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domingo, 16 de abril de 2017

Temer confessa o crime: Dilma caiu porque não cedeu à chantagem de Cunha


Temer confessa o crime: Dilma caiu porque não cedeu à chantagem de Cunha


Michel Temer admitiu, ao vivo e em rede nacional, em entrevista na Band, que Dilma Rousseff foi derrubada porque o PT não salvou o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), no Conselho de Ética da Casa; com tranquilidade, Temer narrou o episódio de chantagem política como se fosse algo absolutamente banal e cuja culpa fosse exclusivamente de Dilma e do PT, por não terem se submetido à chantagem de seu aliado, hoje condenado a mais de 15 anos de prisão por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro; depois de contar sobre o fracasso do arranjo devido à recusa dos petistas, Temer comentou: "Que coisa curiosa! se o PT tivesse votado nele naquele comitê de ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse"; na prática, Temer confessou que houve desvio de finalidade no golpe parlamentar de 2016 e que o impeachment nada teve a ver com as tais pedaladas fiscais

sábado, 15 de abril de 2017

Propina da Odebrecht comprou 140 deputados a favor de Cunha provam que Impeachment foi comprado


Propina da Odebrecht comprou 140 deputados a favor de Cunha provam que Impeachment foi comprado


O empresário José Yunes decidiu disparar um tiro no peito de Michel Temer; em entrevista ao jornalista Lauro Jardim, Yunes afirmou que Temer, seu melhor amigo, sabe que ele foi usado como “mula” por Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil; “mula” é um termo do tráfico de drogas que designa a pessoa usada para transportar drogas para terceiros; Yunes disse ter recebido Lúcio Funaro em seu escritório, a pedido de Padilha; no encontro, Funaro lhe contou que estava financiando 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados; Yunes decidiu falar depois que apareceu nas delações da Odebrecht; de acordo com o delator Cláudio Melo Filho, da propina de R$ 11 milhões acertada com Temer, R$ 4 milhões foram entregues no escritório de Yunes; Padilha acaba de se licenciar do cargo alegando razões médicas

Temer, com propina de 40 milhões, tem a maior acusação da Lava-jato

theintercept.
O presidente da República, Michel Temer, quando ainda era candidato a vice-presidente, nas eleições de 2010, estava sentado na cabeceira da mesa de sua sala de reuniões no escritório que mantinha em São Paulo, na manhã do dia 15 de julho. Ao seu lado esquerdo, os deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves e um lobista de confiança do PMDB. À sua direita, dois representantes do grupo Odebrecht.