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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O PT cresce e consolida seu projeto nacional



Rui Falcão
Folha

O ASSUNTO DE HOJE: rumos partidários

O PT cresce e consolida seu projeto nacional

Hora de debater financiamento público eleitoral e regulação da mídia, que não é censura. E não seremos vingativos ao julgarem a oposição por seus 'mensalões'
O veredito das urnas nas eleições municipais encheu de orgulho a todos os simpatizantes, militantes e dirigentes do Partido dos Trabalhadores. Nosso desafio agora é continuar a corresponder à confiança depositada no primeiro turno pelos 17,2 milhões de eleitores, número recorde em nossa história. Governaremos 635 municípios, com 27,6 milhões de eleitores, abrangendo 20% do eleitorado nacional.

Sim, sempre tive lado e que me move são os meus princípios e aquilo em que acredito.



Amigos e amigas, a imagem acima é simbólica, mas serve para representar os valores que carregamos quando optamos para que lado ir, ou que caminho percorrer. Leia e tire as suas conclusões.
 
No dia 5 de setembro de 1979, o general João Baptista Figueiredo, último presidente do regime militar, tentou cumprimentar a mineirinha Rachel Clemens, durante uma visita a Belo Horizonte. Mas a menina, de apenas cinco anos, se recusou a dar-lhe a mão, contrariando todos os presentes que insistiam para que ela o cumprimentasse.

O episódio foi registrado pelo fotógrafo Guinaldo Nicolaevsky e a imagem virou símbolo da luta contra a ditadura.

Fonte: http://bistrocultural.com/14385/foto-do-dia-120.html

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mídia prepara bote contra Lula

Imagem extraída do blog http://asintoniafina.blogspot.com.br/
Por Altamiro Borges

Há quem afirme que o julgamento do chamado “mensalão do PT” deve deixar os holofotes da mídia. Afinal, ele já teria cumprido o seu objetivo de evitar uma derrota ainda mais acachapante da oposição demotucana nas eleições de outubro. Não concordo. O julgamento midiático no STF tinha dois objetivos: um imediato, tático, eleitoral. Outro mais estratégico, visando desmoralizar as forças de esquerda. Para atingir este segundo objetivo, o ex-presidente Lula, como principal referência das esquerdas, precisa ser abatido.

O caminho para 2014: perdas e ganhos

Cenários eleitorais
por Rodrigo Vianna
Na eleição mais importante do país, o PSDB de São Paulo tentou fugir para Serra maestra. Fustigado pela rejeição de seu líder maior (?!), não soube reagir. Os tucanos (de São Paulo) não sabem lutar quando acuados. Covas sabia. Os que sobraram não sabem. Só conseguem avançar em terreno inimigo se tiverem a infantaria protegida pela aviação (mídia velha) e a artilharia (velha mídia). 

Na disputa em São Paulo, até contaram com artilharia pesada. Mas ela mirou para o lado errado: Mensalão, kit gay… Os tucanos paulistas – capturados pela irracionalidade de blogueiros medonhos da “Veja” e de pastores com estranhas fixações sexuais - falam cada vez mais apenas para convertidos. Caíram no gueto, e ali chafurdam.

A primeira conclusão óbvia que a eleição municipal nos traz é essa: o PSDB só vai sobreviver se trocar o eixo de comando. Saem os paulistas de calças sociais e camisas azuis. Entram os mineiros joviais. Alckmin não tem fôlego para pensar em Brasília, terá que se concentrar em São Paulo: o tucanato paulista está sob fogo serrado e cerrado, e pode perder seu bastião – como escrevi aqui.

Nesse giro para fora do gueto, Aécio ganha alguns aliados importantes: ACM Neto e um DEM que comandará a terceira cidade brasileira; Arthur Virgílio e a coragem de quem não foge de brigas amazônicas; o PPS com algumas cidades de médio porte conquistadas país afora.

Eduardo Campos e o PSB Os tucanos também acham que podem atrair Eduardo Campos e o fortalecido PSB para uma aliança de ocasião contra o lulismo. Como eu havia escrito aqui, logo após o primeiro turno, o mais provável é que o PSDB vire linha auxiliar do neto de Arraes. Vejamos…

O PSB conquistou o maior número de capitais. Virou o quarto partido brasileiro, atrás apenas de PT, PSDB e PMDB. Isso é fato. E há mais: ao contrário dos tucanos, Eduardo pode – legitimamente –ensaiar um discurso “pós-Lula”, do tipo “gostamos do Lula, respeitamos o legado dele, mas é hora de seguir para uma nova fase”. 

Aécio dizer isso não cola, porque ele estará cercado por fantasmas dos velhos tempos fernandistas. Eduardo Campos dizer isso cola, sim!

Portanto, Eduardo tem base eleitoral de saída (Nordeste e algumas cidades grandes Brasil afora), e tem discurso. A questão é: a hora é 2014? Ou 2018? Isso depende do que acontecer com o PT.

Lula, Dilma e o PT Lula colheu uma vitória maiúscula com a eleição de Haddad. Lula só perdeu na Globonews. A derrota tucana em São Paulo é tão séria que já começou o acerto de contas entre Serra e outras lideranças tucanas – que pretendem jogar toda a conta pelo fracaso nas costas do bravo líder da Mooca.

O PT vive uma situação curiosa, que merece análise mais aprofundada em outro momento. De um lado, consolidou-se no Sul/Sudeste com vitórias e/ou grandes votações em cidades importantes de São Paulo, Minas, Paraná, Rio… Podemos listar, além da capital paulista: Guarulhos (segundo município paulista), São Bernardo do Campo, Osasco, São José dos Campos, Uberlândia e Niterói – onde venceu; além de Campinas, Belo Horizonte, Ponta Grossa e Maringá – onde não venceu mas teve mais de 40% dos votos.
Ao mesmo tempo, no Norte/Nordeste o PT conquistou mais Prefeituras de pequeno porte, mas fracassou nas cidades grandes (com execeção de João Pessoa e Rio Branco). Qual a explicação? Erros políticos apenas (como se viu no Recife e Fortaleza)? Ou há motivação econômica?
A hipótese que se levanta é que as melhorias econômicas provocadas pelo Bolsa-Família, crédito consignado, Luz Para Todos estariam se esgotando nas cidades grandes do Norte/Nordeste. Nas pequenas, esses programas ainda fazem a diferença.
O PT viveria a aparente contradição de ser – ao mesmo tempo – um partido dos “grotões” nordestinos e das cidades grandes e médias com ampla população industrial ou já na era dos serviços.
Quem ocupa o lugar que o PT perdeu no Norte/Nordeste? PSB em boa parte (ou seja, o povo não está tão satisfeito com o PT, mas vê PSDB/DEM como passado).
Dilma tenta inaugurar nova fase de crescimento – com juros baixos, obras públicas, redução de impostoes. Os reflexos só devem aparecer em 2013/2014. Se a economia se acelerar, os primeiros a sentir a arrancada seriam moradores dos grandes centros. Assim, o PT poderia recuperar parte do eleitorado “perdido” em 2010 e 2012.
Nesse caso, sobraria pouco espaço para uma “aventura” de Eduardo Campos.
Mas e se a economia andar “de lado”, com crescimento tímido?
Aí, teríamos uma eleição mais aberta. Imaginem um quadro com Dilma (PT/PMDB), Aécio (PSDB/DEM/PPS), Eduardo Campos (PSB/PSD) e a incógnita de Marina Silva…
Eduardo tiraria parte do eleitorado petista do Nordeste. Com boas alianças com PSD e lideranças desgarradas, conquistaria (pequenos) nacos do Sul/Sudeste. Candidatura para 15% ou 20% dos votos.
Aécio tiraria (boa) parte do eleitorado mineiro do PT, sairia forte de São Paulo com apoio de Alckmin (que travará batalha de vida ou morte com PT) e conquistaria pedaços do Norte/Nordeste (com lideranças sobreviventes do DEM/PSDB). É candidatura para 20% ou 25% dos votos no primeiro turno.
Dilma teria uma votação espalhada pelo país. Poderia chegar a 40% ou 45%. Dificilmente venceria no primeiro turno.
O melhor para Aécio e Eduardo não seria uma aliança no primeiro turno. Mas candidaturas separadas, com possibilidade de apoio num segundo turno, a depender da conjuntura.
Eduardo teria peso (e coragem) para confrontar a “candidata do Lula” em 2014? Hoje, acho pouco provável. Mas não é um cenário de todo improvável.

Das lições do PT em 2012: investir na qualidade dos serviços públicos.

 

Das lições que o PT deve tirar das eleições: investir em serviços de qualidade e respeitar os movimentos sociais. Arrogância não leva a lugar nenhum. Por isso é preciso manter interlocução com todos os setores da sociedade brasileira e principalmente: investir em serviços de qualidade, por quê? Porque governo bem avaliado é governo reeleito. Governo mal avaliado, é governo reprovado. Simples de entender. 

Jorge Viana: Prioridade do PT passa de inclusão a qualidade dos serviços públicos

publicado em 29 de outubro de 2012 às 18:32
Vitória em SP amplia coesão e cacife de Lula no PT

Por Caio Junqueira | De São Paulo
O prefeito eleito ontem por São Paulo, Fernando Haddad, subscreveu em 2005 uma espécie de manifesto intitulado Mensagem ao Partido. A elaboração do texto foi liderada pelo então presidente do PT, Tarso Genro, e propunha a refundação da legenda na sequência da crise do mensalão. Uma clara oposição ao grupo que ficou conhecido como Campo Majoritário, cujos principais protagonistas -José Dirceu à frente- estampavam à época as páginas dos jornais em meio às denúncias do mensalão. O manifesto também inaugurou uma nova corrente partidária considerada mais à esquerda na sigla.