O 18 BRUMÁRIO DE JAIR BOLSONARO

Por que Bolsonaro, um deputado medíocre, inexpressivo, foi eleito presidente da quarta maior democracia do mundo?
Um texto alvissareiro para compreender a ascensão de um militar medíocre à oitava economia do planeta  por Rodrigo Perez Oliveira, professor de Teoria da História na Universidade Federal da Bahia, com ilustração de Pelicano

“Demonstro nesse livro como a luta de classes na França criou circunstâncias e condições que possibilitaram a um personagem medíocre e grotesco desempenhar um papel de herói.”

Assim, com essas palavras, Karl Marx inicia o livro “O 18 Brumário de Luís Napoleão Bonaparte”, publicado em 1852. No texto, Marx se pergunta como um sujeito medíocre e grotesco conseguiu se tornar o líder máximo da sociedade que meio século antes havia experimentado a mais importante revolução social da história moderna.
Aqui, neste ensaio, me inspiro em Marx para formular minha própria pergunta:
Por que Jair Bolsonaro, até então um deputado medíocre, inexpressivo, foi eleito presidente da quarta maior democracia do mundo?
Meu esforço aqui é o de entender o capital político que impulsionou o bolsonarismo. Esse capital político é substância composta e heterogênea. Neste texto, pretendo decompor essa substância, trazendo à luz cada um dos seus elementos.

Carta do Lula: para o Brasil voltar a ter futuro.

Uma coisa que ninguém ainda entendeu. Essa eleição é diferente de todas as outras. Está em jogo algo muito maior, o país. Não existe plano B, C e D. O plano que está posto é a disputa da Nação brasileira que está sendo desintegrada, o qual o melhor projeto é representado por Lula. O povo tem esse sentimento e o quer novamente. O projeto que está aí é para que o país se torne apenas um exportador de produtos primários e minérios. Leia mais sobre o que está estratégia, pensamento estratégico. Lula quando vinha tocando os projetos de distribuição de renda está muito bem para as elites internas e externas, mas quando Lula começou a pensar e desenvolver estratégias para o país (pré-sal, banco BRICs, submarino nuclear, produção de de aviões e ser protagonistas nas relações internacionais e nos fóruns de discussão multilateral - a relação SUL/SUL e ameaçando os interesses dos EUA e dessa elite lesa-pátria, o golpe foi dado a partir das manifestações de Junho-2013. Então. não cabe outro plano. O Lula sabe disso e o povo expressa parte do seu pensamento nas intenções de votos e nas pesquisas. O plano é Lula - o plano é a retomada do Estado social e também da soberania brasileira sobre suas riquezas, pré-sal, energia, água, tecnologia, EMBRAER e o reconhecimento do Brasil como Nação que produz tecnologia e conhecimento.



Luís Inacio Lula da Silva

O governo Michel Temer, nascido de um golpe parlamentar, é ameaça crescente à soberania nacional. As forças políticas e econômicas que o sustentam, atreladas a interesses estrangeiros, romperam com a Constituição e a democracia para impor uma agenda que dilapida as riquezas brasileiras, desagrega o Estado e interrompe a integração latino-americana. A descoberta das reservas do pré-sal despertou intensos movimentos geopolíticos, incluindo operações de espionagem e sabotagem, cujo objetivo primordial é disputar o controle dessa imensa fonte de desenvolvimento. Como de hábito em nossa história, parte expressiva de nossas elites se associou a esses interesses espúrios. Colocou-se em funcionamento, então, uma estratégia de desestabilização da ordem constitucional.

É importante lembrar a participação do PSDB no golpe e no governo do TEMER para a desintegração do Estado brasileiro a favor dos EUA.



Em 2018 as esquerdas - PT, PC do B, PSOL, PCO precisam focar na eleição da maior bancada progressista da história da República Federativa do Brasil. E precisa lembrar ao povo brasileiro a participação do PSDB-DEM-PPS e partidos do centrão na desintegração das políticas sociais de mobilização social do governo popular de Lula. 

Da Folha:

Defensor da permanência do PSDB no governo do presidente Michel Temer, o ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores) diz que seu partido precisa “baixar a bola” e deixar de pensar que abandonar o barco vá salvá-lo nas próximas eleições.

“Achar que se afastar deste governo e contribuir para a sua queda vai salvar o PSDB nas eleições é subestimar a inteligência do povo brasileiro. O fato de sair do governo não vai fazer com que o sujeito emirja da pia batismal vestido de branco, ‘não tenho nada a ver com essa situação’. Temos, sim [bate a mão na mesa]. Nós criamos essa situação”, disse em entrevista à Folha.