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segunda-feira, 30 de junho de 2025

✡☦☪🌵 Entre Abraão e o Sertão: O que une judeus, cristãos, muçulmanos e os povos da fé nordestina?

 Nas areias quentes do Oriente Médio nasceu uma das heranças mais duradouras da humanidade: a fé em um único Deus. De um homem chamado Abraão, nômade, estrangeiro, pai de filhos rivais e patriarca de povos irmãos — emergem três das maiores tradições espirituais do mundo: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Mas será que essa história está tão distante assim dos nossos sertões?

A Palavra Revelada

Judeus seguem a Torá, cristãos a Bíblia, muçulmanos o Alcorão. Cada escritura é considerada

Curiosamente, aqui no sertão, há também os que escutam vozes, veem sinais, leem o mundo com os olhos da fé: os beatos, os profetas do povo, os romeiros, os poetas de cordel e os rezadores, que decifram a Bíblia com os pés no chão rachado e o coração no céu.

Se lá há profetas, cá temos Padim Ciço, Maria de Araújo, o Beato Lourenço, os penitentes, os romeiros, figuras sagradas do nosso chão árido. Se no deserto há oásis de fé, no sertão há bicas de esperança, fogueiras de promessa, terços de lágrimas e folhas de cura.

O Irã é a Pérsia que resistiu

Por Luis Moreira Oliveira Filho – Olhos do Sertão

“Nem o tempo, nem os impérios, apagam a memória de um povo que carrega sua história no idioma, na poesia e na terra.”
— Olhos do Sertão

Poucos lugares no mundo carregam em si o peso de uma civilização milenar como o Irã. Conhecido durante séculos como Pérsia, esse território foi berço de impérios, de poetas e de lutas. Mas a história da Pérsia não terminou nos livros antigos — ela vive, pulsa e resiste na alma do Irã moderno.

domingo, 29 de junho de 2025

Entre diásporas e bancos: A questão judaica e os ecos do antissemitismo no espelho da história

 Por Luis Moreira Oliveira Filho – Blog Olhos do Sertão

“O exílio é mais do que uma ausência.

É uma ferida que caminha com o corpo.”

— Mahmoud Darwish

Nos sertões da memória, também habitam os exilados. Povos sem chão, sem casa, sem pátria. Alguns criam na religião a bússola de retorno. Outros constroem muros e muros de esquecimento. A história dos judeus, marcada por dor e resistência, caminha entre esses extremos: da diáspora ao domínio, da perseguição ao poder, do gueto ao banco, do templo ao tanque.

Este texto não é contra um povo. É contra o uso político e econômico da memória. É contra a violência que se esconde atrás de nomes sagrados. É contra o silêncio. É contra o apagamento.

 

O Apartheid do Século XXI: sionismo, colonialismo e o sangue da Palestina e seu povo.

O Apartheid do Século XXI: sionismo, colonialismo e o sangue da Palestina e seu povo. 

Por Luis Moreira Oliveira Filho – Olhos do Sertão

“Não existe estrada para a paz. A paz é o caminho.”


— Mahatma Gandhi

 Introdução: o mal do século XXI

Se o século XX foi manchado pelo horror do nazismo, com suas câmaras de gás e ideologia da raça superior, o século XXI é marcado por um outro tipo de terror, mais disfarçado, mais sofisticado, mas não menos cruel: o sionismo enquanto projeto de apartheid, limpeza étnica e genocídio institucionalizado. A cada dia, imagens de mulheres, crianças e famílias palestinas enterradas sob escombros nos chegam como gritos sufocados por décadas de colonização e ocupação brutal.