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sábado, 14 de maio de 2016

Brasil agora é refém de “corrupto, lobista e traidor, afirmam franceses.

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Para franceses, Brasil agora é refém de “corrupto, lobista e traidor”


  Esmael

O escritor e jornalista francês, Gilles Lapouge, em sua coluna no Estadão, registrou nesta sexta (13) a impressão que os franceses têm dos novos governantes brasileiros — leia-se Cunha, Renan e Temer, respectivamente — depois de consumado o golpe contra Dilma: “corrupto, lobista e traidor”.
“Cunha, um político corrupto. Renan Calheiros usava um lobista para pagar pensão para sua amante grávida, e se Temer é um homem bonito, elegante, polido, de onde saiu? Era vice-presidente de Dilma! Bom, a pergunta então era esta: ‘seria ele um traidor?’”, escreveu o conservador Gilles para o Estadão
.
Com base no testemunho de Gilles Lapouge, tem-se a certeza de que a Europa tem mais consciência que o Brasil foi tomado de assalto na quinta (12).
A seguir, leia a íntegra da coluna:
Fato consumado
por Gilles Lapouge, no Estadão (13/05/2016)
Fato consumado. Dilma caiu. O que nos deixa aturdidos. Deus bem sabe que nós, franceses, somos dotados para a incoerência política, as mentiras de Estado, as traições, as ideologias em debandada, os falsos arrependimentos.
Pois bem, os brasileiros nos deixaram estupefatos. Em comparação com os parlamentares do Planalto, Sarkozy e mesmo Hollande são transparentes como vidro. A cada dia, lendo os últimos capítulos da telenovela, dizemos: “Bravo, artista”.
É sobretudo o suspense e os acontecimentos inesperados que nos deixam fascinados. A cada dia uma revelação: no início todos os franceses se revoltaram com essa Dilma que, não contente em ser um “zero”, esgotou os cofres do Estado. Admiravam, pelo contrário, os corajosos, os generosos, os puros, que deviam abatê-la.
No decorrer dos dias o quadro mudou. Sim, ela cometeu as “pedaladas”, mas seus inimigos eram do mesmo estofo, talvez piores. Cunha, um político corrupto. Renan Calheiros usava um lobista para pagar pensão para sua amante grávida, e se Temer é um homem bonito, elegante, polido, de onde saiu? Era vice-presidente de Dilma! Bom, a pergunta então era esta: “seria ele um traidor?”;
Disseram também que Temer é chamado de “ejaculador precoce”, mas não entendemos a razão.
Um jornal francês citou este provérbio africano: “quando queremos subir no coqueiro é bom nos certificar de que nosso traseiro está limpo”.
Neste teatro de sombras a imprensa francesa não ajudou muito a distinguir entre traidores e traidores. No início era globalmente hostil a Dilma, a Lula (que tanto admirava antes) e ao PT. Mesmo os jornais de esquerda passaram ao ataque. E em seguida observamos a mudança. Mas aí então, novo paradoxo: o primeiro jornal a expressar dúvidas quanto à genialidade e pureza de Cunha e outros foi o jornal de direita Le Figaro, porta-voz do empresariado.
Em compensação, o jornal da esquerda elegante e erudita, o Le Monde, continuou reticente com relação a Dilma, a ponto de precisar publicar um longo artigo para se desculpar diante de tantas cartas de indignação enviadas pelos leitores. “Por que o Le Monde tem de se juntar ao coro monocórdio da mídia brasileira?”. Ou perguntando por que o jornal se referia à presidente brasileira com desprezo. Depois dessas críticas, o jornal retificou seu discurso.
A revista de direita L’Express também forneceu um quadro atenuado. Não foi terno com Dilma, sua obstinação, seus erros, mas destacou sobretudo o peso da conjuntura mundial, o que é evidente. Em seguida fez uma tipologia dos inimigos de Dilma: “Entre os partidários da destituição de Dilma está um belo grupo de hipócritas, atingidos por inquéritos judiciais por corrupção. Para eles, trata-se de uma operação de dissimulação maciça de suas torpezas”.
E ainda segundo o L’Express, como o tecido democrático é frágil, “a cólera é dirigida contra os únicos dirigentes expostos ao veredicto popular, ou seja, os líderes políticos, ao passo que o banqueiro e o empresário corrompidos escapam à responsabilidade que teriam de assumir”.
Abordamos esse assunto porque a França vem fazendo uma imagem sombria do futuro do País. Se uma dirigente nula, longe da realidade e do povo, áspera e arrogante, cedesse seu assento a gênio ou simplesmente a indivíduos de boa vontade poderíamos esperar que este novo poder, apoiado por uma opinião pública encantada e inflamada salvará o país do abismo. Mas se, como diz o L’ Express, a herança corrompida de Dilma ficar nas mãos de corruptos, medíocres e especialistas na prática de atos infames, então realmente há razões para nos inquietarmos.
Felizmente, o Brasil já demonstrou muitas vezes, e há apenas 31 anos, que, quando precisa escolher caminhos duvidosos é capaz de se recuperar, ao passo que outros países se dão por vencidos. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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