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terça-feira, 17 de maio de 2016

Sem votos,Serra pretende ser 1º Ministro em 2018

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Se depender dos golpistas, a Constituição Brasileira de 1988 será totalmente alterada, estuprada ao limite para favorecer os projetos golpistas. 

E esse governo golpista sabe que não terá votos para ganhar do Lula em 2018, então existem quatro objetivos: prender o Lula, torná-lo inelegível, matá-lo e o que é mais provável: implantar o PARLAMENTARLISMO com o Serra o preferido do governo golpista para 1º Ministro. Ele sabem que precisarão de dois terço em duas votações em cada Casa, mas parece que o rolo compressor será grande. 

E essa estratégia dos golpistas. Veremos se o povo aceitará esse golpe vagabundo. 


Agora no Itamaraty, Serra prepara quinto abandono de cargo

"Diário de FHC" expõe dificuldades em lidar com a diplomacia do agora ministro, que teria aceitado o convite de Temer como forma de seguir em sua busca da preferência tucana em 2018
por Helena Sthephanowitz, para a RBA publicado 17/05/2016 13:27, última modificação 17/05/2016 14:54
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
José Serra: diplomacia 'truculenta', inadequação ao cargo e desejo implícito pela Presidência
Em mais um capítulo parcialmente divulgado pela mídia tradicional do diário do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, enquanto ocupou a Presidência da República (1995-2002), o tucano maior narra que o escolhido do governo provisório de Michel Temer para ser o ministro das Relações Exteriores, José Serra, teve reentrada problemática no ministério em 1998. Serra havia sido ministro do Planejamento de FHC (1995-1996). De difícil convivência, José Serra teve divergências com a equipe econômica, deixou o cargo para disputar a prefeitura de São Paulo. Perdeu (o eleito foi Celso Pitta) e queria voltar para o governo em algum cargo na área econômica.
Brigou, fez inimizades, mas não conseguiu o que queria. O ex-presidente descreve que Serra foi convidado por ele para ocupar o Itamaraty, mas recusou e ainda fez críticas, dizendo que o ministério seria incapaz de "fazer comércio exterior". E FHC teria perguntado a Serra: "Bem, mas quem é competente? Quem discute na OMC, em Bruxelas?" e Serra teria dito, segundo o livro: "Do pessoal do Itamaraty, ninguém. Devíamos criar uma carreira de diplomatas economistas no Instituto Rio Branco".
Alguns anos se passaram e hoje Serra ocupa pasta do Itamaraty, que um dia ele criticou e rejeitou. Mas a arrogância do tucano continua a mesma, basta ler as respostas de Serra às criticas de países vizinhos ao afastamento de Dilma..
Com ajuda de Michel Temer, Serra emitiu notas muito acima do tom do habitual bom senso diplomático contestando países latino-americanos contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff e que veem a gestão Michel Temer como ilegítima.
El Salvador, Uruguai, Chile, Venezuela, Bolívia, Cuba e Equador manifestaram preocupação com o afastamento da presidenta eleita e com os impactos sobre a estabilidade política e econômica no continente.
Partidos políticos de esquerda e organizações internacionais também repudiaram oficialmente o golpe no Brasil. Além da Venezuela ter convocado seu embaixador, El Salvador também afirmou que não reconhece o novo governo brasileiro e convocou sua representante no Brasil. E a crise pode ser ainda mais acentuada porque, a partir de julho, Maduro assumirá a presidência do Mercosul.
Na segunda nota, Serra atacou o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper , acusando de usar argumentos errôneos, fazer interpretações falsas e expressar juízos de valor infundados. Para Serra, os comentários do colombiano sobre o afastamento de Dilma seriam incompatíveis com as funções que exerce e com o mandato que recebeu. Samper reagiu com ironia. "Fizeram o impeachment da presidente do Brasil, agora querem o impeachment do secretário-geral da Unasul".
As notas mal educadas emitidas por José Serra mostram um claro sinal de retrocesso da política externa brasileira e desconhecimento que, tanto no Mercosul, quanto na União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e na Organização dos Estados Americanos (OEA), há cláusulas democráticas em vigor. E que esses organismos multilaterais têm como critério que cada um dos países obedeça as regras da democracia.
Nos corredores da política em Brasília os comentários, cada vez mais crescentes, são de que as notas grosseiras e pouco diplomáticas indicam que Serra tentará fazer do cargo de chanceler uma marca pessoal que lhe garanta projeção no Brasil e no exterior para disputar a presidência da República em 2018. Ou seja: Serra estaria planejando usar o Itamaraty em sua incessante busca por holofotes, na tentativa de reverter o fato de que Aécio e Alckmin são atualmente tidos como os presidenciáveis do tucanato.
A se confirmarem as avaliações, essa seria a quinta vez que José Serra deixa um cargo para concorrer a outro – o senador não cumpre um mandato integral há 21 anos.
Em 1995, Serra foi eleito senador pelo estado de São Paulo. Tomando posse em janeiro daquele ano, meses depois deixou de lado seu mandato para se tornar ministro do Planejamento no governo FHC, cargo que ocupou até o ano seguinte, quando foi candidato a prefeito de São Paulo. Terminou a disputa em um melancólico terceiro lugar. Derrotado, voltou ao Senado, onde permaneceu por mais dois anos.
Em 1998, abandonou novamente a cadeira de senador para se tornar ministro da Saúde, posição ocupada durante quase todo o segundo mandato de Fernando Henrique.
Em outubro de 2002, Serra, então, se lançou candidato à Presidência do Brasil, sendo derrotado por Lula no segundo turno.
Dois anos depois, se candidatou e venceu as eleições para a prefeitura de São Paulo. Chegou a assinar uma carta em que se comprometia a cumprir seu mandato até o fim. No entanto, em 2006, "esqueceu" de sua promessa e se tornou candidato ao governo do estado de São Paulo, dando "tchau" a um mandato pela segunda vez. Em seu lugar na prefeitura, deixou Gilberto Kassab.
Eleito governador, Serra chegou ao terceiro abandono de mandato em abril de 2010, quando se aventurou em sua segunda tentativa ao cargo de presidente. Foi derrotado, desta vez, por Dilma. Na ocasião, deixou à frente do governo paulista Alberto Goldman.
Em 2012, Serra disputou mais uma vez a prefeitura de São Paulo. Foi derrotado no segundo turno por Fernando Haddad, do PT.
Dois anos depois, ele voltou a uma disputa por uma vaga no Senado. Venceu, e agora, pela quarta vez, Serra deixa em segundo plano um mandato, deixando sua cadeira de senador para ocupar o Itamaraty. Já são 21 anos sem cumprir integralmente um mandato.
Rumo ao quinto abandono de cargo, Serra não descarta voltar a disputar a Presidência. Ele já afirmou que um sonho pode "permanecer adormecido" por muito tempo. "Estou no auge da minha energia", disse.

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