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sábado, 10 de agosto de 2013

Toda vez que aparecem denúncias graves contra o PSDB de Aécio, FHC, Serra e Geraldo, a RedeGlobo tenta socorrê-los.

Reportagem da Época foi cortina de fumaça para abafar o propinão tucano

Estes documentos enfraquecem reportagem malfeita da revista Época:


http://www.senado.gov.br/comissoes/documentos/SSCEPI/DOC056.pdf

As organizações Globo parecem desesperadas com o propinão do Alckmin no metrô, pois a revista Época trouxe uma reportagem que lembra aquele caso do Rubney Quicoli.

O título da reportagem é "As denúncias do operador do PMDB na Petrobras", acusando gente do PMDB de receber dinheiro sobre contratos internacionais. Longe de mim colocar a mão no fogo por muita gente do PMDB, e alguns nomes são figurinhas carimbadas em escândalos, mas o problema é que esta reportagem especificamente não convence. No mínimo a estória está muito mal contada.

Feita por Diego Escosteguy, que produziu várias matérias na revista Veja antes das eleições de 2010 que foram desmentidas depois, se apoia apenas em uma suposta confissão de um ex-diretor da Petrobras, chamado João Augusto Rezende Henriques, e o texto de Escosteguy confessa que tudo pode ser mentira, ao terminar com a frase: "Investigações oficiais ainda são necessárias para apurar todas as suas denúncias". Ou seja, na prática confessou que, por enquanto, é um factóide, para servir de cortina de fumaça para desviar o foco do propinão tucano no metrô.

Detalhe: há um cheiro do dedo aecista por trás dessa reportagem.

A estória está tão mal contada que tem erros grotescos, que enumeramos abaixo:

1) A pista da reportagem, segundo Escosteguy, foi um contrato do escritório de advocacia de Brasília Cedraz &Tourinho Dantas que teria um contrato para receber uma comissão de uma empresa Argentina que comprou uma refinaria que a Petrobras tinha lá.

O que Escosteguy escondeu na reportagem, não se sabe com quais intenções, já que a informação é relevante, é que o escritório de advocacia citado é do filho do ministro Aroldo Cedraz do TCU, ex-deputado do PFL e amigo do velho ACM. Outro dono do escritório é o ex-deputado Sérgio Tourinho Dantas (PFL), primo do famoso banqueiro Daniel Dantas.

2) A partir desta "pista", Escosteguy não explica qual o elo de ligação com João Augusto Henriques, a fonte da reportagem, pois Henriques foi diretor da Petrobras Distribuidora no governo FHC, saindo em 1998.

3) O mais curioso é que, na narrativa de Escosteguy, João Augusto Henriques não se limita a acusar terceiros. Do nada, o jornalista diz que estava tomando um cafezinho com ele no Leblon, no Rio, buscando informações sobre o contrato citado, e ele resolve confessar que teria cometido crimes graves, como ser co-autor de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, etc. Na reportagem não tem documento nenhum sobre isso, só a narrativa da suposta "confissão". Se realmente existiu essa conversa, dificilmente ela será confirmada, como já aconteceu em outras reporCagens de Escosteguy, quando estava na Veja. 

A não ser que Escosteguy tenha omitido que os crimes teriam sido cometidos não recentemente, mas na época em que ele estava na BR Distribuidora, no governo FHC, e já estejam prescritos.

Dedo aecista por trás da reportagem:

4) Outra omissão de Escosteguy é ter escondido o fato de João Augusto Henriques ter sido condenado pelo TCU (Tribunal de Contas de União) a devolver uma grana milionária e pagar multa de R$ 500 mil por uma operação danosa aos cofres públicos quando estava na Petrobras Distribuidora, no governo FHC. O Ministério Público também o investiga.

Detalhe: Essa condenação foi junto com Djalma Bastos de Morais, vice-Petrobras Distribuidora na época e, desde 1999, presidente da CEMIG, o que mostra sua proximidade com Aécio Neves.

Outra curiosidade é que fica evidente na reportagem Aécio mirando o PMDB de Minas, sobretudo o ministro da Agricultura de que defende manter a coligação com o governo Dilma

5) Escosteguy enfiou o PT no meio, em uma estória mirabolante de que a Odebrecht teria feito caixa-2 milionário para a campanha de Dilma em pleno ano de 2010, coisa difícil de acreditar, pois a empresa doou legalmente tanto para o PT, como para o PSDB, e não teria motivo nenhum para doar ilegalmente. Além disso, seria louca se fizesse fora da lei, depois de tudo o que aconteceu nos últimos anos, para arriscar a virar alvo de operações da Polícia Federal.

Por tudo isso, sem surgir alguma confirmação, essa reportagem não tem credibilidade nenhuma.

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