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sábado, 2 de maio de 2009

UM DIA HISTÓRICO PARA AFIRMAÇÃO DA SOBERANIA DO BRASIL




Caríssimos,

Ontem acompanhei pela NBR a cobertura da solenidade da primeira extração de óleo do pré-sal. Concordo que este evento marca uma nova era para o nosso país. Os jornais impressos de hoje preferiram dar ênfase para as falas de Lula (concordo com elas) sobre a hipocrisia do alarido do uso das passagens por familiares de políticos. Mais uma vez tenta o PIG distorcer as falas de Lula e o momento histórico de ontem passou batido nas páginas iniciais desta mídia conservadora.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Recebi texto por e-mail do colega professor Remo M. Brito Bastos. É um texto bem analítico sobre as políticas DEMO-TUCANAS.


Carta de Porto Alegre" analisa políticas de Serra, Aécio e Yeda


Seminário "Desmonte do Estado: o modelo tucano de governar", realizado na capital gaúcha, reuniu representantes de organizações sociais de grande representatividade na população brasileira. Documento aprovado no final do encontro critica a agenda do PSDB que trata o Estado como vilão e os servidores públicos como inimigos. "Choque de gestão" e "déficit zero" tornaram-se as palavras de ordem em detrimento dos servidores públicos e dos serviços públicos prestados à população.

Marco Aurélio Weissheimer

PORTO ALEGRE - Organizações sociais de grande representatividade na população brasileira, reunidos no seminário “Desmonte do Estado: o modelo tucano de governar”, realizado nesta segunda-feira (27), em Porto Alegre, aprovaram no final do encontro um documento criticando a agenda do PSDB que trata o Estado como vilão e os servidores públicos como inimigos. A Carta de Porto Alegre afirma que “choque de gestão” e “déficit zero” tornaram-se as palavras de ordem em detrimento dos serviços e dos servidores públicos. O resultado imediato dessas políticas é a pauperização dos serviços públicos, permitindo o crescimento de seus parceiros privados, em todas as áreas, inclusive a segurança pública.

Para os signatários da carta, “a não aplicação dos recursos mínimos constitucionais em saúde e educação são exemplos clássicos desta política, ao mesmo tempo em que são desonerados os grandes oligopólios”. “É simbólico que a investida comece pela educação”, observam ainda. “A adoção de uma política educacional “fast food”, sem compromisso com a formação de uma consciência crítica, com currículos padronizados, voltados para a transmissão e não a elaboração do conhecimento. Alteração dos currículos de forma unilateral e em gabinetes, inchaço das salas de aulas, falta de diálogo e criminalização dos movimentos sociais e sindicais são uma constante”. A alteração nos planos de carreira, com o fim da progressão por tempo de serviço, o arrocho de salários e a ampliação dos empregos precários e temporários são outras políticas denunciadas na carta.

No Rio Grande do Sul, assinala ainda, esse processo está mais atrasado, em função das graves denúncias e escândalos de corrupção que atingiram o governo Yeda Crusius. O documento aponta a existência de uma blindagem midiática que esconde as mazelas dos governos Aécio e Serra e permite que Yeda “mantenha um certo equilíbrio instável, escondendo sua verdadeira face de desmonte do Estado”. O projeto implantado em MG, SP e RS, conclui a carta, não é só um ataque aos direitos dos servidores públicos, mas também aos setores da população que mais necessitam das políticas públicas. Diante deste quadro, o documento defende a unificação dos movimentos sociais, a constituição de agendas comuns para furar o bloqueio midiático e a intensificação das lutas pela transparência, democratização e universalização do Estado e dos serviços públicos.

Pela manhã, o tema dos debates foi “Choque de Gestão: o funcionalismo como vilão”. À tarde, os debates trataram da luta dos parlamentos e dos movimentos sociais para enfrentar essas políticas. A íntegra do documento aprovado ao final do encontro é a seguinte:

CARTA DE PORTO ALEGRE

Derrotados nacionalmente nas urnas, os tucanos viram as políticas adotadas pelo governo Lula suplantar as amarras do neoliberalismo, capacitando o país a enfrentar a atual crise econômica mundial: os novos investimentos públicos, a responsabilidade nas contas públicas, a ampliação das políticas sociais, as desonerações fiscais que mantém o consumo e reduzem o impacto sobre o emprego, combinados com uma crescente e contínua diminuição da taxa de juros e um considerável crescimento do mercado interno devido à política de ganho real do salário mínimo.

A nossa política externa, apostando na diversificação de parceiros econômicos, com ênfase para a América do Sul, Índia, China, África e o mundo árabe, diminuiu nossa histórica dependência do mercado americano, onde os efeitos da crise são mais expressivos. FHC defendia exatamente o contrário, tentou levar o Brasil à ALCA para juntar-se ao México. Hoje, mais do que os EUA, o México está completamente imerso na crise e com graves problemas para superá-la.

A atual crise econômica internacional, mesmo apontando para uma falência do modelo, não tem sido debatida por seus defensores. Trata-se da crise do liberalismo econômico que tem como pilar o Estado mínimo, que foi adotado pelo governo FHC e está replicado nas gestões tucanas de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. A superação desta crise tem exigido a retomada do papel do Estado como regulador da economia, aportando recursos públicos para salvar as instituições privadas colhidas na avalanche de falências e concordatas, medidas estas hoje largamente adotadas pelos países do chamado capitalismo central.

No período FHC, o liberalismo econômico foi aplicado com intensidade através da privataria, terceirização e concessões de serviços, isenções fiscais para grandes empresas, ausência de critérios definidos de desenvolvimento social, distribuição de renda e as instituições financeiras estatais sendo utilizadas para financiar as privatizações do serviço público, trabalhando à serviço do mercado especulativo.

A Ação do PSDB ficou restrita à adoção de seu projeto político nos estados em que governa, notadamente Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. O modelo liberalizante brasileiro passa a ter uma roupagem regional e combinada. “Choque de gestão” e “Déficit Zero” tornaram-se as palavras de ordem em detrimento dos serviços e dos servidores públicos.

Assim, nos três estados, a agenda passa a ter a máquina estatal como vilã e os servidores públicos como inimigos. Como resultado imediato, a pauperização dos serviços públicos, permitindo o crescimento de seus parceiros privados, em todas as áreas, como a segurança pública. A não aplicação dos recursos mínimos constitucionais em saúde e educação são exemplos clássicos desta política, ao mesmo tempo em que são desonerados os grandes oligopólios.

É simbólico que a investida comece pela educação. A adoção de uma política educacional “fast food”, sem compromisso com a formação de uma consciência crítica, com currículos padronizados, voltados para a transmissão e não a elaboração do conhecimento. Alteração dos currículos de forma unilateral e em gabinetes, inchaço das salas de aulas, falta de diálogo e criminalização dos movimentos sociais e sindicais são uma constante.

Alteração nos planos de carreira, com o fim da progressão por tempo de serviço, substituindo conquistas dos servidores por critérios difusos e nomes pomposos que dependem da vontade do governante, provocando a estagnação de carreiras, privilegiando outras, arrochando salários.

No Rio Grande do Sul, o processo liberalizante está mais atrasado, tendo em vista a lotada agenda política da governadora que, sistematicamente, vê seu governo envolvido em graves denúncias e escândalos de corrupção. A blindagem da mídia esconde as mazelas dos governos Aécio e Serra, bem como permite que Yeda mantenha um certo equilíbrio instável, escondendo sua verdadeira face de desmonte do Estado.

É importante ressaltar que o projeto implantado em Minas, São Paulo e Rio Grande do Sul não é só um ataque aos direitos do servidores públicos. O modelo de gestão tão elogiado pela mídia impacta diretamente nas camadas que mais necessitam das políticas de Estado, na contramão do que tem caracterizado o governo Lula. Quem acaba pagando a conta dos “Choques de Gestão” e “Déficits Zero” é a própria população.

Torna-se imperativa a nacionalização do debate sobre o que vem ocorrendo nestes três estados. Esta pode ser uma alternativa importante para barrar a tentativa de avanço do neoliberalismo. Urge a unificação dos movimentos sociais, constituindo agendas comuns de desconstituição do bloqueio midiático, e a intensificação das lutas pela transparência, democratização e universalização do Estado e dos serviços públicos. Estes são os desafios do próximo período.

abraços,

Remo M. Brito Bastos

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"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (Rui Barbosa, 1914)

Caríssimos,
Reproduzo abaixo do blog Tribuna Petista reflexões sobre a vergonhosa propaganda mentirosa do PPS, partido que se coloca como decente. Vejam abaixo texto do tirado do blog Tribuna Petista.





Por Guina - www.tribunapetista.com

Cada vez que assisto as inserções do programa do PPS na TV, fico impressionado com os marketeiros do partido.

E pensando em ajudá-los, resolvi selecionar algumas frases ditas no programa do PPS, para confirmar a veracidade do ótimo trabalho televisivo feito pelos mesmos.

Então vamos lá:

não convivemos com a corrupção: "A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu ação de improbidade administrativa contra o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) e mais oito pessoas com base em investigações sobre um esquema de desvio de R$ 33 milhões em recursos públicos para pagamento de contratos de publicidade no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), entre 1998 e 2002.Neste período, Jungmann era ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Fernando Henrique Cardoso." (Leia +)

o nosso apego é a princípios e valores :"No ranking dos líderes que se serviram da cota de passagens para voar ao exterior com a família, Fernando Coruja(PPS-SC), ocupa o segundo lugar.Autorizou a emissão de 19 bilhetes. Foi a Paris com a mulher, Cristina, e os filhos, Guilherme e Fernanda."(Leia +)

o mau exemplo vem de cima: "Presidente nacional do PPS, Roberto Freire, recebe jetons no valor de R$ 12 mil mensais da prefeitura de São Paulo pela participação em dois conselhos municipais – Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e SP-Turismo... O conselheiro assina atas de reuniões a que não comparece, com o agravante de que é integrante da turma do falso moralismo, da turma dos gigolôs da ética alheia”.A denúncia apareceu primeiro no Jornal da Tarde, no final de janeiro, num texto de Fábio Leite. Ele revelou que Roberto Freire é uma das 58 pessoas beneficiadas pela política de contratação de “conselheiros”, implantada em 2005 na gestão do José Serra, atual governador."(Leia +)

Em 2010 vamos fazer parte dessa grande aliança em torno de um candidato forte da oposição que está governando e não fazendo campanha: "O cientista político e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Fábio Wanderley Reis afirma que, o encontro do governador tucano José Serra (PSDB) com prefeitos do Estado de São Paulo, suas viagens pelo País (Serra esteve recentemente numa feira de agronegócio no Paraná) e a divulgação em rede nacional dos trabalhos da Sabesp também podem ser entendidos como indícios de campanha. "Aí fica mais claro o desígnio eleitoreiro",..(Leia
+
)

Viram como é verdadeira a propaganda do PPS?


Antes eu até duvidava do que eles estavam veiculando, mas depois que li as notícias acima, vi que estava enganado e agora acho que o PPS é um "partido mais que decente" e que a "ética está mesmo cima de tudo" para eles.


E o Roberto Freire, com certeza é um "grande timoneiro" deste nosso querido e honrado PPS.


Viva o PPS! Um partido muito mais que decente

DILMA X FOLHA E A ELEIÇÃO DE 2010 DEFINIDA EM PRIMEIRO TURNO.


Caríssimos,

Mais do que nunca confirmo a minha necessidade e depois vontade de ajudar a Dilma na eleição de 2010. Este blog é parcial, é de esquerda e não esconde suas intenções como a Folha, Rede Globo e Veja fazem. Dizem que são imparciais, mas na verdade são instrumentos covardes. Apoiaram a ditadura militar. Apoiaram e elegeram o Collor e agora querem eleger a todo o custo o SERRA - PEDÁGIO - governo dos DEMO-TUCANOS, aliado incondicional da mídia conservadora deste país.

Digo e repito novamente que esta mídia conservadora entreguista é covarde, egoísta e só olha para os seus interesses. Por que defendem Serra-pedágio? Por que ele é bom com sua milionária aquisição de revistas da Veja, jornais da Folha e do Estão, anúncios milionários nas emissoras da Rede Globo do PIG?

Não senhores, eles defendem os seus interesses e suas idéias neoliberais privatistas. O Serra-pedágio é apenas um instrumento utilizado para eles sobreviverem. Em tempos de crises quem salva as arcas do PIG é o governo de São Paulo através do DEMO-TUCANO Serrapedágio.

É escandaloso como o Serra-pedágio faz a aquisição de revistas da Veja e jornais da Folha e do Estadão, sem licitações para favorecer os seus bajuladores.

Por isso que não tenho dúvida que o jogo está sendo pesado para eleger este medíocre SERRA - PEDAGIO para o nosso país. Em 2006 quiseram empurrar o abestalhado do Geraldo, mas o povo foi sábio e hoje temos o nosso país caminhando para o pleno desenvolvimento social e econômico. Para este PIG (Folha, Rede Globo, Veja) covarde que não tem coragem de assumir suas preferências partidárias vale tudo, só não vale perder a eleição de 2010 como aconteceu em 2006.

Leitores, faço um chamamento para que todos os cidadãos deste país, que querem um país mais justo de não deixar esta cambada de entreguistas (DEMO-TUCANOS) retornarem ao comando deste país. O Serra-pedágio comprou Folha, Veja, Estadão para fazer campanha negativa contra o governo Lula de um lado, de outro para favorecer o Serra em notícias positivas e plantadas para este fim.

Vamos lembrar que antes éramos devedores eternamente do FMI, agora somos credores e o país Brasil depois de 500 anos caminha de fato para a sua soberania plena.

Se vocês não quiserem que o país volte aos tempos dos DEMO-TUCANOS, dos entreguistas de mentes colonizadas tirem suas nádegas de suas cadeiras e vão à luta porque as eleições de 2010 serão um verdadeiro plebiscito e teremos duas forças e dois modelos de gestão para serem avaliados - oitos anos dos DEMOS-TUCANOS (FHC) x oito anos de PT-PSB-PC do B-PMDB-PDT e demais partidos aliados (LULA).

Por fim vamos deixar claro o seguinte: as candidaturas já estão postas e definidas. Serra-pedágio de um lado e sua tropa e DILMA com os nossos aliados.

Será, então, uma eleição decidida em primeiro turno. Os candidatos nanicos não terão vez nesta eleição de 2010 para o cargo maior da nação porque serão sanduichados pela polarização que será muito acirrada.

Se DILMA, por saúde não puder continuar no desafio o governo Lula e o PT podem lançar um novo nome como o mesmo potencial de vitória porque a eleição é plebiscitária.

Digo novamente, quando o povo for lançado a perceber o plebiscito em que os DEMO-TUCANOS podem retornar com as suas políticas de arrocho salarial, privatizações, mentes colonizadas e principalmente devoções ao mercado, ele o povo, acordará com muita vontade de dar um terceiro mandato ao Lula com a eleição da DILMA.

Leia no Blog do Nassif A carta que não foi publicada de Dilma Rousself

De Dilma Rousseff

Senhor Jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva
Ombudsmann da Folha de São Paulo,

1. Em 30/03/2009, a jornalista Fernanda Odilla entrevistou-me, por telefone, a pedido do chefe de redação da Folha de São Paulo, em Brasília, Melchíades Filho, acerca das minhas atividades na resistência à ditadura militar.

2. Naquela ocasião ela me informou que para a realização da matéria jornalística, que foi publicada dia 05/04/09, tinha estado no Superior Tribunal Militar – STM. No entanto, eu soube posteriormente que, com o argumento de pesquisar sobre o Sr. Antonio Espinosa, do qual detinha autorização expressa para tal , aproveitara a oportunidade e pesquisara informações sobre os meus processos, retirando cópias de documentos que diziam respeito exclusivamente a mim, sem a minha devida autorização

3. A repórter esteve também no Arquivo Público de São Paulo, onde requereu pesquisa nos documentos e processos que me mencionavam, relativos ao período em que militei na resistência à ditadura militar. Neste caso, é política do Arquivo de São Paulo disponibilizar livremente todos os dados arquivados e, em caso de fotocópia, autenticar a cópia no verso com os dizeres “confere com o original”, com a data e a assinatura do funcionário responsável pela liberação do documento.

4. Os documentos pesquisados pela jornalista foram aqueles relativos ao Prontuário nº 76.346 e as OSs 0975 e 0029, sendo também solicitadas extrações de cópias.

5. Apesar da minha negativa durante a entrevista telefônica de 30/03 sobre minha participação ou meu conhecimento do suposto seqüestro de Delfim Neto, a matéria publicada tinha como título de capa “Grupo de Dilma planejou seqüestro do Delfim”. O título, que não levou em consideração a minha veemente negativa, tem características de “factóide”, uma vez que o fato, que teria se dado há 40 anos, simplesmente não ocorreu. Tal procedimento não parece ser o padrão da Folha de São Paulo.

6. O mais grave é que o jornal Folha de São Paulo estampou na página A10, acompanhando o texto da reportagem, uma ficha policial falsa sobre mim. Essa falsificação circula pelo menos desde 30 de novembro do ano passado na internet, postada no site www.ternuma.com.br (“terrorismo nunca mais”), atribuindo-me diversas ações que não cometi e pelas quais nunca respondi, nem nos constantes interrogatórios, nem nas sessões de tortura a que fui submetida quando fui presa pela ditadura. Registre-se também que nunca fui denunciada ou processada pelos atos mencionados na ficha falsa.

7. Após a publicação, questionei por inúmeras vezes a Folha de São Paulo sobre a origem de tal ficha, especificamente o Sr. Melchiades Filho, diretor da sucursal de Brasília. Ele me informou que a jornalista Fernanda Odilla havia obtido a cópia da ficha em processo arquivado no DEOPS – Arquivo Público de São Paulo. Ficou de enviar-me a prova.

8. Como isso não aconteceu, solicitei formalmente os documentos sob a guarda do Arquivo Público de São Paulo que dizem respeito a minha pessoa e, em especial, cópia da referida ficha. Na pesquisa, não foi encontrada qualquer ficha com o rol de ações como a publicada na edição de 05/04/2009. Cabe destacar que os assaltos e ações armadas que constam da ficha veiculada pela Folha de São Paulo foram de responsabilidade de organizações revolucionárias nas quais não militei. Além disso, elas ocorreram em São Paulo em datas em que eu morava em Belo Horizonte ou no Rio de Janeiro. Ressalte-se que todas essas ações foram objeto de processos judiciais nos quais não fui indiciada e, portanto, não sofri qualquer condenação. Repito, sequer fui interrogada, sob tortura ou não, sobre aqueles fatos.

9. Mais estranho ainda é que a legenda da ficha publicada pela Folha dizia: “Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu”. Ora, se a Folha sabia que os chamados crimes atribuídos a mim não foram por mim cometidos, por que publicar a ficha? Se optasse pela publicação, como ocorreu, por que não informar ao leitor de onde vinha a certeza da falsidade? Se esta certeza decorria de investigações específicas realizadas pela Folha, por que não informar ao leitor os fatos?

10. O Arquivo Público de São Paulo também disponibilizou cópia do termo de compromisso assinado pela jornalista quando de sua pesquisa, ficando evidente que a repórter não teve acesso a nenhum processo que tivesse qualquer ficha igual à publicada no jornal.

11. Mais ainda: a referida não existe em nenhum dos arquivos pesquisados pela jornalista, seja o STM, seja o Arquivo Público de São Paulo. O fato é que até o momento a Folha de São Paulo não conseguiu demonstrar efetivamente a origem do documento.

12. Considero ainda que a matéria publicada na sexta-feira,17 de março, em que a Folha relata as minhas declarações ao jornalista Eduardo Costa, da rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, não esclarece o cerne da questão sobre a responsabilidade do jornal no lamentável e até agora estranho episódio: de onde veio a ficha que afirmo ser falsa?

13. Após 21 dias de espera, não acredito ser necessária uma grande investigação para responder à seguintes questões: em que órgão público a Folha de São Paulo obteve a ficha falsa? A quem interessa essa manipulação? Parece-me óbvio que a certeza sobre a origem de documentos publicados como oficiais é um pré-requisito para qualquer publicação responsável.

14. Transcrevo abaixo o texto literal do termo de responsabilidade assinado pela jornalista em 22/01/09:

“Declaro, para todos os fins de Direito, assumir plena e exclusiva responsabilidade, no âmbito civil e criminal, por quaisquer danos morais ou materiais que possa causar a terceiros a divulgação de informações contidas em documentos por mim examinados e a que eu tenha dado causa. Ficam, portanto, o Governo do Estado de São Paulo e o Arquivo do Estado de São Paulo exonerados de qualquer responsabilidade relativa a esta minha solicitação.

Declaro, ainda, estar ciente da legislação em vigor atinente ao uso de documentos públicos, em especial com relação aos artigos 138 e 145 (calúnia, injúria e difamação) do Código Penal Brasileiro.

Assumo, finalmente, o compromisso de citar a fonte dos documentos (Arquivo do Estado de São Paulo) nos casos de divulgação por qualquer meio (imprensa escrita, radiofônica ou televisiva, internet, livros, teses, etc).” (Cópia em anexo)

15. Por último, cabe deixar claro que a ficha falsa foi divulgada em vários sites de extrema direita, como: a) Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), blog de apoio ao Cel. Carlos Alberto Brilhante Ustra, ficha falsa postada em 30 de novembro de 2008; b) Coturno Noturno – Blog do Coronel: ficha falsa postada em 27 de março de 2009 (a ficha está “atualizada” apresentando uma foto atual) (http://coturnonoturno.blogspot.com/2009/04/desta-parte-dilma-lembra-tudo.html). A partir daí, outros sites na internet também divulgaram a ficha: a) http://fórum.hardmob.com.Br/showthread.php; b) http:/www.viomundo.com.Br/blog/dilma-terrorista/

16. Estou anexando a este memorial cópia de alguns documentos que considero importantes para sua avaliação:

Termo de responsabilidade assinado pela jornalista no Arquivo de SP;

Cópia de fichas onde consta a foto (ou idêntica) à utilizada para montagem da ficha usada pela Folha de São Paulo

Cópia da solicitação da jornalista Fernanda Odilla ao STM de acesso a informações sobre Antonio Espinosa

Autorização do Sr. Antonio Espinosa para acesso aos seus documentos

Termo de Compromisso assinado pela jornalista Fernanda Odilla junto ao STM

SERRA SALVADO A MÍDIA (PIG) CONSERVADORA DO PAÍS

Caríssimos,

Quanto o SERRAPEDÁGIO paga para o PIG (Partido da Imprensa Golpista) elogiá-lo? Nos jornais e nas revistas do PIG ( Folha, Estadão, Rede Globo, Grupo Abril (Veja)) o SERRAPEDÁGIO é o "grande gestor público" . A ordem é: “o que é ruim a gente esconde, o que é bom a gente fatura”.

A verdade nua e crua é que o PIG está desesperado para eleger este incompetente a todo o custo, nem que seja para isso destroçar o país como a construção de crises durante todo o governo Lula (lembre-se que todo mês temos uma crise). Agora a crise é suína na esperança que brasileiros comecem a morrer para jogar a culpa no governo “ineficiente Lula”. “A Míriam Porcão” já está toda eriçada com esta possibilidade.

O PPS, partido do comunista canastrão e abestalhado Roberto Freire, já mostrou como será a campanha de 2010 – bate, esculhamba, enquanto o SERRAPEDÁGIO é apresentado como o grande conciliador e gestor público.

Enquanto isso, ele salva o PIG da falência, isto porque todos (Folha, Estadão, Veja, Globo) tiveram quedas na quantidade de exemplares vendidos.

Vamos ao que diz o blog do Azenha sobre esta situação

Outra negociata de Serra com a Abril

Atualizado em 29 de abril de 2009 às 21:19 | Publicado em 29 de abril de 2009 às 21:17

Os bons negócio$ entre o Serra e a editora Abril continuam

Chicão Dois Passos, em seu blog

http://chicaodoispassos.blogspot.com/

É inacreditável!

É dinheiro, milhões, no bolso dos donos da Editora Abril. Eles estão rindo atoa de felicidade.

O dinheiro dos nossos impostos estão sendo DESPERDIÇADOS com eles.

Quando você abre uma revista do grupo Abril é só elogio ao José Serra: competente, capaz, vitorioso...

O novo negócio entre ele$ é o seguinte:

- Contrato: 15/0149/09/04
- Empresa: Editora Abril S/A.
- Objeto: Aquisição de 25.702 assinaturas da Revista Recreio que
serão destinadas às escolas da Rede de Ensino da COGSP e da
CEI. - Prazo: 608 dias
- Valor: R$ 12.963.060,72 quase R$ 13 MILHÕES
- Data de Assinatura: 09/04/2009.
- Extratos de convênios - Convênio: 54/0443/09/06


Esta revista Recreio é dirigida às crianças. Ela custa CARO, porque junto vem um brinquedinho. Custa R$ 10,00, nas bancas de jornal.

O valor da compra SEM LICITAÇÃO é equivalente ao preço do exemplar na banca, sem descontos. No site você pode assinar com 10% de desconto, e uma segunda assinatura dá direito a 35%.

O governo Serra compra 25.702 assinaturas SEM O DESCONTO dado para qualquer um que fizer a assinatura? É demais. Não é incompetência, é planejamento político.

E mais. O brinquedinho que vem junto vai ser usado como? Vai ficar para quem? É o brinquedinho que torna a revista TÃO CARA.

Vale a pena perguntar:

Qual a relevância curricular para tais compras?

Como será O TRABALHO PEDAGÓGICO com as revistas?

Se é para estimular a leitura, como será feito? Quais livros vão usar? Porque não compram outras revistas de melhor qualidade, como a Ciência Hoje para Crianças?

Perguntei para duas professoras de escolas estaduais de SP sobre estes constantes negócios entre o Serra e a Abril. Elas relataram desperdício de dinheiro e falta de planejamento pedagógico.

A editora Abril ainda tem um ganho indireto de marketing: a revista será apresentada para um público que não costuma compra-la. As crianças, vendo o brinquedinho, que não ficará com ela, pedirão para os pais comprar a revista por causa do brinquedo. Se 5% dos pais fizerem isto, será uma aumento monstruoso de vendas da revista.

Será mais dinheiro no bolso dos donos da editora. Eles ficam felizes, eles agem pensando em dinheiro e poder.

Enquanto isto bons livros NÃO SÃO COMPRADOS.

Bons projetos pedagógicos são desconsiderados.

Boas idéias são destruídas, pois o foco é agir de modo a ajudar os donos da editora Abril.