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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Visões de mundo, educação e a seca no nordeste.


Amigos(as)


Sobre visões de mundo e educação, entendo que estamos presos ao paradigma reducionista, mas o conhecimento esta entrelaçado e por isso a dificuldade de entender as questões urgentes de nosso tempo. 
 

Por exemplo, como entender as questões ambientais, se não entendermos as questões sociais? A degradação ambiental está relacionada com a questão social. Como impedir que o ser humano desmate e queime a mata, quando ele tem renda para manter a sua família? 
 

Por exemplo, o discurso ambientalista unicamente "verdista" não da conta para o entendimento do conceito de desenvolvimento sustentável que está fundamentado no tripé: SOCIAL, NATURAL e ECONOMICO.  E por isso, que a interdisciplinaridade é fundamental para compreender uma realidade complexa e multidimensional. 


E como funciona a interdisciplinaridade nas atividades pedagógicas? Seria a interdisciplinaridade melhor pensada e trabalhada em projetos? E como seria o tema gerador?



O fato é que vivemos uma cegueira na "tal sociedade do conhecimento". Como está complicado contextualizar ou descontextualizar uma informação que nos chega ideologicamente pinçada de um contexto. E como é complicado processar informação e produzir conhecimento.

Na verdade, as pessoas estão replicando teses e ideologias porque perderam a capacidade de processar informação(manipulação mental). 
 

Tudo "virou verdade", quando já nos alertava a filosofia que a "verdade não está no homem, mas entre homens", o que já apontava uma necessidade do ser humano desenvolver o pensamento complexo e capacidade investigativa e do questionamento. 
 

E na escola abordagem pedagógica interdisciplinar ainda não se desenvolveu, salvo casos raros, onde se desenvolve o currículo por resolução de problemas, de onde a pedagogia é problematizadora e dialógica (Paulo Freire) e o entendimento do ensino e aprendizagem é um entendimento sociointeracionista (Vigotsky). 
 

O professor no entendimento desta concepção de educação atua na Zona de Desenvolvimento Proximal dos alunos, onde a pista, a pedagogia da pergunta desafiam aos alunos para resolução do problema proposto.


Cegos e presos ao paradigma reducionista e por isso nos apegamos às teses rapidamente, sem analisá-las, sem entendê-las.


Como tão bem fala Galeano, (1990)  assim estamos: cegos de nós, cegos do mundo. Desde que nascemos, somos treinados para não ver mais que pedacinhos. A cultura dominante, cultura do desvínculo, quebra a história passada como quebra a realidade presente; e proíbe que o quebra-cabeças seja armado.


E por isso, que entendo que abordagem interdisciplinar por projetos é que une professores e alunos numa parceria de descobrimento, entre ensinar e aprender. E o autor do texto em análise, aponta que projetos podem ser usados para trabalhar questões ambientais globais.



A orientação é que o trabalho com projeto possa articular a produção do conhecimento com a formação humana e a disseminação das informações produzidas. 
 

Em síntese, a característica fundamental no trabalho com projetos é a interdisciplinaridade na produção de conhecimento, a interação entre conteúdos que os alunos querem aprender e os conteúdos que o professor planejou para os alunos aprenderem. 

Ou seja, pensa-se em projeto na forma de dimensão estratégica no trabalho com um tema gerador, por exemplo, mudanças ambientais globais.


Bem, estamos desenvolvendo o pensamento para transformar as nossas práticas de ensino porque a própria realidade é multidimensional e os problemas têm múltiplas causas, o que exige um pensamento interdisciplinar.


Vejamos uma tema que nos deixa inquieto neste momento porque estamos vivendo isso na prática: A SECA? Como se poderia trabalhar este tema em uma visão interdisciplinar?


Qual a importância do  tema gerador na interdisciplinaridade? E como trabalhar o tema SECA na visão interdisciplinar?
 

Qual seria a contribuição da geografia para a compreensão da seca no semiárido ? Numa perspectiva de geografia física, mas considerando os elementos humanos e sociais? Os estudantes seriam levados a entender a seca, não como ausência de água, mas sua má distribuição ao longo do ano no semiárido nordestino.


Como a SECA é mais uma questão social, econômica e política do que natural, a sociologia, a história e filologia buscariam realizar um debate sobre as causas da falta de água, da miséria e de outros elementos que estão entranhados nos efeitos da seca no sertão nordestino, por quê? Porque entende-se que a seca na região nordestina revela que as pessoas não estão preparadas para a convivência com o semiárido, que falta politicas para o abastecimento humano, etc.

E que a seca é mais uma questão sociológica do que natural, posto que a economia primária é grande observadora de mão-de-obra de um lado. De outro, historicamente é preciso discutir a concentração de terra nas mãos de poucos. Nesse sentido, as ciências humanas, sociais seriam necessárias para explicar como se deu a concentração da terra, a capturação do Estado nas mãos de poucos, a figura dos coronéis do sertão que controlavam terras e açudes, etc.


Como a SECA está presente no imaginário como um problema NATURAL, é preciso ampliar o entendimento para as causalidades do fenômeno SECA para além das questões naturais e da geografia porque a grande escassez na região do semi-árido nordestino não foi apenas água, mas principalmente a escassez de políticas públicas e tecnologias sociais para a convivência com o semiárido.

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