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sábado, 10 de agosto de 2013

O incêndio que queimou contratos envolvendo, o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), foi criminoso


publicado em 9 de agosto de 2013 às 19:27



Marcolino: Incêndio em Itu foi criminoso; esquema de corrupção em SP é mais amplo que o noticiado; pede apoio de FHC a CPI


O economista e ex-bancário Marcolino lidera a bancada do PT na Alesp

por Luiz Carlos Azenha

O deputado Luiz Claudio Marcolino, líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa de São Paulo, hoje já não tem mais dúvidas de que o incêndio que atingiu um arquivo em Itu, no interior de São Paulo, queimando contratos envolvendo o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), foi criminoso.

 

O incêndio foi primeiro revelado pela revista IstoÉ:

A papelada fazia parte dos arquivos do metrô armazenados havia três décadas. Entre os papeis que viraram cinzas estão contratos assinados entre 1977 e 2011, laudos técnicos, processos de contratação, de incidentes, propostas, empenhos, além de relatórios de acompanhamento de contratos de 1968 até 2009.

O fogo aconteceu em 9 de julho do ano passado e queimou 15.339 caixas de documentos e 3.001 tubos de desenhos técnicos.

As dúvidas de Marcolino se dissiparam com a sequência de denúncias sobre contratos suspeitos.

Ele diz que até agora não conseguiu que a CPTM e o Metrô descrevessem exatamente quais foram destruídos. Falam apenas em 15% do total.

O petista acha que o incêndio dificultará a vida de investigadores brasileiros interessados em se debruçar sobre o esquema de corrupção que envolve o tucanato paulista e vem sendo denunciado a partir de investigações das empresas Alstom e Siemens, no Exterior.

Alcançamos o líder petista a caminho de Bauru, onde lideranças do partido tinham encontro marcado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite desta sexta-feira. Estava previsto o lançamento da pré-campanha do ministro da Saúde Alexandre Padilha ao Palácio dos Bandeirantes.



Marcolino explicou que as escolhas foram feitas com base na avaliação das informações até agora disponíveis. Todos os nomes que aparecem acima tiveram envolvimento na formulação e assinatura de contratos sob investigação.

O líder petista confirmou que acredita no envolvimento de um escalão ainda mais alto da hierarquia tucana, que dirige o estado de São Paulo desde 1995.

Dele fariam parte Robson Marinho, que coordenou campanhas do ex-governador Mário Covas, foi secretário da Casa Civil e hoje é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado; Andrea Matarazzo, ex-secretário de Energia, hoje vereador, cujo indiciamento foi sugerido pela Polícia Federal; e José Luiz Portella, que foi secretário-executivo do Ministério dos Transportes sob Fernando Henrique Cardoso e secretário de Transportes Metropolitanos sob José Serra.

Todos, diga-se, negam qualquer irregularidade.

O atual governador, Geraldo Alckmin, chegou a dizer que, se houve de fato formação de cartel em São Paulo, por parte das empresas que fecharam contratos para fornecer bens ou serviços na área de transportes, o Estado foi vítima.

No Facebook, José Serra escreveu sobre a menção feita a ele em e-mail, por um executivo da Siemens, segundo o qual o então governador concordou com a montagem de um cartel em 2008. Palavras de Serra:

A concorrência para compra de 40 trens de São Paulo, realizada em 2008, foi uma verdadeira ação anti-cartel, de defesa do Estado e dos usuários de transportes. Ganhou a CAF, uma empresa espanhola que ofereceu o menor preço. O Estado economizou cerca de 200 milhões de reais. E ganhou 40 trens novos, para transporte coletivo. A Siemens, empresa alemã, ofereceu preços bem mais altos. Por isso perdeu, ficando em segundo lugar. Diga-se que não recebeu nenhum tipo de compensação. Não foi subcontratada nem ganhou contratos novos. Ou seja, os fatos sugeridos nesse(s) email(s) de executivo(s) da Siemens não aconteceram. A fim de anular a concorrência, a Siemens entrou com vários recursos na esfera administrativa e na Justiça, mas não teve êxito. O Governo de São Paulo ganhou na instância final, do STJ. Prevaleceu então a concorrência realizada e os preços mais baixos. O Banco Mundial, que financiou o projeto, supervisionou e aprovou toda a licitação. Como se comprova com facilidade não houve nenhum acordo com empresas para limitar a concorrência. Pelo contrário, o governo e sua secretaria de Transportes Metropolitanos defenderam a concorrência e os preços menores, em benefício da população paulista.


Charge de Vitor Teixeira

Para Marcolino, no entanto, o esquema dos tucanos em São Paulo é bem mais amplo que o que foi noticiado até agora.

Teria começado em 1983, com a empresa Cegelec, que atuava na área de transmissão de energia; foi se espalhando para chegar ao Metrô, à CPTM, Sabesp e à área de Saúde; Marcolino diz que denúncias da bancada do PT também foram feitas em relação à Dersa e ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Ele afirma que o controle dos tucanos sobre cargos-chave, inclusive no Tribunal de Contas do Estado, faz com que as investigações não prosperem; estranha que as denúncias feitas pela bancada do PT na Alesp, em 15 representações ao Ministério Público, desde 2008, não tenham avançado tanto quanto as que aconteceram no Exterior envolvendo a Alstom e a Siemens. “O Ministério Público não fez o papel que deveria”, avalia.

“A alta cúpula do PSDB no estado de São Paulo está por trás desta estruturação”, diz Marcolino. “Tem um esquema estruturado pelo PSDB que está usando o patrimônio público”, avança.



Segundo o petista, com a entrada da Polícia Federal em investigações recentes é possível que detalhes do esquema tucano em São Paulo sejam finalmente revelados: depois da operação Fratelli, a Máfia do Asfalto (ver abaixo, na reportagem de Rodrigo Vianna), a PF vai atuar no caso Siemens a partir da apuração do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o CADE. Ao CADE, a Siemens teria confessado participação na montagem de um cartel que beneficiou as empresas e funcionários públicos — receptores de propina — e prejudicou os contribuintes paulistas, que teriam bancado preços superfaturados.

Mas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso parece acreditar que há mais fumaça que fogo. Nesta sexta-feira, disse que o PSDB “não é farinha do mesmo saco”, ou seja, não se mistura ao PT, um partido corrupto por causa do chamado “mensalão”.

Marcolino rebateu afirmando que, de fato, os dois não se misturam: ao contrário do PT, o PSDB sempre criou barreiras às investigações, na opinião do petista.

O líder do PT sugeriu que o ex-presidente insista com Geraldo Alckmin para que o governador tucano apoie a criação de uma CPI na Assembleia Legislativa de São Paulo, proposta petista que vai esbarrar na falta de votos.

Para ouvir os ataques de Marcolino a FHC, clique no áudio. É importante ouvir para ter uma ideia de como a cúpula do PT em São Paulo acredita num amplo esquema de corrupção no estado:

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