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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Aécio 'aparece' e dá sinais de possível acordo para indultar Marcos Valério

Aécio 'aparece' e dá sinais de possível acordo para indultar Marcos Valério
Aécio Neves e o então presidente do STF, Ayres Brito, em junho passado, quando já se esperava o julgamento do "mensalão" durante a campanha eleitoral (Cadu Gomes/aecioneves.net.br)
Até muito recentemente, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) evitava o assunto mensalão e Marcos Valério. Era como falar de corda em casa de enforcado. Afinal Marcos Valério tinha uma relação muito mais antiga e próxima com o PSDB mineiro. 
 
Afinal de contas, o mensalão tucano foi em 1998; o vice-governador de Aécio entre 2003 e 2006 foi sócio de Valério; as agências de publicidade dele atendiam o governo de Aécio em 2005 quando estourou o escândalo para os lados do PT; a ex-secretária de Valério, Fernanda Somaggio, disse na CPI ter marcado dois encontros do seu chefe com o então governador Aécio (aqui, na pág. 44). Estavam registrados na agenda e o tucano acabou tendo que confirmar; a mesma Karina afirmou em entrevista que Cristiano Paz, sócio de Valério, tinha grande amizade com Aécio; e a agência Estado noticiou que três publicitários e dois deputados, ouvidos em off, confirmaram que a agência SMPB, de Valério, captou dinheiro para Aécio em 2002.
Mas agora o senador tucano aparece todo serelepe e auto-confiante tripudiando sobre o assunto. Fala até em convidar o publicitário para falar no Congresso e reafirmar o que teria dito sobre o ex-presidente Lula em um depoimento dado após ter sido condenado a vários anos de prisão.
A lógica só aponta para um rumo: um acordo para dar o indulto a Valério, do tipo: "Você não tem mais nada a perder, ataque Lula e o PT que eu te indulto em 2015, se eu for eleito presidente". Nesse caso, Valério teria tudo a ganhar, atacando Lula, para fazer campanha para Aécio Neves, e livrar-se da prisão com um indulto-pizza.
Mas vamos analisar os fatos: em 2005, com o escândalo do mensalão, Valério entregou a relação de alguns pagamentos via caixa 2. Escolheu quase só alvos da base governista federal. Não envolveu Aécio e sua gente (o mensalão tucano já era conhecido e já havia se transformado em processo de improbidade administrativa antes).
Qual a lógica? Amarrar seu destino aos governistas da época. Assim, ou se livravam todos ou cairiam todos juntos. Ao poupar as peripécias tucanas durante as eleições de 2002, pensava que, com o escândalo, os tucanos voltariam ao poder em 2006. Um procurador-geral da República seria nomeado para "engavetar" o processo e faria "uma bela pizza". A carreira empresarial de Valério seria retomada discretamente logo depois, com outros contratos com o governo federal que, imaginava-se, seria tucano.
O tempo passou, e todos foram condenados sob pressão dos antigos amigos tucanos. Provavelmente Valério e o sócio, Cristiano Paz, devem ter se arrependido e se sentido traídos pelos "amigos" do PSDB. Se tivessem arrolado o nome da tucanada no mesmo pacote, em vez de eles pressionarem pela condenação, teriam pressionado por livrar a cara, inclusive de ambos.
Mas agora é tarde, a condenação dos petistas é fato consumado. Valeria a pena detonar os tucanos que pressionaram pela condenação por vingança? No momento, não. Seria um tiro no pé, porque só acrescentaria novos crimes para novas condenações dele mesmo, o que aumentaria a pena.
Então qual a única forma de Valério reduzir os danos da situação em que se encontra? Negociar com os tucanos um indulto e dar uma "forcinha" para que Aécio seja eleito presidente, já que é impossível negociar com petistas, pois ele, Valério, contribuiu para que eles se dessem mal.
E o que os tucanos precisam em troca, para tentarem ser eleitos? Que Marcos Valério detone os petistas e seu principal cabo eleitoral, o ex-presidente Lula. Dentro desta lógica pouco importa se o que Marcos Valério diz é mentira. Importa as manchetes que infestam o noticiário, para desgastar o adversário.
Se perguntarem a Aécio ou Marcos Valério, é claro que ninguém vai admitir nada disso. Mas a análise política aponta para esta conclusão. No passado parecia haver um certo pacto de não agressão entre Aécio e Lula. O tucano manteve-se distante até mesmo da CPI dos Correios. Agora que até FHC já disse que é preciso começar a campanha por Aécio em 2014 imediatamente, esse pacto foi quebrado.

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