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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Requião: faltam 03 votos para Dilma reverter impeachment no Senado

Requião diz que Dilma precisaria hoje de 3 votos para reverter impeachment no Senado; retorno pode depender de gesto dramático, como convocar plebiscito 02 de junho de 2016 às 23h41 - Viomundo



A ex-presidenta fala à Marcha das Mulheres pela Democracia e Cultura contra o Golpe, no Largo da Carioca, no Rio. Fotos Mídia Ninja

Da Redação

Ao longo do debate sobre a abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, petistas fizeram todo tipo de previsão furada.

Seja por desconhecimento, traição ou má fé, os números sempre estiveram distantes do resultado final: 367 votos a 137.

Faltaram ao governo 43 votos, uma enormidade!

Por que seria diferente no Senado?

A admissibilidade naquela casa do Congresso passou por 55 votos a 22.

Dilma precisa de 28 votos para evitar o afastamento definitivo, que implica em perda dos direitos políticos por 8 anos, ou seja, até os 76 anos de idade.

Ontem o relator do caso, senador Antonio Anastasia, rejeitou o pedido da defesa de incluir no processo os áudios do ex-ministro Romero Jucá, que demonstram o complô envolvendo PMDB e aliados para derrubar Dilma com o objetivo de frear a Operação Lava Jato.

A essa altura, a ex-presidenta trava uma batalha nas redes sociais.

Nela, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo disse que o direito de defesa da mandatária está sendo atropelado no Senado.

Ele lembrou que, quando o processo andava na Câmara, se dizia que no Senado, sim, ela teria amplo direito de defesa.

As lideranças do golpe, no entanto, agora querem encurtar o processo, para votar o afastamento definitivo de Dilma ainda no mês de julho.

É uma forma de evitar que o desgaste prematuro de Temer comprometa votos no Senado.

Além disso, por mais que isso possa parecer provinciano, o sonho de Temer sempre foi ocupar o Planalto e fazê-lo na plenitude durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro deve ser outro elemento motivador.

O PT foca num grupo de 15 senadores: Acir Gurgacz (PDT-­RO), Antonio Carlos Valadares (PSB­-SE), Cristovam Buarque (PPS­-DF), Marcelo Crivella (PRB-­RJ), Benedito de Lira (PP-AL), Wellington Fagundes (PR­-MT), Ivo Cassol (PP-­RO), Edison Lobão (PMDB­-MA), Raimundo Lira (PMDB­-PB), Hélio José (PMDB-­DF), Romário (PSB-­RJ), Eduardo Braga (PMDB-­AM), Jader Barbalho (PMDB-­PA), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Pedro Chaves (PSC­-MS).

Porém, previsões anteriores feitas por petistas revelaram-se um tremendo fracasso.

Por isso, consultamos o senador Roberto Requião (PMDB-PR), crítico ferrenho do governo Dilma, peemedebista que tem trânsito com Michel Temer e profundo conhecedor dos humores do Senado.

Requião teve um encontro recente com Dilma, mas diz que seria antiético fazer qualquer revelação sobre o que foi conversado.

Porém, ele dá como certo que hoje Dilma teria 25 dos 28 votos necessários, faltando três para impedir a cassação de seus direitos políticos.

A direita já iniciou uma intensa campanha contra os que chama de “vira-casacas” nas redes sociais: a página do senador Benedito de Lira, por exemplo, foi inundada por comentários pedindo que ele reafirme o voto contra Dilma.

Uma análise das postagens oferece indícios de um esforço organizado, pela repetição de argumentos. Continuam focando nas mazelas do PT, nunca nos desastrosos primeiros 20 dias de Temer como presidente interino.

“Temer loteou o Estado para garantir o impeachment na Câmara”, diz Requião. “Dilma pode se concentrar num grupo de 14 senadores e tirar dali os votos de que necessita”, afirma o senador paranaense. “Está nas mãos dela transformar a votação num referendo não de seu mandato, mas dos primeiros meses de Temer no poder”, sugere.

Nos bastidores do Senado, especula-se sobre duas iniciativas que poderiam ajudar a ex-presidenta a conquistar apoios:

— deixar claro à sociedade como seria seu retorno ao Planalto, através de algum tipo de carta-compromisso;

— acenar com a possibilidade de um plebiscito para consultar a população sobre a antecipação das eleições de 2018.

Diante do apoio da mídia à essência do governo Temer — especialmente à retomada das privatizações, que pode render bons negócios diretamente aos barões midiáticos –, é pouco provável que Dilma consiga mobilizar a opinião pública para além dos já convertidos nas redes sociais.

O bombardeio de saturação da mídia durante meses a fio, afinal, obteve seu resultado: o de provocar alta rejeição ao PT e a qualquer coisa associada ao partido.

Talvez seja mesmo necessário um gesto dramático, como a promessa de um plebiscito, para vencer o virtual silêncio midiático que se faz sobre as iniciativas políticas de Dilma, especialmente nas emissoras de rádio e TV.

Embora de fato a iniciativa política deva partir dela, como sugere Requião, Temer não quer disputar o jogo nas ruas: as manobras de bastidores são o seu forte e com a caneta na mão ele ainda tem muito mais a oferecer aos jogadores que Dilma.

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