Banqueiros, a FIESP e empresários querem que o golpista Temer faça mal ao povo e ao Brasil o mais rápido possível.

Proposta é aplicar ajustes impopulares em três meses, antes que governo provisório perca sentimento positivo de parte da população que apoio o impeachment
 
 
Jornal GGN - Grupo de 12 empresários e banqueiros entrevistados pela Folha de S.Paulo sugerem que o governo provisório de Temer pratique fortes ajustes das contas públicas, reforma na previdência e legislação trabalhista nos próximos três meses. Passando desse período, as mudanças encabeçadas pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, poderá começar a receber mais resistência. A ideia é fazr "o mal na hora e o bem aos poucos", completou Carlos Bottarelli, presidente da empresa de infraestrutura Triunfo. 
 
 
 
JULIO WIZIACK
DAVID FRIEDLANDER
 
Passada a tensão pela troca de governo, banqueiros e empresários esperam que o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) mostre serviço nos próximos três meses.
 
Os seis banqueiros e os seis empresários ouvidos pela Folha acham que, se até lá o ministro não tiver encaminhado o ajuste das contas públicas e as reformas da Previdência e da legislação trabalhista, desperdiçará a boa vontade inicial que surgiu com o afastamento de Dilma.
 
"Só discurso de boas intenções não é mais suficiente. Precisa ter medidas concretas para que esse sentimento positivo dure", disse Alessandro Zema, copresidente do banco Morgan Stanley.
 
O presidente do banco Deustche, Bernardo Parnes, fala em "otimismo cauteloso". "O novo governo tem um ministro da Fazenda capaz, tem o benefício da dúvida, mas precisa implementar medidas com rapidez."
 
A tarefa mais urgente é reverter a trajetória explosiva da dívida pública, hoje de 67% do PIB. O FMI prevê que, nesse ritmo, pode chegar a 90% do PIB em 2021. Nesse cenário, o mercado passa a exigir juro cada vez maior para financiar o governo, o que aprofunda a recessão.
 
Para mostrar o que esperam, empresários citam o exemplo da Argentina. Depois de 12 anos de kirchnerismo, com intervenção do Estado na economia, o país era um lugar selvagem para os investidores.
 

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