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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Enquanto no Vaticano se trava uma guerra pelo poder, Dom Pedro Casaldáliga é ameaçado de morte por invasores de terra indígena.

Movimentos Populares prestam homenagem a Dom Pedro Casaldáliga e ao povo Xavante na Câmara de São Paulo

O bispo de 84 anos, que completará no dia 16 de fevereiro 85, teve que se afastar da cidade de São Félix do Araguaia, no final do ano passado, após receber constantes ameaças de morte feitas por invasores da terra indígena de Marãiwatsédé (norte de Mato Grosso).
Por Elineudo Meira, Portal Linha Direta
Sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Cerca de mil pessoas entre militantes de partidos políticos, das pastorais e de movimentos populares, vereadores e deputados participaram, na noite de quinta-feira (7), no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, do ato em homenagem ao bispo emérito de São Felix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga e ao povo Xavante.

O bispo de 84 anos, que completará no dia 16 de fevereiro 85, teve que se afastar da cidade de São Félix do Araguaia, no final do ano passado, após receber constantes ameaças de morte feitas por invasores da terra indígena de Marãiwatsédé (norte de Mato Grosso).

Um dos organizadores do Comitê de Solidariedade a Dom Pedro Casaldáliga e ao povo Xavante, Paulo Pedrini, que também é militante da Pastoral Operária, explica o que motivou a realizar este ato. “A partir das decisões definitivas das demarcações das terras do povo Xavante, houve uma série de ameaças à vida de Dom Pedro Casaldáliga e várias lideranças, agentes de pastorais e lideranças políticas sendo que, dia 6 de dezembro de 2012, Dom Pedro teve que deixar a Prelazia de São Félix e foi levado para lugar desconhecido, por razões de segurança, e só retornou no dia 29 de dezembro, a partir do momento que a gente soube disso passamos a entrar em contato com várias pessoas alertando, porém, a gente não tinha claro muito bem o que fazer, diante da dificuldade de mobilizar as pessoas no final de ano. Finalmente foi marcada uma reunião no dia 7 de janeiro. Nessa ocasião foi fundado um Comitê de Solidariedade a Dom Pedro Casaldáliga e ao Povo Xavante, que a partir dali se reuniu semanalmente e que culminou com a realização do ato público”, explica Pedrini.

Segundo a falar no evento, Paulo Maldos, secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, falou do dever do Estado com as comunidades. “O papel do Estado é de servir, é justamente de fazer decisões da justiça acontecerem da melhor maneira possível. Uma lição quando o Estado se une, entra em sintonia, seja o Executivo com o Judiciário e com o Legislativo, até o impossível pode acontecer. A gente acha essa articulação, essa sintonia de Estado, de uma causa legítima, eticamente correta. A gente acha que pode sim, defender as conquista em a favor dos povos indígenas, dos quilombolas, das populações tradicionais e a gente também sabe que esses são setores mais frágeis da nossa sociedade. ”, explicou.

Ao final, ele também fez a leitura da mensagem enviada pelo ministro Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria Geral da Presidência da República parabenizando Dom Pedro Casaldáliga.

A deputada Luiza Erundina, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), também homenageou o bispo emérito. “Chegando nesta noite e vendo a representatividade e a força desse ato, pelos que compõe esta mesa e as entidades que tomaram iniciativas, através do Comitê, a gente acorda e percebe que a sociedade está viva e a luta do povo continua muito presente. Muita gente interessada reforça, retoma e fortalece essa luta. Eu vim aqui trazer a minha solidariedade e o apoio incondicional do nosso mandato a essa causa e essa luta, em defesa da vida desse grande pastor da igreja e do povo de Deus que é Pedro Casaldáliga”, disse a deputada.

Erundina propôs que, na câmara dos deputados, se monte uma Frente Parlamentar Mista para se somar ao Comitê em defesa do povo Xavante e em defesa a Pedro Casaldáliga. Ela também convidou o senador Eduardo Suplicy [presente ao ato] para ajudar nessa Frente. “Eu aceito o convite feito a todos nós, no bom uso da deputada Luiza Erundina de Souza, minha irmã de tantas batalhas nesse município e no Brasil, em causas tais como esta”, afirmou Suplicy.

Pedro Tierra, pseudônimo de Hamilton Pereira, fez sua homenagem ao bispo declamando as poesias “Palavra de Celestino depois da conquista”, “Reconquista” e “A Pedro pelos versos que escreve e a gente siga a regra da democracia”.

O ex-deputado federal pelo PT-SP e advogado, Luiz Eduardo Greenhalgh fez a leitura de um documento arquivado em seu escritório, que revela que D. Pedro é perseguido há 40 anos. “Isso, meus amigos, é de julho e agosto de 1973, são 40 anos de perseguição a Prelazia de São Félix. São 40 anos de perseguição a Dom Pedro Casaldáliga, e ao mesmo tempo, são 40 anos de resistência. Eu era moleque, tinha acabado de sair da faculdade e nesse episódio fui mandado a São Féliz para defender Dom Pedro Casaldaliga, que sofria um processo de expulsão, que a ditadura queria fazer. Fui conversar com ele e ouvi uma frase maravilhosa que nunca ouvi outro bispo falar em minha vida: ‘Eu não vou sair daqui, eu não vou ser expulso, se Deus é grande, a mata é maior’", lembrou Greenhalgh.

Também estiveram presentes várias lideranças dos partidos políticos, como os vereadores Juliana Cardoso (PT), Orlando Silva (PC do B), Jamil Murad (PC do B), o deputado estadual Adriano Diogo (PT) e o secretário de Comunicação do PT-S, Aparecido Luiz da Silva, o Cidão.

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