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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Um texto para análises dos erros petistas e construção de 2017 e 2018.



Amigos(as) vamos fazer grupos de estudos sobre política e geopolítica em 2017. 
 
Cada post será momento de reflexão, construção e reconstrução. Começo por esse post aqui da mídia Ninja em que destaco essa parte do longo e excelente texto do Pastor Ariovaldo. (veja abaixo). 
 
E veja que na entrevista de Haddad, ele não tem a coragem ou o discernimento de reconhecer que faltou mídia em seu bom governo. Como pode a periferia paulista abandonar o PT depois de tantos anos?

‘Não basta distribuir renda’, diz Haddad sobre projeto do PT e da esquerda para o país

- Entenda que o Haddad  faz esse questionamento e não consegue encontrar resposta que o Pastor Ariovaldo dá abaixo em seu texto. 
 
Veja o que diz Haddad em três pontos que destaco:
1. Então não se podia mexer em nada. A faixa de ônibus era criticada, ciclovia era criticada, redução de velocidade era criticada, enfim. Vivemos aqui um momento de muita dificuldade de comunicação porque havia por parte dos meios de comunicação uma espécie de ordem unida contra qualquer iniciativa modernizadora.
Ou seja, Haddad reconhece a força da velha mídia, mas pouco faz para fazer a contra-argumentação ou criar canais de comunicação diretos com a periferia. E a periferia fala que Haddad era um prefeito das elites. A periferia não se achava em Haddad, por quê?

Por então, perdeu na periferia? Haddad não tem consciência do erro nessa sua fala aqui:

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Governo golpista PSDB-PMDB nega o direito de posse às terras indígenas.


O Regime de Temer nega o direito de posse à terras no Brasil. Dinâmica Global
 
Contrariando recentes recomendações das Nações Unidas (ONU), o governo federal prepara mudanças radicais no procedimento de demarcação de terras indígenas. Uma minuta de decreto está sobre a mesa do ministro da Justiça Alexandre Moraes e teve o conteúdo divulgado pela imprensa nacional nesta segunda-feira, 12.

No documento é possível verificar que as alterações atendem duas das principais pautas da bancada defensora de latifundiários do Congresso Nacional. “Não vamos aceitar. Queremos o respeito à Constituição, ao nosso direito. Governo declarou guerra contra os povos indígenas e vamos reagir”, declara Tupã Guarani Mbya da Comissão Guarani Yvyrupa.

No último mês, a Articulação Nacional dos Povos Indígenas (Apib) havia antecipado, com acentuada temeridade, o desejo do governo Temer em atender os aliados ruralistas. Com uma ocupação no Palácio do Planalto, a Articulação dos Povos e Comunidades Tradicionais ressaltou que não aceitaria qualquer mudança no procedimento. Ao contrário, exigiu que o governo federal retomasse as demarcações e fortalecesse a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Nenhum órgão governamental, até o momento, procurou as organizações indígenas para tratar de tal minuta. A bancada indígena do Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) chegou a se posicionar contra o possível decreto e exigiu que o governo não descumpra a Convenção 169 da Organização Nacional do Trabalho (OIT), que confere aos povos indígenas o direito à consulta prévia, livre e informada em caso de intervenções estatais que afetem seus territórios e suas vidas.

A minuta do decreto tem como título ‘Proposta de Regulamentação da Demarcação das Terras Indígenas’. Conforme estimativas do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o decreto, caso seja baixado pelo presidente Michel Temer do jeito em que se encontra, afetará diretamente 600 terras indígenas. O dado é baseado nas inúmeras restrições da minuta às demarcações em curso, impactando até mesmo terras já homologadas, além das demandas demarcatórias sem nenhum procedimento iniciado pela Funai.

Lançando uma pá de cal sobre os artigos 231 e 232 da Constituição Federal, o governo não altera o que neles está disposto, mas os atrofia e inviabiliza. A minuta do decreto deixa evidente que o governo brasileiro pretende criar empecilhos variados à ocupação e posse dos territórios pelos povos. Por exemplo, se hoje um fazendeiro é indenizado por estar sobre uma terra indígena, a minuta propõe o contrário: o indígena será indenizado para não ocupar o que é seu por direito e jamais voltar a fazê-lo.

O governo trabalha, acompanhando passo a passo o raciocínio apresentado pelos ruralistas nos últimos anos, a falsa ideia de atualização do Decreto 1775, baixado durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, em 1996, para atender o direito de “trabalhadores rurais da pequena e da média propriedade, que nela morem e cultivem a terra; os trabalhadores das partes ocupadas e produtivas de assentamentos de reforma agrária; habitantes de assentamentos humanos ocupados por população de baixa renda em áreas urbanas consolidadas (Código Florestal)”, conforme a minuta.

Um outro ponto do possível decreto é que ele limitará ainda mais as demarcações: o marco temporal. A interpretação, baseada em uma condicionante à homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, e definida pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como não vinculante às demais terras indígenas, defende que apenas os povos indígenas que disputavam ou ocupavam terras reivindicadas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição, têm o direito a elas. Os demais, não.

“A gente foi expulso das nossas terras, por isso muitas comunidades não estavam sobre elas em 88. Governo sabe disso, então eles querem usar massacre que sofremos como arma contra a gente. Chamo isso de um novo massacre, tão ruim quanto os primeiros. Governo não atira na gente com arma, não mata com arma: atira e mata com esse decreto”, afirma Eliseu Guarani e Kaiowá, integrante da bancada indígena do CNPI e da Aty Guasu – Grande Assembleia Guarani e Kaiowá.

Medidas mais radicais, caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, aquela que transfere do Poder Executivo para o Poder Legislativo a demarcação de terras indígenas, tornam-se desnecessárias de seguirem adiante nas tramitações legislativas. O decreto abarca todo o conteúdo defendido pelos parlamentares ruralistas em quase 100 propostas de emendas, projetos de lei e medidas envolvendo o desejo do agronegócio, mineradoras e grandes empreendimentos em terras indígenas.


Por Renato Santana, da Assessoria de Comunicação (Cimi)

Fonte: Pravda.ru

"O fim da aposentadoria", a cartilha explica que a regra para se aposentar passa a ser a mesma para homens e mulheres, do campo ou da cidade

Cartilha explica a Reforma da Previdência e mostra como ficará a aposentadoria no Brasil
 
Foto: Divulgação

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou uma cartilha explicativa sobre a Reforma da Previdência e as novas regras para se aposentar no Brasil, caso a medida seja aprovada no Congresso Nacional.

Com o título "O fim da aposentadoria", a cartilha explica que a regra para se aposentar passa a ser a mesma para homens e mulheres, do campo ou da cidade. A idade mínima para se aposentar passa a ser de 65 anos e o tempo de contribuição será de 25 anos (era de 15 anos). No entanto, para receber a aposentadoria integral, será necessário trabalhar 49 anos.

A pensão por morte também passará por mudanças, que passa a ser de 50% da aposentadoria do falecido, mais 10% por dependente. O documento mostra ainda que os militares ficaram de fora da Reforma, "apesar de serem responsáveis por metade do chamado rombo da Previdência".

Sobre a aposentadoria rural, a cartilha explica que, hoje, a maioria dos rurais só se aposenta por idade (homens, aos 60 anos e, mulheres, aos 55 anos). "Com a reforma, os rurais só poderão se aposentar aos 65 anos, depois de contribuir 25 anos, mesmo que não tenham produtos para vender. E, ao invés de uma contribuição por família, terão de contribuir individualmente. Como não terão dinheiro, jamais se aposentarão", diz o documento.



A cartilha lembra também que a Reforma irá tirar benefícios de idosos e de pessoas com deficiência, com o fim do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é pago para idosos e pessoas com deficiência de famílias pobres. "A idade mínima para receber o benefício vai aumentar de 65 anos para 70 anos. E Temer quer desvincular o BPC do salário mínimo. Ou seja, o valor vai minguar até não dar para comprar nem um cacho de banana, pois não terá reajuste".

As mulheres serão ainda mais prejudicadas com a Reforma Previdenciária, pois terão de contribuir dez anos a mais e esperar até os 65 anos de idade, como os homens, se quiserem se aposentar. "Temer ignorou a Constituição. Se ele desse bola para leis, veria que lá está escrito que as mulheres têm direito a um tratamento diferente porque são elas que cuidam dos filhos, da casa; têm tripla jornada, ganham menos e sofrem discriminação no mercado de trabalho".

Você pode fazer o download da cartilha abaixo:

AnexoTamanho
reforma_da_previdencia_cut_.pdf

A estratégia do golpe dentro do golpe, mas não será FHC porque lhe falta "cunhões" para administrar um país em pé de guerra.

Espero que o Brasileiro e Brasileira não sejam trouxas novamente. A estratégia da Globo e das forças do mercado e do exterior é eleger alguém de confiança para tocar a PEC 55, o desmantelamento da previdência, do SUS e da Rede Federal de Ensino Superior.
"A delação direta da Odebrecht contra Michel Temer acelera de forma dramática o debate sobre sua substituição, caminho para o qual existem duas alternativas possíveis. A eleição direta, em respeito à soberania popular definida pela Constituição, ou o golpe dentro do golpe", escreve Paulo Moreira Leite. Para ele, "os grandes fatos da conjuntura devem ser lidos a partir desta situação. Enquanto a maioria da população procura entender as migalhas de informação que a mídia grande deixa escapar, os donos do poder e do dinheiro escolhem um novo presidente a portas fechadas, para ter certeza de que um possível sucessor de Temer não irá colocar em risco o projeto de devolver o Brasil ao circuito da globalização acelerada, sem nenhum risco de de resistência, real ou mesmo simbólica"

Quem elegeu o pior Congresso em 60 anos? Sim, você. Você é o culpado.


Sim, você é o culpado por todas as mazelas desse país. Mete a mão no peito e diga: eu sou culpado. Não precisa fazer o suicídio, apenas reconheça a sua culpa. Esse Congresso que está aí é o resultado do seu voto inconsequente, estéril e infértil.