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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dez dias de ataques da Rede Globo, Veja, Folha, Estadão ao Lula que entram para a história brasileira.

Primeiro Lula é acusado de estuprador. Rosemary é "mulher de Lula por Reinaldo Azevedo. Veja. "namorada de Lula" por Época e de "amante" por Augusto Nunes.  Veja o belo texto abaixo e tire as suas conclusões.
Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
Jornalistas de todos veículos atacam Lula há dez dias. Fato sem precedente.
         Vamos aos fatos.

Declaração do Delegado da Polícia Federal, Roberto Troncon Filho, ao jornal O Globo: “O ex-presidente {Lula} não tem foro privilegiado. Se ele tivesse sido pego em algum crime, certamente estaria sendo investigado ou já indiciado”. E concluiu: “Não existe essa história de que foram interceptadas 122 ligações entre ele e a Rosemary. Agora, como ex-presidente, ele ligou algumas vezes para o escritório da Presidência em São Paulo, o que é normal”. Ponto.


Declaração da procuradora da República, Suzana Fairbanks, coordenadora da investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso Porto Seguro: "Conversa dela {Rose} com o Lula não existe. Nem conversa, nem áudio e nem e-mail. Não sei de onde saiu isso. Vocês podem virar de ponta cabeça o inquérito" — afirmou a jornalistas que faziam ilações sobre Lula, pois queriam vinculá-lo ao esquema de Rosemary e dos irmãos Vieira. Ponto.

A oposição partidária (PSDB, DEM e PPS) incompetente e que privatizou e terceirizou, vergonhosamente, seu papel político e parlamentar para os arautos da imprensa comercial e privada, quer levar Lula para depor na Câmara dos Deputados, e, a seu bel-prazer, talvez enforcá-lo entre as duas torres do Congresso. É nítido; e somente não enxerga quem não quer, que, até o ano 2014 quando acontecerão as eleições para presidente da República, a imprensa burguesa de oposição, juntamente com setores conservadores da PGR e do STF, recrudescerão seus ataques ao PT e ao Governo Federal, administrado há dez anos por mandatários trabalhistas.

 O jogo político e eleitoral será baixo, porque qualquer assunto, investigação ou acusação que coloque pessoas do governo na alça de mira da imprensa de direita serão, sem sombra de dúvida, superdimensionados, como estratégia para conspurcar ou desacreditar os governantes e líderes trabalhistas filiados ao PT. A máquina privada midiática brasileira, uma das mais poderosas e conservadoras do mundo, não articula em suas páginas ou em suas transmissões debates sobre as questões brasileiras e o desenvolvimento social e econômico do povo, porque se recusa a debater e a pensar o Brasil. Realmente, o que interessa à mídia dominante é ganhar muito dinheiro e combater aqueles que não compartilham de sua pauta e de seus interesses.

Por sua vez, seus proprietários querem a volta do modelo neoliberal e não se conformam com a perda de poder e de influência no que concerne à Presidência da República.  Como não têm voto e, obviamente, não há como propor um programa de governo, os empresários de mídias agem como pontas de lanças do grande capital interno e externo. Para isso, não medem consequências, e, incondicionalmente, comportam-se como militantes radicais de direita, sempre com o enfoque em aspectos negativos, até porque o que acontece de positivo no que tange à melhoria de vida e ao bem-estar do povo brasileiro não importa ao grande empresariado controlador e acionista de um segmento econômico monopolizado e não regulamentado, porque no Brasil, ao contrário do que reza a Constituição, inexiste um marco regulatório para os meios de comunicação, tanto do setor público quanto do privado, ao contrário do que acontece nos países desenvolvidos cujo setor tão importante para as sociedades é regulamentado.
A verdade é que o segmento mercantil midiático dominado pelos coronéis da imprensa faz o que quer e não dá satisfação a ninguém. É como se vivêssemos em uma terra de ninguém à mercê da pistolagem midiática cujas armas e munições são a caneta e a tinta, o teclado e a tela do computador, a voz e a imagem de jornalistas que se comportam como pistoleiros, porque distorcem a realidade, manipulam os fatos e mentem se for necessário mentir, porque, para eles, é imperativo que o maior partido trabalhista do mundo ocidental e seus líderes políticos sejam derrotados nas próximas eleições e com isso seus candidatos preferidos serem eleitos e, com o passar de poucos dias, convidá-los, como no passado, a sentar à mesa no gabinete da Presidência da República, e quem sabe, como fez o empresário Roberto Marinho com a aquiescência do ex-presidente José Sarney, sugerir ou indicar o nome do ministro da Fazenda, como ocorreu com a escolha de Maílson da Nóbrega.

É preciso calar o Lula. O trabalhista tem de ser impedido de concorrer a cargos públicos ou apoiar seus candidatos. Para a direita, seria melhor se o Lula ficasse inelegível. Por isso e por causa disso, a operação Porto Seguro mexeu com a verve e o ódio de praticamente todos os comentaristas, colunistas, editorialistas e “especialistas” que agiram e atuaram de forma orquestrada, como se fossem de um mesmo partido político, de um time de atletas ou de uma mesma família empenhada a obter sucesso em seus propósitos. Todos ou quase todos os jornalistas conhecidos pelo público que trabalham em empresas diferentes atacaram o ex-presidente da República sem dó e nem piedade, sendo que até o momento a caça ao Lula continua.

Alguns deles se superaram para agradar seus chefes e “colegas” de profissão — no Brasil, muitos jornalistas empregados pensam que são colegas de seus patrões até serem demitidos —, os empresários das famílias midiáticas, e diferentemente como ocorreu com o ex-presidente tucano FHC — o Neoliberal —, que teve seu relacionamento extraconjugal com a repórter da TV Globo, Miriam Dutra, escondido por quase duas décadas, sendo que o político do PSDB reconheceu o “filho” em 2009, após 18 anos de seu nascimento, Lula está a ser acusado por alguns escribas de ser amante de Rose Noronha. 

No episódio do reconhecimento de FHC ainda teve colunista que elogiou o gesto do tucano, mesmo depois de quase 20 anos. Dois anos depois, em 2011, FHC ficou a saber por meio do teste de DNA que tal filho não era filho de tal pai. Agora a pergunta que não quer calar: "E se fosse o petista nessa situação, o que faria ou não faria a imprensa tucana? Depois, francamente, o molusco é o Lula. Vai dormir com um barulho desse após perceber a hipocrisia de certos asseclas da mídia.

Antes disso, em plena campanha presidencial de 1989, o político petista teve sua vida íntima virada pelo avesso, de forma pérfida nos meios de comunicação, no programa eleitoral de Fernando Collor. Homens de mando da Globo sabiam disso, e apoiaram tal ignomínia. Miriam Cordeiro, mãe de sua filha, Lurian, fruto de um relacionamento não oficializado, afirmou na TV que Lula não era bom pai e que queria que ela fizesse um aborto. Logo depois Lurian negou os fatos, e, ao que parece, tem bom relacionamento com Lula.
A IMPRENSA CENSURA QUANDO SE TRATA DE PROTEGER OS ERROS E ATÉ OS CRIMES DE SEUS ALIADOS.
 É público e notório o affair de FHC com a repórter, que, segundo jornalistas que cobrem a política nacional em Brasília, não foi o primeiro e nem o único. O que importa é que eu, como articulista, não me importo com a vida sentimental das pessoas, no que é relativo ao seu direito de gostar de alguém e manter um relacionamento. Considero normal e natural. Questiono programaticamente e ideologicamente os governos tucanos. E sei que muitas vezes sou duro com os conservadores. Mas, não me excedo e não falo da vida íntima alheia. Não está em questão nesta tribuna o caso amoroso de FHC, pois a minha intenção é mostrar ao leitor que a imprensa corporativa e de caráter empresarial é useira e vezeira em usar dois pesos e duas medidas quando se trata de aliados e adversários, estes últimos, na verdade, considerados inimigos, que devem ser derrotados a qualquer custo, a não importar o que é justo ou injusto, falso ou verdadeiro e através desse processo desinformar e enganar a sociedade.

 FHC sempre foi protegido e seus erros acobertados ou amenizados. O "príncipe" dos sociólogos (somente no Brasil os sociólogos têm príncipe) jamais foi questionado em público, ou seja, pela imprensa e seus áulicos, admiradores confessos de tal sumidade sociológica, transformaram suas canetas em armas de moer reputações e de linchamento moral daqueles que, na verdade, recusaram-se a ser cooptados pelo sistema de capital de caráter colonizador. 

Essas realidades são o combustível e o motor do enfrentamento, do embate político que mobiliza a direita em uma luta para ter de volta a Presidência da República e assim reimplementar o projeto de País que eles acreditam, que é o de diminuir o estado, deixar o mercado se autoregulamentar, vender o patrimônio público, limitar os investimentos que promovem a inclusão social e atender o sistema internacional de espoliação, às necessidades do povo, só que dos povos estrangeiros, os de olhos azuis, que vivem nos países ricos e cujos governos são os maiores produtores de armas do mundo e causadores de invasões, de guerras, de poluição e de dores e sofrimentos em todo o planeta. 

“Lula é amante da Rose”, afirmou, sem pestanejar, sem titubear, o mais agressivo jornalista de direita, que hospeda seu blog na revista Veja — a Última Flor do Fáscio. O outro, igualmente feroz e açodado, pede a cabeça de Lula e decreta seu fim. Os “espadachins” da Folha, do Estadão, de O Globo, do Correio Braziliense, de Época, do Bom(?) Dia Brasil, do JN e da Globo News e todos seus congêneres udenistas e lacerdistas espalhados pelo País apregoaram o fim político e moral do líder trabalhista Lula. Mais do que lacerdistas, muitos desses escribas lembraram os militantes da Ação Integralista Brasileira (AIB), de Plínio Salgado, que tentou dar um golpe de estado em Getúlio Vargas em 1938, ao tentar tomar de assalto o Palácio do Catete, para logo serem rechaçados e derrotados pelas forças legalistas da época. A AIB era ideologicamente fascista. Apenas isso. Anauê!

Lembrei também da “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, realizada antes do golpe civil-militar de 1964 e organizada pelos setores mais reacionários da sociedade brasileira, dentre eles, adivinhem, os barões da imprensa, que na verdade repercutiram notícias negativas, de forma sistemática, do Governo do presidente trabalhista João Goulart, que propusera as reformas de base e que por isso e por causa disso foi derrubado e somente retornou ao Brasil dentro de um caixão.
Eles trabalham em prol de um País em que o povo jamais se emancipe. É o Brasil VIP.
 Como se percebe, neste País se golpeia apenas presidentes trabalhistas, nas pessoas de Getúlio, Jango e Lula, além de Leonel Brizola, que comeu o pão que o diabo amassou e que, além de amargar o exílio mais longo de um político brasileiro (15 anos), foi perseguido, caluniado, difamado e ameaçado de morte por setores radicais de direita, bem como combatido ferrenhamente pelos barões da imprensa, principalmente pelos empregados das empresas da família Marinho, conhecida como Organizações Globo. 'Organizações?' O que significa este nome?

Poderia rememorar ainda outros casos rumorosos de corrupção dos tempos de FHC e que foram devidamente varridos para debaixo do tapete. E o pior: a Procuradoria Geral da República desde os tempos do procurador nomeado pelo presidente tucano, Geraldo Brindeiro, tem se comportado, por intermédio de seus sucessores, conforme os interesses políticos de partidos como o PSDB, agremiação que se diz social democrata, mas que na verdade se afastou das ruas e passou a frequentar com interesse e dedicação os salões das oligarquias brasileiras e estrangeiras.

Tais interesses das classes dominantes são, indubitavelmente, alinhados aos ditames dos conservadores que controlam não somente os meios de comunicação privados e desregulamentados que ganham muito dinheiro neste País, mas, sobretudo, influenciam as corporações estatais, a exemplo do STF e da PGR cujos integrantes mostraram para quem quisesse ver que estão politicamente e até mesmo partidariamente vinculados aos interesses da Casa Grande. Que o diga o ministro de capa preta, Luiz Fux, que concedeu uma entrevista lamentável à Folha de S. Paulo quando demonstrou uma vaidade quase lunática e um orgulho inconcebível para um juiz, que deveria ser humilde e sábio e servidor do povo brasileiro.

Não esqueçamos ainda dos outros juízes do STF que, inapropriadamente, atuaram como divas televisivas, sem se preocuparem, inclusive, com a educação, porque o que se viu foi um enfrentamento verbal duríssimo, que, se eles não estivessem no plenário do STF e, sim, no trânsito, certamente que iriam às vias de fato. Além disso, temos o nosso torquemada-mor, o procurador geral Roberto Gurgel, alvo preferencial do senador por Alagoas, Fernando Collor (PTB), que o considera um prevaricador, que “comete crimes seguidos”, a “proteger os chumbetas da Veja”, para a qual, de acordo com o senador Collor, vazou para o pasquim de péssima qualidade editorial informações que estavam sob segredo de justiça, além de proteger o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), bem como segurar as investigações sobre o senador cassado do DEM, Demóstenes Torres, enterrado até o pescoço com os negócios ilegais do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Juízes: com exceções, comportaram-se como divas midiáticas e o domínio do fato foi a vaidade.
 Voltemos ao Lula.

Os principais colunistas e comentaristas da imprensa corporativa e de negócios privados ouviram o que o superintendente da PF informou, e perceberam quase que instantaneamente que, mesmo a dar continuidade ao novo “escândalo” sobre Lula no que diz respeito ao ex-presidente se beneficiar com valores monetários e até mesmo receber pequenos agrados, como recebeu, segundo a PF, a chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa Noronha, seria uma furada, ou seja, uma grande "barriga", como se diz no jargão jornalístico. Por isso, os espertos voltaram sua atenções para a Rose.

A questão primordial não são os fatos imputados à Rosemary e a seus convivas de interesses venais, que se comportaram mal e cometeram malfeitos, bem como o caso não se encerra com a prisão ou não dos irmãos Vieira, Paulo e Rubens, que, conforme a operação Porto Seguro da PF, eram os responsáveis pela organização de um esquema ilegal de interesses privados na esfera pública. Tais irmãos foram acusados e denunciados por praticarem crimes como o de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e formação de quadrilha.

A presidenta Dilma Rousseff repetiu o que já tinha feito em outros casos passados em que ministros de estado tiveram seus nomes envolvidos em malfeitos e por isso exonerou de seus cargos todos os denunciados nesse novo escândalo. Contudo, volto a repetir: a questão principal não é a Rose, mas com certeza o político Luiz Inácio Lula da Silva, o único dos ex-presidentes que mantêm seu poder de mando e de influência intactos, inclusive no que diz respeito ao mais importante dos poderes — o poder do voto. Lula é uma máquina de votos e por isso elege candidatos eleitoralmente desconhecidos ou inexperientes, como Dilma e Fernando Haddad, além de ser profundamente admirado pelo povo brasileiro, assim como é uma figura muita conhecida e respeitada no exterior.

E é exatamente aí que mora o perigo. Seus inimigos, sabedores da realidade política de Lula, transformam casos de corrupção em verdadeiros roteiros mal escritos de filmes de terror, quando na verdade a Polícia Federal republicana de Lula e agora de Dilma continua a fazer seu trabalho sem ser tolhida ou prejudicada em suas ações, bem como vai continuar a trabalhar dessa forma, porque os governos trabalhistas, apesar de seus erros e equívocos, realmente combateram a corrupção, com cerca de 1.200 operações em oito anos e a prisão ou afastamento de seus cargos de mais de três mil pessoas, em contraponto às 28 operações realizadas também em oito anos pelo governo de FHC — o Neoliberal —, que prenderam o número ínfimo de 54 pessoas.

Enquanto Dilma e Lula promoveram e deram importância ao papel da PF, criaram o Portal da Transparência, onde a imprensa se informa e aproveita as informações dessa ferramenta para questionar os gastos e criticar os atuais administadores por eles investirem no País. Enquanto os governos trabalhistas abriram milhares de vagas no serviço público por meio de concursos, fortaleceram a PGR, a AGU, a Receita Federal e modernizaram o estado nacional, os bate-paus da imprensa alienígena, colonizada e possuidora de um imenso complexo de vira-lata continuam a pregar o golpismo e a escamotear os erros graves da oposição partidária brasileira, que abriu mão de sua condição constitucional e eleitoral em prol de as famílias midiáticas e seus empregados fazerem a vez de quem deveria apresentar propostas e programas de governo, a fim de receber os votos da população e, por seu turno, se vencer a eleição, governar o País.
Lacerda: ídolo da direita golpista que quer o Brasil para poucos privilegiados.
 Todavia, faço a outra pergunta que não quer calar: “Como vai ser possível à direita vencer as próximas eleições se ela não governa para a maioria e, evidentemente, segundo a história, administra o País para a minoria?” Por sua vez, como fazer com que o povo brasileiro, a maioria de trabalhadores, acredite nas propostas, por exemplo, do Aécio Neves, que, simplesmente, não é conhecido no Brasil e, fundamentalmente, não tem um legado substancial para mostrar, mas, entretanto, tem uma herança: o sobrenome Neves, de seu avô Tancredo Neves, que, ao contrário do neto, sempre foi aliado dos trabalhistas, exemplificados nas personalidades políticas de Getúlio Vargas e João Goulart.

Tancredo, inclusive, foi ao enterro dos dois líderes trabalhistas e, sob pressão dos inimigos golpistas (militares), pronunciou discursos. Tancredo nunca passou para o outro lado, apesar de ser um político moderado, porém, democrata e legalista. Na outra banda contrária a Tancredo, a que conspira e efetiva golpes de estado, com a cumplicidade, inclusive, de estrangeiros da CIA, os barões da imprensa, os mesmos que combateram Tancredo Neves e que hoje são alidados de seu neto Aécio Neves. Os barões da imprensa, o grande empresariado brasileiro, os banqueiros, os donos do agronegócio e os partidos de direita, como o PSDB, o DEM e o PPS, não têm nada a perder, porque no fundo não se importam com o Brasil, que para eles é apenas um lugar para fazer negócios e ganhar dinheiro. Esses grupos conservadores não têm nada para oferecer, porque quando estiveram no poder o trabalhador brasileiro não tinha acesso nem ao emprego. Eles perdem no voto, e sabem disso. E por isso precisam fabricar crises como os seres vivos necessitam de oxigênio.

Lula não está envolvido com corrupção e muito menos foi gravado ou filmado a cometer malfeitos. A imprensa venal sabe disso. Então, por que não apelar para um escândalo sexual? Evidente. É a práxis. Ora bolas, por que não? — indagam-se aqueles que se consideram formadores de opinião, quando na verdade suas opiniões são apenas publicadas e não lidas ou não são importantes para a maioria do povo que teve sua vida melhorada por governantes trabalhistas. Lula e Dilma são da mesma vertente política que edificou o trabalhismo gaúcho, responsável pela modernização e industrialização do País. O mesmo trabalhismo que derrotou a Política do Café com Leite e que foi alvo de golpes de estado em diversas décadas do século XX.

O trabalhismo que se modificou por causa das realidades do tempo — de cada era. O trabalhismo moldado e forjado nas fábricas do ABCD paulista e que ressurge  revigorado no voto do cidadão brasileiro, a partir de 2003, e tão combatido como o foi nas décadas de 1930 a 1950, para, enfim, em 1964 ser golpeado do poder pela força ilegal e criminosa das armas, com a conivência e a cumplicidade das classes dominantes e de parte da classe média, que não percebe o quão ridícula ela se torna quando adere e dissemina os valores de uma burguesia que é herdeira ideológica da escravidão e que optou deliberadamente por um País VIP e edificado para poucos privilegiados, que, arrogantes, consideram-se, presunçosamente, os “escolhidos”, quiçá, por Deus.
A face da imprensa é a do Murdoch. Quem mandou as mídias não serem regulamentadas?
 Não se preocupe, leitor. Até 2014, a presidenta Dilma Rousseff, que fez carreira política no Rio Grande do Sul trabalhista, vai ser o alvo preferencial dos sabujos midiáticos. Por enquanto, a malhação ao Lula está em um processo irremediavelmente insano, em que a estupidez e a virulência perderam seus limites, porque ultrapassaram as fronteiras da perversidade e da infâmia. Os iníquos são assim; e os arrivistas também. É isso aí.

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