Aécio Neves atolado na corrupção tucana do metrôgate.

 Propinão tucano aproxima-se perigosamente do PSDB mineiro de Aécio Neves

Está explicado porque o senador Aécio Neves (PSdB-MG) foge de qualquer comentário sobre o propinão tucano no metrô de SP.

Em 22 de dezembro de 1999, Pimenta da Veiga, do PSDB mineiro, ocupava o Ministério das Comunicações, no governo FHC. A ECT (Correios), subordinada ao ministério, abriu a concorrência internacional 016/99 para compra e manipulação de equipamentos de sistemas de movimentação e triagem interna de carga.


A empresa catarinense Brockveld Equipamentos e Indústria Ltda., colocou sua proposta dentro do envelope lacrado, conforme a regra. Valor: R$ 48 milhões.

No dia da abertura das propostas, o dono da empresa, Edson Brockveld, diz ter sido diretamente convidado pelas empresas Mannesmann Dematic Rapistan, Siemens e Alstom a não participar da concorrência da ECT, pois estaria tudo certo que as duas últimas seriam as vencedoras da licitação.

Brockveld alega ter ignorado a oferta e participado. Porém foi inabilitada, sem sequer ter seu envelope aberto, por uma manobra, mudando o processo, em desacordo com o edital.

Siemens e Alstom foram às escolhidas, cobrando quase o dobro da Brockveld. De quebra, diz o empresário, as escolhidas passaram a gerenciar outros três contratos no valor de US$ 100 milhões (R$ 230 milhões).

Logo depois, a direção da Brockveld foi procurada pelas empresas vencedoras, para que ela não contestasse a licitação. Em troca, os executivos da Siemens e da Alstom comprariam da empresa brasileira equipamentos previstos no contrato. Depois de assinados os contratos, no entanto, as empresas vencedoras não honraram os acordos com Brockveld.

Na CPI dos Correios, Edson Brockveld foi ao Congresso Nacional para entregar toda a documentação sobre o caso a então senadora, hoje ministra Ideli Salvatti. O sub-relator, então deputado federal, hoje Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, afirmou na audiência que a CPMI iria solicitar ao Ministério Público o aprofundamento da investigação sobre o caso.

O Ministério Público brasileiro obteve de autoridades da Suíça a confirmação da existência de contas atribuídas ao tucano paulista Robson Marinho que teriram recebido propinas. Agora, espera-se no MP a chegada de novas informações, vindas do Principado de Liechtenstein, vizinho à Suíça, de forma a rastrear o trânsito de grandes recursos no circuito de empresas e bancos do paraíso fiscal.

Pimenta da Veiga, que estava afastado dos holofotes, voltou cogitado para ser um dos coordenadores da campanha de Aécio, e mesmo para voltar a ser candidato a governador de Minas pelo PSDB. (Com informações do Novo Jornal)

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