.
A saúde do mundo está feito um caco. “Somos todos responsáveis”, clamam as vozes do alarme universal, e a generalização absolve: se somos todos responsáveis, ninguém é. Como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente.
É a maior taxa de natalidade do mundo: os experts geram experts e mais experts que se ocupam de envolver o tema com o papel celofane da ambiguidade. Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao “sacrifício de todos” nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre.
sábado, 20 de abril de 2013
O discurso do "Desenvolvimento Sustentável" vai deturpando o conceito de Meio Ambiente.
O
conceito de desenvolvimento sustentável foi definido como um processo
que permite satisfazer as necessidades da população atual sem
comprometer a capacidade de atender as gerações futuras. E o discurso da
sustentabilidade leva, segundo Left, em Saber Ambiental, a lutar por um
crescimento sustentado, sem uma justificativa rigorosa da capacidade do
sistema econômico de internalizar as condições ecológicas
(sustentabilidade, equidade, justiça e democracia) deste processo.
domingo, 31 de março de 2013
As Nascentes Sagradas: No Canadá, um paraíso ameaçado
Importante ativista das causas indígenas da
América do Norte, Wade Davis fala neste vídeo de um local selvagem no
norte do Canadá que poderá desaparecer em breve. As fotos que ele nos
mostra são simplesmente espetaculares
Vídeo: TED – Ideas Worth Spreading
Tradução para o português: Isabel Villan. Revisão: Camila Sauer
O etnógrafo canadense Wade Davis explora locais escondidos no mundo
todo . Mas, nesta palestra curta porém intensa, ele nos instiga a salvar
um paraíso em seu quintal, o norte do Canadá. As Nascentes Sagradas
(Sacred Headwaters, na Colúmbia Britânica), remotas e cristalinas, estão
sob ameaça porque elas encobrem areias ricas em betume. Com fotos
belíssimas, Davis faz uma pergunta difícil: Como podemos equilibrar a
necessidade de combustíveis da sociedade moderna com a urgência de
proteger essa natureza selvagem tão magnífica?
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O discurso ideológico do "desenvolvimento sustentável" para legitimar a apropriação da natureza.
O discurso do desenvolvimento sustentável suscita muitas reflexões. E combinar eficiência, produtividade com proteção ambiental importa novos paradigmas de produção, principalmente na implantação da filosofia dos "R" - reduzir, reutilizar e reciclar para se chegar também ao conceito de ecoeficiência.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
As respostas da natureza anunciam o desastre maior que está por vir.
Um belo texto para refletir sobre a destruição do habitat da humanidade e das outras espécies terrestres. Apesar dos gritos de pessoas mais consciências dessa realidade, a humanidade continua anestesiada pelo poder do consumismo. Por isso, convido à leitura do texto - Pode detonar que Deus recupera
publicado em animau çinixtro
Qualquer pessoa, minimamente perceptiva, que observar a realidade ambiental, haverá de descobrir que esta frágil placenta em torno do planeta, como um líquen envolvendo um rochedo, e que dá sustentação à vida, está passando por um processo de desgaste superior à sua capacidade de regeneração.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Para entender o que é desenvolvimento sustentável
O termo desenvolvimento sustentável tem evoluído, como diz Camargo, (2008), desde o seu surgimento, de forma a abarcar em si todas as questões que inter-relacionam meio ambiente e desenvolvimento humano.
O discurso do desenvolvimento sustentável
Vocês já observaram que o discurso do desenvolvimento sustentável virou até mote para campanhas publicitárias, mas o que é isso? Que desenvolvimento devemos buscar?
Muitos pensadores afirmam que só existe um tipo de desenvolvimento que devemos lutar e perseguir: é o desenvolvimento humano. Como disse certa vez Rui Barbosa: o Brasil?
domingo, 20 de novembro de 2011
O desafio ambiental na geração de energia
Penso que há muita mais desinformação do que informação sobre Belo Monte. O governo precisa urgentemente fazer um pronunciamento sobre a matriz energética, o seu plano energético para evitar que esse país entre novamente em um apagão.
O consumo das famílias brasileiras tem aumentado, consequentemente o Brasil vai precisar gerar mais energia.
E penso é que importante indagar de onde está vindo a energia para sustentar um crescimento de 5% ao ano em média da economia
Por Paulo Godoy – VALOR
Obras de hidrelétricas voltaram a ser paralisadas ou ameaçadas. Há um roteiro padrão: pleitos e interesses de autoridades governamentais, movimentos sociais e políticos ou ainda organizações não governamentais, encampados por agentes do Ministério Público ou pelas instâncias primárias do poder Judiciário, sob a alegação de haver prejuízo irreparável ao interesse público, de ser necessário defender os direitos da população local ou de existir arbitrariedades perpetradas por empreendedores ou por agentes públicos ambientais. Nem sempre, infelizmente, essa fotografia é tão nítida assim.
Há casos recentes. As atividades no canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte, de 11.233 megawatts (MW) foram paralisadas pela Justiça em setembro e novamente autorizadas por instâncias superiores em novembro. As obras da usina Colíder (MT/PA, 342 MW) e de Teles Pires (MT/PA, 1.820 MW) sofreram ações de embargo e pressão dos promotores de Justiça. Nos Estados, dezenas de pequenas centrais hidrelétricas se arrastam pela burocracia do licenciamento ambiental, demorando até cinco anos para obter a licença. Paralelamente, cresce a movimentação para impedir que aproveitamentos hidrelétricos recebam as licenças ambientais prévias, fundamentais para que eles sejam inseridos no próximo leilão de energia, agendado para 20 de dezembro. Há dez projetos inscritos até o momento, com potência total de 2.160 MW.
Mesmo com posse de autorizações, construção de usinas continua sofrendo pressões e paralisações
As razões para as paralisações e pressões são variadas. Em muitas ocasiões, instituições contrárias aos projetos aproveitam oportunismos e brechas na legislação para postergar os empreendimentos. Felizmente, algumas dessas fendas foram fechadas recentemente com a publicação de portarias que padronizam procedimentos no licenciamento ambiental e com a aprovação de um projeto de lei que regulamenta as competências comuns da União, Estados e municípios nas questões ambientais.
Outro problema merece atenção. Os gestores públicos que autorizam o prosseguimento de estudos e empreendimentos estão sendo progressivamente alvo de ameaças e processos administrativos e judiciais, com o intuito de intimidá-los, o que é uma extrapolação do poder constitucional que os promotores públicos foram incumbidos. Isso ocorreu muitas vezes nos últimos anos e novamente agora, na tentativa de suspender a licença de instalação da usina de Teles Pires. Uma coisa é inibir a improbidade e os atos que prejudicam a sociedade; outra é tentar inibir o funcionário público pela coerção, em um nítido movimento de abuso de poder.
A elaboração de estudos ambientais e os processos de obtenção das licenças são complexos e exigentes. As usinas percorreram por anos os trâmites do licenciamento ambiental, nos quais receberam licenças prévias ou de instalação após realizarem investigações e investirem milhões de reais. Mesmo de posse de autorizações oficiais e legais, predomina a insegurança jurídica. As ameaças prosseguem durante toda a fase de construção. As pressões, em muitos casos, visam a mais recursos, já que as obras de infraestrutura costumam estar localizadas em regiões nas quais prevalecem a desorganização social, a ausência do Estado, a anomia governamental, a falta de fiscalização dos direitos civis, a carência de serviços públicos e a prevalência de atividades comerciais ilegais ou predatórias. Muitas demandas, inúmeras pressões, pedidos sem fim.
Claudio Belli/Valor/Claudio Belli/Valor
Os órgãos fiscalizadores argumentam que é preciso suspender obras para evitar graves riscos à saúde e à qualidade de vida de populações que, por décadas, têm convivido com esses graves problemas aos olhos das autoridades. Os investimentos e as obras, quando anunciados ou aprovados, passam a ser vistos como uma oportunidade para solucionar ou dirimir carências seculares e, assim, torna-se interessante que o processo de licenciamento ambiental e de cumprimento das condicionantes não se esgote e seja perpetuado.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Meio Ambiente: Deputado Bohn Gass (PT-RS) quer realizar cruzada nacional contra agrotóxicos
Segundo o parlamentar petista, o Brasil é campeão no consumo de agrotóxicos.
(Fotos e arte: Ricardo Weg-PT)
PT Nacional
Segundo o parlamentar petista, o Brasil é campeão no consumo de agrotóxicos.
“Nesse Brasil se joga na terra a cada ano nada mais nada menos do que um milhão de toneladas de agrotóxicos”. Para tentar alertar a sociedade, o deputado quer levar o debate aos estados.
“Quero alertar a comunidade sobre o grande uso de agrotóxicos. O Brasil tem coisas muito boas, campeões do mundo, somos referência em muitas coisas, mas infelizmente somos também o país que mais consome agroquímicos. Isto não é razoável, e por isso nós precisamos fortalecer com governos e entidades da sociedade civil uma verdadeira cruzada nacional contra o uso de agrotóxicos”, argumenta Bohn Gass.
A diminuição dos agrotóxicos irá melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, como argumenta o petista. “Teremos portanto uma qualidade nos alimentos, devemos fazer pesquisas, políticas públicas dirigidas para termos alimentos limpos, alimentos sadios, produção orgânica. Isso vai fazer com que o mercado e as pessoas conscientes comprem produtos sem agroquímicos”.
(Ana Feltrim – RádioPT e Ricardo Weg – Portal do PT)
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O discurso do "Desenvolvimento Sustentável" vai deturpando o conceito de Meio Ambiente.
O conceito de desenvolvimento sustentável foi definido como um processo que permite satisfazer as necessidades da população atual sem comprometer a capacidade de atender as gerações futuras. E o discurso da sustentabilidade leva, segundo Left, em Saber Ambiental, a lutar por um crescimento sustentado, sem uma justificativa rigorosa da capacidade do sistema econômico de internalizar as condições ecológicas (sustentabilidade, equidade, justiça e democracia) deste processo.
domingo, 16 de outubro de 2011
O que é e para que serve o Código Florestal
Portal Vermelho
O Código Florestal está presente na legislação brasileira há quase um século. Sua primeira versão data de 1934 (Decreto 23.793, de 1934). Em 1965, quando o Brasil vivia sob ditadura militar, o Código sofre sua primeira grande reformulação, originando a Lei n. 4.771, de 15 de setembro de 1965. Esta é a lei vigente até hoje, mutilada e desconfigurada por centenas de leis complementares, decretos e medidas provisórias editadas ao longo dos anos numa tentativa de atualizar a legislação florestal.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Um Vale do Silício da biodiversidade?
Ministério quer criar um Vale do Silício da biodiversidade
Valor Econômico - 06/10/2011
Emancipar a economia verde no Brasil é um dos projetos da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, do Ministério da Ciência e Tecnologia.
A intenção é criar parques tecnológicos que agreguem valor à biodiversidade. "É um projeto difícil e visionário", diz o secretário Carlos Nobre. "Isso existe há muitos anos em outros países, não é invenção do Brasil. O que é novo é o parque mirar a biodiversidade."
A intenção é criar, nas regiões mais biodiversas do país, um ou dois parques de pesquisa e desenvolvimento, nos moldes do Parque Tecnológico de São José dos Campos, (SP), atraindo empresas, pesquisadores, universidades e desenvolvendo novos produtos.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Amazônia, energia elétrica e sustentabilidade
Por Joaquim Francisco de Carvalho e Ildo Luís Sauer – VALOR
Imagens colhidas de satélites meteorológicos mostram que o clima da Amazônia exerce forte influência sobre os regimes hidrológicos e pluviométricos de toda a América do Sul, e garante a estabilidade climática, fluvial e pluviométrica – portanto, a sustentabilidade da agricultura – de todo o Brasil.
domingo, 25 de setembro de 2011
Leonardo Boff: precisamos de muita coragem
Carta Maior
Na reunião da Carta da Terra em Haia em 29 de junho de 2010, onde atuava ativamente sempre junto com Mercedes Sosa enquanto esta ainda vivia, perguntei à Pauline Tangiora, anciã da tribo Maori da Nova Zelândia qual era para ela a virtude mais importante. Para minha surpresa ela disse: ”é a coragem”.
sábado, 3 de setembro de 2011
Educar para a celebração da vida e da Terra
A criança precisa saber que ela própria é um milagre, saber, que desde o início do mundo, jamais houve uma criança igual a ela e que, em todo o futuro, jamais aparecerá outra criança como ela. Cada criança é algo único, do início ao final dos tempos.
E assim a criança assume uma responsabilidade ao confessar: é verdade, sou um milagre. Sou um milagre do mesmo modo que uma árvore é um milagre. E sendo um milagre, poderia eu fazer o mal? Não. Pois sou um milagre. Posso dizer Deus ou a Natureza, ou Deus-Natureza. Pouco importa.
O que importa é que eu sou um milagre feito por Deus e feito pela Natureza. Poderia eu matar alguém? Não. Não posso. Ou então, um outro ser humano que também é um milagre como eu, poderia ele me matar?
Acredito que o que estou dizendo às crianças, pode ajudar a fazer surgir um outro modo de pensar o mundo e a vida.
O mundo de hoje é mau; sim, é um mundo mau. E o mundo é mau porque não falamos assim às crianças do jeito que estou falando agora e do jeito que elas precisam que lhes falemos. Então o mundo não terá mais razões para ser mau.
DEBATE ABERTO
Educar para a celebração da vida e da Terra
Os analistas mais sérios da pegada ecológica da Terra nos advertem que se não cuidarmos, podemos conhecer catástrofes piores do que aquelas vividas em 2011 no Brasil e no Japão. Para se garantir, a Terra poderá, talvez, ter que reduzir sua biosfera, eliminando espécies e milhões de seres humanos.
Leonardo Boff
Carta Maior
domingo, 28 de agosto de 2011
A crise e a aposta de Ignacy Sachs para a Rio-2012
A urgência ambiental tem um encontro marcado no Brasil em 2012: o país sediará a Cúpula da Terra, o mais importante fórum da ONU sobre as agendas, compromissos e diretrizes em torno de um novo padrão de relação entre desenvolvimento e meio ambiente. O que a sustentabilidade do século XXI pode esperar de Estados inabilitados para sustentar a própria contabilidade? Em entrevista exclusiva à Carta Maior, o economista e sociólogo Ignacy Sachs apresenta as linhas gerais de uma proposta que pode ser o elo entre forças e agendas ainda desencontradas, mas de cuja afinidade depende em grande parte o êxito ou o fracasso da intervenção brasileira na Rio-2012 e, por que não, da própria cúpula.
Saul Leblon
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