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sábado, 5 de dezembro de 2009





LULA – O FILHO DO BRASIL - Oscar e patrocinadores


 LULA - O FILHO DO BRASIL

NÃO VI E NÃO GOSTEI  - Terror do Nordeste



Raul Longo

Amiga minha assistiu ao aguardado filme Lula – O Filho do Brasil e, maravilhada, elogiou tudo: atores, música, cenários, roteiro, montagem, fotografia. Tudo! Mas, estupefata, disse não entender a tamanha “poeira” levantada pela mídia e pela oposição ao acusar a obra de eleitoreira, garantindo que “... pasmem, não tem sequer uma estrelinha do PT. Aliás, o filme acaba antes da formação do PT”.

Como assim? Que história é essa? Não paguei, mas já quero o dinheiro de meu ingresso de volta!

Então, por que raios fizeram esse filme?

Não Sr. Barreto! Não é só isso, não! Não é só mostrar o Brasil de fundo! Tem de mostrar também a sobra. O que transborda! O que sempre esteve demais, o desnecessário, o que tem de ser banido da vida política do país!

Parabéns ao Barreto por mostrar a força, a inteligência, a superação de preconceitos e dificuldades de Luís Ignácio Lula da Silva. Parabéns por demonstrar, de forma brilhante segundo a abalizada opinião da amiga, a determinação deste sertanejo que confirma Euclides da Cunha, sendo antes de tudo um forte, e não apenas mais um letrado covarde.

Doutores covardes temos demais na história, e só serviram para acumular pó em bordas de molduras e pros pombos terem onde defecar. Mas jamais dariam roteiro que prestasse sequer pra comercial de 30 segundos. E o Fábio, com experiência herdada de família de cineastas, teve o bom senso e a perspicácia de escolher um personagem grandioso, de projeção internacional. Um temperamento que bem reflete a fibra de todo um povo que, apesar de desprestigiado por aqueles que se diziam seus representantes políticos, construiu o gigantismo desse país com uma obstinação impressionante.

Por tudo isso, devo cumprimentá-lo e concordar com todos os comentários e elogios à sua obra. Li e ouvi muitos desses elogios, inclusive de oposicionistas políticos do Lula, e não tenho dúvidas de que tenha produzido um excelente filme. Mas não se anime, pois, assim mesmo e ainda que não o tenha visto, não gostei.

Como é que o sujeito me faz um filme desses e não aproveita para fazer propaganda política? Não digo que devia demonstrar que precisamos da continuidade do atual governo através da Dilma Rousseff. Isso não é necessário, pois se trata mesmo de conclusão lógica, própria ao raciocínio e à inteligência humana. Mas parar a história quando ainda éramos uma das maiores vergonhas mundiais em dependência econômica, em concentração de renda, em subserviência às potências estrangeiras, sem contar que foi o Filho do Brasil que reverteu isso tudo é, no mínimo, um desperdício da atenção do público!

De que serve esse filme então? Como Fábio Barreto não aproveitou a oportunidade de conscientizar a platéia para de forma alguma permitir que nossa história volte atrás? Em nenhuma circunstância! Sequer em uma única cadeira da Câmara e do Senado! Em nenhum governo de Estado!

Como o senhor me deixa de demonstrar isso no filme, Seu Fábio? Apenas para a mídia não lhe acusar, ainda mais, de ter composto uma peça eleitoreira?

Pois o senhor devia ter mostrado também, que essa mesma mídia apoiou abertamente as torturas e assassinatos da ditadura, enquanto aprofundavam nossa dependência econômica e promoviam nossa degradação cultural.

Tinha de ter mostrado no seu filme, Senhor Fábio, que na época, essa mídia se referia ao Lula da Silva, então líder trabalhista, como a um marginal. Porque pra eles, até hoje, trabalhadores, filhos do Brasil, são marginais. Sub-raça!

O Senhor tinha de ter mostrado que essa mídia nos fez acreditar e eleger Collor de Mello e apoiou, como ainda apóia, as privatizações dos potenciais brasileiros, promovidas por Fernando Henrique Cardoso, que sucateou o país inteiro e nos transformou em uma das nações economicamente menos recomendáveis do planeta.

Tinha de ter demonstrado em seu filme, Senhor Fábio, que por três eleições essa mídia nos ludibriou com mentiras sobre Luís Ignácio Lula da Silva, fazendo-nos acreditar que seus oponentes é que eram honestos e capazes. Assim nos impediram de eleger Lula há muito mais tempo, para há mais tempo estarmos livres de crises, desvalorização de moeda, aumento de juros, inflação, constantes aumentos de combustível, desemprego, e todos os apertos que vivenciamos até 2003.

E em seu filme o senhor só conta até o Lula sindicalista?! E o Lula que nos resgata de uma das maiores dívidas externas do mundo? E o Lula que promove a maior aceleração de distribuição de renda da história, resgatando milhões de filhos do Brasil da miséria e da pobreza?

E o Lula que transforma nossa vergonha em orgulho perante o mundo? O Lula que nos devolveu o orgulho de sermos filhos do Brasil.

Esse o senhor não conta, Seu Fábio? Mas que decepção!
Claro que irei ver seu filme. Não há quem deixará de ver seu filme! Mas, imitando o Glauber Rocha, já vou avisando que, mesmo não o tendo visto, não gostei.




Fonte:Blog Assaz Atroz

Uma boa contribição de Emir Sader para compreeder a importância da vitória do PT


O efeito tequila tucano

Em primeiro lugar, em continuidade com a política do governo FHC, o Brasil teria aprovado a ALCA – a Área de Livre Comércio para as Américas. O Brasil estaria submetido ao livre comércio, ao contrário dos processos de integração regional. O Mercosul teria terminado, não existiriam o Banco do Sul, a Unasul, o Conselho Sulamericano de Defesa.

As conseqüências atuais podem ser constatadas na forma como um país que assinou um Tratado de Livre Comércio com os EUA e o Canadá, como o México, e outro, de tamanho proporcional, como o Brasil, que teve papel destacado na inviabilização da ALCA e optou pelos processos de integração regional. O presidente do México, Felipe Calderón, tinha convidado a Lula para que os dois países fossem juntos ao FMI. Lula respondeu que nosso país não precisa mais disso e, ao contrário, terminou fazendo empréstimos ao FMI.

Ao assinar um TLC com os EUA, o México passou a ter mais de 90% do seu comércio exterior com esse país – nem sequer tem importância o comércio com o Canadá. O país não teve efeitos positivos, ao contrário, retrocedeu, sob os efeitos da livre circulação dos capitais norteamericanos no país. Pioraram os índices sociais, aumentou a imigração para os EUA.

Mas o pior viria depois, com a crise: pode-se imaginar o tamanho da recessão em que se envolveu o México – menos 7% do PIB, menos 16% da produção industrial neste ano – e os seus efeitos prolongados sobre uma economia que se tornou absolutamente dependente do vizinho do norte – onde se originou a crise e onde ela se revela de forma mais acentuada e prolongada.

Enquanto isso, o Brasil, assim como os países que privilegiaram a integração regional, saiu rapidamente da crise e voltou a crescer, além de, pela primeira vez, impedir que os pobres pagassem o preço da crise, ao manter as políticas sociais, seguir elevando o poder aquisitivo dos salários e os empregos formais.

Além disso, se diversificou o comércio internacional do Brasil – a China é o nosso primeiro parceiro comercial, não mais os EUA -, fazendo com que, pela primeira vez, se supere uma crise internacional sem depender da recuperação da economia norteamericana, da européia ou da japonesa, que seguem em recessão. Se intensificou também muito o comércio interrregional, entre o Brasil, a Argentina, a Venezuela, a Bolívia e os outros países dos processos de integração regional.

O terceiro eixo que favoreceu a recuperação da crise é a expansão do mercado interno de consumo popular, que não deixou se crescer durante a crise.

Nenhum desses três fatores – diversificação do comércio internacional, intensificação do comercio regional e expansão do mercado interno – estaria presente se os tucanos – FHC, Serra, Alckmin – continuassem governando. O quadro mexicano é a cara triste e angustiante que teria o Brasil, se os tucanos estivessem governando o país.

Esse é o tema que estará em jogo nas eleições do ano próximo. Por isso Aecio Neves diz que “será um candidato pós-Lula e não anti-Lula”, que “não nos convêm (aos tucanos) comparar números e Serra pretende ter um perfil próprio, querendo desvincular-se do governo de que foi ministro durante oito anos. Mas o caráter plebiscitário das eleições é inevitável, um plebiscito entre dois Brasis, o de FHC e Serra contra o de Lula e de Dilma.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Imprensa alemã diz que Lula é ’superstar’





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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com Angela Merkel, em entrevista à imprensa durante visita a Berlim, na Alemanha

Silvio de Barros Pinheiro.
Santos.SP.


Imprensa alemã diz que Lula é ’superstar’
Marcio Damasceno de Berlim para a BBC Brasil


Jornais alemães tratam Lula como estrela da política internacional

No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local.

O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como “superstar” em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.

O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.

O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel “de igual para igual”.

No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.


‘Milagre econômico’

Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma “nova terra do milagre econômico” que “ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante”.

Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o “capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes”, o que faz do real “uma das moedas mais fortes do mundo”.

O jornal diz ainda que o Brasil subirá em breve ao grupo das dez maiores economias do planeta.

“Daqui a dez ou 15 anos, deverá ultrapassar países como França e Grã-Bretanha, chegando no quinto lugar.”

Fonte: Leituras do Favre

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Tocando em Frente




Tocando em Frente
Almir Sater
Composição: Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
e no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Deus e Eu no Sertão




Deus E Eu No Sertão
Victor e Leo
Composição: Victor Chaves

Nunca vi ninguém
Viver tão feliz
Como eu no sertão

Perto de uma mata
E de um ribeirão
Deus e eu no sertão

Casa simplesinha
Rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir

Deus e eu no sertão

Das horas não sei
Mas vejo o clarão
Lá vou eu cuidar do chão

Trabalho cantando
A terra é a inspiração
Deus e eu no sertão

Não há solidão
Tem festa lá na vila
Depois da missa vou
Ver minha menina

De volta pra casa
Queima a lenha no fogão
E junto ao som da mata
Vou eu e um violão

Deus e eu no sertão

Quem vai dar o primeiro passo?



Deus e Eu no Sertão


A nudez da corrupção e da hipocrisia demo-tucana



Mais importante que saber o caminho certo é querer trilhá-lo


Orientações para a formação do Professor para atuar com Objetos de aprendizagem

Mais importante que saber o caminho certo é querer trilhá-lo

"Escutar" em vez de "transmitir”
Penso que todo e qualquer trabalho de formação de professores deva partir de construções, de diálogos. O diálogo, segundo Freire, supõe troca, os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo.

Nesse sentido, qualquer iniciativa para inserir os professores nos processos de manipulação com as novas tecnologias deva ser dialogada e problematizada com as necessidades docentes de cada escola porque a busca de Freire era com a questão social que hoje afeta diretamente os nossos professores que estão meio perdidos diante da falta de bom senso de nossos gestores nas políticas públicas que aumentaram o fosso para a qualidade da escola pública. E essa busca também deve ser nossa no sentido de resgatar a importância do magistério e o professor, enquanto instrumento para a transformação de nossas realidades.

Freire diz que é necessário não só conhecer o mundo, é preciso transformá-lo e eu completo: mais importante que saber o caminho certo é querer trilhá-lo. Desta forma, a prática de formação dos professores não pode ser descontextualizada do mundo, mas vinculada à formação do “homem” professor consciente de ser, estar e agir dando sentido à teoria, como tão bem fala FREIRE - a práxis, porém, é ação e reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo.

O diálogo é conceito-chave e prática essencial na pedagogia freireana. Para tanto, Freire escreve a respeito do diálogo: “para pôr o diálogo em prática, o educador não pode colocar-se na posição ingênua de quem se pretende detentor de todo o saber, deve, antes, colocar-se na posição humilde de quem sabe que não sabe tudo...”

Portanto, não podemos cair na tentação de querer transmitir aos nossos professores conceitos e mais conceitos sobre objetos de aprendizagem, mas partir do que eles já sabem e fazem educação neste país, para aos poucos introduzirmos as noções de objetos de aprendizagem dentro da problemática de ensino e necessidades dos professores.

Desta forma elenco alguns objetivos iniciais sobre o planejamento com objetos de aprendizagem:

 Dialogar com os professores sobre “conversa de quem gosta de ensinar”;
 Escutar os professores sobre as suas aflições, necessidades, medos relacionados aos novos processos de ensino;
 Discutir com os professores o que são objetos de aprendizagem;
 Debater as ´possibilidades dos objetos de aprendizagem no sentido de dinamizar os processos de ensino;
 Discutir a importância do guia dos professores para melhor entendimento dos objetos de aprendizagem;
 Navegar por objetos de aprendizagem para que o professor possa relacionar a teoria em ação a partir de situações propostas nas atividades;
 Promover momentos de sínteses para que os professores possam relatar as suas conclusões sobre as suas construções realizadas durante a formação porque mais importante do que saber o caminho certo é querer trilhá-lo

Portanto, toda e qualquer planejamento deve possibilitar ao professor vontade de querer trilhar o caminho certo através do dialogo problematizador que gera a crítica entre o professor formador e professores cursistas, podendo estes questionar: “por quê?" Por que trabalhar com objetos de aprendizagem?


Um pouco de meu sertão em Russas




 

As belezas de nosso sertão



DILMA DANDO UMA LIÇÃO DEMO-TUCANO


O Lula nos ensinou o caminho


Os filhos da verdade



Os filhos da verdade

Poucas vezes encontramos na grande imprensa do país um ataque tão direto ao caráter de um presidente da República e o que mais impressiona que poucas vezes tivemos refutações tão veementes quanto à fidedignidade do ataque. Um pouco mais de apuração jornalística faria cair por terra o excesso de paixão ideológica que como sarampo vive contaminando amplos setores de imprensa. Um celular e um pouco de vontade e mais umas pitadas de amor à verdade reduziriam aquela página A-8 inteira a rodapé de coluna social... ou policial. O artigo é de Washington Araújo.

Washington Araújo

Causou-me estranheza a Folha de São Paulo ter concedido uma página inteira para o artigo do cientista político Cesar Benjamin na última sexta-feira, 27/11/2009. O artigo, aparentemente sem sentido, relatava com minúcias de detalhes os dias em que o autor passara detido nas dependências do DOPS em São Paulo, em 1980 e que, à mesma ocasião estivera preso o atual presidente da República, Luiz Inácio. O título também queria transparecer que se tratava de um texto, digamos, ameno. A Folha titulou-o como “Os filhos do Brasil”. Em espaço de quatro colunas encimava um fotograma do filme “Lula, o filho do Brasil”, cena em que o ator Rui Fabiano fala a uma extensa platéia de sindicalistas, interpretando o personagem-título do filme. A narrativa é fluida, vamos lendo, lendo e em alguns momentos parecemos estar rememorando os dias de prisioneiro de Graciliano Ramos em sua excelente obra “Memórias do cárcere”. No primeiro caso não há estilo literário, apenas exercício mental do autor que é loquaz em alguns pontos e completamente amnésico em outros.

Benjamin tenta uma moldura de veracidade para sua condição de ex-preso político, sabe de cor nomes de ex-detentos e chega a afirmar que acompanhou a trajetória de vários destes. Mas o que deseja Cesar Benjamin com esse texto? Simples. Benjamin quer atacar a honra de Lula tendo como gancho o filme de Fabio Barreto que, segundo a linha editorial da FSP, é um filme feito para gerar o mito, um filme que varre do roteiro qualquer coisa que empane o brilho do caráter personagem-título. E o articulista já depois de dois terços do caudaloso texto – afinal, leva página inteira da Folha – vai ao ponto: relata ter ouvido do próprio Lula que este em crise de abstinência sexual tentou subjugar um jovem preso, mas que foi repelido por “socos e cotoveladas”. Seria este jovem militante de organização de esquerda, o Movimento pela Emancipação do Proletariado.

É óbvio que tal artigo se posicionava como contraponto ao filme dos Barretos, inspirado no livro da jornalista Denise Paraná. O lançamento, a estréia mundial em Brasília, na abertura do 42o. Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, do qual fui jurado, teve superlotação do Teatro Nacional, manifestação pró-libertação de Cesare Battisti, preocupações exageradas com a segurança do local que abrigava cerca de 1.800 espectadores, 400 a mais que o permitido e que, segundo Luiz Carlos Barreto não contava com brigadistas dos bombeiros. A grande imprensa optou repercutir esses pontos e deixou de falar do filme e, quando queria falar do filme era pelo viés de se tratar de obra de propaganda fora de época. Como não surtiu efeito os queixumes da Folha e seus confrades midiáticos o jeito mesmo era buscar um texto que atentasse contra a integridade moral do personagem central do filme e, que obra do destino, ocupa o cargo de Presidente da República desde janeiro de 2003.

César Benjamin cita, em seu texto, uma testemunha, "um publicitário brasileiro que trabalhava conosco cujo nome também esqueci". O "publicitário" é o cineasta Silvio Tendler, que em 1994 trabalhou na campanha de Lula à presidência da República. Em entrevista ao jornalista Bob Fernandes, Tendler afirma: ”Ele diz não se lembrar de quem era o "publicitário", mas sabe muito bem que sou eu. Eu estava lá e vou contar essa história...” E, então, Silvio Tendler conta o que viu e o que recorda daquele almoço em meio à campanha presidencial de 1994:

- Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara... só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira...

Para quem não sabe Silvio Tendler já fez cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Além de vários prêmios é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: "Anos JK" (800 mil espectadores). "Jango" (1 milhão de espectadores) e "O Mundo Mágico dos Trapalhões" (1 milhão e 800 mil espectadores).

E não ficamos por aqui. Vejamos as falas de outros participantes do almoço onde foi servido o cozido que abasteceu o longo artigo do Cesar Benjamin.

O publicitário Paulo de Tarso da Cunha Santos, citado por Benjamin, afirmou que "o almoço a que se refere o artigo de fato ocorreu", que "o publicitário americano mencionado se chamava Erick Ekwall", e que não houve "qualquer menção sobre os temas tratados no artigo". Ex-companheiros de cela de Lula no Dops, José Maria de Almeida (PSTU), José Cicote (PT) e Rubens Teodoro negaram a tentativa de estupro, tendo Almeida acrescentado que não havia ninguém do Movimento pela Emancipação do Proletariado na cela e Cicote se lembrado vagamente de que um sindicalista de São José dos Campos seria apelidado de "MEP". Já Armando Panichi Filho, um dos dois delegados do Dops escalados para vigiar Lula na prisão, disse nunca ter ouvido falar disso e não acreditar que tenha acontecido, mesmo porque, segundo ele, nem sequer havia "possibilidade de acontecer”. O então diretor do Dops Romeu Tuma (atual Senador) também desmentiu "qualquer agressão entre os presos".

O irmão de Lula, o conhecido como politizado da família Silva, o Frei Chico, lembrou que a cela do Dops era coletiva e que nunca Lula ficou sozinho, pois estava preso com os outros diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (Rubão, Zé Cicote, Manoel Anísio e Djalma Bom).

Como disse Tendler ao fim de sua entrevista ao Bob Fernandes, “...isso não tem, não deveria ter importância nenhuma. Só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira...”

O Presidente do PSTU, José Maria de Almeida dividiu cela com Lula e declarou o seguinte: “O governo Lula é tragédia para a classe trabalhadora. Mas isso que está escrito não aconteceu. Benjamim viajou na maionese. Não lembro sequer de haver alguém do MEP conosco.”

Lula, de acordo com o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto de Carvalho, teria ficado triste e abatido, afirmando que isso era "uma loucura" e o próprio Gilberto de Carvalho qualificou a acusação de "coisa de psicopata" e recriminou a Folha por tê-la publicado, já o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, afirmou que o artigo é "um lixo, um nojo, de quem escreveu e de quem publicou". Coube ao ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, atribuir "essa coisa nojenta" aos ressentimentos e mágoas de Benjamin, que algum tempo depois deixaria o PT, mas não por causa desse episódio.

Para seguirmos o Manual da Folha... agora seria o exato momento para uma ampla entrevista – de preferência ocupando página inteira – com o cineasta Sílvio Tendler. Seria uma forma de reafirmar seu decantado compromisso com a verdade, seu apreço pelo “outro lado da notícia” e seu interesse de bem informar os leitores. Aliás, quem conhece Cesar Benjamin e quem conhece Sílvio Tendler sabe que a verdade é sempre modesta e que esta não requer amplos espaços para se tornar referência.

Poucas vezes encontramos na grande imprensa do país um ataque tão direto ao caráter de um presidente da República e o que mais impressiona que poucas vezes tivemos refutações tão veementes quanto à fidedignidade do ataque. Um pouco mais de apuração jornalística faria cair por terra o excesso de paixão ideológica que como sarampo vive contaminando amplos setores de imprensa. Afinal, a maior parte dos protagonistas do almoço citado por Benjamin está viva, e de facílima localização. Um celular e um pouco de vontade e mais umas pitadas de amor à verdade reduziriam aquela página A-8 inteira a rodapé de coluna social... ou policial.

Washington Araújo é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela
UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil,
Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org
Email - wlaraujo9@gmail.com

Tabus quebrados


Carta Maior faz um chamado para apoio à Erundina.



Carta Maior

Enquanto a coalizão demotucana se desnuda em panetones, propinas e achaques, a Justiça condena a ex-prefeita Luiza Erundina a ressarcir gastos com a publicação de um informe de sua administração sobre a greve geral de 1989. Erundina teve os bens penhorados; poderá perder seu único patrimônio, o apartamento onde mora. Amigos promovem uma arrecadação solidária para quitar a dívida judicial. Para maiores informações disque 011/ 5078 6642; ou deposite a sua contribuição diretamente na conta do Banco do Brasil aberta para esse fim: Ag BB nº 4884-4; conta corrente 2009-5
(a greve geral 1989 exigia a reposição das perdas salariais do Plano Verão; em SP a prefeitura petista se recusou a punir grevistas e emitiu um comunicado de esclarecimento à população; 02-11)

Miro: Serra desaba como “castelo de areia”


Blog do Miro

A mídia golpista não teve mesmo como esconder as podridões do demo José Roberto Arruda. Os vídeos da Polícia Federal são demolidores. Até o Correio Braziliense e a Veja, que recentemente foram presenteados com contratos milionários de compra de assinaturas pelo governo do Distrito Federal, tiveram que triscar o assunto. A sujeira poderia, até, respingar nestes veículos! Mas, ao mesmo tempo, a mídia hegemônica faz de tudo para abafar outro caso suspeito de corrupção, que envolve diretamente o principal presidenciável tucano, o governador paulista José Serra.

A Polícia Federal divulgou na semana passada alguns documentos comprometedores da chamada “Operação Castelo de Areia” – nome bem apropriado para o candidato tucano. Uma das peças da investigação policial indica que influentes políticos do PSDB de São Paulo receberam propina da construtora Camargo Corrêa. A Folha do final de semana simplesmente ofuscou o caso. O jornal golpista da famíglia Frias preferiu abrir suas páginas para as acusações levianas de um ex-petista rancoroso contra o presidente Lula, acusado sem provas e sem escrúpulos de tentativa de estupro.

O Estadão e o “Palácio Band”

Já o Estadão, que nunca escondeu sua adesão a José Serra, abordou o tema sem maior alarde – a se fosse uma suspeita contra qualquer político da base de apoio do governo Lula. Mesmo assim, o jornal da famíglia Mesquita se fingiu de morto ao citar a expressão “Palácio Band”, que surge numa das planilhas apreendidas pela Polícia Federal. Ele evitou explicar que a expressão é uma nítida referência ao Palácio dos Bandeirantes, local onde reside e governa o grão-tucano Serra.

O título da notinha também é maroto. “Documentos indicam mesada de empreiteira a políticos”. Não há qualquer referência ao PSDB – imagine se os tais políticos fossem de qualquer partido de esquerda. No corpo da matéria, o partido de Serra também é poupado. O jornal sequer alerta que um dos acusados de receber propinas, o secretário Aloísio Nunes, é o preferido do grão-tucano para substituí-lo no “Palácio Band”. Vale à pena reproduzir alguns trechos da reportagem:

“Aloísio Nunes, US$ 15.780”

“A Polícia Federal concluiu a Operação Castelo de Areia – investigação sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo executivos da Construtora Camargo Corrêa – e anexou ao relatório documento que pode indicar suposto esquema de pagamentos mensais a parlamentares e administradores públicos e doações ‘por fora’ para partidos políticos. O dossiê é formado por 54 planilhas que sugerem provável contabilidade paralela da empreiteira (…)”.

“Os repasses teriam ocorrido em favor de deputados federais, senadores, prefeitos e servidores municipais e estaduais. Em quatro anos a empreiteira desembolsou R$ 178,16 milhões. Em 1995, segundo os registros, ela pagou R$ 17,3 milhões. Em 1996, R$ 50,54 milhões. Em 1997, R$ 41,13 milhões. No ano de 1998, R$ 69,14 milhões. O que reforça a suspeita de caixa 2 é o fato de que os números alinhados aos nomes dos supostos beneficiários estão grafados em dólares, com a taxa do dia e a conversão para reais”.

“Na página 54, há quatro lançamentos em nome do deputado Walter Feldman (PSDB-SP). Cada registro tem o valor de US$ 5 mil, somando US$ 20 mil entre 13 de janeiro e 14 de abril de 1998. À página 21, outros 12 lançamentos associados ao nome Feldman, entre 26 de janeiro e 23 de dezembro de 1996 – US$ 5 mil por mês… Em outro arquivo, na página 18, valores ao lado da expressão ‘Palácio Band’ – 4 anotações, entre 8 de fevereiro e 30 de setembro de 1996, somando US$ 45 mil, ou R$ 46.165. Na última planilha, na página 54, constam nove registros, um assim descrito: “14 de setembro de 1998, campanha política, Aloísio Nunes, US$ 15.780’”.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O governador do DEM sõ queria comprar panetones para os pobres


Viver a vida - Arruda


Será se a Veja recebeu panetone$ do Arruda?



Panetonegate da Veja

A Veja ganhou panetone? Deve ter ganho. Arruda fêz um contrato de mais de 400 mil para compra de revistas para escolas de Brasilia...


A Promotoria de Defesa da Educação (Proeduc) da Procuradoria do Distrito Federal oficiou o governo distrital (GDF) em agosto deste ano pedindo esclarecimentos sobre a compra de edições da revista Veja para distribuição nas escolas públicas do DF.(Clique na imagem)


A bloghueira Paola Lima, denunciou no dia 14 de agosto, o governador José Roberto Arruda e a parceria entre o GDF e a editora Abril para a distribuição da Veja nas escolas públicas do DF.

O acordo teria sido fechado sem licitação e sem consulta aos professores da rede. No post, foi reproduzido documento do GDF, com data de lançamento em 15 de junho deste ano, no valor de R$442.462,50, sendo a empresa Abril S.A. a credora.

O QUE RORIZ DISSE NA GRAVAÇÃO DE ARRUDA


As imagens falam por si?



Não sou Dilma



O álibi de Arruda em 2001


Serra: vote no careca e ganhe dois


À PRAÇA



Serra é o candidato do P.E.I.D.O. !!!



Serra é o candidato do P.E.I.D.O. !!!


No mesmo dia em que o Governo Lula anuncia que vai baixar o preço do gás de cozinha, as forças do atraso vociferam contra !!! O que querem? Que se faça renuncia fiscal de caviar? De bolsinha da Daslú ? Que comam os seus brioches e se estufem com eles mas que deixem a dona de casa cozinhar feijão com custo mais barato !!! Essa é mais uma boa medida pra melhorar ainda mais a vida do pobre, que é de verdade quem precisa de Governo, de bom Governo !!!
E com isso essa gente resolveu lançar para fora o
Partido Elitista Intolerante Delirante e Oligárquico
( P.E.I.D.O. )
cuja "pujança" eleitoral hoje é representada por 6% da população brasileira !!! Além de ter como linha auxiliar e principal aliado o próprio "Projétil" Demotucano de voltar ao poder.

O Governo do povo deve apostar que o preço do gás pode abaixar cada vez mais na medida em que aumenta a produção de determinados tipos de outros gases que exalam das bocas e contra-bocas destes oposicionistas midiáticos e partidários que estão comprimidos e confinados no mesmo intestino ideológico da direita brasileira.
Quem sabe não seja esta a tal terceira via ( ou o terceiro olho ) que tanto procuram como forma de saída da encalacrada em que eles mesmos se meteram ?

De nossa parte desejamos "toda força" a esse P.E.I.D.O. !!!

"Peidistas" do Brasil... Avante !!! Para fora ou para dentro !!!
Mas que se explodam por si e entre si deixando o nosso povão respirar em paz nos bons ares do excelente Governo Lula !!!

DEM: aos nossos eleitores.


 "Nós, do consórcio politico-empresarial DEMOTUCANO na certeza absoluta de voltarmos ao poder no Brasil, desejamos a todos os eleitores brasileiros um FELIZ 2010 !!!

DEMOCRATAS - 25 !!!
PSDB - 45 !!!"



Flávio: "César, você envergonhou a trajetória de seu irmão e sua mãe"



Flávio: "César, você envergonhou a trajetória de seu irmão e sua mãe"


CARTA ABERTA A CÉSAR BENJAMIM

Fui militante do MEP até o início dos 80.

Então, testemunhei a ascensão legítima e avassaladora do movimento sindical e político conduzido por Lula. Que sobrepôs-se às heróicas organizações partidárias da pequena burguesia radicalizada, entre as quais o próprio MEP.

Desde então, cruzei pontualmente com Lula três vezes na vida. A última delas no Consulado francês, em junho deste ano, em solenidade de homenagem a Apolonio de Carvalho, ele sim um monumento de coragem, abnegação, ética revolucionária, despido de qualquer desvio ególatra.

Mais atrás, no início dos 90, morando em S.Bernardo, presenciei Lula sendo radiantemente paparicado por crianças e adolescentes no Colégio Singular, recinto da classe média local, cujos adultos o tomavam como uma espécie de mula-sem-cabeça, o presunçoso operário-sem-dedo.

Sua atitude agora, Cesar, merece todo o nosso opróbrio!

Ao escrever suas linhas torpes, em jornal do ditabrando Otavinho, que parece tentado a radicalizar a tese malufista: estupra-e-mata-sim, você, acometido da loucura da vaidade (como Caetano), desqualificou a sua própria trajetória de vítima da odiosa gorilagem e envergonhou as de seu irmão e sua mãe.

Queira receber meu mais sincero repúdio por seu comportamento rastejante!

Flávio Márcio

Empresas de tecnologia do mensalão do Arruda contaminam Zé Pedágio



Saiu no Blog dos Amigos da Presidente Dilma, com base em reportagem de Caio Junqueira, do Valor, pág. A7 , com o título “Empresas de tecnologia reforçaram esquema – Em depoimento, Durval Barbosa cita ligações com a cúpula.”

Empresas de tecnologia reforçaram esquema do DEM

As principais empresas envolvidas nas denúncias de corrupção e crime eleitoral envolvendo a cúpula do governo do Distrito Federal e, em especial, seu governador, José Roberto Arruda (DEM), são ligadas ao setor de tecnologia da informação. No inquérito judicial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), há a informação de que Arruda reuniu durante a campanha eleitoral de 2006 empresários do setor estabelecidos no Distrito Federal para pedir-lhes a doação de R$ 1 milhão e pagamento de despesas de campanha em troca de “benefícios futuros”.

Uma dessas empresas é a Info Educacional, cujo presidente, Alexandre Tavares de Assis, também conhecido como “Mineirinho”, aparece em um dos vídeos gravados pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa. Ele é acusado de dar R$ 60 mil ao secretário de Educação do DF, José Luiz Valente, que atuou no Ministério da Educação entre 1997 e 2004, responsável pelo gerenciamento de projetos executados pela Secretaria de Educação Superior do MEC DF.

A empresa desenvolve programas de de alfabetização tecnológica e tem como clientes, além do Distrito Federal, quatro outros Estados: Rio Grande do Norte, da governadora Wilma de Faria (PSB), Amapá, do governador Waldez Góes (PDT), Minas Gerais, do governador Aécio Neves (PSDB), e São Paulo, do governador José Serra (PSDB).

Os contratos com o governo paulista, porém, foram assinados nas gestões passadas, de Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (DEM). Juntos, somam mais de R$ 10 milhões e se destinaram à contratação de um software educacional. Alckmin chegou até a visitar uma escola que tinha o software, ao lado do seu então secretário de Educação, Gabriel Chalita (ex-PSDB, hoje no PSB), conforme relata um texto extraído do site da empresa: “Tanto o governador quanto o secretário puderam conhecer de perto os benefícios do projeto, ao passarem o dia em uma aula de reforço de alunos do ensino fundamental em uma das escolas públicas beneficiadas pelo projeto”. De acordo com o informe, entre 2004 e 2005, o projeto foi expandido de 1,1 mil escolas para 3 mil escolas. A Secretaria de Educação de São Paulo informou não ter mais contrato com a empresa.

O mesmo programa foi implementado em Minas Gerais em 2007, no primeiro ano do segundo mandato de Aécio, e, ainda segundo o site da empresa, “os resultados desta iniciativa foram tão significativos que a proposta foi integrada aos projetos estruturantes no ano de 2008″. A empresa já recebeu diversos prêmios por sua atuação no mercado, dentre os quais se destaca o “Top of Quality”, concedido pela Ordem dos Parlamentares do Brasil.

A holding TBA, um dos mais importantes parceiros comerciais da Microsoft na América Latina, por meio de uma de suas empresas, a B2BR, também é mencionada no depoimento de Durval Barbosa. Sua fundadora e presidente do Conselho Executivo, Cristina Boner (*), é citada oito vezes por ele. Os R$ 50 mil que Arruda é flagrado recebendo teriam origem nas empresas de Boner, destacada pelo ex-secretário como uma pessoa que “ganhou notoriedade nacional porque por muitos anos foi detentora exclusiva da comercialização dos produtos Microsoft, ganhando com isso notoriedade nacional”.

Barbosa relata que Boner ganhou um contrato emergencial como parte de uma doação não-contabilizada de R$ R$ 1 milhão para a campanha de Arruda. Afirmou também que os contratos da TBA com o governo do Distrito Federal eram conseguidos com a intermediação do vice-governador, Paulo Otávio, tendo em vista que “Cristina e Arruda não têm bom relacionamento pessoal”.

Procurada, Boner não quis se pronunciar sobre o assunto. Por meio de nota, a empresa informou que “não faz parte das empresas investigadas e repudia as especulações políticas e eleitoreiras que estão acontecendo”. Citada nominalmente oito vezes no inquérito, Cristina está reunida com seus advogados e estuda a possibilidade de mover ação judicial contra Durval Barbosa.

O perfil dessas empresas de TI envolvidas no escândalo mostra que suas atuações vão além do Distrito Federal e com contratantes de variados partidos políticos. É também o caso da Vertax, que tem sede em Brasília e filial no Rio. No rol de clientes, aparecem a Caixa Seguros (ligada a Caixa Econômica Federal), Embratur, Câmara dos Deputados, Banco do Brasil, Metrô do Distrito Federal, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Ministério das Comunicações, Tribunal Regional do Trabalho de Goiás e o governo do Estado do Paraná.

A empresa é citada nas denúncias com uma menção a R$ 2 milhões que seriam seus para abastecer o esquema de corrupção. Segundo a empresa, trata-se de um reconhecimento legal de dívida. A assessoria de imprensa relata ainda que está no mercado há 18 anos e tem faturamento projetado para este ano de R$ 45 milhões., dos quais 10% desta quantia se refere ao Distrito Federal e 3% a uma filial em Miami, nos Estados Unidos.

Outra envolvida é a Linknet, especializada em criação de softwares. Seu proprietário, Gilberto Lucena, é citado nominalmente por Durval Barbosa como integrante do esquema. Lucena já era conhecido da Polícia Federal por suspeita de financiamentos irregulares para a campanha à reeleição de Joaquim Roriz (PMDB), em 2002. Valor Econômico

(*) Cristina Boner – não é de bom tom citar esse nome numa conversa com tucanos. Especialmente tucanos paulistas ligado á área de educação. PHA

Kassab pagou R$ 106,9 mi a empresas do escândalo


Kassab pagou R$ 106,9 mi a empresas do escândalo

Acusadas de alimentar 'mensalão do DEM' no DF, Uni Repro e Call Tecnologia são contratadas da prefeitura

Ricardo Brandt e Diego Zanchetta
Estado

Duas empresas do escândalo do "mensalão do DEM" - a Uni Repro Serviços Tecnológicos Ltda. e a Call Tecnologia - receberam da Prefeitura de São Paulo desde 2006, quando o prefeito Gilberto Kassab (DEM) assumiu o cargo, R$ 106,9 milhões por serviços prestados.

As companhias são suspeitas de ter alimentado o suposto esquema de propina no governo José Roberto Arruda (DEM), investigado pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora.

Tanto a Uni Repro como a Call Tecnologia seriam supostamente usadas por integrantes do PPS - que fez parte do governo do Distrito Federal e integra a gestão Kassab - para levantar fundos para o esquema.

Na capital paulista, o contrato com a Uni Repro é anterior à nomeação de Kassab como prefeito. A empresa foi escolhida pela Secretaria de Saúde por meio de pregão presencial e depois recontratada diretamente pela maioria das secretarias, subprefeituras e outros órgãos governamentais.

Ela concentra a maior parte dos serviços de fotocópia do governo. Levantamento feito no NovoSeo, o sistema de execução orçamentário do município, mostra que de 2006 até novembro foram pagos R$ 48,1 milhões para a empresa.

A Call Tecnologia, de José Celso Gontijo, que aparece nas gravações entregando dinheiro para o suposto esquema, foi contratada em 2006 pelas secretarias de Gestão e Finanças. De fevereiro daquele ano até novembro, recebeu R$ 58,8 milhões.

Os contratos foram para instalação e manutenção do sistema de 156 da prefeitura - central telefônica que recebe ligações gratuitamente do cidadão para serviços da administração - e do Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), que dispara ligações para contribuintes devedores de tributos buscando a negociação da dívida.

A Call Tecnologia chegou a ser investigada pela CPI do IPTU, na Câmara Municipal de São Paulo. O relator da comissão, Antonio Donato (PT), afirma que, além ouvir um representante da empresa, dois parlamentares da CPI fizeram diligências na sede da empresa por suspeitas de fraude.

A prefeitura, por meio de sua assessoria, informou que os contratos foram feitos por pregão e, no caso da Call Tecnologia, desde 2007 o valor pago não é reajustado. As empresas não retornaram as ligações.

ESTADOS
Minas e de São Paulo, Estados administrados pelo PSDB, também assinaram contratos com uma das empresas citadas no escândalo. A InfoEducacional tem contratos de R$ 6,7 milhões, em Minas (2008), e R$ 12,8 milhões, em São Paulo (2004, 2005 e 2006). As secretarias de Educação disseram não haver problema com os contratos

Centrais Sindicais lançam manifesto com criticas a Folha e artigo do Benjamin




Centrais Sindicais lançam manifesto com criticas a Folha e artigo do Benjamin


O jornal do José Serra, a Folha de S.Paulo, foi obrigada a engolir seco e publicar o manifesto das Centrais Sindicais em sua página....No dia em que Bejamin voltou a carga, seis centrais sindicais do país divulgaram manifesto na qual criticam a publicação do artigo "Os Filhos do Brasil", de César Benjamin, na edição de 27/11 da Folha.

O manifesto é assinado por Antonio Neto (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Artur Henrique (Central Única dos Trabalhadores), José Calixto Ramos (Nova Central Sindical de Trabalhadores), Paulo Pereira da Silva (Força Sindical), Ricardo Patah (União Geral dos Trabalhadores) e Wagner Gomes (Central de Trabalhadores do Brasil).

As centrais, dizem que "a publicação do irresponsável e calunioso artigo de César Benjamin insere-se num movimento mais amplo patrocinado por forças políticas que, afastadas do governo central e desorientadas frente aos êxitos da administração do Presidente Lula, busca criar factoides para atingi-lo, objetivando claramente as eleições de 2010".

Os sindicalistas afirmam que "é inaceitável que um veículo de comunicação como a Folha de S.Paulo, um dos mais importantes jornais do país, dedique uma página inteira de uma de suas edições para publicar um artigo de conteúdo atentatório à moral do presidente da República, sem qualquer preocupação de verificar a veracidade dos fatos relatados, que se demonstraram mentirosos de acordo com as declarações posteriores colhidas daqueles que dele participaram".

Os sindicalistas afirmam que o debate eleitoral tem de ser sobre propostas, "evitando-se a via da calúnia e da fofoca como arma política e eleitoral".Dirigentes dizem que texto "irresponsável e calunioso" quer criar factoide para atingir governo Lula na eleição de 2010

A imagem fala por si ?



A imagem fala por si



Tratado sobre a manipulação das imagens



Tratado sobre a manipulação das imagens


Por Jorge Furtado

IMAGENS NÃO FALAM

Senador pelo PSDB e líder do governo FHC, principal postulante do DEM à vaga de vice na chapa de José Serra (os outros são Ronaldo Caiado, Agripino e Cesar Maia), único governador do partido que mais violentamente se opõe ao governo Lula, José Roberto Arruda foi flagrado (por uma operação da Polícia FEDERAL) num amplo esquema de corrupção. Os indícios da ladroagem incluem vários vídeos, gravados por um dos membros da suposta quadrilha, onde figuras do DEM, do PSDB, do PPS, manuseiam pilhas de dinheiro.

Perguntado, em Copenhague, sobre como estava acompanhando o caso, Lula respondeu que não estava acompanhando. Perguntado se “as imagens não falam por si”, Lula respondeu o óbvio: “Não”.

Jornalista: As imagens não falam por si ali, Presidente?

Presidente: Vamos aguardar. Imagem não fala por si. O que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação. Quando tiver toda a apuração, toda a investigação terminada, a Polícia Federal vai ter que apresentar um resultado final, um processo, aí anuncia. Aí você pode fazer juízo de valor. Mesmo assim, quem vai fazer juízo de valor final é a Justiça. O Presidente da República não pode ficar dando palpite, se é bom, se é ruim. Vamos aguardar a apuração.

A declaração de Lula é irretocável. Imagens não falam por si *. E mais: o presidente da república não deve dar palpites sobre investigações policiais. Não deve (e não pode) interferir em decisões da justiça.

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A resposta de Lula (“Imagem não fala por si. O que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação”) virou, na coluna da geralmente ponderada comentarista Rosane Oliveira, de Zero Hora, “as imagens não significam nada”. Partindo desta elasticidade no trato com as palavras, a comentarista acusa o presidente de uma “elasticidade preocupante do ponto de vista ético”.

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No diagrama que, no Jornal da 10, da Globonews, mostrava o esquema de corrupção de políticos do DEM, do PSDB e do PPS, aparece o logotipo de um único partido: o do PMDB, ao lado da foto de Joaquim Roriz:

(aos 08:00)

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José Roberto Arruda, único governador do DEM e líder do governo FHC no senado (na época, no PSDB), que na semana passada era apresentado pela Folha de São Paulo e pela Veja como modelo de administração pública e principal candidato a vice na chapa de Serra, hoje, segundo “analistas”, “dividiu o palanque com Lula e Dilma” e “ao contrário do seu partido, sempre elogiou Lula”, que agora o trata com “condescendência”.

A velha e minguante imprensa brasileira, que já acusou Lula pelo assassinato dos passageiros de um avião (que se provou estar sem freios), de menosprezar a crise ao defini-la como “marolinha” (e ele, para sorte de todos, estava certo), pelo mau desempenho da seleção do Dunga (que se classificou fácil para a copa) e – nas letras miúdas de uma crítica de cinema escrita por um funcionário do governador Requião – de tentativa de estupro de um menino, agora quer culpá-lo pelas falcatruas do DEM, do PSDB e do PPS.

Por que tantos** jornalistas da velha imprensa agem assim?

1. São mal-intencionados, distorcem os fatos para favorecer seus amigos ou sua corrente política?

2. São idiotas?

3. Como disse o ministro Juca Ferreira, “são pagos para mentir”?

4. Não gostam de pobres?

5. Não gostam de nordestinos?

6. São racistas?

7. Tem, como Daniel Dantas e cerca de 10% da população brasileira, saudade do governo FHC, e por isso querem eleger o Serra?

8. Tem, como um comentarista da RBS TV de Santa Catarina, saudade da ditadura militar? (Repare na “democracia” entre aspas do âncora.)

9. Outros motivos?

10. Todas as alternativas estão certas?

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O senador Agripino Maia, do DEM, chegou a ensaiar um protesto contra o uso político da Polícia Federal, declarou “achar muito estranho que num ano pré-eleitoral a polícia…” A conversa não foi adiante, o próprio senador deve ter lembrado que, no Brasil, todos os anos são pré-eleitorais ou eleitorais.

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Até ontem, os partidos de oposição ao governo Lula (e sua imprensa) tinham na “moralidade administrativa” o único discurso possível para enfrentar a eleição de 2010. Era um discurso frágil, já derrotado em 2006, uma vez que “até o mundo mineral” sabe que a falcatrua que Roberto Jefferson batizou de “mensalão” foi criada para abastecer a campanha do presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo, e as denúncias diárias de corrupção atingem a todos os partidos. Mas era só o que tinham.

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Num eventual segundo turno entre Dilma e Ciro, votarei em quem prometer reintegrar o doutor Paulo Lacerda na Polícia Federal.

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Em outro “vídeo denúncia” divulgado ontem pela RBS TV, um empresário paulista é acusado de oferecer suborno aos prefeitos na compra de material escolar. A reportagem é ótima, o repórter e sua equipe fizeram um grande trabalho, há fortes indícios de que se trata de mais uma quadrilha que rouba dinheiro público, ricos canalhas que roubam brinquedos de crianças pobres, deveriam estar todos na cadeia, se estes indícios forem comprovados pela investigação.

O que a imagem do empresário mostra:

Ele, sentado, arrumando o cabelo, e dizendo as seguintes frases:

EMPRESÁRIO
- O que o prefeito imagina?

Há um corte na imagem.

Nova imagem:

EMPRESÁRIO
- Dez, chegando a dez. Apertando, afrouxando…

E só.

Há o áudio do repórter (que se faz passar por um representante da prefeitura), mas ele está fora do quadro, não aparece na imagem.

Pergunta: esta imagem, com este áudio, diz o quê? Sem a investigação que a acompanha (e que, repito, provavelmente deixa clara a roubalheira), que prova há, no vídeo, para condenar o empresário?

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*
“Se é verdade que a narrativa por imagens é natural, também é verdade que a palavra representa com maior exatidão a complexidade do pensamento humano e uma linguagem composta só por imagens seria bastante limitada. A primeira destas limitações é lembrada por Sol Worth em seu ensaio “Pictures Can’t Say Ain’t” (Uma imagem não pode dizer “eu não sou”). A imagem não pode afirmar a inexistência da coisa representada, mesmo que René Magritte brinque com esta impossibilidade ao desenhar um cachimbo e sob esta imagem escrever “isto não é um cachimbo”. Para afirmar uma negação, Magritte precisou usar palavras.

** Não todos: “Dizer que Lula faz um bom governo é chover no molhado. Sua gestão é melhor do que a de FHC. Ao dar a Lula elevado índice de aprovação, a população confirma isso. Para atestar o preparo de Dilma, Lula vem dividindo com ela a responsabilidade pela performance do governo.” Kennedy Alencar, Folha Online, 30/11/09

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A canalhice da Rede Globo contra o presidente Lula


Blog do Planalto rebate as manchetes dos portais

Do blog do Luiz Carlos Azenha
Não foi como noticiado

O destaque de uma frase do presidente Lula para dar títulos a notícias em portais e sites da internet está levando analistas e leitores a interpretações equivocadas.

Para tirar dúvidas quanto às respostas dadas pelo presidente às perguntas da imprensa sobre a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que investiga denúncias de corrupção no Governo do Distrito Federal, com suposto envolvimento do governador José Roberto Arruda, reproduzimos o trecho integral da entrevista -- em vídeo e texto:






Jornalista: Presidente, como é que o senhor está acompanhando o escândalo envolvendo o governador Arruda, no Distrito Federal?

Presidente: Eu não estou acompanhando, eu não estou acompanhando, porque está na esfera da Polícia Federal. Se está na esfera da Polícia Federal, o Presidente da República não dá palpite. Espera a apuração, para depois falar alguma coisa. Vamos aguardar…

Jornalista: As imagens não falam por si ali, Presidente?

Presidente: Não, mas vamos aguardar. Imagem não fala por si. O que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação. Quando tiver toda a apuração, toda a investigação terminada, a Polícia Federal vai ter que apresentar um resultado final, um processo, aí anuncia. Aí você pode fazer juízo de valor. Mesmo assim, quem vai fazer juízo de valor final é a Justiça. O Presidente da República não pode ficar dando palpite, se é bom, se é ruim. Vamos aguardar a apuração.

Jornalista: Existem suspeitas, por exemplo, de que esse escândalo tenha vinculações também com questões de financiamento eleitoral. O Brasil já discutiu essa questão da reforma do financiamento eleitoral, mas não avançou. Como é que se resolve esse problema recorrente?

Presidente: Olha, eu tenho duas propostas, já, que eu mandei para o Congresso Nacional. Eu já mandei duas mini reformas políticas para o Congresso Nacional. Agora, não é o Poder Executivo que vota, no Congresso Nacional. Nós já mandamos… No ano passado mandamos uma. Mandamos uma, agora, com sete pontos importantes para serem votados, um deles é o financiamento público. Eu espero que o Congresso Nacional tenha maturidade para compreender que grande parte dos problemas que acontecem com dinheiro é a questão da estruturação partidária no Brasil. Então, vamos mudar urgentemente e fazer uma reforma política. Eu acho que a reforma política é condição fundamental para que a gente tente evitar que problemas como esse continuem ocorrendo no Brasil.

Ian Bremmer: "se Serra ganhar, ele provavelmente reverterá a legislação.




Foreign Policy: José Serra, uma reserva estratégica dos grupos internacionais inimigos da Petrobras


É impressionante a leitura, no site da Foreign Policy, do artigo “Brazil moves aggressively toward resource nationalism”, de Ian Bremmer, presidente do Eurasia Group de Nova York, de consultoria sobre risco global (algo assim). O artigo ataca com todas as letras o novo marco regulatório para a exploração e produção do Pré-sal, baseado no modelo de partilha, proposto pelo Governo Lula. Para Ian Bremmer, Lula está deixando de ser, aos olhos dos grandes grupos petrolíferos internacionais, uma alternativa política simpática, graças ao aprofundamento do controle do estado sobre o setor de energia. Em outras palavras, estão de olho no Pré-sal e não se conformam com o modelo de partilha. O artigo lamenta que, devido à alta popularidade de Lula, ninguém tenha coragem de se opor a ele, principalmente em ano eleitoral. “As multinacionais do petróleo estão cautelosas (...) e até mesmo José Serra, nome mais forte da oposição para a sucessão presidencial, prefere manter reservas sobre o assunto”. Ian Bremmer conclui o artigo com esse raciocínio magistral: “Se Serra ganhar, ele provavelmente reverterá a legislação. Mas seria um processo longo. Se Dilma vencer, a única esperança das multinacionais do petróleo será uma eventual vitória na Corte (referência ao STF, claro) sobre a constitucionalidade da reforma”. Inacreditável, vocês não acham. Fica evidente que as multinacionais do petróleo contam como aliados (contra os interesses nacionais) com Serra e o STF!!! Como talvez dissesse a coluna do Ancelmo, “Meu Deus!

Direto do blog do Gadelha

Sem comentários


O alerta profético de Arlerte.



O alerta profético e Arruda
Coisas da Política
Autor(es): Raphael Bruno
Jornal do Brasil - 30/11/2009


Reta final das eleições para governador em 2006. Nas pesquisas de intenção de voto, o ex-senador José Roberto Arruda desponta como favorito, mas as oscilações nos percentuais do restantes dos postulantes tornam incerta a vitória do candidato de DEM já no primeiro turno. A então deputada distrital Arlete Sampaio, candidata do PT ao governo local, diante do que parecia ser a iminente "eleição de Arruda, faz um alerta em meio ao andamento protocolar de um,debate televisivo. Em tom profético, pede para que a população de Brasília e.arredores reconsidere em quem confiará o voto e o comando do governo pelos próximos quatro anos, "para não se arrepender" depois, como já havia acontecido antes. Arlete falava com a autoridade de quem havia perdido, anos antes, a eleição para o Senado pelo DF para o empresário Luiz Estevão, que acabaria cassado pelo seus pares acusado de envolvimento no desvio de R$ 169 milhões das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. O alerta da petista, contudo, seria ignorado, e Arruda, hoje suspeito de operar esquema de pagamento e distribuição de propinas para sua base aliada, seria eleito governador do DF ainda em primeiro turno.

Arruda não é um marinheiro de primeira viagem em escândalos políticos de repercussão nacional. Por mais incrível que pareça, no entanto, as acusações, e principalmente as evidências que pesam contra ele, agora, são mais contundentes do que quando o democrata admitiu que havia conferido o violado painel de votação do Senado. Dificilmente o governador conseguirá superar a situação de maneira tão habilidosa quanto no passado. O áudio e o vídeo que o envolvem diretamente no esquema falam alto demais. O silêncio do governador horas após o episódio, mais ainda. Arruda parece tentar descobrir quão fundo as investigações chegaram, até que ponto a Polícia Federal avançou, para calcular que tipo de explicação e manobra é possível. Afinal, até então, contava com uma significativa aprovação da população e caminhava a passos firmes para a reeleição. Brasília completará 5O anos de existência em 2010 e uma festa gigantesca, com direito a atrações internacionais, promovida pelo governo, selaria com glórias o mandato democrata na capital da República. A disposição de um secretário para colaborar com a PF, todavia, talvez tenha que esfriar as comemorações.

Politicamente, o mais curioso é notar como o episódio gerou constrangimentos generalizados. O DEM, que muitas vezes se coloca como o guardião da moralidade nacional a denunciar todo e qualquer aparente deslize do governo federal, subitamente teve o seu único governador envolvido em acusação tão gritante. Num primeiro momento, agiu, como era de se esperar, com cautela, mantendo a confiança no político que despontava como uma de suas estrelas, figura destacada, até pelo cargo que ocupa, em seus programas televisivos. Na medida em que o peso das provas se fez sentir, entretanto, o partido foi forçado a adotar uma postura mais firme, exigindo explicações claras e convincentes de seu governador. Mas Arruda não é um Edmar Moreira, o deputado dono de um castelo. descartado pela legenda ao menor sinal de irregularidade. Se o governador do DF hoje sangra, o DEM sangra junto com ele. E o partido terá que ser duro com Arruda se deseja manter o mínimo de coerência com a atuação inquisitória que desenvolve na oposição ao governo Lula.

O PT, por sua vez, também merece, com as denúncias, sua dose de questionamentos. Acomodado com a minoria singela que tinha na Câmara Legislativa, fez, até o momento, uma oposição dócil ao governador. Nada a lembrar a combatividade dos tempos de oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso, quando o número de parlamentares do partido não afetava sua combatividade. A reação da legenda também oscilou de apelo por mais investigações e esclarecimentos, no início, aos cálculos envolvendo um eventual pedido de impeachment, após a divulgação das gravações envolvendo Arruda. O PT dá sinais de que, após sete anos no comando do Palácio do Planalto, sabe melhor ser governo do que oposição.

Não obstante, ainda que Arruda tenha alguma margem de manobra política, dada não só a mão leve do PT, mas principalmente a sua ampla e agora duvidosa maioria na Câmara Legislativa, ele ainda terá que responder legalmente por seu envolvimento em ilicitudes. E, quem sabe, em alguns meses, enfrentar as urnas. Sem dúvida, há, agora. uma chance maior de que elas, ainda que tardiamente, atentem para o alerta feito anos atrás por Arlete.

Serra, do PSDB, e Arruda, do DEM, ensaiam aliança para 2010, em Brasília



Serra, do PSDB, e Arruda, do DEM, ensaiam aliança para 2010, em Brasília

RENATA GIRALDI

da Folha Online, em Brasília


Em nome de uma parceria técnica destinada à melhoria de moradias populares, os governadores de São Paulo, José Serra (PSDB), e do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) sinalizaram nesta terça-feira a eventual aliança política para 2010. Ambos trocaram elogios mútuos na presença de líderes nacionais dos dois partidos políticos.

A justificativa oficial para o encontro dos dois governadores e das demais autoridades foi a assinatura de um convênio técnico para cooperação em habitação popular. O objetivo é executar programas de regularização fundiária, urbanização e capacitação profissional.

Mas na prática Arruda e Serra indicaram que a união entre os dois e seus partidos está evoluída. O governador do Distrito Federal brincou que estava "copiando" um projeto do colega de São Paulo.

"Estamos copiando o que deu certo, já copiei experiências do Paraná, que deram certo. Algumas experiências de Minas Gerais e agora essas experiências de São Paulo, só tenho a agradecer ao governador Serra", disse Arruda --único governador do DEM. Serra retribuiu afirmando que o "que é bom deve ser copiado".

Oficialmente, ambos desconversaram sobre a possibilidade de aliança tendo Serra como cabeça de chapa e Arruda, na vice. A opção foi partir para um discurso diplomático e nada agressivo inclusive ao tratar da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), nome apontado como candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua sucessão.

"Não estou especulando para 2010", afirmou Serra, esforçando-se para escapar das perguntas sobre sua candidatura para presidente da República. "O fundamental agora é tratar do governo do Estado", disse ele.

Segundo o governador, ainda é cedo para dar início à campanha presidencial. "São dois anos. Ainda falta muito tempo. O que a gente tem de fazer é administrar da melhor forma possível [o Estado de São Paulo] e de tal forma que dê certo", afirmou ele.

A cerimônia, na qual Serra e Arruda estavam presentes, também participaram dela os ex-ministros Eduardo Jorge (PSDB), Pimenta da Veiga (PSDB) e José Jorge (DEM), além do presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).

Vi o Mundo 

Ze Pedágio foge do Castelo de Areia - Esquema desvia R$ 40 milhões do Detran de SP







Saiu no Estadão:

Pagamentos de contratos para emplacar carros seriam superfaturados em 200%; laranjas controlam empresas


SÃO PAULO – Empresas contratadas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para emplacar veículos em São Paulo são acusadas de fraudes que deram prejuízo estimado de pelo menos R$ 40 milhões. Delegados e empresários são suspeitos de participar do suposto esquema milionário. Laranjas controlariam a principal empresa contratada pelo departamento.

A fraude principal seria o superfaturamento de até 200% da medição dos serviços contratados. Ela envolveria centenas de Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) de São Paulo – o Estado tem 344. O esquema era simples. As Ciretrans enviavam todo mês ao Detran um documento atestando que a empresa emplacara mais carros do que havia efetuado. O atual diretor do Detran, Carlos José Paschoal de Toledo, suspendeu os pagamentos nos últimos três meses e constatou que as empresas deviam receber só um terço do que pleiteavam. Passou a pagar só o que devia.

E se Arruda falasse? DEM nada decide sobre Arruda



“Arruda insinuou durante a conversa de duas horas com o alto comando do DEM que uma parte do dinheiro arrecadado ilegalmente por seu ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, irrigou seções do partido em outros Estados.

Foi aqui que o bicho pegou – e o alto comando do DEM se sentiu emparedado. E se Arruda abrisse o bico e contasse que o dinheiro do mensalão do DEM em Brasília ajudou o partido fora de Brasília? Isso às vésperas de eleições seria devastador para o partido.” (Blog de Noblat)

Leituras do Favre

domingo, 29 de novembro de 2009

O ônus do crescimento


O ônus do crescimento

+(p)olítica – Folha SP


Carta enviada por Obama a Lula e declaração de assessor da Presidência revelam luta do Brasil por maior influência geopolítica

KENNETH SERBIN ESPECIAL PARA A FOLHA

Enquanto comentava outro dia com minha mulher, brasileira, que o governo do Brasil se tornou o quarto maior credor do governo dos EUA, eu disse, brincando: “Lula vai comprar os EUA”.
Nossa filha de 9 anos, que viaja anualmente ao Brasil e lembra com frequência de uma charge de jornal que retratou o presidente Lula como “O Incrível Hulk”, perguntou, preocupada: “Lula pode comprar os EUA de verdade?”.
Nós a tranquilizamos, dizendo que era apenas brincadeira, mas também que o Brasil realmente subiu de patamar no mundo e que seu relacionamento com os EUA está mudando. De fato, a notícia de que o Rio de Janeiro irá sediar os Jogos Olímpicos de 2016 foi seguida, há três semanas, por uma reportagem especial de 14 páginas sobre o país na “Economist” -além de dois outros artigos sobre o Brasil na mesma edição.
A primeira página dizia “O Brasil decola”, juntamente com uma montagem do Cristo Redentor decolando como um foguete.

Parte do que foi muito comentado na reunião de 21 de novembro do conselho executivo da Brazilian Studies Association (Brasa – Associação de Estudos Brasileiros), que planeja seu décimo congresso internacional anual em Brasília, em julho de 2010, foi relativo à força do real.

Vários de nós que estávamos presentes recordamos a hiperinflação brasileira dos anos 1980 e do início da década de 1990 -período em que fizemos nossos estudos de pós-graduação no Brasil- e observamos que hoje as coisas já não estão tão baratas para os americanos que viajam para o sul.
Duas décadas atrás, poucos teriam imaginado uma reviravolta tão grande nos assuntos brasileiros. Esses e outros fatos ocorridos nesta última semana podem estar assinalando uma mudança no equilíbrio de poder entre os dois gigantes do hemisfério ocidental. Está claro que os EUA vão continuar na posição dominante por muito tempo ainda.

“Decepção”
Mas a estabilidade política e a força econômica do Brasil não apenas estão chamando a atenção como também lhe proporcionando a confiança necessária para falar em voz mais alta nos assuntos hemisféricos, além da alavancagem necessária para assumir posições independentes. Foi claramente esse o tom das declarações dadas na terça-feira por Marco Aurélio Garcia, o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, ao expressar sua “decepção” com as posições assumidas pelo governo do presidente Obama com respeito à crise política em Honduras, às negociações comerciais e às mudanças climáticas.

A conclusão implícita é que Obama estaria demorando a agir decisivamente sobre questões cruciais. E que, se essa linguagem continuar, ela pode se constituir em um desafio. No caso de Honduras, onde a eleição presidencial acontece hoje na esteira da crise que se seguiu ao afastamento do presidente Manuel Zelaya, em junho passado, o Brasil assumiu uma postura ousada -e arriscada- ao garantir proteção a Zelaya em sua embaixada enquanto este tentava manobrar para retornar ao poder.

Os EUA recuaram em relação a seu apoio inicial a Zelaya. Em um primeiro momento, a administração Obama não parecia ter uma política clara com relação ao assunto e seguiu a posição do Brasil e da Organização dos Estados Americanos.

Mas agora recuou para uma posição mais neutra, aparentemente incentivando os partidos hondurenhos a resolver a questão entre eles. O governo Lula esperava firmeza maior de Obama, mas este agora está imerso em problemas internacionais muito mais urgentes, especialmente a guerra no Afeganistão e as pretensões nucleares do Irã. Em um primeiro momento, Obama encantou Lula e a liderança brasileira ao referir-se ao presidente brasileiro como “my man” (o cara).
Mas agora a equipe de Lula está descobrindo que, por trás da imagem de Obama como homem do diálogo e do multilateralismo, se perfila a obrigatoriedade de tratar de problemas difíceis. Os interesses nacionais e a pressão da política doméstica, mais que o discurso da cooperação internacional, vão moldar suas ações. Agora a liderança política e o corpo diplomático do Brasil vão precisar de toda sua habilidade para levar adiante um engajamento pró-ativo não apenas com Obama, mas com o resto do governo e da sociedade americanos.
Isso servirá de ótimo treino, à medida que o Brasil continua a projetar-se como líder regional e mundial. Ao mesmo tempo, o Brasil terá que se concentrar fortemente em seu desenvolvimento econômico e social interno. São essas as bases do tipo de liderança internacional autêntica e sustentada -para melhor ou para pior- que os EUA vêm exercendo no hemisfério e no mundo nos últimos cem anos.
KENNETH SERBIN é professor no departamento de história da Universidade de San Diego (EUA) e presidente de honra da Brasa. Tradução de Clara Allain .

Sim, podemos curar o mundo, na verdade devemos curá-lo para nós e as nossas descendências




Heal The World

(Michael Jackson)
Cure o mundo
Heal The World

Cure o mundo
Michael Jackson


There's a place in your heart

Há um lugar em seu coração
And I know that it is love

e eu sei que isto é amor
And this place could be much

e esse lugar poderia ser mais
Brighter than tomorrow

muito mais brilhante que amanhã
And if you really try

e se você realmente tentar
You'll find there's no need to cry

´verá que não há motivos pra chorar
In this place you'll feel

nesse lugar você irá sentir
There's no hurt or sorrow

que não existe dor ou mágoa

There are ways to get there

há maneiras de chegar lá
If you care enough for the living

se você se importa o suficiente com os vivos
Make a little space

abra um pequeno espaço
Make a better place ...

faça um lugar melhor...

Heal the world

cure o mundo
Make it a better place

faça dele um lugar melhor
For you and for me

para você e para mim
And the entire human race

e toda a raça humana
There are people dying

tem pessoas morrendo
If you care enough for the living

se você se importa o suficiente com os vivos
Make it a better place

faça um lugar melhor
For you and for me

para você e para mim


If you want to know why

se você quer saber porque
There's love that cannot lie

existe amor que não mente
Love is strong

o amor é forte
It only cares of joyful giving

só se importa com as coisas alegres
If we try we shall see

se tentarmos, vamos ver
In this bliss we cannot feel

na graça, não podemos sentir
Fear od dread

medo ou pavor
We stop existing and start living

nós paramos de existir e começamos a viver

The it feels that always

parece que sempre
Love's enough for us growing

o amor é suficiente para nós crescermos
So make a better world

então faça um mundo melhor
Make a better place ...

faça um lugar melhor....


Heal the world

cure o mundo
Make it a better place

faça dele um lugar melhor
For you and for me

para você e para mim
And the entire human race

e toda raça humana
There are people dying

tem pessoas morrendo
If you care enough for the living

se você se importa com os vivos
Make a better place for you and for me

faça do mundo um lugar melhor para você e para mim


And the dream we were conceived in

e o sonho em que fomos concebidos
Will reveal a joyful face

vai revelar uma face alegre
And the world we once believed in

e o mundo em que uma vez acreditamos
Will shine again in grace

vai brilhar novamente com graça
Then why do we keep strangling life

então, porque continuamos estrangulando a vida
Wound this earth, crucify its soul

machucando a Terra, crucificando sua alma
Though it's plain to see

apesar de ser fácil de ver
This world is heavenly

esse mundo é divino
Be god's glow

seja o brilho de Deus


We could fly so high

nós podíamos voar tão alto
Let our spirits never die

nunca deixar nossos espíritios morrerem
In my heart I feel you are all my brothers

em meu coração, sinto que somos todos irmãos
Create a world with no fear

crie um mundo sem medo
Together we cry happy tears

juntos, choramos lágrimas de felicidade
See the nations turn their swords into plowshares

veja as nações transformarem suas espadas em semeadores


We could really get there

nós podemos chegar lá
If you cared enough for the living

se você se importasse o suficiente com os vivos
Make a little space

abra um espaço
To make a better place ...

pra fazer um lugar melhor...


Heal the world

cure o mundo
Make it a better place

faça dele um lugar melhor
For you and for me

para você e para mim
And the entire human race

e toda raça humana
There are people dying

existe pessoas morrendo
If you care neough for the living

se você se importa o suficiente como os vivos
Make a better place for you and for me

faça do mundo um lugar melhor...
...
There are pepole dying

há pessoas morrendo
If you care enough for the living

se você se importa o suficiente com os vivos
Make a better place for you and for me

faça do mundo um lugar melhor para você e para mim
...
You and for me ...

voce e para mim...

Por uma educação planetária


É preciso aprender a ser, viver, dividir e comunicar-se como humanos do planeta Terra. Deve-se inscrever em cada indivíduo:


√ a consciência antropológica, que reconhece a unidade na diversidade;

√ a consciência ecológica, isto é, a consciência de habitar, com todos os seres mortais, a mesma esfera viva (biosfera): reconhecer que a união consubstancial com a biosfera conduz ao abandono do sonho prometéico do domínio do universo para nutrir a aspiração de convivibilidade sobre a Terra;

√ a consciência cívica terrena, isto é, da responsabilidade e da solidariedade para com os filhos da terra;

√ a consciência espiritual da condição humana, que decorre do exercício complexo do pensamento e que permite, ao mesmo tempo, criticar mutuamente e autocriticar e compreender mutuamente.


[...] De toda maneira, a era de fecundidade dos Estados-Nações dotados de poder absoluto está encerrada, o que significa que é necessário não os desintegrar, mas respeitá-los, integrando-os em conjuntos e fazendo-os respeitar o conjunto do qual fazem parte.

[...]

O duplo imperativo antropológico impõe-se : salvar a unidade humana e salvar a diversidade humana. Desenvolver nossas identidades a um só tempo concêntricas e plurais: a de nossa etnia, a de nossa pátria, a de nossa comunidade de civilização, enfim, a de cidadãos terrestres.

Estamos comprometidos, na escala da humanidade planetária, na obra essencial da vida, que é resistir à morte. Civilizar e solidarizar a Terra, transformar a espécie humana em verdadeira humanidade torna-se o objetivo fundamental e global de toda educação que aspira não somente ao progresso, mas à sobrevida da humanidade. A consciência de nossa humanidade, nesta era planetária, deveria conduzir-nos à solidariedade e à comiseração recíproca, de indivíduo para indivíduo, de todos para todos. A educação do futuro deverá ensinar a ética da compreensão planetária.

(MORIN, 2002).

Fragmento de texto do módulo II do curso Disseminadores da Educação Fiscal 

CIDADANIA PLANETÁRIA


O poeta come amendoim

Brasil amado não porque seja minha pátria,

pátria é acaso de migrações e do pão nosso onde Deus der...

Brasil que eu amo porque é o ritmo do meu braço venturoso

O gosto dos meus descansos,

O balanço das minhas cantigas amores e danças.

Brasil que eu sou porque é a minha expressão muito engraçada,

Porque é o meu sentimento muito pachorrento,

Porque é o meu jeito de ganhar dinheiro, de comer e de dormir.

Mário de Andrade

Quando o artista se acostuma com as migalhas da Rede Globo fica imbecializado





 Cloca News - Idiotinha da Rede Globo elogia Canalhas da Folha

PAINEL DO LEITOR

Folha de S.Paulo, 28 de novembro de 2009
.
"Em tempos de unanimidades, bajulação, mentiras, censuras veladas e neoperonismos, o corajoso e sensível depoimento de César Benjamin só vem confirmar aquilo de que eu já desconfiava havia muito tempo: que o Brasil está sendo governado por um bando de cafajestes sem escrúpulos. E o que é pior: recebem indenizações pelas suas cafajestadas. Parabéns a César Benjamin e a esta Folha." MARCELO MADUREIRA, "Casseta & Planeta' (Rio de Janeiro, RJ)


A relação promiscua da mídia demo-tucana com Serra e demos




Numa conversa descontraída no aeroporto de Brasília, o irreverente Sérgio Amadeu, professor da Faculdade Cásper Libero e uma das maiores autoridades brasileiras em internet, deu uma idéia brilhante. Propôs o início imediato de uma campanha nacional pela privatização da Veja. Afinal, a poderosa Editora Abril, que publica a revista semanal preferida das elites colonizadas, sempre pregou a redução do papel do Estado, mas vive surrupiando os cofres públicos. “Se não fossem os subsídios e a publicidade oficial, as revistas da Abril iriam à falência”, prognosticou Serginho.


As “generosidades” do governo Lula
Pesquisas recentes confirmam a sua tese. Carlos Lopes, editor do jornal Hora do Povo, descobriu no Portal da Transparência que “nos últimos cinco anos, o Ministério da Educação repassou ao grupo Abril a quantia de R$ 719.630.139,55 para compra de livros didáticos. Foi o maior repasse de recursos públicos destinados a livros didáticos dentre todos os grupos editoriais do país… Nenhum outro recebeu, nesse período, tanto dinheiro do MEC. Desde 2004, o grupo da Veja ficou com mais de um quinto dos recursos (22,45%) do MEC para compra de livros didáticos”.


Indignado, Carlos Lopes criticou. “O MEC, infelizmente, está adotando uma política de fornecer dinheiro público para que o Civita sustente seu panfleto – a revista Veja”. Realmente, é um baita absurdo que o governo Lula ajude a “alimentar cobras”, financiando o Grupo Abril com compras milionárias de publicações questionáveis, isenção fiscal em papel e publicidade oficial. Não há o que justifique tamanha bondade com inimigos tão ferrenhos da democracia e da ética jornalística. Ou é muita ingenuidade, ou muito pragmatismo, ou muita tibieza. Ou as três “virtudes” juntas.


A relação promiscua com os tucanos
Já da parte de governos demos-tucanos, o apoio à famíglia Civita é perfeitamente compreensível. Afinal, a Editora Abril é hoje o principal quartel-general da oposição golpista no país e a revista Veja é o mais atuante e corrosivo partido da direita brasileira. Não é de se estranhar suas relações promiscuas com o presidenciável José Serra e outros expoentes do PSDB-DEM. Recentemente, o Ministério Público Estadual acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.


A compra de 220 mil assinaturas representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do “barão da mídia” Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao grupo direitista. José Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do “Guia do Estudante”, outra publicação da Abril. Como observa do deputado Ivan Valente, “cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008”.


O mensalão da mídia golpista
Segundo o blog NaMariaNews, que monitora a deterioração da educação em São Paulo, o rombo nos cofres públicos pode ser ainda maior. Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras, como Globo e Folha. Os dados são impressionantes e reforçam a sugestão de Sérgio Amadeu da deflagração imediata da campanha pela “privatização” da revista Veja. Chega de sugar os cofres públicos! Reproduzo abaixo algumas mamatas do Grupo Civita:


- DO de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual de ensino. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara “inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola.


- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.


- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.


- DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.


- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.


- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.


- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.


- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.


- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.


- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.


Para não parecer perseguição à asquerosa revista Veja, cito alguns dados do blog sobre a compra de outras publicações. O Diário Oficial de 12 de maio passado informa que o governo José Serra comprou 5.449 assinaturas do jornal Folha de S.Paulo, que desde a “ditabranda” viu desabar sua credibilidade e perdeu assinantes. Valor da generosidade tucana: R$ 2.704.883,60. Já o DO de 15 de maio publica a compra de 5.449 assinaturas do jornalão oligárquico O Estado de S.Paulo por R$ 2.691.806,00. E o de 21 de maio informa a aquisição de 5.449 assinaturas da revista Época, da Globo, por R$ 1.190.061,60. Depois estes veículos criticam o “mensalão” no parlamento.

Fonte: Miro

Comentários: vejam como funcionam o "cala boca" do Serra na mídia vendida.

Axioma demo-tucano: o que é ruim a gente esconde, o que é bom a gente fatura. .


Vi o Mundo faz a denúncia de suruba midiática entre governo de São Paulo e o Estadão  - post publicado no dia  20 de abril de 2009 às 22:59

Governo paulista faz 10 mil assinaturas sem licitação

Despachos da Diretoria de Projetos Especiais (da Secretaria Estadual de Educação)

Declarando inexigível, com fundamento no Art. 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações, a licitação, para o processo 15/0199/09/04, cujo objeto é a aquisição de 5.449 assinaturas do jornal “O Estado de São Paulo” destinadas a todas as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, a serem fornecidas pela empresa: S.A. “O Estado de S. Paulo”. Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art. 26 da referida Lei; com fundamento no Art. 25, inciso I, da Lei 8666/93 e suas atualizações, a licitação, para o processo 15/0200/09/04, cujo objeto é a aquisição de 5.449 assinaturas do jornal “Folha de São Paulo” destinadas a todas as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, a serem fornecidas pela empresa: Empresa Folha da Manhã S/A. Ato Ratificado pelo Presidente da FDE nos termos do Art. 26 da referida Lei.

Decisão tomada em 3 de abril de 2009 e publicada no Diário Oficial do dia 4, um sábado

Comentários: em São Paulo os jornais tornaram o governo demo-tucano Serra invisível, se não podem criticá-lo, faz de conta que não existe. De outro lado, se o Serra não tem que o apresentar ao povo, mesmo assim os jornais o colocam como um governo "competente".

Na verdade o governo demo-tucano criou um axioma em parceria com a midia vendida: o que é ruim a gente esconde,o que é bom a gente fatura.

Se a mídia demo-tucana não consegue vender mais o seu lixo nas bancas, o Serra dá uma mãozinha e empurra goela abaixo nas escolas e aos professores. São revistas, jornais e até apostilas para substituir os livros reconhecidos de qualidade do MEC.

O Estadão e Folha mais a Veja, incluindo Rede Globo querem o Estado Mínimo para o povo brasileiro sem escolas de qualidade, sem serviços de saúde e todas as políticas públicas socais, mas querem o Estado Forte para eles, para que posam perpetuar os seus modos de vida e de luxúria e dominação do povo brasileiro.

Como opera o demo-tucano com dinheiro público




Vídeo mostra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) , recebendo um pacote misterioso de dinheiro. Advogado dele diz que era para comprar panetones para carentes.

Nassif: como a Veja seleciona entrevistados



Entrevista de 15/06/2009




De Paola Lima

Olá Nassif,

A nota de empenho do GDF para a editora Abril foi cancelada dois dias depois que o assunto foi publicado no blog.

Confira: http://www.blogdapaola.com.br/?p=4842
Comentário

A autora do furo foi a Paola.

Comentário de colaboradores de Nassif que vem tem uma peleja muito grande contra a Veja

Hilano Carvalho disse:

O mais trágico disso tudo é a “aquisição de assinatura da Revista Veja na sala de aula” para fins de educação básica!!!! Meu Deus do céu!!!

Eles estão muito preocupados mesmo com o futuro do Brasil, propagando a velha ideologia nazi-fascista classe-mediana em prol dos interesses ianques desde a infância. Quanta submissão ideológica!!!
Que lixo! Se eu fosse governador, eu teria vergonha, mas, como estamos no Brasil, não é de se estranhar essa canalhice. O pior é que isso não é exclusividade da Editora Abril, pois toda a imprensa é comprometida com interesses escusos.

Márcio B. Martins diz:

 Sabe o que me assusta, Nassif e leitores, é que a grande defensora do estado mínimo está recorrendo “aos estados” para empurrar aquilo que as bancas não compram mais. Além de ser contraditório, tem algo de muito mais tenebroso: a tentativa de colocar Veja na Sala de aula este ano para, em 2010, iniciar uma ampla campanha de bombardeio midiático.

José Serra está inserindo seus cavalos de tróias (Folha, Veja e Estadão) com esse objetivo.
Urge (odeio essa palavra) que pais e professores comecem a se preocupar com isso.

Não é de se esperar que qualquer desses veículos de comunicação venha a ir contra os interesses dos anunciantes que os financiam, sejam estes governos ou empresas.

Comentários: devo denunciar que os defensores do Estado mínimo,  hipócritas como sempre,  como Folha de São Paulo, Veja, Estadão, Rede Globo queiram utilizar recursos públicos para jogar os seus lixos nas escolas.

O que é importante, observar leitores, os motivos do alinhamentos de políticos como os tucanos Serra e Arruda fazem aquisições bilionários de produtos dos grupos Abril, Folha, Estadão e Rede Globo. Isso se chama de suruba com o dinheiro público. Como o lixo desta mídia de esgoto está sendo recusado por leitores tradicionais, eles querem empurrar o lixo para dentro das escolas, como o Serra tem feito em São Paulo com aquisições bilionárias de produtos do grupo Abril. 

Arruda para Veja: no meu governo não tem mesada




Comentários: tido pela Veja como um governador exemplar e modelo de gestão, tanto é que era considerado candidato natural a vice-presidente na chapa do Serra, Arruda é do tipo político hipócrita. Aliás, a hpocrisia e mentira são marcas dos tucanos e seus parceiros demos. Quem não se lembra jurar de pés juntos que não deixaria a prefeitura de São Paulo para concorrer ao governo. Eles são mentirosos e hipócritas.

Arruda teria oferecido a Durval 60 milhões e mais 10 milhões por cada ano de governo subsequente,



Operação Pandora foi antecipada porque vazou

Arruda e os demais integrantes do esquema souberam da investigação. Temendo pela vida, Durval desistiu de prosseguir com grampos

Rudolfo Lago


A intenção da Polícia Federal e do Ministério Público não era estourar agora a Operação Caixa de Pandora. A investigação deveria prosseguir, com o rastreio do dinheiro da propina e com mais grampos feitos pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, que, após um acordo de delação premiada, concordara em gravar em áudio e vídeo conversas com o governador José Roberto Arruda e outros integrantes da, como classifica o inquérito, "organização criminosa". Ocorre, porém, que no início de novembro, a operação vazou. Arruda tentou, em vão, ter acesso ao processo. A documentação inclusa no inquérito mostra que a informação sobre a existência da investigação chegara também à imprensa: há uma solicitação do jornal O Estado de S.Paulo para ter acesso ao processo, para "formulação de matéria jornalística". Os passos do vazamento que precipitou o final da operação são detalhados no final do último volume de apensos do processo.

No dia 4 de novembro, Durval recebe uma mensagem de celular vinda do chefe da Casa Civil do governo do Distrito Federal, José Geraldo Maciel: "Seja bem cauteloso, mais do que você já tem sido". Os dois, então, combinam um encontro na quadra 309 Sul, ao lado da banca de revista. Maciel diz a Durval que ficou sabendo que o STJ havia determinado à Polícia Federal que investigasse, no âmbito do DF, cerca de 30 pessoas. Que poderiam fazer parte dessa investigação o presidente Tribunal de Justiça do DF, Nívio Geraldo Gonçalves, o procurado geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, o governador José Roberto Arruda e o vice-governador Paulo Otávio.

Quando Maciel passou essa informação a Arruda, a resposta do governador foi a seguinte: "Se a fonte for do STJ, então é confiável,e a investigação existe". Arruda deu, então, ordem a todos os secretários e para todas as pessoas "que manipulassem dinheiro" para que agissem com cautela. Geraldo Maciel comentou que não concordava com o fato de haver no governo tanta gente "captando recursos financeiros", e que acreditava que Arruda teria "perdido o controle" da sua rede de captadores.

No dia 12 de novembro, o cerco se aperta e Durval manda a seguinte mensagem para um celular da Polícia Federal, às 16h09: "Situação ficando insustentável". Completava dizendo que Maciel já comentara sobre o processo 650. Que já sabia que o relator era o ministro Fernando Gonçalves e que as quebras de sigilo foram determinadas pelo ministro Felix Fischer. E que Arruda pediu vistas do processo, por meio de seu advogado, Cláudio Fruet. Ao final da mensagem, Durval pergunta: "O que fazer?" Às 16h26, ele manda outra mensagem para o mesmo celular da PF: "Começo temer pelo desconhecido. Outra: disse tratar-se de delação, só não sabe de quem".

No dia 13, Durval vai à PF e presta um depoimento em que dá mais detalhes da conversa que tivera no dia anterior com Maciel. Na conversa, o chefe da Casa Civil informa a ele já saber que o processo tem como alvos ele próprio, Arruda, o conselheiro do Tribunal de Contas Domingos Lamoglia e Durval. Sabia também que a investigação se iniciara a partir de uma delação premiada. Maciel diz a Durval desconfiar que a delação teria sido feita por "algum empresário descontente". Arruda pedira vistas do processo através do advogado Cláudio Fruet, escolhido por ter "suposta influência no STJ". Maciel pergunta, então: "Você sabe mais alguma coisa a respeito disso?".

À PF, Durval diz acreditar que Maciel, àquela altura, já tiha "quase certeza" de que o delator era ele. E completa dizendo que se sente ameaçado, porque Arruda "é fascinado pelo poder, e é capaz de qualquer coisa para preservá-lo". E que o chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, "é capaz de executar qualquer ordem ou desejo do governador", já tendo um histórico de "contratação de capangas para provocar baderna e brigar na rua". Perguntado se "temia pela sua vida", Durval "respondeu que sim".

"Ou me mato ou mato você"

Antes de agir como colaborador da polícia, Durval já gravava Arruda. E Arruda sabia disso. Durval relata em seu depoimento que, entre os dias 20 e 25 de dezembro de 2008, Arruda disse a ele a seguinte frase: "Se você apresentar essas imagens da minha pessoa, você me avise com cinco dias de antecedência que é para eu sumir ou dar um tiro na minha cabeça ou te matar". Durval diz que a conversa se deu no seguinte contexto: Arruda teria lhe oferecido R$ 60 milhões e mais R$ 10 milhões por cada ano de governo subsequente, num total de R$ 100 milhões, para que não fizesse qualquer denúncia referente às atividades de arrecadação ilítica de recursos públicos. Ao final do depoimento, Durval diz que "já não se sente confortável" em prosseguir "com a colaboração nos moldes que vinha sendo feito".

Diante da situação, no dia 13 de novembro, o delegado Alfredo José de Souza Junqueira, da Inteligência da PF, envia uma correspondência ao ministro do STJ, Fernando Gonçalves. "Inicialmente, a Polícia Federal havia planejado trabalhar sigilosamente com (...) Durval Barbosa Rodrigues por um período maior que o que se encerra neste momento", explica o delegado. "Entretanto, os investigados tiveram acesso indevido a informações protegidas por segredo de Justiça e tomaram conhecimento da investigação", continua.

"Considerando que ainda não se identificou a origem do vazamento, pode-se concuir que o sigilo das informações contidas nos autos do inquérito e nos autos apartados não será preservado por muito tempo". Junqueira pede, então, a Fernando Gonçalves que autorize a execuçãod e mandatos de busca e apreensão nas casas e nos escritórios dos suspeitos. Fernando Gonçalves concede a autorização no dia 26 de novembro. As buscas acontecem, então, na manhã do dia 28 de novembro. E uma crise política sem precedentes instaura-se na política de Brasília.

José Roberto Arruda: utilizei o dinheiro para comprar panetones para os pobres.




Comentários: Os ratos também falam diz com propriedade o Onipresente  . O povo está percebendo há muito tempo o discurso hipócrita do demo-tucano e da mídia demo-tucana. A Veja colocada o governador como político modelo e como companheiro de chapado do demo-tucano Serra. Eles se merecem, enquanto isso a população mais pobre do Distrito Federal não tem escolas e serviços básicos de saúde e saneamento público. Pura vergonha demo-tucana.

Corrupção explícita do futuro companheiro de chapa do demo-tucano Serra.




Blog: Anais Políticos O Mensalão do Arruda

O cara de pau do José Roberto Arruda, aquele da fraude do painel eletrônico anos atrás, que culminou na renúncia do então presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, foi pego novamente com a boca na botija. Cômico é que o tal mensalão do PT nunca ficou provado mas Arruda disse textualmente para a Veja que o governo dele dava certo porque não tinha pagamento de mesada. A inteção dele era espetar o partido do Lula. Quer dizer, o PFL (que por algum motivo do além resolveu mudar o nome para DEM - acho que é por causa da proximidade com DEMO) que ateava fogo no circo tentando fazer um auê para pedir o impedimento do Presidente, agora vai falar o quê?

Veja bem, poucas semanas atrás o Arruda em pessoa falou que ele era bom porque não tinha mensalão em seu governo. E falou isso pra Veja, o folhetim do nazi-facismo brasileiro.

Queria ver as explicações do Heráclito Fortes, aquele senhor bonitão, magrinho e elegante (sem falar da boca sexy), com palavras comedidas e nunca ofensivas, a respeito do propinoduto de seu partido.

Queria também ver a cara do Arthur Virgílio, o sacrosanto homem público do PSDB que recebeu 730 mil reais do Senado para custear o tratamento de saúde de sua mãe (enquanto milhares de pobres são esculachados por receberem 80 reais pra comprar comida), sem falar da grana que o então diretor da Câmara Alta, Agaciel Maia, lhe "emprestou" enquanto Virgílio passeava em Paris.

Quero ver a cara do Serra, com sua base eleitoral ruindo igualzinho o Rouboanel. E do Rodrigo Maia, aquele menino falastrão que conseguiu ser presidente de sua sigla (o que demonstra aliás, total falta de quadros).

Aliás, veja a nota que Rodrigo Maia divulgou em nome do partido, sobre a bandalheira

“As graves denúncias feitas contra o governador José Roberto Arruda exigem esclarecimentos convincentes. O partido tem compromisso com a verdade e aguarda a manifestação oficial do governador para poder se pronunciar”.
“Rodrigo Maia – presidente nacional do Democratas”
“José Agripino – líder do Democratas no Senado”
“Ronaldo Caiado – líder do Democratas na Câmara”

Ué, foi breve e objetivo. Não teve circo nem nada. Não teve pedido de impeachment. Não teve gritaria por CPI. Eu mesmo já disse em certa ocasião para um amigo fã do PFL, "este partido vai provocar a própria extinção. São incomparavelmente bandidos.". Mas meu amigo achava que não. Ele acredita piamente no que dizem Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo.

Arruda no DF (pra quem não lembra, ele era do PSDB), Yeda Crusius (defendida pelo doutro Pedro Simon) no Rio Grande do Sul, o mensalão mineiro do Eduardo Azeredo (PSDB). Estranho, mas pelo que eu sempre leio na imprensa, só o PT é corrupto. Os outros são todos probos.

Convém dizer que o Jornal Nacional, fazendo jus a sua isenção de sempre, só levou ao ar este vídeo depois de ele ter circulado pela internet a passos largos. Quando não dá mais, a coisa mais certa a fazer é atirar os homens ao mar. Esse expediente é muito comum por parte da rede dos Marinho. Junto com a Folha, tentaram o que puderam deixar isso de lado pra fabricar o tal caso do "estupro" praticado por Lula. Não deu certo, como se vê.

Clique aqui para ler sobre o tal estupro.
Clique aqui para saber como o Serra poderia ter sido avisado de antemão deste incidente.
Clique aqui para saber que a imprensa mensaleira distorce tudo pra tentar arrancar uma lasca.
Clique aqui para ver que tudo o que é feito pelo PSDB, desaba.

Comentários: como a palavra Mensalão é de exclusividade do PT, a Rede Globo prefere utilizar mesada para os demo-tucanos. 
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Tributo à criação - Monica Bellucci Very Very Sexy


Zé de Abreu: Lula e o resgate de um sonho



Zé de Abreu: Lula e o resgate de um sonho

Sempre tive muito claro que mais do que as perseguições, prisões, tortura, censura e afins, a ditadura matou o sonho revolucionário de minha geração. O sonho do “dia que vem vindo em que o mundo vai virar”, quando veríamos a “volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar” acordou numa triste realidade: o povo não estava nem aí com a ditadura. Estávamos enganados, uma vanguarda distante da realidade movida a sonho e esperança. A ditadura matou tudo. Quando ela acabou os tempos eram outros.
 


Por Zé de Abreu*, no blog do Zé Dirceu


O povo continuava o mesmo povo, pobre e sofrido, mas não era mais motivo de preocupação. Povo ficou fora de moda, só usado nos momentos eleitorais. E veio Sarney substituindo a ditadura, Lula perdendo para Collor, Itamar abrindo caminho para FHC... Aquele que tinha sido literatura de axila nos meus tempos de Faculdade era Presidente da República, a esperança renascera. Mas já não era o mesmo sonho, o dele. O meu ainda era, embora eu não soubesse. Achava que morrera. 



Até que de tanto insistir Lula ganhou.

Eu estava em Pelotas gravando A Casa das Sete Mulheres e meus amigos do PT de lá me convidaram para uma festa na Avenida Borges de Medeiros. Fomos, eu e alguns outros atores. Lembro-me que, apertado no carro cheio, pensei: será que vai dar certo? E me veio uma idéia maluca: se fosse para acabar com a miséria no Brasil, eu concordava em aumentar meu imposto de renda! Se Lula se preocupasse com os “menos favorecidos” seria o resgate do meu sonho. 



Hoje, passados sete anos, acredito que isso aconteceu. Com os índices de “saídos da linha da miséria” que são milhões de patrícios agora participando ativamente e comendo seus pedaços do bolo da economia que, se na ditadura e nos governos anteriores também crescia, nunca era dividido. E com muita satisfação dos da “classe superior” que vende cada vez mais para esses novos consumidores, verdadeiros novos cidadãos brasileiros. 



E as Universidades Federais que Lula criou? E as Escolas Técnicas Federais que, de um processo de extinção, foram multiplicadas? E as mil e vinte duas creches sendo construídas? 



Isso é resgate do meu sonho.



Fiquei um mês fora do Brasil, nos Estados Unidos, Canadá e República Dominicana, pude notar uma coisa: hoje nosso herói internacional, o brasileiro mais conhecido lá fora não é mais o jogador de futebol, como Pelé, Ronaldo... É Lula, é o Mr. President! Quer orgulho maior para um ex-comunista? Ver como o “operário no poder” deu certo? E o comportamento de nosso Itamarati na crise de Honduras? 



Recentemente, tivemos o Presidente de Israel, pela primeira vez em 43 anos, visitando o Brasil. Shimon Peres, premio Nobel da Paz, veio conversar conosco por que o Brasil hoje tem um papel considerável a desempenhar na eterna crise do Oriente Médio. Com sua indiscutível liderança internacional, com sua imensa capacidade de negociação e autoridade política conseguida na prática da Presidência, Lula pode mediar qualquer litígio entre nações. 



Com a continuidade do Governo Lula garantida pela futura eleição da Ministra Dilma me vem uma sensação de que não foi à toa minha militância juvenil. Me abriu a cabeça para entender o momento histórico que vivemos, a Revolução sendo desenvolvida no dia a dia, no voto, na Paz e, porque não dizer, no Amor. Afinal de contas alguém já viu um Presidente da República mais apaixonado pelo seu povo?

*Zé de Abreu é ator.

Fonte: Vermelho

Nassif: Folha de S.Paulo, um jornal sem rumo



Nassif: Folha de S.Paulo, um jornal sem rumo

A decisão de Otávio Frias Filho de publicar a carta de César Benjamin com acusações graves, sem conferir, seguiram-se duas outras que mostram a total falta de rumo daquele que foi o mais influente jornal brasileiro dos anos 80 e 90

Por Luís Nassif, em seu blog
No Painel do Leitor, permite um amontoado de cartas que tomam como verdadeiras as afirmações de César Benjamin.

Na página interna, o levantamento – que deveria ter sido feito antes – mostrando que as informações são inverídicas.

Se são inverídicas, qual a razão de se permitir a publicação de cartas de leitores ludribriados pela decisão do jornal de dar espaço a uma versão falsa?

A sucessão na Folha se deu no pior momento da sua história. Nos anos 80, o principal jornal, o Estadão, se perdeu por excesso de sucessores. No caso da Folha, está se perdendo por falta de sucessão.

Tem-se um diretor de redação que gosta das prerrogativas do cargo, mas não gosta de jornalismo, não lê jornais (nem mesmo o seu), não tem discernimento para tratar nem com notícias, nem com pessoas, muito menos com questões de maior gravidade, como essa de publicar o artigo de Benjamin.

A perna comercial da família manteve o ritmo. Só que elemento fundamental da sobrevivência era a credibilidade do jornal, ajudando a pavimentar as relações comerciais e políticas do grupo.

Por isso, a sucessão de desastres editorais dos últimos tempos -ir a reboque da Veja (tendo um perfil de público diferente), ficha de Dilma, envolvimento do jornal com Dantas, exposição imprudente com Serra e, agora, esse episódio-limite – têm implicações graves sobre a credibilidade do jornal, E, aí, passa a afetar diretamente as estratégias comerciais da empresa.

É uma situação que vai ser resolvida inevitavelmente no âmbito familiar. Aliás, deveria ter sido resolvida logo que seu Frias saiu de cena. Quanto mais tempo demorar, mais sua herança será dilapidada.

Fonte: portal Vermelho. 

Lula estruprou, sim, a política demo-tucana de FHC e Serra.



Devanir: "Lula estuprou, sim, a política do PSDB e do Fernando Henrique"

Atualizado em 28 de novembro de 2009 às 22:14 | Publicado em 28 de novembro de 2009 às 20:46

por Conceição Lemes

Devanir Ribeiro é deputado federal pelo PT-SP, ex-metalúrgico e ex-dirigente sindical. Em 1980, quando houve a intervenção no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema, era o 1º secretário. Ele e Djalma Bom foram os únicos que ficaram presos com Lula durante os 31 dias.

Viomundo – O Lula estuprou alguém na cela do DOPS?

Devanir Ribeiro – Estuprou, sim, mas muitos anos depois...

Viomundo – O quê?!

Devanir Ribeiro – Estuprou, sim, mas a política do PSDB e do Fernando Henrique...

Viomundo – Como você soube do artigo do César Benjamin?

Devanir Ribeiro – Eu estava no escritório aqui em São Paulo. Lendo a Folha, vi a matéria. Eu li, reli. Naquela hora, um jornalista me ligou, querendo repercutir o artigo...

Viomundo – E, aí?

Devanir Ribeiro – Eu estava tão chocado, enojado, que perguntei: “Cara, o que está acontecendo? Alguma coisa está errada. Saiu mesmo essa matéria?" Claro que tinha sido publicada. O que eu não imaginava era que pudessem descer a um nível tão baixo. Você pode não gostar de uma pessoa. Mas daí fazer o que Benjamin e a Folha fizeram, é repugnante.

sábado, 28 de novembro de 2009

Zé Maria: revistas e jornais críticos ao governo Lula tentaram me induzir a confirmar a história do César Benjamim



"Estive preso com Lula; não aconteceu nada", afirma Zé Maria

Marcela Rocha

José Maria é militante do PSTU e esteve preso com o presidente Lula, à época líder sindical no ABC paulista. A Terra Magazine, conta que, ao longo dos 30 dias que passou trancafiado em uma cela com "vários outros militantes", não viu "absolutamente nada" do que foi narrado por Cesar Benjamin em artigo na Folha de S. Paulo.

- A cela era pequena, cabiam tantos porque nos colocavam em beliches. Não acredito que Benjamin inventaria uma história como essa, mas eu estive lá, e não vi absolutamente nada. Inclusive, não tinha ninguém do MEP conosco na cela.

Na sexta-feira, 27, Benjamin acusou Lula de ter revelado, em 1994, uma tentativa de estupro dele, Lula, contra um "menino do MEP". Tentativa que teria acontecido em 1980, quando o então líder sindical Lula esteve preso por 30 dias, e na mesma prisão, com o jovem da organização de esquerda que já não existe, o MEP.

Lula esteve preso entre 19 de abril e 20 de maio de 1980. Presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde lutava por liberdade e melhores condições trabalhistas para os operários, ainda sob a ditadura militar.

Para Zé Maria, o mais provável é que Benjamin tenha entendido a história equivocadamente. Ressalta que, embora seja "muito crítico" ao governo Lula, por julgar que "segue a mesma linha de partidos como DEM, PSDB... nunca confirmaria uma história como essas, nem faria esse tipo de acusação; seria leviano".

O militante ainda garante que, se algo do gênero tivesse acontecido enquanto estava preso com Lula, "seria inevitável que absolutamente todos vissem; era um local muito pequeno e com muitas pessoas". Zé Maria nega que tenha havido má fé de Benjamin, contudo enfatiza sua estranheza em relação ao artigo publicado na Folha:

- Achei muito estranho, estive preso junto por conta das greves que fazíamos no ABC e não houve nada, a não ser que Lula tenha sido preso em outras ocasiões, o que não aconteceu.

Conta também que revistas e jornais mais críticos ao governo ligaram para ele na tentativa de induzi-lo a confirmar a história contada por Benjamin: "É óbvio que neguei, eu estaria sendo leviano se confirmasse".

Segundo o militante, "é possível que a oposição se aproveite do episódio com fins eleitoreiros". "Collor já fez isso, lembra? Não duvido que usem, mas, como é uma história inverídica, não renderá frutos bons", acrescenta, para depois lembrar, que faz oposição a Lula, "pela esquerda", e que nunca usaria um episódio como esse.

"Não assisti ao filme 'Lula, o filho do Brasil', mas confesso que tenho um pouco de receio de assistir e concordar com o que muitos dizem sobre a mistificação criada em torno de Lula", avalia Zé Maria.

Questionado se pretende concorrer às eleições presidenciais por seu partido, Zé Maria diz aguardar uma candidatura da frente de esquerda. Para ele, isso significaria uma união com o PSOL, em crescente aproximação com Marina Silva (PV-AC). Contudo, "se PSOL continuar com Marina, a candidatura será só do PSTU, e o candidato serei eu".

Comentários: Folha de São Paulo e revista Veja fazem continuamente conspirações para derrubar o governo Lula. Até quando poderemos suportar estes instrumentos golpistas. Quantos invenções e histórias vão criar até o final do governo Lula? Vale tudo para eleger o Serra? O que o Serra foi fazer ao visitar o chefão mafioso da Veja? Por que Serra faz aquisição bilionária de produtos e serviços do grupo Abril e da Folha de São Paulo? Pura vergonha, compra-se apoio destes conspiradores com dinheiro dos paulistas que estão passando dificuldades, desemprego aumentando, falta de segurança e os piores salários para professores e policiais do Brasil. 

Franklin Martins, afirmou que o artigo é "um lixo, um nojo, de quem escreveu e de quem publicou";


Do portal Vermelho
Lungaretti: Reações em cadeia à nova infâmia da Folha contra Lula

Como jornalista, aprendi que nada é impossível. Então, depois de ler, estarrecido, o texto no qual o cientista político Cesar Benjamin acusava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lhe haver relatado uma tentativa de estupro que teria cometido em 1980, resolvi esperar a evolução do caso antes de condenar inapelavelmente quem um dia já foi herói deste sofrido país.

Por Celso Lungaretti, em Náufrago da Utopia
Mas, a minha avaliação inicial foi das mais negativas. Dai haver afirmado claramente, em artigo escrito de batepronto, que o relato de Benjamin, da forma como foi apresentado, lhe valeria uma condenação como caluniador em qualquer tribunal.

Algo assim só seria aceitável com a corroboração da suposta vítima ou, pelo menos, das outras pessoas que ele afirmou estarem presente na conversa.

A edição de hoje (sábado, 28) da Folha de S. Paulo nada trouxe que verdadeiramente respaldasse a versão de Benjamin -- o qual não se manifestou, sequer.

E as reações vieram em cascata:

O publicitário Paulo de Tarso da Cunha Santos, citado por Benjamin, afirmou que "o almoço a que se refere o artigo de fato ocorreu", que "o publicitário americano mencionado se chamava Erick Ekwall", e que não houve "qualquer menção sobre os temas tratados no artigo";
O cineasta Sílvio Tendler, com melhor memória (a conversa aconteceu há 15 anos), diz ser o outro publicitário cujo nome Benjamin esqueceu e sugere que outorguem ao cientista político o "troféu de loira [burra] do ano" por não haver entendido "uma brincadeira, como outras 300" que o Lula fazia todos os dias;

Ex-companheiros de cela de Lula no Dops, José Maria de Almeida (PSTU), José Cicote (PT) e Rubens Teodoro negaram a tentativa de estupro, tendo Almeida acrescentado que não havia ninguém do Movimento pela Emancipação do Proletariado na cela e Cicote se lembrado vagamente de que um sindicalista de São José dos Campos seria apelidado de "MEP";

Armando Panichi Filho, um dois dois delegados do Dops escalados para vigiar Lula na prisão, disse nunca ter ouvido falar disso e não acreditar que tenha acontecido, mesmo porque, segundo ele, nem sequer havia "possibilidade de acontecer”;

O então diretor do Dops Romeu Tuma também desmentiu "qualquer agressão entre os presos";
o Frei Chico, um dos irmãos do presidente Lula, lembrou que a cela do Dops era coletiva e que nunca Lula ficou sozinho, pois estava preso com os outros diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (Rubão, Zé Cicote, Manoel Anísio e Djalma Bom);

Lula, de acordo com o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto de Carvalho, teria ficado triste e abatido, afirmando que isso era "uma loucura";

O próprio Gilberto de Carvalho qualificou a acusação de "coisa de psicopata" e recriminou a Folha por tê-la publicado;

O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, afirmou que o artigo é "um lixo, um nojo, de quem escreveu e de quem publicou";
O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, atribuiu "essa coisa nojenta" aos ressentimentos e mágoas de Benjamin, que algum tempo depois deixaria o PT, mas não por causa desse episódio;

O Frei Beto qualificou o artigo de "execrável" e disse que Lula, "ainda que não fosse presidente", mereceria respeito.

Ou seja, a tentativa de estupro não é confirmada por ninguém. Talvez tenha estado preso mesmo um sindicalista alcunhado de MEP. E Lula parece haver feito uma piada de mau gosto, como tantas outras que marcam sua trajetória de falastrão contumaz.

O certo é que não havia sustentação para a Folha publicar, p. ex., uma reportagem a este respeito. Não se acusa um presidente de tentativa de estupro com tão pouco.

Concedeu, entretanto, uma página inteira para Benjamin colocar essa bobagem em circulação, municiando a propaganda direitista.

Jornalisticamente, sua atuação é indefensável, desprezível, manipuladora.

Desceu aos esgotos, repetindo o episódio em que usou outro bobo útil de esquerda para tentar envolver a ministra Dilma Rousseff com um plano para sequestrar Delfim Netto que nunca saiu do papel.

Cesar Benjamin deveria ter aprendido a lição.

Agora, ou vem a público provar sua acusação, ou estará definitivamente morto para a política.

Quanto à Folha, já morreu para o jornalismo faz tempo.

MSM fará ato contra a Folha no dia 05 de dezembro.




MSM fará ato contra a Folha


Conversei com o diretor jurídico do Movimento dos Sem Mídia e concluímos que cabe, sim, à ONG assumir a responsabilidade pelo ato público convocado para o dia 5 de dezembro próximo diante do jornal Folha de São Paulo. Se algum estupro aconteceu nesse episódio da publicação de ataque à honra do presidente da República na edição de 27 de novembro de 2009 do jornal Folha de São Paulo, esse estupro foi do jornalismo.

O Movimento dos Sem Mídia foi criado para protestar contra mau jornalismo, e é mau jornalismo o que fez o jornal paulista no episódio da publicação de artigo injurioso do ativista político Cesar Benjamin, que afirmou que o presidente Lula teria lhe confessado que tentou estuprar um jovem durante a ditadura militar.

Eis os erros da Folha:


1. Não ouviu o lado acusado

2. Não ouviu gente ligada ao acusado e ao acusador.

3. Transformou uma acusação grave ao primeiro mandatário da nação em um julgamento sumário ao dar voz a um só lado.

4. Publicou a matéria acusatória de forma sorrateira – uma acusação daquelas perdida no meio de um texto enorme.

5. Deu curso ao julgamento sumário de uma acusação sem qualquer prova ao publicar cartas de leitores decretando a culpa do presidente da República, mesmo tendo permitido a defesa de outros leitores (mas só no dia posterior ao da acusação), como se ele estivesse em um julgamento, só que de um “crime” que, até prova em contrário, jamais existiu.

6. Diferiu de atitude em relação a Lula e a FHC em quase duas décadas, mostrando parcialidade.


O resultado dessa vergonha pseudo jornalística é um trauma moral – e que poderia (?) se tornar um grave prejuízo político – irreversível para o presidente da República, representante de toda essa maioria esmagadora de cidadãos brasileiros que votou nele e que, notoriamente, continua apoiando-o.

Em suma, se não preservou o direito daquele que foi acusado sem qualquer prova, o jornal fez exatamente aquilo que combate a ONG Movimento dos Sem Mídia.

Dessa maneira, reafirmo aqui, em nome do MSM, que, no próximo dia 5 de dezembro, às dez horas da manhã, acontecerá um ato público que poderá ser de meia dúzia de pessoas ou de várias centenas, como aconteceu em 7 de março deste ano por conta da tese do mesmo jornal de que a ditadura militar brasileira teria sido uma “ditabranda”.

Ao signatário deste blog isso não importa (a quantidade de manifestantes). Desta vez, limitar-me-ei a fazer aqui, durante a próxima semana, os comentários que achar necessários para que o ato aconteça.

O importante é que esse ato aconteça, que essa gente saiba que há cidadãos que não se deixam intimidar, que as reações a qualquer ameaça ao Estado de Direito ocorrerão por menos que sejam os que ousarem reagir, pois enquanto houver quem reaja eles saberão que poderão fracassar.

O que está em jogo, neste momento, são as verdades de cada um de nós, tudo aquilo em que acreditamos – ou tudo aquilo que dizemos que acreditamos. As omissões não pesarão aos poucos que se manifestarem, mas aos omissos, e omisso é quem acredita em alguma coisa e busca desculpas para não ter o trabalho de defender o próprio ideário.

Reitero, pois, que este que escreve cumprirá sua promessa de ir dizer, diante desse jornal irresponsável e ladino, tudo o que deve ser dito em alto e bom som. E o que me facultará fazê-lo, mais uma vez, será o megafone do Movimento dos Sem Mídia, aparato que eu os que comungam com meus ideais já usamos tantas vezes.


Blogueiros-esgoto apostam na difamação de Lula



Enquanto tem gente achando que o assunto deste post está enterrado e que está tudo esclarecido, Noblat e o Esgoto continuam apostando suas fichas na história. Isto aínda vai render muito. Espero que antes do ato do MSM no próximo sábado, para que quem está hesitante tome coragem e vá à rua defender seus ideais.

Rovai: o desespero da Folha é pior do que a mente de Benjamim



Cesar Benjamim é uma mente doentia. Alguém que inventa histórias e constrói tramas para desqualificar aqueles com os quais por muitas vezes teve longo relacionamento.
Para quem não se lembra, esse é o sujeito que “denunciou” Emir Sader quando a editora dele não foi escolhida para fazer um trabalho que o sociólogo coordenava.
Era amigo de Sader por muito tempo, mas como seus interesses comerciais não foram atingidos, decidiu acusá-lo publicamente de corrupto.
Este Cesar Benjamim também é o mesmo que trabalhou no programa de governo de Garotinho quando imaginava que aquele poderia ser o candidato do PMDB à presidência da República.
Era um dos “cérebros” do ex-governador na construção de um programa nacionalista.
Mas como a candidatura do ex-governador não emplacou pelo PMDB, este mesmo Cesar Benjamim se filiou ao PSol e saiu candidato à vice-presidência da República na chapa de Heloísa Helena.
Provavelmente porque passou a achar que Garotinho não era mais o caminho a verdade e a vida. Mas sim HH.
Não foi só do PT, partido ao qual foi filiado, que saiu atirando. Também tretou com Garotinho e com o PSol. Benjamim não é só craque em produzir inimigos. É especialista em delação pública sem provas.
Se alguém com um currículo desses procurasse seu jornal para denunciar o presidente da República de ter tentado enrabar (vamos usar o português claro) um jovem nos dias em que era preso político, o que você faria? Publicaria o artigo?
E se essa mente doentia ainda citasse nominalmente uma única pessoa como testemunha, o que você faria? Não ouviria a testemunha e publicaria o artigo?
Cesar Benjamim é uma pessoa sem caráter, um psicopata da política. Pessoas assim existem. E vivem buscando jornais para acusar seus adversários. Jornais, em geral, as ignoram.
Por isso, neste episódio, o que mais me assusta é ver a Folha valer-se de uma mente insana para tentar atingir a reputação de alguém a quem se contrapõe politicamente.
Se a direção deste jornal considera isso válido para atingir seus objetivos, por que não sustentaria um golpe para derrotar esses mesmos adversários políticos?
A iminente derrota da oposição em 2010 e a falta de perspectiva política desse grupo nos próximos anos estão levando a uma radicalização midiática que não é só nojenta. É preocupante.
É bom os partidos da base do governo ficarem atentos a isso.

Dados sobre a prisão de Lula



Do blog do Nassif
Dados sobre a prisão de Lula

Por Henrique Marques Porto disse:

Existe um homem que pode esclarecer alguma coisa a respeito dessa denúncia bizarra. É o delegado de polícia Armando Panichi Filho, um dos dois que receberam a tarefa de “vigiar” Lula durante o período em que esteve preso.

Há um vídeo em 
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM849574-7823-O+POLICIAL+QUE+VIGIOU+LULA+NA+PRISAO,00.html

Em 2002, logo depois da vitória de Lula, o Fantástico entrevistou o delegado.


Comentário

O depoimento do delegado é sobre o desejo de Lula de assistir jogo de Corinthians. E a concessão feita por Romeu Tuma, de permitir a Lula sair clandestinamente da prisão para visitar a mãe que estava morrendo. O delegado narra a conversa de Lula com a mãe, a emoção do encontro com a mãe.

Por Bernardo Cotrim

Nassif,

Nesses meus 13 anos de militância no PT (1/3 da minha vida), convivi com inúmeros ex-militantes do MEP, até hoje muito atuantes na política. Nunca, em momento algum, ouvi tal história. Me parece pouco razoável que, sendo a história verídica, ela não circulasse como fofoca de bastidor entre a base ou, pelo menos, a direção do MEP.

Ao jogar a denúncia no ar, 15 anos após supostamente ter ouvido a história, Cesar Benjamin engrossa o coro dos levianos, ressentidos e hipócritas. Cumpre o papel de alimentar a direita com mais um ataque pessoal, que em breve vai circular em amplas correntes de e-mail, junto com a ficha da Dilma na polícia e outras babaquices.

Por Claudio

LN,

Fui condenado a 3 anos de prisão como dirigente do MEP, em 1977. Jamais ouvi qualquer comentários similar a este do César Benjamim. Cheguei ao texto do CB pelo seu site. Fiquei enojado.

Sinceramente? Cheguei a sentir vergonha de ter sido militante de esquerda, ter a mesma faixa etária e a mesma origem social e cultural do CB.

Por Paulo

LN

Estive preso por um dia no DOPS em 1980, no mesmo período em que Lula estava detido. Da minha cela dava pra ver a cela onde estava Lula, juntamente com outros presos. Tinha bastante gente naquela cela. Sinceramente, não sei como os fatos relatados pelo Cesar seria possível nestas circunstancias.

Por carlos graça aranha

LN, conheço cadeias por minha atividade profissional e elas não diferem muito, sejam as do passado, as atuais. Cadeias são submundos, verdadeiras masmorras medievais em nosso país.

Fácil deduzir que a cadeia em questão, à época, estaria repleta de presos. Talvez não tão “inchada” como as de hoje, mas certamente cheia. Não há xadrez para dois pés de chinelo, como deviam ser considerados no passado.

Partindo dessa premissa e, sendo o Lula quem já era ao tempo do fato, um suposto episódio desses seria testemunhado por algumas pessoas. Há muito teria se tornado um escândalo, principalmente quando da disputa de 2002, quando Lula já mostrava-se franco favorito. Inimigo político algum teria perdido a oportunidade. Em 2002 mesmo seria um tal de “eu vi”, “eu estava lá”, ainda que não estivessem.

Por Ex-trotskysta

Nassif,

Quando o Lula foi preso eu pertencia ao Comitê Central da Convergência Socialista (hoje PSTU). Entre os presos estava o ativista José Maria de Almeida, também do CC da CS e hoje dirigente do PSTU, que dividiu cela com o Lula. Na época nós tachávamos o Lula de pelego. Sendo assim o Zé Maria não teria nenhum problema em denunciar, ao menos para o Comitê Central, uma atitude como a relatada pelo César Benjamin, muito pelo contrário. Certamente se isto tivesse acontecido nós teríamos sido informados. E jamais o fomos. Esta história é tão absurda que qualquer esclarecimento do Lula só a tornaria ainda mais absurda.

Por Luiz Gonzaga da SILVA

Esta informação me parece inverossímel, não bate. O Lula na época era o preso político mais vigiado do Brasil, a prisão dele era manchete, não só no Brasil como no mundo. Ele era o grande protagonista naquele momento Seria praticamente impossível devido a esta vigilância, que qualquer ato desabonador não viesse a público. Para os militares seria uma chance única de desmoraliza-lo e assim arrefecer a mais importante reação ao regime militar.

Por Neo-tupi

Lula foi preso em 19 de Abril de 1980 e saiu 1 mês depois em 20 de maio de 1980.

Foram presos junto vários sindicalistas e outras personalidades: Devanir Ribeiro e Djalma Bom (diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo), José Cic

Só um débil mental não viu que era piada do Lula, mas a Folha, canalha, publicou



Tendler: "Só um débil mental não viu que era piada do Lula"

César Benjamin, 55 anos, é ex-preso político e um dos fundadores do PT. Na sexta-feira, 27, Benjamin escreveu um artigo na Folha de S. Paulo e acusou o hoje presidente Lula de ter revelado, em 1994, uma tentativa de estupro dele, Lula, contra um "menino do MEP". Tentativa que teria acontecido em 1980, quando o então líder sindical Lula esteve preso por 30 dias, e na mesma prisão, com o jovem da organização de esquerda que já não existe, o MEP. César Benjamin cita, em seu texto, uma testemunha, "um publicitário brasileiro que trabalhava conosco cujo nome também esqueci".

O "publicitário" é o cineasta Silvio Tendler, que em 1994 trabalhou na campanha de Lula à presidência da República. De início, afirma Tendler:



- Ele diz não se lembrar de quem era o "publicitário", mas sabe muito bem que sou eu. Eu estava lá e vou contar essa história...

Sobre os fatos e a acusação, gravíssima, o cineasta, o documentarista Silvio Tendler conta o que viu e o que recorda daquele almoço em meio à campanha presidencial de 1994:

- Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara...só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira...

Silvio Tendler já fez cerca de 40 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens. Além de vários prêmios é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: "O Mundo Mágico dos Trapalhões" (1 milhão e 800 mil espectadores), "Jango" (1 milhão de espectadores) e "Anos JK" (800 mil espectadores).

Na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, neste 2009, Silvio Tendler lançou o documentário "Utopia e Barbárie", no qual trabalhou durante 19 anos. Dentre os personagens ouvidos pelo documentarista mundo afora, o general vietnamita Vo Nguyen Giap, que derrotou os exércitos francês e americano. "Giap, o maior general do século XX", segundo o cineasta.



O ex-preso político César Benjamin (foto Agência Brasil)


Na conversa que se segue, o documentarista Silvio Tendler recorda a história da história de Lula e o "menino do MEP".

Terra Magazine - Silvio Tendler, é você o publicitário citado por César Benjamin no artigo na Folha de S.Paulo?
Silvio Tendler - Eu mesmo, em pessoa.

Você estava lá? Você, o Lula, o César Benjamin, o publicitário Paulo de Tarso e o tal marqueteiro dos Estados Unidos?
Na verdade eu não me lembro é do César Benjamin lá no almoço (...) e, sim, o publicitário que ele diz não lembrar era eu. E ele, se estava lá, sabe e se lembra que era eu; não tinha mais três publicitários na campanha, portanto ele sabe que era eu quem estava lá...mas eu não sei se ele estava, não me lembro, de verdade, se ele tava na sala. Ele agora diz não se lembrar do "publicitário" porque sabe que eu não iria corroborar essa maluquice, até porque eu vi, testemunhei, a quantidade de erros, de bobagens que ele cometeu durante a campanha...

Ele, César Benjamin?
Ele, Benjamin...por exemplo: já tava tudo perdido, um dos poucos apoios que o Lula ainda tinha depois daqueles erros de ataques da campanha ao Plano Real, era o da Igreja. E de repente o César resolveu botar como pauta do dia o quê?

O quê?
O aborto! Só isso. Esse cara montava e desmontava os programas como se fosse um expert em comunicação... e não era. Me lembro de outra história dele. Tinham inventado uma legislação casuística, criada para segurar o Lula, que tinha feito aquelas caravanas pelo Brasil. Não podia ter imagem externa em movimento... então fizemos um video-clip, eu e minha ex-mulher, a jornalista Tânia Fusco. Ela fez o texto, e eu, com as fotos dele na caravana e outras imagens, fiz, fizemos um clip, uma biografia do Lula a partir de fotos...

E aí?
Aí fui dar aula no Rio de Janeiro por dois dias, o comando da campanha era em São Paulo, e quando voltei o clip estava desfigurado pelo gênio da comunicação. Onde havia poesia o César colocou chavões do tipo "arrocho salarial"...

Por quê?
Porque se acha um gênio, melhor do que todo mundo... peguei meu boné e fui embora pro Rio...

E o César?
Ele continuou com suas trapalhadas. E quinze anos depois ele segue em campanha, agora contra o Lula diretamente. Ele atrapalhou o Lula em 94 e segue tentando atrapalhar o Lula.

Ok, esses detalhes à parte, você estava à mesa do almoço no dia da tal conversa do Lula?
Eu estava lá, sentado à mesa. Eu sou o publicitário "anônimo" que estava lá. O Lula, um cara que foi brincalhão durante toda a campanha, mesmo quando já tava tudo perdido. Eu até pensava "esse cara passa a noite pensando em como sacanear os outros", porque todo dia tinha uma piada, um brincadeira, uma vítima de gozação... nesse dia o Lula queria chocar o tal marqueteiro americano...

O James Carville era...
O James Carville tinha sido contratado para ajudar na campanha do Fernando Henrique e nós tínhamos o nosso americano também. O Lula brincava: "O americano do Fernando Henrique fez a campanha do Bill Clinton, o nosso americano fez a campanha do Daniel Ortega" (NR: Ex e atual presidente da Nicarágua). Bem, o Carville já tinha ou tava sendo mandado embora da campanha do FHC e a campanha do Lula também ia despachar o "nosso" americano.

E o que aconteceu?
...e aí, nesse dia, o Lula, claramente num clima de brincadeira, tava a fim de sacanear, de chocar o americano com essa história dele "seco" na prisão, todos na mesa, nós todos, sabíamos que aquilo era uma brincadeira, era gozação, sacanagem, e imaginando como seria se fosse traduzido pro cara...

Você tem, teve então a certeza de que era uma brincadeira? Não teve e não tem nenhuma dúvida?
Nenhuma. Era claro, óbvio que era uma brincadeira, mais uma piada, mais uma gozação do Lula, nenhuma dúvida. E além disso a história, a cena toda não teve de forma alguma esse ar, essa dramaticidade que o César enfiou nesse texto melodramático. É incrível essa história... todos sabíamos que aquilo era uma brincadeira, como tantas outras feitas durante a campanha...

As tais "conversas de homem"...
Nem era esse clima "conversa de homem", era brincadeira, pura gozação, nenhuma responsabilidade, nunca, nunca com esse tom de "confissão" que o Benjamin fez parecer que teve. E você acha que se isso fosse, soasse verdadeiro, todos nós não ficaríamos chocados? Todos ali da esquerda, com amigos presos, ex-presos e tudo mais, você acha que nós ouviríamos aquilo com tom de verdade, se assim fosse ou parecesse, e não reagiríamos, não ficaríamos chocados?

Na sua opinião, que conhece os personagens dessa história, o que aconteceu?
O César Benjamin guardou ressentimentos por 15 anos para agora despejar todo esse rancor. Ele pirou com o sucesso do Lula. Ele transformou uma piada num drama, vai ganhar o troféu "Loura do ano".

O Paulo de Tarso estava lá?
Estava. E estava o americano... pensa só uma coisa: você acha que o Lula, logo o Lula, tão pouco esperto como ele é, em meio a uma campanha presidencial, vai chegar na frente de um gringo que ele mal conhecia, um gringo que vai voltar pro país dele e contar tudo o que viu, você acha que o Lula vai chegar pra um gringo que nunca viu, na frente de testemunhas, e vai contar que tentou estuprar alguém? É, foi óbvio, evidente, que aquilo era gozação, piada, brincadeira, sem nada desse drama todo do Benjamin de agora... rimos e ninguém deu a menor importância àquilo...

Você, um cineasta, um documentarista que viveu a cena, relembrando-a quadro a quadro, o que verdadeiramente pensa, o que diria hoje?
O Lula adorava provocar... era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era o marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara... como é possível que alguém tenha levado aquilo a sério?

Então...
Isso não tem, não deveria ter importância nenhuma. Só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira.

Todo o povo brasileiro, em gratidão ao presidente Lula, deve cancelar assinaturas da mídia demo-tucana





Ex-comunista acusa Lula de comer criancinha, na Folha de José Serra


Antigamente eram os reacionários que diziam que "comunistas" comiam criancinhas.

Agora, além dos reacionários da Folha de José Serra (Folha de São Paulo), alia-se um ex-comunista vítima da "ditabranda" acusando Lula de "comer criancinha". É um demente, de nome César Benjamim (ex-PT e ex-PSOL).

Tinha que sair nas páginas imundas da Folha de José Serra (Folha de São Paulo), onde sempre há espaço para uma ficha falsa contra Dilma, e agora para um artigo assinado por esse tal de César Benjamin, destilando baixarias contra o presidente Lula que chegam a demência para ganhar seus 15 segundos de fama.

O demente Benjamin escreve ilações absurdas sobre o presidente Lula na prisão. Diz que teria tentado estuprar um "menino do MEP" (Movimento de Emancipação do Proletariado), em 1980.

Nada mais absurdo. Lula foi preso em 19 de Abril de 1980 e saiu 1 mês depois em 20 de maio de 1980.

Foram presos junto vários sindicalistas e outras personalidades: Devanir Ribeiro e Djalma Bom (diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo), José Cicote, Ernesto Sencini, Isaias Urbano da Cunha e Orlando Francelino Mota (diretores do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André), José Ferreira da Silva (Frei Chico, irmão de Lula), Dalmo Dallari e José Carlos Dias (da Comissão de Justiça e Paz), Arnaldo Gonçalves (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santos), Antonio Roberto Espinoza (jornalista), José Timóteo da Silva e Ricardo Zaratini, José Maria Almeida (Zé Maria, também ex-metalúrgico, e ex-candidato à presidente em 1998 e 2002 pelo PSTU).

Ficaram na prisão apenas os dirigentes e militantes sindicais do ABC. Nos dias subsequentes outros sindicalistas foram presos.

Fizeram 6 dias de greve de fome na prisão. Acompanharam e vibraram com a greve do 1o. maio em 1980 de dentro da prisão. Dona Lidu (mãe de Lula) morreu quando Lula ainda estava na prisão e deixaram-no ir ao enterro.

Há testemunhas mais do que suficientes para contar as verdadeiras memórias do cárcere, onde é absurda esta estória demente.

E entre as testemunhas não estava o demente César Benjamim.

Esse demente narra na base do "testemunhou de ouvir falar", dizendo lembrar-se de um suposto relato de Lula em uma conversa informal de 1994. Se Lula tivesse contado uma piada, o demente recontaria como se fosse história. Ou se faz de idiota, usando de má-fé hoje, para fazer escândalo e sair do ostracismo às custas da sordidez.

O publicitário Paulo de Tarso, que César Benjamim diz ter testemunhado essa narrativa, desmentiu a conversa e disse por telefone à Gilberto Carvalho (secretário da presidência da República) que "não dá pra entender o que deu na cabeça desse menino (César Benjamin)".

Para quem não conhece (e eu mal conheço de nome, porque seus textos são tão chatos e improdutivos quanto os de FHC), o demente César Benjamin parece ser um paranóico frustrado.

Parece daqueles que sempre quis ser mais do que é. Nenhum lugar serve para ele, nenhum partido. Parece ser daqueles que acha que o mundo não está à sua altura. Se acha que é inteligente demais, e nem o povo, nem nenhuma agremiação, nem nenhum companheiro estaria à sua altura.

Integrou a luta armada no MR-8 nos anos 60, ainda adolescente, foi preso, torturado, exilado, e voltou com a anistia e filiou-se ao PT até 1995. Em 2004 entrou para o PSOL, foi candidato à vice-presidente de Heloísa Helena, e logo após as eleições de 2006, saiu do PSOL, também atirando.

Hoje é editor de livros. Ocupou algum cargo na Prefeitura do Rio de Janeiro, que não sei qual é, e nem sei se foi no Governo César Maia, do DEMos.

Que eu saiba, nunca ocupou nenhum cargo importante de fato. Nunca venceu nenhuma eleição importante. Nunca fez a diferença. Nunca teve força de mobilização popular. Nunca teve idéias que prestem como referência. É uma espécie de Mangabeira Unger mal-sucedido. Mangabeira se acha um pensador genial, está há anos "articulando" sua própria candidatura à presidência, e sempre desembarca na candidatura de algum líder carismático em busca de tornar-se um bruxo, uma eminência parda. Tentou até com Lula, quando viu que não convencia, caiu fora do Ministério.

César Benjamin, nem algo semelhante parece aspirar mais. Parece aspirar ao cargo de "Reinaldo Azevedo da Folha".

Quem tiver estômago e quiser ler, o blog do Nassif publicou o texto do demente aqui.

Fonte: Os Amigos do Presidente Lula

A imbecilização da mídia demo-tucana



Por que a mídia demo-tucana fala mal do filme - Lula, o Filho do Brasil




POLÍTICA DO BLOG do Zé Dirceu

Obrigado pelo seu comentário. Este blog é mediado. Não serão publicados comentários com palavras de baixo calão, denúncias levianas e troca de ofensas entre leitores.

Deu a louca na imprensa

Ainda falta mais de um mês para a estréia em circuito comercial nacional - dia 1º de janeiro - de "Lula, o Filho do Brasil", e a mídia, que surtou já há um bom tempo a respeito (ainda antes de o filme estar concluído) continua enlouquecida em sua sanha contra a produção. A Folha de S.Paulo chegou ao ponto de dedicar três páginas contra o filme, e não é na Ilustrada - seu caderno de arte, cultura e variedades - mas em seu caderno Brasil, o de noticiário de Política. Há trechos do material que são um verdadeiro amontoado de sandices.




Ainda falta mais de um mês para a estréia em circuito comercial nacional - dia 1º de janeiro - de "Lula, o Filho do Brasil", e a mídia, que surtou já há um bom tempo a respeito (ainda antes de o filme estar concluído) continua enlouquecida em sua sanha contra a produção.

A Folha de S.Paulo chegou ao ponto de dedicar três páginas contra o filme, e não é na Ilustrada - seu caderno de arte, cultura e variedades - mas em seu caderno Brasil, o de noticiário de Política. Há trechos do material que são um verdadeiro amontoado de sandices.

Em uma das três páginas, cobra e relaciona trechos de "Lula, o Filho do Brasil", o livro da jornalista e escritora Denise Paraná que serviu de roteiro para o filme e que foram excluídos da obra cinematográfica. Mas não estamos todos cansados de saber que um filme normalmente tem muito menos fatos, e sintetiza o que o inspirou e lhe serviu de roteiro? Se a Folha queria um roteiro e filme diferente, porque não os encaminhou ao produtor Luiz Carlos Barreto e ao diretor, seu filho Fábio?

Para situar vocês em relação ao filme e ao festival de ataques que recebe, entrevistei hoje o produtor Luiz Carlos Barreto. Leia abaixo:

Como você avalia a polêmica em torno de "Lula, o filho do Brasil"?

Luiz Carlos Barreto - Como tudo no Brasil recentemente, as pessoas entraram numa polêmica precipitadamente. Não viram o filme e já pré-julgam, fazem uma censura prévia daquilo que ainda não conhecem. Nós fizemos apenas um filme, não um ato político.

Na realidade, os que se opõem ao presidente Lula estão querendo politizar esse filme. Essa é uma postura precipitada e leviana. De qualquer forma, é o direito democrático de cada um, do livre arbítrio, de cometer atitudes como essa. Vamos em frente. Enfim, o povo brasileiro é que dará o veredicto. Nossa intenção é fazer com o que o filme chegue até ele, a um número máximo de brasileiros.

O filme corresponde ao que vocês programaram inicialmente? Se você previsse a polêmica teria mudado o filme?

Luiz Carlos Barreto - O filme é exatamente o que nós queríamos. É o que essa história extraordinária poderia render. "Lula, o Filho do Brasil" não é nada mais do que um exemplo de vida. É uma saga, conta sobre uma família que soube mudar o destino que lhe estava reservado.

O nosso objetivo é mostrar como a persistência, a luta, a obstinação resulta em superação. É disso que trata esse filme: um exemplo de vida. Portanto, tenho certeza que milhões de brasileiros - e convido a todos para que prestigiem o filme - vão se identificar com essa história.

Por que as empresas que bancaram a produção estão sendo tão criticadas neste caso, se já participaram de projetos idênticos sem que sofressem essa patrulha?

Luiz Carlos Barreto - Se nós tivéssemos usado recursos incentivados, seríamos criticados. Buscamos uma alternativa neste caso, com as empresas, e também somos (criticados). Como nós não usamos dinheiro incentivado - aliás, havia todo um patrulhamento nesse sentido - resolveram atacar as empresas que tem relação de prestação de serviços com o governo.

Ora, no Brasil, nenhuma empresa - da micro à multinacional - deixa de ter relações com o governo. Aqui e em qualquer país do mundo. Dizer que esta ou aquela, por ser empreiteira e tal... Elas são e vão continuar sendo empresas, sendo empreiteiras, existiam antes, existem agora, existirão depois do governo Lula, patrocinando, inclusive, outros filmes. Elas estarão aí.

O presidente Lula já viu o filme?

Luiz Carlos Barreto - Não. Sua mulher, dona Marisa Letícia, já viu semana passada, naquele avant première em Brasília. O presidente disse à imprensa que ela gostou. Lula irá vê-lo pela primeira vez neste sábado [amanhã, no Pavilhão Vera Cruz] em São Bernardo. Ele fez questão aguardar para ver o filme pronto.

E os demais brasileiros quando verão "Lula, o Filho do Brasil"?

Luiz Carlos Barreto - A partir de 1º de janeiro, nos cinemas, em circuito comercial.


Visite o site do filme

A Folha de São Paulo quer desconstruir a imagem de Lula para eleger o Serra


Caríssimos,



A Folha de São Paulo passou dos limites e mostra como vai ser o nível das eleições de 2010. Enquanto isso, dias antes o Serra visita os seus chefes de redações Civitas e Frias. 


O Serra diz o que os editores devem publicar ou não. Enquanto a Folha de São Paulo, Rede Globo, Band, Veja, Estadão fazem o trabalho sujo, o Serra com a cara lisa de sempre faz campanha eleitoral aqui no Ceará. 


O que se percebe é um estupro à inteligência do povo, no entanto é de se perguntar porque a Folha arrisca tão alto. Entendo que é o desespero de quem tem uma cartada só. 


O que vale é  o  Vale Tudo para eleger o Serra porque esta mídia golpista sabe que está jogo os recursos do pré-sal, os dois eventos maiores do munod entre os anos de 2010 e 2016. 


Há todo um futuro muito promissor para o Brasil para os próximos anos. Vamos deixar que os Demo-tucanos, protegidos pela esta midia golpista e canalha voltem ao poder em 2010.


Nunca antes nesta história foi tão necessário uma corrente de luta em defesa do Brasil e de suas conquistas no governo Lula. 

O povo precisa entender que esta baixaria é necessária, segundo a Folha e os demo-tucanos, para eleger o Serra ou o Aécio. 

Por que a folha publicou este artigo?



Sobre Arruda e Cesinha
Notas rápidas, o dia foi quente e a próxima semana promete:

* José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal, pode começar a ensaiar as mesmas lágrimas de crocodilo que apresentou no Senado, antes de renunciar no episódio da violação do painel. Seu governo acabou, se ele vai renunciar ou assistir ao desgaste de um processo de impeachment, é questão de cálculo político. Não há, porém, escapatória. A reeleição certa virou agora uma aventura, missão impossível. É só ir aos blogs de direita e ler o que os comentaristas, todos simpáticos ao DEM e PSDB, andam dizendo: "Zero um, pede prá sair..."

* Este blogueiro conhece pessoalmente César Benjamin. Já viajou com Cesinha de São Paulo a Itaici, pernoitou no mesmo alojamento que o editor, em um evento do MST e outras entidades da Consulta Popular, em 1998. Esteve com ele em outras reuniões, todas ligadas ao MST. Há duas considerações a serem feitas sobre Benjamin: primeiro, o autor deste blog não conhece nenhuma outra pessoa, nem mesmo Diogo Mainardi ou Reinaldo Azevedo, que tenha pelo presidente Lula o mesmo ódio professador por Cesinha. O que ele diz em privado sobre Lula supera em muito o que escreveu para a Folha de S. Paulo nesta sexta-feira. Desde Itaici, o autor destas Entrelinhas avalia que tanto ódio é uma questão para ser examinada à luz da psicanálise, não da política. Em segundo lugar, o blogueiro se espantou com a quantidade de comprimidos ingeridos pelo personagem em questão. Bem, talvez resida aí a explicação para o artigo: Cesinha pode ter esquecido de tomar algum dos seus tarja preta antes de batucar a excrescência publicada pela Folha de S. Paulo.

Falando sério, o que espanta não é César Benjamin ter escrito o que escreveu, mas a Folha ter publicado o que publicou. Talvez o pessoal lá também tenha esquecido de tomar algum medicamento... No mais, é certo que não vai dar em nada, o acusador é tão desqualificado, já tentou os mesmos golpes no passado, sempre sem sucesso. No fundo, no fundo, César Benjamin gostaria de ter sido um Zé Dirceu. Não conseguiu, frustrou-se. É uma pobre alma atormentada, "a loser", como diriam os norte-americanos. Nada mais do que isto.

Em tempo: nem o PSTU acredita em César Benjamin, conforme reportagem da Agência Estado, no trecho a seguir: "Lula foi detido pela polícia política no dia 19 de abril de 1980 e libertado no dia 20 de maio. Nesses 31 dias chegou a dividir a cela com até 18 pessoas. Um de seus companheiros mais jovens, com 23 anos, era o atual presidente do PSTU, José Maria de Almeida - na época militante da Convergência Socialista. Ontem, após ler o artigo, ele comentou: "Tenho motivos para atacar o Lula. O seu governo é uma tragédia para a classe trabalhadora. Mas isso que está escrito não aconteceu. O Benjamim viajou na maionese."

Folha de São Paulo estupra o povo brasileiro.




A baixaria da Folha já não tem limites


Relutei muito em comentar o deprimente episódio do artigo de Cesar Benjamin, publicado pela Folha de São Paulo sem nenhum tipo de averiaguação, onde ele diz que o Presidente da República teria tentado estuprar outro detento quando esteve preso, em 1980, em plena ditadura militar. O episódio não tem o menor indício de que possa aer real, por várias razões:

1- Ao ser preso, Lula já era uma figura nacional, com fotos nas primeiras páginas dos jornais. Liderara greves em 1978 e 1979 que o tornaram conhecido no Brasil inteiro. Não era um anônimo na cela. Era um homem a que se buscava desmoralizar de qualquer forma, e certamente não haveria forma melhor do que fazer-lhe esta acusação;



2- Como é que uma cena destas, com a resistência que o autor narra ter havido, com socos e cotoveladas, se passou sem o conhecimento de outros presos - já que, para isso acontecer, Lula não poderia estar numa cela individual;

3- Um preso com a importância política de Lula jamais ficaria sem vigilância especial. Quatro anos antes, o “suicídio” de Wladimir Herzog, preso pelo Exército, havia abalado o país e provocado a demissão do general Ednardo D’Avila Mello, e o quase golpe de estado do general Sílvio Frota;

3 - Quem comandava o DOPS paulista, onde Lula ficou preso, era o delegado e hoje senador Romeu Tuma. Como é que uma históriadestas não iria parar nos seus ouvidos?




Lula ficou um mês e um dia preso - de 19 de abril a 20 de maio . Só saiu, e escoltado, para ir à missa de corpo presente de sua mãe, que morreu de câncer Durante este período recebeu visitas e apoio das maiores figuras politicas da oposição. Meu avô entre eles. Uma cena destas poderia ter ficado desconhecida dos carcereiros ou dos demais presos?

O acusador de Lula saiu do PT em 95. Já deu entrevistas acusando-o de corrupto, diversas vezes. Mas nunca falou, por 15 anos, sobre o que escreveu na Folha. Não se pode conjecturar sobre o que levou a isso, agora.

Mas há uma certeza: a guerra chegou ao campo da sujeira. A Folha presta-se ao papel de lançar a imundície, que vai repercutir nos demais jornais. Já fez isso com a falsa ficha de “terrorista” de Dilma Roussef.

Aos amigos que acham que, quando a gente vem falando aqui do jogo sujo - um truquezinho aqui, uma gracinha ali- que está tomando conta da mídia, isso é exagero ou paranóia, agora têm este fato para avaliar.

Entendo que Lula não queira chafurdar nesta poçilga. Mas nós temos de combater, sem medo de enfrentar a mídia.Por isso, decidi-me a tocar nesta coisa imunda e sórdida.

A mentira, repetida mil vezes… A frase de Goebbels ainda soa atual. Enviado do blog do Brizola Neto