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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Diálogo com jornalista em 2009, Vale conferir na íntegra.


Sou fiel à minha história de vida, à história de vida de meu pai, de minha mãe. Em memória do meu pai tenho que está aqui em defesa do povo e do Brasil. Na história cearense certamente eu estaria do lado de Antonio Conselho e Beato São Lourenço.
 
 Diálogo com jornalista em 2009
Data: 25 de janeiro de 2009 11:33
Assunto: Re: A propósito de seu comentário
Alon,

O que você achou da carta do presidente da Itália e a forma como foi divulgada? Por que a Itália não fez pressão ao governo francês da forma como está fazendo? Por que esta violência da mídia contra o presidente Lula neste caso? O Editorial da BAND chamando o presidente Lula de covarde exemplifica uma mídia que defende muito mais os interesses estrangeiros do que os interesses do Brasil

Entendo que a questão é muita mais ideológica do que política ou outro caso. Veja por exemplo a mídia criticando violentamente o governo Chaves porque este quer se perpetuar no poder pela via do voto. E os movimentos do Uribe para mudar a constituição e se candidatar a um novo mandato? E aqui por que não se critica o Serra?


Você que conhece a política de São Paulo por que Serra é blindado? Por que você nunca escreveu uma linha sobre o governo dos tucanos? Lá em São Paulo temos a criação do PCC, um dos piores ensinos públicos do Brasil,, sistema público de saúde falido, além do mais o Serra trata arrogantemente os movimentos sociais com o apoio da mídia. É uma pessoa que não sabe dialogar.

Sabe o que me dá mais nojo e repugnância na política dos DEMOS-TUCANOS, é a linha subserviente que eles têm com o capital, com a elite branca, podre e perversa deste país e como os EUA. É a falta de sintonia e sentimento de defesa dos interesses do Brasil e dos brasileiros. Falta um sentimento de nacionalismo este pessoal, mas entendo que eles são descendentes dos jacobinos.

Se o Serra estivesse no poder o pais tinha quebrado porque o nosso país seria mais dependente aos EUA. Falando deste país, da EUROPA e o próprio JAPÃO, entendo que eles não têm mais como crescer e vão ter que reinventar o capitalismo. Eles já chegaram ao nível de consumo de bens duráveis como nunca na história. Os americanos já consumiram tudo o que tinham para consumir no planeta. E os chineses? Crescem a partir do nada, aqui da mesma forma temos uma longa estrada de consumo porque passamos três décadas sem consumo. Existem muitas famílias sem casa própria e bens simples como eletrodoméstico e o governo criou políticas públicas combinadas como a valorização do salário mínimo, consubstanciada com o bolso família, escolas profissionalizantes e outras políticas que fizeram emergir uma classe C ávida por consumo.


A política externa brasileira é criticada porque o governo está criando espaços para fazer deste uma grande nação soberana. A mídia luta para que o país seja dependente dos países desenvolvidos e caso do italiano vai nesta direção. As criticas ao asilo do italiano são ideológicas porque a mídia é toda a favor dos interesses estrangeiros. Lembra-se das privatizações das estatais que davam lucro como a Vale.

Nenhum editorial ou crítica dos jornalismos para reclamar da entrega do patrimônio brasileiro. Até hoje sinto-me violentado com a entrega do patrimônio da Vale. Foi um grande atentado à soberania deste país. Por que eles não começaram com as privatizações de portos, aeroportos e estradas? O grande gargalo deste país e que precisa de altos investimentos? Por que a privatização não começou com a infra-estrutura, se de fato eles queriam mordenizar este país? A verdade não era este interesse, mas se apoderar do patrimônio que dava lucro e era estratégico de desenvolvimento para este país.

Eu fico doente do coração quanto mais conheço as potencialidades perdidas deste país. Rui Barbosa disse certa vez que este país não tinha problemas, o que tinha era potencialidades adiadas. Cristóvam Buarque nesta linha de pensamento também falou que o nosso país tem todos os problemas que qualquer país tem, mas nenhum tem o potencial de resolve-los como o nosso tem. Recentemente lendo Peter Drucker, este grande pensador do século XX disse que não existem países desenvolvidos e países subdesenvolvidos, o que existem são países bem administrados e países mal administradores.

Se você perguntar se sou satisfeito com o governo Lula respondo que não. Por conta do sistema político deste país é preciso se aliar ao conservadorismo político. Sabemos que sem maioria efetiva no Congresso não se governa por aqui devido a própria constituição de 88 que criou uma coisa híbrida entre parlamentarismo e presidencialismo. O Congresso tem mais poderes do que o próprio presidente e o Collor caiu menos pela roubalheira e corrupção e mais por ser muito fraco no Congresso.

Sobre Lula, aqui a vigilância para o terceiro mandato de Lula é constante, mas eles apoiaram o segundo mandato de FHC desvergonhamente. Aliás, durante as eleições de 1998, a mídia que fez questão que não havia eleição. Não havia cobertura porque todos sabiam que o FHC estava mentindo porque o país tinha quebrado nas crises de 1997 e 1998. O FHC acusava com o aval de mídia que o Lula iria desvalorizar o real sabendo ele e a mídia que isso era coisa que já deveria acontecer há muito tempo o próximo presidente deveria faze-lo. O FHC tinha a obrigação, para salvar a economia do Brasil, de desvalorizar o real para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional e tirar a balança comercial do Brasil do vermelho. No entanto, ele levou na irresponsabilidade do câmbio supervalorizado até as eleições. Depois de eleito sabemos o que ele fez e como casos do banqueiro Salvatore foram à tona de influência na política cambial do banco central.

Mesmo tendo acesso à mídia eu sou assinante do jornal o Povo para que ele este jornal não feche as portas e no Ceará tenhamos uma só família dominando o jornal impresso. A nossa democracia é ameaçada pela "liberdade de imprensa" de uma meia dúzia de família, mas o que mais me entristece é que jornalistas aceitam fazer o jogo sujo e hipócrita do mal jornalismo. Mário Magalhães foi demitido do cargo de ombudsman da Folha por não concordar com o mal jornalismo praticado por lá. Trocamos muitas idéias sobre jornalismo e hoje tenho no Mário um dos grandes homens deste país. Este sim, tem sentimentos de verdadeiro homem. Paulo Freire, outro grande brasileiro dizia que o homem pode ser instrumento de transformação como também instrumento de dominação para manutenção desta realidade que está aí, onde a miséria e a pobreza são coisas imorais, mas as pessoas ditas de bem não se envergonham desta realidade.

Alon, você acredita que podemos criar outra realidade? Que um novo mundo é possível de ser criado. Em blog político li o texto dizendo que é ingenuidade pensar em um mundo diferente.

Sabe, Alon, quando terminei a faculdade eu tinha consciência que tinha que fazer alguma coisa para reverter o investimento que o Estado brasileiro fez comigo. Os trabalhadores brasileiros com o seu suor pagaram uma faculdade para mim e eu tinha que retribuir. Fui então trabalhar em comunidades rurícolas e lá ajudei a criar 6 creches, organizando as comunidades através de mobilização social. As famílias doaram um pouco que tinham para fazer bingos, sorteios e com parcerias da sociedade, da própria prefeitura e de outras instituições conseguir realizar este trabalho. Nas comunidades fiquei conhecido como o Luis da creche e isso foi há vinte anos. No mesmo ano entrei na militância política para eleger o Lula naquela época. Sabe sou de uma família de dez pessoas e não sei como sobrevivi à fome e à miséria no sertão nordestino. Muitos familiares e conhecidos não tiveram a mesma sorte do que eu, por isso que não posso está do outro lado, tenho que está aqui em defesa do povo e do Brasil. Se for preciso, por esta nação e pela sua soberania não terei a menor dúvida de pegar em armas.

Se a mídia e oposição seguem com o projeto de derrubada do governo durante a crise do mensalão, temos a consciência que haveria muito sangue derramado neste país por isso que eles não tiveram coragem.

Por fim, como um país dos BRICS, acredito que estaremos entre as nações mais ricas entre os anos 30 e 50 deste século, possivelmente como a quinta economia do planeta, atrás da China, EUA, EUROPA e Índia nesta ordem, todos eles potências econômicas e militareis com tecnologia nuclear para guerra. E o Brasil? Entendo que em um mundo caminhando para o nacionalismo exacerbado, proteção do mercado interno e de seus interesses, o Brasil é muito frágil nesta correlação de forças.

Já temos a tecnologia nuclear porque enriquecemos urânio e fiquei estarrecido com uma matéria da Folha defendendo a supervisão nuclear dos EUA em nossas pesquisas e que o Brasil aprofunde os termos do tratado de não proliferação,enquanto os EUA, EUROPA continuma ameaçando a nossa soberania, como o caso deste italiano.

Entendo que estamos caminhando para as pré-condições que criaram a primeira e segunda guerras mundiais com os países em forte crise recessiva e do desemprego. Por isso, entendo que os próximos governos deverão rever o tratado de não proliferação nuclear assinado pelo entreguista FHC e comemorado pela mídia. Isso enquanto os EUA mantiverem os seus arsenais intactos e atitudes ameaçadoras como a reativação da IV Frota do Atlântico Sul.

Abraços.

Luís Moreira

Russas - CE

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