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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Nem todos abandonaram Serra. Gilmar ficou

Brizola Neto

A sessão de hoje do Supremo Tribunal Federal será marcada por um enorme constrangimento. Já estava evidente, pelo placar de 7 a 0 em favor da desnecessidade da apresentação de dois documentos na hora do voto que a questão era juridicamente clara.
Já foi  miúdo – embora regimental – o pedido de vistas pelo Ministro Gilmar Mendes, apenas para protelar uma questão sem grande complexidade e  já resolvida pelos demais juízes.
Agora, porém, com a revelação da repórter Cátia Seabra de que esse gesto veio depois de um telefonema de José Serra, Mendes está numa situação vexatória.
É sabido, há dias, que o serrismo apostava numa alta abstenção e que, nela, se incluiriam aqueles que, desinformados, não levassem o documento com foto e o título para votar, exigência da nova lei, em relação à qual eu e muitos deputados “dormimos no ponto” e deixamos passar.
O STF vai corrigir esta distorção da lei, que poderia privar centenas de milhares de brasileiros, em especial os mais humildes, do direito de voto.
Parece que incorrigíveis, mesmo, só as atitudes do ministro Gilmar Mendes e de José Serra

Em 2006 todas as luzes do PIG eram para Heloísa Helena, agora são para Marina. Depois virá o ostracismo.

Respondendo a uma sabatina do Estadão em 02 de setembro, a candidata do Partido Verde à presidência da República Marina Silva disse: "Não é utópico imaginar ser possível governar com gente boa de todos os partidos. José Serra já convidou a mim e a Dilma para fazer parte de seu governo". Isso depois de defender um "realinhamento histórico do PT com o PSDB.

Apoiada hoje por um setor da FIESP (seu vice é dono do grupo Natura), Marina, desde os tempos de ministra de Lula, cultivou relações com o imperialismo dos EUA, cuja imprensa a trata como "pop star".  Começou pelas ONGs (Greenpeace, WWF), e igrejas, depois chegou às multinacionais, com a liberação dos transgênicos, aos "investidores", com a concessão ds florestas à iniciativa privada.

Marina escolheu sair do governo Lula divergindo de uma lei favorável aos ruralistas, passando uma imagem de "esquerda". Coisa que dentro do PT ela nunca foi. No Acre, seu Estado, ela já defendia aliança com o PSDB há 15 anos!

Ao longo de 2009, setores do MST e a direção do PSOL (inclusive do grupo do ex-dirigente do PT, João Machado, ligado ao chamado "Secretariado Unificado") chegaram a cortejar Marina par encabeçar uma "frente eleitoral". 

Como se sabe, a presidente do PSOL, Heloísa Helena, manteve seu apoio à Marina até hoje, mesmo tendo o partido lançado Plínio à presidência.

 PARA QUAL POLÍTICA?

Mas afinal, para aplicar qual política Marina quer unir PT e PSDB? 

* Temos de reduzir o gasto público fazendo com que cresça metade do crescimento do PIB (...) vou reduzir impostos".

*  Minha posição pessoal em relação ao aborto é clara: sou contrária (mas sou a favor do plesbiscito para decidir esta questão)

*  Numa Constituinte exclusiva que eu defendo teríamos de colocar a reforma tributária, previdenciária e  a política".

Uma reforma para avançar ou uma contra-reforma? A resposta à questão-chave do salário mínimo revela:

*  Não é possível assumir compromissos de aumento real do salário mínimo. É preciso avaliar como estão as contas públicas".

Ora, desde a ditadura militar é isso que ouvem os trabalhadores. Com muita luta da CUT, no governo Lula isso começou a mudar com a conquista de aumento real de 54% em 7 anos.  Mada nada está garantido para o ano de 2011.  Mas, com Marina no governo. como se vê, seria ainda mais difícil!.

Qualquer trabalhador pode entender: Marina na verdade, não traz nada de novo, é apenas mais uma que passou para o lado dos patrões. Neste caso, dos patrões moderno que querem um união com PT e PSDB juntos no governo federal para aplicar metidas de ajuste, corte de gastos etc. Todo o contrário da democracia. 

Mas é claro, tudo isso pintado de verde para ficar na moda. 

Comentário: quando Marina era Ministra do Meio Ambiente, os mesmos jornais que hoje a paparica eram os jornais que a chamavam de incompetente. Na verdade, Marina é uma laranja do PIG para levar as eleições de 2010. No entanto, o povo já entendeu toda a jogada, como aconteceu em 2006 quando todas luzes do PIG eram para Heloísa Helena.

Rede Globo, Folha, Veja, Estadão travestidos de "verdes" para levar a eleição para o segundo turno.

Jornal O TRABALHO, nº 681 - 8 a 22 de setembro de 2010

Brizola Neto: vai ser apertado, mas acho que vamos ter dois novos senadores do Ceará apoiando o Governo Dilma.

Tasso perde altitude e periga não se eleger

O crescimento da candidatura Dilma  está produzindo o  que só aqueles que confiam no raciocínio e no instinto do povo brasileiro podiam imaginar. E, com a aproximação das eleições, as pesquisas  -  tirando, claro, o Datafolha, que não é pesquisa, é propaganda – vão mostrando situações em que poucos analistas políticos acreditavam.
Tasso “Jatinho” Jereissati, por exemplo era, há dois meses, “barbada” na eleição do Senado, com 60% das intenções de voto. Vem caindo, caindo – como o Tijolaco.com  registrou aqui e aqui – e agora parece que entrou mesmo em pane. Uma pesquisa Vox Populi divulgada ontem à noite  igualou-o aos candidatos dilmistas – Eunicio Oliveira, do PMDB, e José Pimentel, do PT -. Os números: Tasso, 46%, Eunício, 44%, e Pimentel, 43%, com margem de erro de 3,5%.  Há quatro  dias, segundo o Datafolha, ele tinha três pontos sobre Eunício e oito sobre Pimentel.
Vai ser apertado, mas acho que vamos ter dois novos  senadores do Ceará  apoiando o Governo Dilma.

Alckmin revela: estamos usando Marina para levar Zé Baixaria para o segunto turno.

SP: Alckmin acha que Marina vai colocar Serra no 2º turno
30 de setembro de 2010 • 13h17 

Terra   


Rose Mary de Souza
Direto de Campinas (SP)
O candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, acredita que a presidenciável Marina Silva, do PV, vai colocar o tucano José Serra no segundo turno das eleições. "Marina vai ter uma boa votação e aí acho que teriamos a possibilidade de um segundo turno entre Dilma e Serra", comentou Alckimn ao Terra, após participar de uma entrevista ao vivo de 18 minutos na Rádio CBN Campinas no final da manhã desta terça feira (30).
Segundo a avaliação de Alckmin "Dilma já está no segundo turno". Ele acha dificil uma queda expressiva da petista que é apoiada pelo atual governo na reta final das eleições. Conforme ele, a considerar todas as pesquisas de intenção de votos, Dilma está em uma posição dificil de ser revertida.
Sendo assim, Alckmin acredita que o Partido Verde vem fazendo uma boa participação nas eleições, mas que seria muito improvável um segundo turno entre as duas candidatas mulheres, do PV e do PT. "Acho muito difícil Marina chegar no segundo turno", afirmou.
Na possibilidade de segundo turno entre o tucano e a petista, o candidato Alckmin não quis comentar sobre um apoio do PV da senadora Marina Silva à campanha de José Serra.
"A gente não pode falar isso (apoio) do PV agora . Eu seria indelicado. Eles estão trabalhando, e muito forte, para chegarem lá. Cada coisa tem seu tempo. Vamos esperar domingo e aí então vamos ver", disse

Manifesto pela vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno

Blog do Cadu

Você não se lembra?

Do que foram os anos de política neoliberal no Brasil? Da pauperização da classe média que dela resultou?

De quantos colegas competentes foram demitidos ou convencidos a se demitir do serviço público na ilusão de que o “mercado” os acolheria, e só encontraram pobreza e abandono?

Dos professores das universidades públicas que, em virtude dos salários praticamente congelados, preferiram se aposentar e buscar emprego nas universidades particulares?

De como foram contratados professores em caráter precário ganhando até 500 reais por mês nas universidades públicas, esvaziando com isto as reivindicações dos professores de carreira?

Por Isabel Lustosa*


De como ficaram sucateadas as repartições públicas, em que tudo faltava, não só pessoal como o material básico de limpeza? Do exército de terceirizados que, recebendo salários miseráveis, veio ocupar o lugar de seus colegas na administração dessas mesmas repartições e só fizeram a fortuna dos empresários desse ramo?

Das filas enormes em frente aos guichês do INSS por falta de pessoal para o atendimento?

De como caíram monumentos históricos por falta de pessoal especializado em restauração e conservação que nunca foram contratados naqueles anos sombrios?

Das tantas vezes em que pegou um táxi e o motorista era um engenheiro ou economista de uma estatal que tinha sido vítima do “enxugamento” da máquina pública?

Das fábricas fechadas e do aspecto deprimente que tomou a Avenida Brasil, outrora rica e ocupada por tantos negócios promissores?

Da miséria em que vivia o povo do Nordeste sem o mínimo do necessário para sobreviver e que hoje vive em casas de alvenaria com luz elétrica, geladeira e televisão? Das tantas meninas prostituídas pelas condições miseráveis de suas famílias? Dos índices de mortalidade infantil que então tínhamos?

Dos tantos jovens que optaram pelo crime porque não tinham qualquer perspectiva de inserção no mercado de trabalho por conta de uma política econômica que considerava isto apenas um efeito perverso de um modelo que um dia ia fazer do Brasil um país rico?

É muito importante que você se lembre que aquele Brasil da desesperança e do pessimismo só foi superado no segundo governo de Luís Inácio Lula da Silva.

Só foi superado quando assumiu as rédeas do governo uma mulher identificada com os ideais do desenvolvimentismo, tal como pensado por Celso Furtado e pelo que havia de melhor no pensamento político, econômico e científico que estava em plena florescência no Brasil antes do Golpe Militar de 1964.

Aquele Brasil de um povo humilhado e sem expectativas do segundo governo de Fernando Henrique Cardoso só foi superado quando Dilma Roussef assumiu a Casa Civil.

Só foi realmente superado quando o governo Lula finalmente levou adiante um projeto de real redistribuição da riqueza; de elevação gradativa do salário mínimo; de fortalecimento das instituições públicas; de valorização dos professores; de eficiência da máquina pública a partir da criação de um quadro de funcionários concursados; de enriquecimento das empresas estatais que são patrimônio de todos os brasileiros.

É um quadro de melhora na qualidade de vida que atingiu a todos e que só infelicita aos preconceituosos que colocam acima da felicidade e do bem-estar do povo de seu país os modismos de uma elite fútil e inconsciente e o discurso do falso moralismo dos que pretendem inviabilizar a era de progresso e desenvolvimento que iniciamos.

É preciso lembrar sempre que foi a partir do momento em que Dilma Roussef assumiu o papel de protagonista do governo Lula que o Brasil entrou nessa nova era.

Se você lembra de tudo isto e não quer o retrocesso que o abandono desse projeto representaria para o seu país, garanta a vitória de Dilma Roussef no Primeiro Turno, com o seu voto, o de toda a sua família, o de seus colegas e o voto de todas as pessoas com quem falar.


*Isabel Lustosa, cientista política e historiadora da Fundação Casa de Rui Barbosa
 
**Retirado do Blog Aldeia Gaulesa (clique aqui)