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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Consolidação do golpe exige a destruição de Dilma




O mundo inteiro sabe, e assim ficará registrado nos livros de História, que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi um golpe de políticos corruptos contra uma uma mulher honesta; além disso, como o golpe foi também um fracasso econômico, os meios de comunicação que a ele se associaram – e que também responderão à História por este crime – buscam agora, desesperadamente, desconstruir a imagem de Dilma, a partir de um email apócrifo e provavelmente forjado por Mônica Moura; em editorial, a Folha diz que o mito da mulher honesta foi demolido; no Globo, Merval Pereira pede a prisão de Dilma e Ricardo Noblat que não haverá Justiça no Brasil enquanto ela não for punida; no entanto, o que incomoda as forças golpistas é o contraste entre a imagem de Dilma e a de personagens como Eduardo Cunha (15 anos de prisão), Aécio Neves (campeão de inquéritos na Lava Jato), Romero Jucá (estanca essa porra) e o próprio Michel Temer (propina de US$ 40 milhões)
 
As forças políticas que aplicaram o golpe parlamentar de 2016 perderam a narrativa. No mundo inteiro, já se sabe que houve, no Brasil, há um ano, um golpe de políticos corruptos contra uma presidente honesta. Um capítulo humilhante e vergonhoso da história nacional.

Essa "assembleia de bandidos presidida por um bandido" foi a definição precisa do escritor português Miguel Sousa Tavares, que foi confirmada pelos fatos.

Basta lembrar que o ex-deputado Eduardo Cunha, que aceitou o pedido de impeachment sem crime de responsabilidade contra Dilma, está condenado a mais de 15 anos de prisão. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que decidiu virar a mesa da democracia após ser derrotado em 2014, é hoje o recordista de inquéritos na Lava Jato. A seu lado, aparece o senador Romero Jucá (PMDB-RR), que dizia ser necessário derrubar Dilma para "parar essa porra e estancar a sangria da Lava Jato". No poder, quem dá as cartas, é Michel Temer, acusado pela Odebrecht de presidir uma reunião em que se definiu uma propina para o PMDB de US$ 40 milhões, equivalente a R$ 126 milhões e correspondente a 5% de um contrato da Petrobras – que Dilma cortou pela metade, diga-se de passagem.

Se o golpe tivesse sido um sucesso econômico, a questão da narrativa perderia a importância. Afinal, o Brasil estaria crescendo, gerando empregos e oportunidades – como, aliás, era a promessa dos meios de comunicação que se associaram, em cartel, para golpear a democracia brasileira.

Ocorre que o golpe, além de uma humilhação para a imagem do Brasil, que se transformou na mais bananeira de todas as repúblicas bananeiras que já existiram, foi também um fiasco econômico. A riqueza nacional encolheu quase 10% e o desemprego bateu todos os recordes.

Diante desse fracasso absoluto, as forças golpistas buscam, agora, uma nova narrativa. Nela, é essencial destruir a imagem de honestidade da presidente Dilma Rousseff, mulher que, após ser golpeada, vive num apartamento de classe média em Porto Alegre.

Contra ela, não há nenhuma acusação minimamente parecida com as propinas de Cunha, Aécio, Jucá e do próprio Temer, além das que atingem os nove ministros investigados na Lava Jato.

Dilma é acusada, apenas, de ter usado um email apócrifo, entregue por Mônica Moura, mulher de João Santana, para alertá-la sobre a Lava Jato. A prova, aparentemente forjada, foi a moeda de troca entregue por Mônica para reduzir sua pena.

No entanto, este email ridículo virou a tábua de salvação da mídia brasileira. Em editorial, publicado nesta segunda-feira, a Folha de S. Paulo diz que o mito da mulher honesta foi demolido. No Globo, Merval Pereira pede a prisão de Dilma e Ricardo Noblat que não haverá Justiça no Brasil enquanto ela não for punida.

No entanto, o que incomoda as forças golpistas é o contraste entre a imagem de retidão de Dilma e a de personagens como Eduardo Cunha (15 anos de prisão), Aécio Neves (campeão de inquéritos na Lava Jato), Romero Jucá (estanca essa porra) e o próprio Michel Temer (propina de US$ 40 milhões).

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